quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

FELIZ ANO NOVO


UM FELIZ ANO NOVO A TODOS.

QUE DEUS ESTEJA EM SEUS CORAÇÕES AGORA E SEMPRE.

DEEM VALOR PARA A OUTRA VIDA, PORQUE ESTA VIDA PASSA, MAS A OUTRA NÃO PASSA!

Todo ser vivo que adquiriu beleza, fica como um sinal de que houve uma ordenação construtiva para se chegar a esta beleza. A beleza que existe, não surge sem um construtor, sem um idealizador, sem um modelador, sem o querer de uma fonte criadora bondosa, amorosa. Sim, porque só o amor pode chegar a criar beleza. Beleza sugere um feitor cheio de amor. E como tudo o que existe é simplesmente lindo, conclui-se que quem tudo criou é a maior força do universo. É o Amor. Deus é Amor.


Antonio Carlos Calciolari.

A MÃE AGRADECE POR SER A MÃE DA PALAVRA


A MÃE AGRADECE POR SER A MÃE DA PALAVRA

“Deus te abençoe, meu Filho, neste dia.”
“Deus esteja contigo, minha mãe. Foi difícil a noite para ti?”
“De fato. Mas também muito feliz. Parecia-me ter-te em meus braços, quando eras pequeno... E eu sonhei que algo como um nó de ouro saísse de tua boca, produzindo um som de uma doçura indizível, e que uma voz me estivesse dizendo... Oh! Mas que voz: “Esta é a Palavra que enriquece o mundo e que dá felicidade a quem a ouve e lhe obedece. Ela não tem limite em seu poder, nem no tempo, nem no espaço. Ela salvará.”
Oh! Meu Filho! E és Tu, o meu Filho, esta Palavra! Que farei para viver tanto e para fazer tanto, quanto é necessário para poder agradecer ao Eterno por me ter feito tua Mãe?”
“Não fiques pensando nisso, minha Mãe. Cada batida do teu coração já é um agradecimento a Deus. Tu és o louvor vivo a Deus, e sempre o serás, minha Mãe. Tu lhe agradece desde que existes...”
“Não me parece que estou fazendo isso o tanto que é necessário, Jesus. É uma coisa tão grande a que Deus me fez! Afinal, que eu estou fazendo a mais do que o que fazem todas essas boas mulheres, que, como eu são tuas discípulas? Dize-me isto, meu Filho, dize ao nosso Pai que me dê um modo de agradecer-lhe, como o dom recebido por mim o merece.”
“Minha Mãe! E achas que o Pai tenha necessidade que Eu lhe faça essa pergunta por ti? Ele já preparou o sacrifício que tu lhe deverás oferecer, para este louvor perfeito. E perfeita o serás, quando o tiveres oferecido.”
“Meu Jesus!... Eu compreendo o que queres dizer... Mas, serei eu capaz de pensar naquela hora? A tua pobre Mãe...”
“És a bem aventurada Esposa do Amor Eterno! Minha Mãe, tu és isto. E o Amor pensará em ti.”
“Tu o estás dizendo, meu Filho e eu vou descansar sobre a tua Palavra... Mas Tu... reza por mim, naquela hora, que nenhum desses entende, e que já está para chegar... Não é verdade? Pois não é verdade mesmo?”
Dizer qual a expressão do rosto de Maria, durante este diálogo, é impossível. Não há escritor que possa traduzi-la em palavras, sem deixar de alterá-la com afetações, ou tintas imprecisas. Somente quem tem coração, e um coração bom, é que pode dar ao rosto de Maria, com o poder de sua mente, a expressão que ela tem neste momento.
Jesus olha para ela. E essa é outra impressão intraduzível em nossas palavras. E lhe responde: “E tu, reza por Mim, na hora de minha morte... Sim, nenhum desses entende... Mas é culpa deles. É Satanás que cria as fumaças, para que eles não vejam, e fiquem como uns ébrios, sem entenderem, e por isso, não estão preparados... e mais fáceis de ser derrubados. Mas Eu e tu os salvaremos das insídias de Satanás. Desde agora, Eu os confio a ti, minha Mãe. Lembra-te destas minhas palavras. Eu tos confio. Dou-te a minha herança. Sê para eles a Nutriz. Há pouco Eu estava pensando em quantos, através dos séculos, irá tornar a viver o homem de Keriot, com todas as suas taras. Estava pensando que alguém, que não fosse Jesus, haveria de repelir este ser tarado. Mas Eu não o repelirei. Eu sou Jesus.
Tu, durante o tempo em que ainda ficares na Terra, como segunda depois de Pedro, na hierarquia eclesiástica, ele como cabeça e tu como fiel, a primeira de todos como mãe da Igreja, tendo dado a luz a mim, que sou cabeça deste corpo místico, tu não repelirá os muitos Judas, mas socorre e ensina a Pedro. Aos irmãos, a João, a Tiago, a Simão, a Filipe, a Bartolomeu, a André, a Tomé e a Mateus a não repelir, e a socorrer. Defende-me em meus seguidores, e defende-me contra aqueles que quererão dispersar e desmembrar a Igreja nascente. E, através dos séculos, sê tu sempre a que intercede e protege, a que defende e ajuda a minha Igreja, os meus sacerdotes, os meus fiéis do Mal e do castigo, e também deles mesmos. Quantos Judas, ó Mãe através dos séculos! E quantos, como uns deficientes que não sabem entender, ou uns cegos e surdos que não sabem ver ou ouvir, ou estropiados e paralíticos, que não sabem vir... Mãe, todos sob o teu manto! Somente tu podes e poderás mudar os decretos de castigo do eterno para um ou para muitos. Porque a trindade nunca poderá negar nada a sua flor.
“Assim farei, meu Filho. No que depende de mim, vai em paz, rumo a sua meta. A tua Mãe está aqui para te defender em tua Igreja sempre.”
“Deus te abençoe, minha Mãe... Vem! Eu colherei para ti cálices de flores cheios de orvalho perfumado, e com ele refrescarás o teu rosto, como Eu fiz. Preparou-os para nós o nosso Pai Santíssimo, e os passarinhos nos mostraram. Olha como tudo serve na ordenada criação de Deus! Esta esplanada, que está a boa altura, e perto do lago, tão fértil por causa das névoas, que atraem as orvalhadas, oferecem condições para este vicejar de ervas e de flores, até mesmo no mais forte calor do verão. Estas chuvas abundantes de orvalho servem para encher os cálices, a fim de que seus filhos possam lavar seus rostos... Vede quantas coisas o Pai pôs à disposição dos que o amam, Toma. Água de Deus, servida em cálices de Deus, para que se refresque a Eva do Novo Paraíso.”


(de Jesus à Valtorta, Vol 7, pgs. 161, 162)  

COMO SERÁ O NOVO PARAÍSO?


COMO SERÁ O NOVO PARAÍSO?

Sexta-feira, 12 Outubro, 2012, 23:15 h.

Minha querida e amada filha, o Meu Amor é tão poderoso, que está agora a ser sentido por aqueles que não conhecem Deus. Apesar do mal presente no mundo, os homens sentem agora nos seus corações o amor pelos outros, o que está em desacordo com a corrupção que está presente nas almas e que os surpreenderá. Tão inesperadamente surgirá esta onda de amor, através das suas almas, que muitos vão ficar lavados em lágrimas. Essas lágrimas de amor tão puro nos seus que corações, rasgá-los-á em dois. Eles não sabem porque se sentem assim em relação aos seus irmãos e irmãs. Eles sentirão também este amor verdadeiro e único pelo seu Criador, Deus Pai. No entanto, eles não vão reconhecer que Ele Existe. Em vez disso, muitos vão ficar desorientados e perguntar-se-ão. Que incrível amor poderoso é este que eu sinto no meu coração? O que pode ser isso se não Deus? Como posso eu sentir esse amor, se sou apenas um produto da evolução, um produto de partículas compostas de Terra? A Verdade, Meus filhos, é esta. Vós não sois uma partícula da Terra, um remanescente do tempo. Vós sois seres vivos, almas vivas, que têm capacidade para uma Vida Eterna, sem fim. Vós sofreis por causa dos pecados de Adão e Eva, os vossos pais originais. Vós podeis sorrir, ridicularizar ou zombar do que vós acreditais ser uma história de ficção, mas a Verdade é que estais a viver uma vida de imperfeição. Esta vida de sofrimento é devida aos pecados dos vossos pais originais. Manchados com o pecado, vós estais cegos para a Verdade de Deus, pela mesma serpente que enganou a eles. Vós acreditais que viveis num mundo real, um mundo de matéria, que tem durabilidade limitada. A vossa vida na Terra é curta. A idade dos vossos corpos. A vossa saúde deteriora-se. Com o tempo o vosso corpo morre. Negligenciai o vosso espírito, a vossa alma, e vós não sois nada. Aceitai que sois filhos de Deus e a vossa vida na Terra tornar-se-á mais importante, na qual vivereis a vida de acordo com as Leis de Deus. A vossa vida será prolongada e ser-vos-á concedida a grande Dádiva da Vida Eterna. Se vos fosse mostrado um vislumbre dessa vida, por apenas uma hora, vós nunca ofenderíeis o Meu Pai. Vós deveis saber que recebereis essas Dádivas. Vós, aqueles que morrerdes em estado de graça, vivereis com a vossa família, e formareis o Meu exército remanescente na Terra. O vosso corpo será purificado e recriado num estado de perfeição, com base na idade em que vós aceitastes o amor de Deus. Vós vivereis no amor e em paz, com vossos entes queridos e os vossos próximos. Nenhum de vós vai querer mais nada. Haverá diferentes níveis no Novo Paraíso de 12 nações. Na base haverá cidades e aldeias, todos trabalhando numa torrente de paz, amor, felicidade e contentamento. Ninguém vai querer mais nada. Eu serei o vosso Rei, o vosso Mestre, e Eu reinarei entre vós, em União Mística. Depois, haverá os níveis mais elevados. Eles manterão todas as nações juntas, unidas pelos Meus Ensinamentos, e todos os homens se misturarão em completa harmonia uns com os outros, e com as feras da terra, grandes e pequenas. Todos sobreviverão comendo da Árvore da Vida. A ninguém faltará alimento. Em seguida, haverá os governos das nações. Eles garantirão que tudo estará de acordo com os Meus Ensinamentos. Os Meus governos serão liderados pelos Meus Santos e Apóstolos. E continuará assim até ao fim, até que a segunda Ressurreição dos mortos terá lugar, para o confronto final. Satanás será libertado, juntamente com seus demônios, num prazo curto. Em seguida, todo o mal será destruído. A Minha Misericórdia será, finalmente, apresentada ao mundo, no Novo Céu e Nova Terra reunidos.  Então, tudo será revelado, assim como o Mistério de Deus será mostrado a todos, finalmente, em Toda a Sua Glória.
O vosso Jesus.
(O Livro da Verdade - Maria Divina Misericórdia)

Daniel 10,21
Mas eu te anunciarei presentemente o que está expresso na escritura da verdade: e em todas estas coisas ninguém me ajuda, senão Miguel, que é o vosso príncipe.

O LIVRO DA VERDADE é a continuação da Bíblia. Fonte: www.elgranavisomensajes.com



OBS: Gostaria de lembrar a todos os Católicos que se sentem influenciados pela seita invocadora de espíritos, o Espiritismo, que o “Nosso Lar”, um lugar semelhante a uma enfermaria e de ônibus levando almas daqui para acolá, psicografado por Chico Xavier, com um suposto espírito desconhecido intitulado como “André Luis”, este não é o nome verdadeiro dele, e ninguém sabe qual é, não é e, não faz parte do Paraíso revelado por Deus. Este suposto lugar chamado pelos espíritas, como sendo o Paraíso, não existe. Se trata de um conto de fadas, ou melhor, de um conto Satânico. Foi o espírito de um anjo caído, que fez esta comunicação extra-terrena com o obcecado e infeliz Chico. E ele acreditando neste espírito que se recusou a dizer o seu verdadeiro nome, se ocultando da verdade, escreveu o que “ouviu”. Livros e filmes a respeito foram lançados na mídia como se fosse verdade, enganando muitos Católicos desavisados. Para maiores esclarecimentos, ler artigo anterior neste blog “Reencarnação, uma grande Mentira”.

Antonio C. Calciolari 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

FAMA E GLÓRIA NESTA VIDA SÃO ILUSÕES PASSAGEIRAS


Zorra total da Rede Globo, incompetência humorística e blasfêmia.

FAMA E GLÓRIA NESTA VIDA SÃO ILUSÕES PASSAGEIRAS


Sábado, 29 de Setembro de 2012, 23:00 h.

Minha querida e amada filha, porque é que tantas pessoas no mundo acreditam que a sua mortalidade é por tempo indeterminado? Assim, muitas pessoas estão hoje obcecadas com a busca da fama e da glória pessoal. Assim, muitos dos que procuram e alcançam grande reconhecimento e sucesso são idolatrados por aqueles que acreditam que essa é a glória por que eles se devem esforçar, para que se satisfaçam. Muito pouco do seu tempo é gasto no que realmente importa. Eles pisam os outros para conseguir o que querem por causa de seu desejo insaciável de brilhar em glória perante o mundo. A sua vaidade é alimentada pelo mundo do entretenimento, pelos média e pela sua busca de auto-aperfeiçoamento, e é aplaudida. É por isto que as pessoas comuns se esforçam hoje. Elas admiram abertamente tal ambição e esta torna-se como uma religião. Elas idolatram aqueles que chegam a tais alturas e, então, começam a imitar as suas vidas. Nem por uma vez eles consideram se tais coisas têm alguma consequência real. Eles nunca param para se questionarem: "É nisto que consiste a minha vida?" Eles não acreditam em Deus, na maioria dos casos, porque, se o fizessem, saberiam como é desagradável aos olhos de Deus procurar a adulação desta forma. Quando uma pessoa busca constantemente atenção e adulação, e é obcecada com a imagem que projeta para o mundo, não entende como este caminho é curto. Eles desaparecerão com o tempo e ficarão vazios e sem amor para compartilhar com os outros. Eles gastam muito do seu tempo amando-se a si mesmos pelo que não terão espaço para qualquer outro amor. Eles colocam as suas próprias necessidades antes dos outros. Eles farão qualquer coisa, inclusive cometer atos que ofendem a Deus, para alcançar a auto glorificação. A esta geração têm sido ditas tantas mentiras sobre a maneira de viver as suas vidas. Eles são incentivados por um mundo que acredita que o ganho material, a cultura da celebridade e a ambição, que lhes traga grande admiração, são as coisas mais importantes que devem ambicionar. Que pouco eles sabem. Como ficarão chocados quando eles descobrirem como estavam errados. As pessoas que levam tal vida enfrentarão a decepção quando os seus desejos não forem satisfeitos. Todo o ato para lhes trazer mais prazer, através da auto obsessão pela ambição, não lhes trará a paz. Orai para que em breve essas pessoas percebam que a busca da fama e da glória pessoal só satisfaz por um tempo curto. Há apenas um objetivo por que vos deveis esforçar, que é o de seguir os Ensinamentos do Senhor. Quando fizerdes isso, vós ficareis em paz. Vós ainda podeis desfrutar de muitos dos prazeres do mundo, mas vós entendereis o que realmente importa. Muitos jovens colocam muito valor na forma como eles são vistos pelos outros. As pressões sobre eles, para conduzirem as suas vidas perseguindo os mesmos objetivos que as celebridades que admiram, está a prejudicar as suas almas. É bloquear a realidade do que é agradável a Deus. É bloquear a Verdade. Só a Verdade vos fará sentir satisfação e vos trará paz, amor, alegria e felicidade. Eu sou a vida que vós procurais. Em Mim vós encontrareis uma vida de Glória. Esta é a Glória que deveis procurar. Pois vivereis uma vida de Grande Glória, no Novo Paraíso, se vos voltardes para Mim. Esta é a única glória que vos trará uma alegria indescritível.
O vosso Jesus.
(O Livro da verdade - Maria Divina Misericórdia)

 Daniel 10,21
Mas eu te anunciarei presentemente o que está expresso na escritura da verdade: e em todas estas coisas ninguém me ajuda, senão Miguel, que é o vosso príncipe.

O LIVRO DA VERDADE é a continuação da Bíblia. Fonte: www.elgranavisomensajes.com


OBS: Um exemplo claro disto, é o que aconteceu com o elenco de humoristas do programa Zorra Total da Rede Globo recentemente. Em seus estados imaginários de glória, de reconhecimento público, chegaram a blasfemar contra Nossa Senhora, chamando-a de corrupta. Os humoristas na sua falta de competência humorística, se rebaixaram, apelando para obter ibope, ofendendo a Mãe de Deus a pedido de seus organizadores. A fama falou mais alto do que a razão. A intenção premeditada de ofender para se obter audiência falou mais alto do que o respeito ao Cristianismo. O salário pago pela Globo aos humoristas, condicionou-os a agir sem pensar nas conseqüências de tais atos. E assim ofenderam a Mulher das dores, a amorosa entre as amorosas, a co-redentora, a perseguida, a Mulher vestida de Sol que esmagará a cabeça da Serpente para sempre nestes finais dos tempos. Como Ela poderá perdoá-los no dia de seus julgamentos, senhores humoristas? Não sabiam que deve haver o perdão do ofendido para que Deus conceda o perdão? Então como ficará vocês diante desta ofendida e de Deus nos Céus, quando será lembrado a ofensa por vós proferida?
Só Deus sabe. Mas eu não gostaria de estar em seus lugares neste dia, no último dia.
Que o rancor e a ira não estejam nos corações dos cristãos por este motivo. Perdoar e rezar a oração da Divina Misericórdia todos os dias, para se obter justiça, se possível ainda nesta terra.
A paz de Jesus.

Antonio C. Calciolari

ENSINAMENTOS DE JESUS PARA SE VIVER COM JUSTIÇA


Eu estou em cada mendigo, em cada necessitado do mundo.

ENSINAMENTOS DE JESUS PARA SE VIVER COM JUSTIÇA

Diz Jesus:

“Estou vendo tudo. E todas estas coisas quem vos ajudou a construí-las não foram esses que agora, por entre queixumes vos pedem um pão? Vós dizeis que sim? E, então, porquê é que vós estais aproveitando do que eles vos ajudaram a ter, não dais a eles nem uma migalha de prazer? O pão, sem que eles o peçam. Uma pequena cama, para que eles não sejam obrigados a dividir as cavernas com os animais selvagens. Um socorro para as suas doenças que, se forem curadas, eles teriam ainda um modo de fazer alguma coisa, em vez de ficarem se aviltando em um ócio forçado e humilhante. Como podeis sentar-vos contentes à mesa e repartir com alegria o alimento abundante por entre os filhos sorridentes, sabendo que pouco longe deles estão alguns vossos irmãos passando fome? Como ir tomar descanso em um leito bem confortável, quando sabeis que lá fora, no meio da noite, há homens sem uma enxerga, e sem poderem descansar? Não vos queimam a consciência aquelas moedas que pondes nos cofres, sabendo que muitos não têm nem uma moedinha para comprar um pão?
Vós me dissestes que credes no Senhor Altíssimo e que observais a Lei, que conheceis os profetas, e os livros da Sabedoria. Vós me dissestes que credes em Mim e que estais ávidos da minha Doutrina. Mas então, haveis de ter um coração bom, porque Deus é amor e prescreve o amor, porque a Lei é Amor, porque os profetas e os livros da Sabedoria aconselham o amor, se a minha doutrina é uma doutrina de amor. Os sacrifícios e as orações são vazios, se eles não tiverem por base e altar o amor do próximo, especialmente do próximo indigente, ao qual podem ser dadas as formas de amor com o pão, a cama, a roupa, junto com o conforto e o ensino e com um acompanhamento para levá-los a Deus. A miséria, aviltando o homem, leva o espírito à perda daquela fé na Providência, que é essencial para se poder resistir nas provações desta vida.
Como podeis pretender que o miserável seja sempre bom, paciente, piedoso, quando ele vê que os beneficiados nesta vida, que segundo o conceito comum, assim o são pela Providência, ficam duros de coração e sem uma verdadeira religião, porque a religião deles faz falta a primeira e a mais essencial das partes: o amor, e ficam sem paciência, e, aqueles que tudo têm não sabem suportar nem mesmo o pedido de quem está com fome? As vezes eles maldizem a Deus e a vós? Mas, quem os leva a este pecado? Nunca pensais vós, ó ricos cidadãos de uma cidade rica como esta, que tendes um grande dever: o de ensinar a Sabedoria aos que ficam abandonados pelo vosso modo de agir.
Eu já ouvi alguém dizer: “Todos gostaríamos de ser teus discípulos, para pregarmos a tua doutrina.” A todos Eu digo: bem que o podeis fazer. Esses que vêm com medo, com vergonha, porque suas vestes estão rasgadas, com seus rostos chupados, são os que estão esperando a Boa Nova, a que veio sobretudo para os pobres, a fim de que eles tenham um conforto sobrenatural, na esperança de uma vida gloriosa, depois da realidade de sua triste vida presente. Vós a podeis viver com menos cansaço material, mas com mais cansaço espiritual, pois que as riquezas são perigosas para a santidade e a justiça, esta é a minha doutrina. Eles com cansaços de toda sorte, o podem fazer. O pão que falta, a roupa insuficiente, o teto inexistente os movem a fazer esta pergunta: “Como eu posso crer que Deus é meu Pai, se eu não tenho nem o que um passarinho do ar tem?” As durezas do próximo como é que podem fazer crer a eles que é preciso que se amem como irmãos? Vós tendes a obrigação de ensinar-lhes que Deus é Pai e que vós sois irmãos, com o vosso amor por meio de boas obras. A Providência existe, e dela vós sois os ministros, vós, os ricos do mundo. Considerai que estes meios são como a maior honra que Deus vos faz, como único meio para tornar santas as perigosas riquezas.
E agi como se em cada um deles vísseis a Mim mesmo. Eu estou neles. Eu quis ser pobre e perseguido para ser como eles, e porque a lembrança do Cristo pobre e perseguido continuasse pelos séculos afora, projetando uma luz sobrenatural sobre os pobres e os perseguidos como Cristo, uma luz que vo-los fizesse amar como a outros Mim mesmo. Pois Eu de fato estou no mendigo, ao qual matastes a fome, ao qual matastes a sede, ao que vestistes, ao que abrigastes. Eu estou no órfão que foi recolhido com amor, no velhinho socorrido, na viúva ajudada no peregrino hospedado, no doente curada. Eu estou no aflito confortado, no ignorante que foi instruído. Eu estou onde se recebe amor. E tudo o que for feito a um irmão pobre, tanto com meios materiais, como espirituais, a Mim foi feito. Porque Eu sou o Pobre, o Aflito, o Homem das dores, e o sou para dar Riqueza, Alegria, Vida sobrenatural a todos os homens, que muitas vezes nem o sabem, mas assim é, são ricos apenas na aparência, e alegres com uma alegria apenas aparente, e são todos pobres das riquezas e alegrias verdadeiras, porque estão sem a Graça por causa da Culpa Original, que os priva dela.
Vós sabeis que sem a Redenção, não há Graça, não há alegria nem Vida. E Eu, para dar-vos Graça e Vida, não quis nascer como um rei ou poderoso, mas como um pobre, um homem do povo, um humilde, porque nada é a coroa, nada é o trono, nada é o poder para quem vem do Céu, a fim de conduzir para o Céu, pois tudo isso é o exemplo que um verdadeiro Mestre deve dar, para dar força à sua Doutrina.
Porque os em maior número são os pobres e os infelizes, ao passo que os poderosos e os felizes são em menor número. Porque a bondade é Piedade. Para isto é que Eu vim, e que o Senhor ungiu o seu Cristo: para que Eu anunciasse a Boa Nova aos mansos, e cuidasse dos que têm o coração amargurado, para pregar a liberdade a ser dada aos escravos, a liberdade aos prisioneiros, para consolar aos que choram, colocar nos filhos de Deus, nos filhos que sabem permanecer tais, tanto na alegria como na dor, o seu diadema, a veste da justiça, e transformá-los de árvores selvagens em plantas do Senhor, em seus campeões, em suas glórias.
Eu sou tudo para todos e a todos quero comigo no Reino dos Céus. Este para todos está aberto, contanto que se saiba viver na justiça. A justiça está na prática da Lei e no exercício do amor. A esse Reino não se chega por direitos de censo, mas pelo heroísmo de santidade. Quem quer entrar nele, que me siga, e faça o que Eu faço: ame a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como Eu o amo, não blasfeme contra o Senhor, santifique as suas festas, honre os seus pais, não levante a mão violenta contra o seu semelhante, não cometa adultério, não roube ao seu próximo de maneira nenhuma, não dê falso testemunho, não deseje o que não tem e que ou outros têm, mas fique contente com a sua sorte, pensando que ela é sempre transitória, e é o caminho e o meio par conquistar uma sorte melhor e eterna, ame os pobres, os aflitos, os peregrinos da terra, os órfãos, as viúvas, não pratique usura. Quem fizer isto, seja qual for a sua nação e língua, sua condição e categoria, poderá entrar no Reino de Deus, do qual Eu vos abro as portas.
Vinde a Mim, todos vós de reta vontade. Que não vos espante o que sois, ou o que fostes. Eu sou Água que lava o passado e fortifica o futuro. Vinde a Mim, vós que sois pobres de Sabedoria. Na minha palavra há Sabedoria. Vinde a Mim. Refazei para vós uma vida nova, baseada em novos conceitos. Não tenhais medo de não saberdes, de não poderdes fazer. A minha doutrina é fácil, o meu jugo é leve. Eu sou o Rabi, que dá sem pedir compensação, sem pedir outra compensação, a não ser o vosso amor. Se me amardes, amareis a minha Doutrina e por isso também ao vosso próximo, e tereis a Vida e o Reino. Ricos, despojai-vos do apego as riquezas, e comprai com elas o Reino, com todas as obras de um misericordioso amor ao próximo. Pobres despojai-vos do vosso aviltamento, e vinde para o caminho do vosso Rei. Com Isaías, Eu vos digo: “Sedentos, vinde às águas, vós também, que não tendes dinheiro, vinde comprar.” Com o amor comprareis o que é amor, o que é alimento que não perece, alimento que realmente sacia e fortifica.”


(de Jesus à Valtorta, Vol. 7, pgs. 145 a 148)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

PARÁBOLA DOS DEZ MONUMENTOS

     Moisés recebendo as tábuas com os dez mandamentos de Deus no Monte Sinai


A PARÁBOLA DOS DEZ MONUMENTOS

“Para fazer-vos compreender bem o que são os dez mandamentos e qual a importância que há em segui-los, vou contar-vos uma parábola.
Um ai de família tinha dois filhos igualmente amados, e dos quais ele queria ser, em medida igual, o benfeitor. Esse pai tinha além da casa onde estavam os filhos, algumas propriedades onde havia grandes tesouros escondidos. Os filhos sabiam desses tesouros, mas não sabiam quais os caminhos para se ir até eles, porque o pai por motivos que só ele sabia, não tinha revelado aos filhos o caminho para se chegar até lá. E isso foi assim por muitos e muitos anos. Mas, em certo momento, ele chamou os seus dois filhos, e lhes disse: “É bom que agora fiqueis sabendo onde estão os tesouros que o vosso pai pôs de lado para vós e, para poderdes chegar até eles, eu agora vo-lo direi. Por enquanto, conhecereis bem a estrada, para que vós não percais o caminho certo. Ouvi-me, então. Os tesouros não estão na planície de águas estagnadas, onde o sol é ardente, onde a poeira os encobriria, os espinheiros e os abrolhos os sufocariam, nem onde facilmente os ladrões poderiam chegar para vo-lo roubar. Os tesouros estão no alto, bem no alto daquele monte escabroso. Eu os coloquei lá e lá eles estão esperando. Para ir-se ao monte, há um caminho, ou melhor, há vários caminhos. Mas só um deles é bom. Dos outros, uns vão dar em precipícios, outros obstáculos, outros em cavernas sem saída, outros em fossas cheias de água lamacenta, outros em ninhos de víboras, outros em crateras cheias de enxofre aceso, outros em muralhas intransponíveis. O bom, por sua vez, é cansativo, mas chega ao cume, sem ser interrompido por precipícios nem outros obstáculos. Para que vós o possais reconhecer, eu coloquei ao longo dele, em distâncias regulares, dez monumentos feitos com pedras, tendo gravadas sobre cada um deles três palavras pelas quais eles podem ser reconhecidos: “Amor, obediência, vitória.” Ide por esse caminho, e chegareis ao lugar do tesouro. Eu, porém, por um outro caminho só por mim conhecido, irei, e vos abrirei as portas, a fim de que sejais felizes.”
Os dois filhos saudaram ao pai que, enquanto podia ser ouvido por ele, repetia: “Ide pelo caminho de que eu vos falei. É para o vosso bem. Não vos deixeis tentar pelos outros caminhos, ainda que possam parecer-vos melhores. Perderíeis o tesouro e a mim também...”
Ei-los chagados aos pés do monte. O primeiro dos monumentos estava exatamente no começo do caminho, junto ao centro de um círculo de onde partiam diversos caminhos, que dali saíam para a conquista do monte, por todos os lados. Os dois irmãos começaram a subida pelo caminho bom. Ele era muito bom nas primeiras horas, pois não tinha nem um fio de sombra. Do alto do céu os raios do sol desciam a pino, inundando o monte de luz e calor. O rochedo esbranquiçado, no qual havia sido escavado o caminho, um céu límpido acima de suas cabeças e um sol ardente ao redor de seus membros, era isso o que os dois irmãos podiam ver e perceber. Animados pela boa vontade, pela lembrança do pai e de suas recomendações, eles ainda iam subindo alegres para o cume.
Chegaram ao segundo monumento... e depois ao terceiro. O caminho era cada vez mais cansativo, solitário e sob um forte calor. Já nem mais se podiam ver os outros caminhos, nos quais havia ervas e árvores, ou águas claras, ou, pelo menos uma subida mais suave, menos a pique, e feita sobre a terra, em vez de o ser sobre a rocha.
“Nosso pai quer que cheguemos mortos”, disse um dos filhos, ao chegarem ao quarto monumento. E começou a dar passos mais vagarosos. O outro procurou animá-lo a continuar a andar, dizendo-lhe: “Ele nos ama como fossemos ele mesmo,e mais ainda, porque ele guardou para nós o tesouro de um modo tão maravilhoso. Este caminho feito na rocha e que, sem erro vem subindo desde lá debaixo até o cume, foi ele que escavou. Estes monumentos, ele os fez para nos guiarmos por eles. Pensa, meu irmão! Ele sozinho fez tudo isso por amor! Para dá-lo a nós. Para fazer que nós cheguemos ao tesouro sem possibilidade de erro e sem perigo.”
Eles ainda continuaram a caminhar. Mas os caminhos que eles tinham deixado no vale, de vez em quando passavam por perto do caminho que fora cavado na rocha, e sempre mais assim o faziam. Quanto mais se aproximavam do cume, estreitando-se o caminho em que estavam, quando estavam já perto do ápice do cone. E aqueles caminhos, como eram bonitos, sombreados, convidativos!...
“Eu quase peguei um daqueles”, disse o descontente, ao chegar ao sexto monumento. “Ele, tanto como este, chega também lá em cima.”
“Tu não podes dizer isso. Pois não vês se ele desce ou se sobe”
“Olha a passagem dele lá em cima!”
“Não se sabe bem se é este. Além disso, o pai disse que não deixássemos o caminho seguro...”
De má vontade, o desanimado prosseguiu. Eis o sétimo monumento. “Oh! Eu vou-me embora mesmo.”
“Não faças isso, meu irmão!”
A parte mais alta do caminho já ia ficando verdadeiramente muito difícil. Mas o cume já estava perto. Eis que o oitavo monumento também já está perto, e está passando rente ao deles o caminho florido.
“Oh! Estás vendo como se não vai em linha reta, mas não vai subindo também este?”
“Não sabes se é este.”
“Sim. Eu o reconheço.”
“Tu estás enganado.”
“Não. Eu vou.”
“Não faças isso. Pensa no pai, nos perigos, no tesouro.”
“Que todos se percam! Que é que eu vou fazer com esse tesouro, se chego lá em cima quase morto? Que perigo pode haver maior do que esta estrada? E que ódio maior do que este do pai, que nos burlou com esta história do caminho, para fazer-nos morrer? Adeus. Eu chegarei antes de ti, e chegarei vivo...”, e se jogou no caminho ao lado, desaparecendo com uma exclamação de alegria, atrás dos troncos das árvores que lhe davam sombra.
O outro prosseguiu com tristeza. Oh! O caminho, em seu último trecho, era realmente horrível! O viandante não agüentava mais. Estava como um embriagado, por causa do cansaço e do sol! Ao chegar ao nono monumento, ele parou, ofegante, apoiou-se na pedra gravada, e leu, maquinalmente as palavras que nela estavam escritas. Ali por perto passava um dos caminhos sombreados, com fontes de água, com flores... “Vou... ou não vou? Mas, não. Ali está escrito, e foi meu pai que o escreveu: “Amor, obediência, vitória”. Eu devo crer. Crer em seu amor, em sua verdade, e devo obedecer para mostrar-lhe o meu amor... Vamos... Que o amor me sustente!... “Ali está o décimo monumento... O viandante, exausto, queimado pelo sol, ia caminhando encurvado, como sob um jugo... Era o amoroso e santo jugo da fidelidade, que é amor, obediência, fortaleza, esperança, justiça, prudência, tudo... Em vez de apoiar-se, jogou-se sentado àquela meia sombra que o monumento formava sobre o chão. Sentia-se morrendo... Do caminho ao lado o rumor de um regato e um cheiro de bosque... “Pai, meu pai, ajuda-me com o teu espírito, na tentação... ajuda-me a ser fiel até o fim!”
De longe, por entre risadas, ouve-se a voz do irmão: “Vem, eu te espero. Aqui é um éden... vem...”
“E se eu fosse?...” e, gritando bem alto: “Por aí se sobe mesmo para o cume?”
“Sim, vem, Há uma galeria fresca, que conduz para cima. Vem! Eu já estou vendo o cume, para lá da galeria do rochedo...”
“Vou? Ou não vou? Quem é que me socorre?... Eu vou... Firmou no chão as mãos para levantar-se e, enquanto assim fazia, notou que as palavras gravadas não estavam tão bem esculpidas, como as do primeiro monumento. Em cada monumento as palavras iam ficando cada vez mais apagadas, como se o pai, cansado, já estivesse com menos forças para gravá-las. E... olha! Também aqui aparece aquele sinal vermelho-escuro, que já... era visível, desde o quinto monumento. A diferença é que somente aqui, é que ele preenche o vazio de cada palavra, e escorreu para fora, regando o rochedo como umas lágrimas escuras, parecendo ser de sangue...” Raspou com o dedo no lugar onde havia uma grande mancha na largura de duas mãos. E a mancha se esfarinhou, deixando descobertas e frescas estas palavras: “Assim eu vos amei. E derramei o sangue para conduzir-vos até o Tesouro.”
“Oh! Oh! O meu pai! E poderia eu pensar em não cumprir a tua ordem? Perdão, meu pai! Perdão!” O filho chorou junto ao rochedo, e o sangue que enchia o vazio das palavras, tornou-se fresco de novo, brilhando como um rubi, e as lágrimas foram comida e bebida para o filho bom, e também lhe deram força... Ele se levantou... Por amor chamou o seu irmão em voz alta, bem alta. Queria contar-lhe a sua descoberta... o amor do pai, e dizer-lhe: “Volta!”, mas ninguém lhe respondeu.”
O jovem começou de novo a andar, quase de joelhos, sobre a pedra quente, porque ele estava quase exausto em sua carne pelo cansaço, mas seu espírito estava tranqüilo. Aí está o cume... E ali está o pai. “Meu pai!” “Filho querido!” O jovem abandonou-se sobre o peito paterno, e o pai o acolheu, cobrindo-o de beijos.
“Estás sozinho?”
“Sim. Mas logo chegará o irmão...”
“Não. Ele não chegará mais. Ele deixou o caminho dos dez monumentos. Ele não voltou atrás depois dos primeiros desenganos que o advertiam. Queres vê-lo? Ei-lo lá. Está no abismo de fogo... Ele ficou obstinado na culpa. Eu o teria ainda perdoado e esperado, se, depois de ter reconhecido seu erro, ele tivesse voltado sobre os seus passos e ainda que com atraso, tivesse passado por onde o Amor passou primeiro, sofrendo até derramar o seu sangue, a parte mais querida de Si mesmo, por causa de vós.”
“Ele não sabia.”
“Se tivesse olhado com amor as palavras esculpidas nos dez monumentos, teria lido o seu verdadeiro significado. Tu o leste, desde o quinto monumento, e o fizeste notar ao outro, dizendo: “O pai aqui deve ter-se ferido!” E o leste no sétimo, no oitavo, no nono... cada vez mais claro, até que tiveste o instinto de descobrir o que é que estava por debaixo do meu sangue. Sabes qual é o nome daquele instinto?
“A tua verdadeira união comigo”. As fibras do teu coração, unidas às minhas fibras, estremeceram, e te disseram: “Aqui terás a medida de quanto te ama o pai”. Agora entra na posse do Tesouro e de mim mesmo, tu que foste amoroso, obediente e vitorioso para sempre.”
Esta é a parábola.
Os dez monumentos são os dez mandamentos. O vosso Deus os esculpiu e colocou sobre o caminho que leva ao Tesouro eterno, e sofreu para conduzir-vos àquele caminho. Vós sofreis? Deus também. Vós tendes que forçar-vos a vós mesmos? Deus também. Sabeis até que ponto? Sofrendo por separar-se de Si mesmo e por forçar-se a conhecer o ser homem com todas as misérias que a humanidade leva consigo: a de nascer, de passar frio, fome, cansaço, ser tratado com sarcasmos, afrontas, ódio, insídias, e enfim, a morte, dando o seu Sangue, para dar-vos o Tesouro. Isto sofre Deus, que desceu para salvar-vos. Isto sofre Deus no alto do Céu, permitindo a Si mesmo o sofrer.
Em verdade Eu vos digo, que nenhum homem por mais cansativo que seja o seu caminho para chegar ao Céu, não irá nunca por um caminho tão cansativo e doloroso como o que o Filho do homem percorre para vir do Céu à Terra e da Terra ao sacrifício, feito para abrir-vos as portas do Tesouro.
Nas tábuas da Lei já está o meu Sangue.
No caminho que Eu vos traço está o meu Sangue.
A porta do Tesouro se abre por baixo da onda do meu Sangue.
A vossa alma se torna cândida e forte, ao banhar-se e ao alimentar-se com meu Sangue.
Mas vós, para que ele não seja derramado em vão, deveis andar pelo caminho imutável dos dez mandamentos.
...A paz do Senhor esteja convosco.”


(de Jesus à Valtorta, Vol. 7, pgs 138 a 143)



OS DEZ MANDAMENTOS.

1 – Amar a Deus sobre todas as coisas, com toda a sua alma, com todas as suas forças.
2 – Não invocar ou falar o Teu Santo Nome em vão.
3 – Guardar e santificar os domingos e festas.
4 – Honrar pai e mãe.
5 – Não Matar.
6 – Não pecar contra a castidade.
7 – Não roubar.
8 – Não mentir, ou não levantar falso testemunho.
9 – Não desejar a mulher do próximo.
10 – Não cobiçar as coisas alheias.


domingo, 27 de dezembro de 2015

A FELICIDADE ETERNA E VERDADEIRA ESTÁ COM OS JUSTOS


A FELICIDADE ETERNA E VERDADEIRA ESTÁ COM OS JUSTOS


Diz Jesus:

“Muitas vezes, e até vezes demais, se ouve dizer que os maus têm mais alegrias do que os bons, e que isso não é justo. Antes de tudo, Eu vos digo: “Não julgueis as aparências nem aquilo que não conheceis.” As aparências são muitas vezes enganosas, e o julgamento de Deus está escondido nesta terra. Conhecereis do outro lado, e vereis que o bem-estar do malvado foi-lhe concedido como meio para atraí-lo ao Bem, e como um desconto pelo pouco bem que até o mais malvado pode fazer. Mas, quando virdes as coisas à luz da outra vida, vereis que mais breve do que a vida de um fio de erva, que nasceu pela primavera no vão de uma torrente, e que o verão secou, assim é o tempo de alegria do pecador, ao passo que um só momento de glória no Céu é, pela alegria que ele comunica ao espírito que o recebe, mais vasto do que toda uma vida triunfal do homem, pois jamais terá existido tal vida. Portanto, não desejeis a prosperidade do mau, procurai com boa vontade chegar a possuir o tesouro eterno do justo.”


(de Jesus à Valtorta, Vol. 7, pgs. 131)

OREIS PELOS JOVENS DESTA GERAÇÃO


OREIS PELOS JOVENS DESTA GERAÇÃO

 Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013, 18:45 h.

Minha querida e amada filha, enquanto a cólera se levanta contra estas Minhas Profecias, dadas ao mundo para vos preparar a todos para a Minha Segunda Vinda, sabei isto. Esta Missão tem um objetivo. É salvar todas as almas - todos os vivos, no mundo de hoje. Não importa o quão dura seja a crítica lançada contra vós, Minha filha, porque Eu seguirei em frente, implacavelmente, até que o Meu Trabalho esteja feito. Ninguém Me impedirá de salvar almas, pois Eu esmagarei quem se atrever a colocar-se no Meu caminho, para que Eu possa salvar as almas que saíram da Minha Proteção.
Por causa do paganismo que varre a Terra e pela fraqueza da fé que existe entre os crentes, vós não sabeis que toda uma geração de jovens é retirada de Mim neste tempo? A Minha Missão centra-se nessas almas jovens aflitas, a que na maioria dos casos foi negado qualquer conhecimento de Mim, Jesus Cristo. Porque são muitos, em cada nação, Eu devo alcançá-los da melhor forma possível para obter a sua atenção.
Lembrai-vos, os Cristãos dentre vós, que fostes alimentados com a Palavra de Deus desde crianças, que sois abençoados. Por isso, vós tendes o dever de rezar pela geração perdida. Por favor, Eu peço que oreis por essas almas jovens com esta Cruzada de Oração:

Cruzada de Oração (118) Pela geração de jovens almas perdidas
Querido Jesus, eu clamo pela vossa Misericórdia para a geração de jovens almas perdidas.
Aqueles que não Vos conhecem, cobri-os com o Dom da visão
Aqueles que Vos conhecem e que Vos ignoram, atraí-os de volta para a Vossa Misericórdia.
Por favor, dai-lhes rapidamente a prova da Vossa Existência e orientai-os para aqueles que podem ajudá-los e orientá-los para a Verdade.
Preenchei as suas mentes e almas com a saudade de Vós.
Ajudai-os a reconhecer o vazio que existe neles, porque eles não sentem a Vossa Presença. Eu peço-vos, Senhor, que não os abandoneis, e, pela Vossa Misericórdia, concedei-lhes a Vida Eterna. 
Amém.

Como Eu anseio por chegar a esses jovens e envolvê-los com os Meus Sagrados Braços, para poder sussurrar palavras de conforto aos seus ouvidos e dar-lhes paz de alma. Eles são Meus e, sem eles, o Novo Paraíso ficaria vazio daqueles por quem Me consumo mais.
Ajudai-Me a salvá-los.

O vosso Jesus.


O Livro da Verdade está mencionado em Daniel 10.21. É aqui que um misterioso Livro da Verdade é referido. Gabriel explica a Daniel que todas as coisas, que lhe têm sido reveladas acerca do futuro e do fim dos tempos, se encontram no Livro da Verdade. Daniel foi avisado para o selar pois ele será deixado para ser aberto num outro tempo, chamado “O Fim Dos Tempos”.

O LIVRO DA VERDADE foi avisado na Bíblia (Apocalipse 5, 1-9 e Daniel 10, 21).

Apocalipse 5, 1-9

E vi na mão direita do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. E vi um anjo forte, que dizia a grande brado: Quem é digno de abrir o livro, e de desatar os seus selos? E nenhum podia, nem no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, por ver que ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem de olhar para ele. Porém, um dos anciãos me disse: Não chores! Eis aqui o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi, que pela sua vitória alcançou o poder de abrir o livro, e de desatar os seus sete selos. E olhei: E vi no meio dos anciãos um cordeiro como morto, que estava em pé, o qual tinha sete cornos, e sete olhos: que são os sete Espíritos de Deus, mandados por toda a terra. E veio: e tomou o livro da mão direita do que estava assentado no trono. E tendo aberto o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos se prostraram diante do Cordeiro, tendo cada um suas cítaras e suas redomas de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos: e cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és, Senhor de tomar o livro e de desatar os seus selos: porque tu foste morto, e nos remiste para Deus pelo teu sangue, de toda a tribo, e de toda língua, e de todo povo, e de toda nação.

Daniel 10,21
Mas eu te anunciarei presentemente o que está expresso na escritura da verdade: e em todas estas coisas ninguém me ajuda, senão Miguel, que é o vosso príncipe.

O LIVRO DA VERDADE é a continuação da Bíblia. Fonte: www.elgranavisomensajes.com

O NASCIMENTO DE JESUS

                                        Numa gruta estábulo, em Belém nasceu o Rei dos Reis



Jesus diz:

 - Trouxestes o acendedor? Acendei. Simão acende um pequeno candeeiro que tirou do seu alforje, e o entrega a Jesus.
 - Entrai, diz o Mestre levantando a pequena luz. Entrai. Este é o quarto onde nasceu o Rei de Israel.
- Estás brincando, Mestre! Isto aqui é uma fétida caverna. Ah! Eu aqui não fico mesmo! Tenho nojo de tudo isso. Este lugar é úmido, frio, fétido, cheio de escorpiões, e talvez até de serpentes...
- Contudo... Amigos, aqui, na noite do dia 25, das Encênias, da Virgem nasceu Jesus Cristo, o Emanuel, o Verbo de Deus feito Carne por amor do homem: Eu, que vos falo. Também naquele tempo, como hoje, o mundo se fez surdo às vozes do Céu, que falavam aos corações... e rejeitou a mãe... e aqui... Não, Judas, não desvies com desgosto o teu olhar daquelas corujas esvoaçantes, daquelas lagartixas, daquelas teias de aranha, e não soergas com repugnância a tua bonita veste bordada para que não se arraste no chão, que está coberto de excrementos dos animais. Aquelas corujas são as filhas das filhas daquelas que foram os primeiros brinquedos sacudidos diante dos olhos do Menino, para o qual os anjos cantavam o “Glória” ouvido pelos pastores, não embriagados, senão por uma alegria extática, uma verdadeira alegria. Aquelas lagartixas, com sua cor de esmeralda, foram as primeiras cores que passaram pelas pupilas de meus olhos, as primeiras, depois do candor do rosto e das vestes de minha mãe. Aquelas teias de aranha foram dossel de meu berço real. Este chão... oh! tu o podes pisar sem desprezo... Ele está coberto de excrementos, mas está santificado pelos pés dela, a santa, a grande santa, a pura, a inviolada, a puérpera deípara, aquela que deu à luz porque devia dar à luz, deu à luz, porque Deus, não o homem, lhe mandou, e a fez ficar grávida de si. Ela, a sem mácula, pisou neste chão. Tu o podes pisar. E, pela planta dos teus pés, queira Deus que te suba ao coração a pureza por ela aqui derramada...
 Simão está ajoelhado. João vai diretamente à manjedoura, e chora com a cabeça nela apoiada. Judas está estarrecido... Depois é vencido pela emoção e, sem mais pensar em sua bonita veste, prostra-se no chão, segura a ponta da veste de Jesus, a beija e bate no peito, dizendo:

- Oh! Misericórdia, bom Mestre, da cegueira do teu servo! Minha soberba cai por terra... eu Te vejo como és. Não o rei que eu pensava. Mas o Príncipe eterno, o Pai do século futuro, o Rei da paz. Piedade, meu Senhor e meu Deus! Piedade!
- Sim. Toda a minha piedade! Agora vamos dormir onde dormiu o Infante e a virgem, onde João tomou agora o lugar da mãe em adoração, onde Simão está parecendo o meu pai adotivo. Ou, se assim preferis, Eu vos falarei daquela noite...
- Oh! Sim, Mestre. Faze-nos conhecer o teu florescer!
- Para que seja uma pérola de luz em nossos corações. E para que o possamos narrar ao mundo.
- E venerar tua mãe, não somente por ser mãe, mas por ser... Oh! Por ser a virgem! Primeiro falou Judas, depois Simão e, por fim João, com um rosto que está chorando e rindo, lá junto à manjedoura!...
 - Vinde sobre o feno. Ouvi... e Jesus narra como foi a noite do seu nascimento. “... estando a mãe já perto do tempo de dar à luz, foi, por ordem de César Augusto, feito um edito pelo delegado imperial Públio Sulpício Quirino, quando era governador da Palestina Sêncio Saturnino. O edito era: que se fizesse o recenseamento de todos os habitantes do Império. Aqueles que não fossem escravos deviam ir para os seus lugares de origem, para se inscreverem nos registros do Império. José, esposo da mãe, era da estirpe de Davi, e de Davi era a mãe. Obedecendo, por isso, ao edito, deixaram Nazaré para virem até Belém, berço da estirpe real. O tempo estava frio...”.

 Jesus continua a narração e tudo cessa neste ponto.

(de Jesus à Valtorta, Vol. 9, pgs. 442)

EU VENCI O MUNDO



EU VENCI O MUNDO


"Ainda por um pouco, nós nos vemos. Depois, não me vereis mais. E, depois de passar um pouco, me tornareis a ver.
Vós estais murmurando entre vós e em vossos corações. Ouvi uma parábola. É a última do vosso Mestre.
Quando uma mãe concebeu, e chegou a hora do parto, ela fica em grande aflição, sofrendo e gemendo. Mas, quando o pequenino filho é dado à luz, ela o aperta sobre o seu coração, e todo o seu sofrimento cessa e se transforma em alegria, porque veio um homem ao mundo.
Assim sucede convosco. Chorareis, e o mundo se rira de vós. Mas depois vossa tristeza se transformará em alegria. Uma alegria que o mundo não conhecerá. Agora vós estais tristes. Mas, quando me tornardes a ver, o vosso coração ficará cheio de um regozijo tal, que ninguém será capaz de vo-lo arrebatar. Será uma alegria tão completa, que fará desaparecer em vós toda necessidade de fazer perguntas, tanto sobre a mente, como sobre o coração e a carne. Somente vos alimentareis pelo fato de me verdes, e vos esquecereis de tudo mais. Mas justamente a partir de então podereis pedir em meu Nome, e vos será dado pelo Pai, a fim de que tenhais sempre mais alegria. Pedi, pedi e recebereis.
Vem chegando a hora em que Eu poderei falar-vos abertamente do Pai. Será porque tereis sido fiéis na prova, e tudo terá passado. Portanto, perfeito será o vosso amor, porque vos terá dado força na prova. E o que vos estiver faltando Eu vo-lo acrescentarei, tirando-o do meu grande tesouro, e dizendo: “Pai, tu o estás vendo. Eles me amaram, ao crerem que Eu vim de Ti.” Tendo descido a este mundo, agora o deixo, e vou para o Pai, e rezarei por vós.”
“Que bom! Agora Tu te explicas. Agora sabemos o que queres dizer e que Tu tudo sabes, e respondes sem que ninguém te pergunte. Verdadeiramente, Tu vens de Deus! ”

“Agora credes? 
Na última hora? 
Há três anos que Eu vos venho falando! Mas é que em vós já está operando o Pão que é Deus e o Vinho que é Sangue que não veio do homem, e vos dá o primeiro calafrio da divinização. Vós vos tornareis deuses se perseverardes em meu amor e na minha posse. Não como Satanás o disse a Adão e Eva, mas como Eu vos digo: o verdadeiro fruto da árvore do Bem e da Vida. O mal é vencido em quem, se alimenta com ele e a morte fica morta. Quem dele comer dele viverá para sempre e se tornara deus”, no Reino de Deus. Vós sereis deuses, se permanecerdes em Mim. Contudo, eis que... mesmo tendo em vós este Pão se este Sangue, está chegando a hora em que sereis espalhados, em que andareis indo por onde quiserdes, e Me deixareis sozinho... 
Mas Eu não estou sozinho. Eu tenho o Pai comigo. 
Pai, Pai! Não me abandones. Tudo Eu vos disse. Para dar-vos a paz. A minha paz. 
Ainda sereis oprimidos. 
Mas tende fé. 
Eu venci o mundo.”

(de Jesus à Valtorta, Vol 9, pgs. 460)

sábado, 26 de dezembro de 2015

PARÁBOLA DA VIDEIRA DA HORTA


PARÁBOLA DA VIDEIRA DA HORTA


“Um homem tinha uma bela videira. Mas, não sendo ele possuidor de uma vinha, sua videira havia sido plantada na pequena horta de casa, a fim de que subisse para o terraço, desse sombra e produzisse cachos. E muitos cuidados ele tomava com sua videira. Mas ela ia crescendo no meio das casas, perto da rua, e, por isso a fumaça das cozinhas e dos fornos e a poeira da estrada subiam para molestar a videira. E, enquanto ainda desciam do céu as chuvas de Nisã, as folhas da videira se limpavam das impurezas, e se fortaleciam com o sol, e o ar, sem terem sobre sua superfície a feia crosta de sujeira para a estorvarem. Quando porém, chegou o verão e a água não desceu mais do céu, a fumaça, a poeira e os excrementos dos passarinhos foram-se depositando em espessas camadas, sobre as folhas, ao mesmo tempo que o sol quente as ia secando. O dono da videira dava água às raízes que estavam dentro da terra. E por isso a planta não morria, mas ia vegetando com dificuldade, porque a água chupada pelas raízes subia apenas pelo interior, e as pobres folhas nada aproveitavam dela. Ao contrário, do solo tórrido, molhado com pouca água, subiam a água tornada quente, e as exalações que secavam as folhas, manchando-as com pústulas malignas. Enfim, veio uma grande chuva do céu sobre as folhas, e escorreu ao longo dos ramos, dos cachos, do tronco, mitigou o ardor dos muros e do chão, e, tendo passado a tempestade, o dono da videira viu uma planta limpa, para gozar e produzir alegria, sob um céu sereno.” Aí está a parábola.”
“Está bem. Mas e a comparação com o homem?”
“Mestre, isto faze-o Tu.”
“Não. Tu. Estamos entre irmãos, não precisas ter medo de fazer má figura.”
“Se é pela triste figura, dela eu não tenho medo, por ser uma coisa penosa. Pelo contrário, até gosto dela, porque serve para me tornar humilde. É que eu não quereria dizer coisas erradas...”
“Eu irei te corrigindo.”
“Oh! Então! Eis aqui. Eu diria: “Assim acontece com o homem que não vive ocupado nas hortas de Deus, mas vive no meio da poeira e da fumaça das coisas do mundo, coisas estas que lentamente vão criando sobre ele sujeira, talvez inadvertidamente, e ele se encontra esterilizado em seu espírito e sob uma crosta de humanidade tão espessa, que a aura de Deus e o Sol da Sabedoria não podem mais ajudá-lo. E inutilmente procura remediar o caso com um pouco de água apanhada para os usos pessoais, e usada com tantos cuidados nas partes inferiores, que as partes superiores ficaram sem ela... Ai do homem que não se limpa com a água do Céu, que o limpa das impurezas, que apaga os ardores das paixões e que verdadeiramente alimenta todo o eu. 
Tenho dito.”
“Falaste bem. Eu diria também que, com a diferença da planta que é uma criatura privada do livre arbítrio e fincada na terra e por isso não podendo andar em busca do que lhe agrada, nem evitar aquilo que lhe faz mal, o homem pode andar para ir buscar a água do Céu, para escapar da poeira, do ardor da carne e do mundo e do demônio. 
Seria assim mais completo o ensinamento.”


(de Jesus à Valtorta, Vol. 7, pgs. 86. 87)

A COMPARAÇÃO DO AMOR MATERNO COM O DE DEUS


A COMPARAÇÃO DO AMOR MATERNO COM O DE DEUS


“Outra parábola bonita, bem bonita...para mim...”, e isso criou um novo rumo para a discussão.
“Sobre o que, menino?”, pergunta condescendente, Jesus.
O pequenino olha ao redor de si, e acaba encontrando. Aponta com um dedinho sua mãe, e diz: “Sobre a mamãe.”
“A mamãe é para a alma e para o corpo o que Deus é para eles. O que a mamãe te faz? Ela te vigia. Cuida de ti, te ensina, te ama, toma cuidado para que não te machuques, te protege, como faz a pomba com os seus pombinhos, pondo-os sob as asas do seu amor. E a mãe é obedecida e amada, porque tudo que ela faz é para o nosso bem. Também o bom Deus, e muito mais perfeitamente do que a mais perfeita das mamães, protege os seus filhos debaixo das asas do seu Amor, dá-lhe assistência e os ensina, os ajuda de noite e de dia pensando neles. Mas também o bom Deus, como é muito mais que a mamãe, porque a mamãe é o maior amor da terra, mas Deus é o maior e eterno amor da terra e do Céu, é obedecido e amado, porque tudo o que Ele faz, o faz para o nosso bem...”


(de Jesus à Valtorta, Vol. 7, pg. 88)

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

MARIA A MÃE DE TODOS


MARIA A MÃE DE TODOS


E Maria e Maria de Cléofas entram de novo em casa... Na casa onde permanecem, recordando o que acontecera pouco antes, cadeiras fora de lugar, louças ainda esparsas... a desordem que segue a uma partida.
Maria acaricia pensativa, o pequeno tear, no qual ela ensinava Áurea a trabalhar... Ela está com os olhos já brilhando, por causa de um choro que está sendo por ela retido.
“Tu sofres, Maria!”, diz-lhe Maria de Cléofas, que está chorando sem fazer esforço para reter o choro. “Tu já estavas afeiçoada!... Para cá estão vindo... depois lá se vão... e nós ficamos sofrendo.”
“É a nossa vida de discípulas. Ouviste hoje o que Jesus dizia: “Assim fareis no futuro: vendo em todas as criaturas almas fraternas, sereis hospitaleiros, sobrenaturalmente hospitaleiros, julgando-vos peregrinos. Dareis ajuda, comida, conselho, e depois deixareis que os irmãos vão para os seus destinos, sem ficardes segurando com amores ciumentos, certos de que, após a morte vos encontrareis de novo com eles. Virão perseguições, e muitos vos terão que deixar e ir para o martírio. Não sejais vós que aconselhareis a ninguém a vileza. Permanecei na oração em vossas casas, que se esvaziaram para ir garantir a coragem dos mártires, serenos para fortalecerem os mais fracos, e fortes para estarem prontos a imitar aqueles heróis. Acostumai-vos com as separações, com os atos de heroísmo, com o apostolado da caridade fraterna, desde agora...”
E nós o estamos fazendo. Estamos sofrendo... isto é certo! Nós somos de carne... Mas o espírito goza de uma alegria espiritual, que é a de fazer a vontade do Senhor e cooperar para a sua glória. Por outro lado... Eu sou a Mãe de todos... e não o devo ser de um só. Eu não o sou com exclusividade nem mesmo com Jesus... Tu estás vendo como eu o deixo ir, sem ficar detendo-o... Eu gostaria de ficar aqui até que Ele dissesse: “Vem”. E eu fico.
As permanências dele aqui? São as minhas alegrias de mãe.
As minhas peregrinações com Ele? São as minhas alegrias de discípula.
As minhas solidões aqui? São as minhas alegrias de fiel, que faz a vontade do seu Senhor.”
“Aquele Senhor é teu Filho, Maria...”
“Sim. Mas é sempre o meu Senhor...”


( de Jesus à Valtorta, Vol 7, pgs. 54,55)

O COLÓQUIO DE JESUS E MARIA


O COLÓQUIO DE JESUS E MARIA


Estão falando um com o outro dos seus parentes... de José de Alfeu, sempre teimoso, de Simão, que não é lá muito corajoso em sua profissão de fé, dominado como está pelo primeiro de seus irmãos, que é obstinado e autoritário em suas idéias, como era o pai deles. A grande dor de Maria, que gostaria que todos os seus sobrinhos fossem discípulos do seu Jesus...
E Jesus a conforta, e, para desculpar o primo, fala bem da forte fé israelita dele: “É um grande obstáculo, sabes? Um verdadeiro obstáculo. Porque todas as fórmulas e preceitos formam uma barreira para a aceitação da ideia messiânica em sua verdade. É mais fácil converter um pagão, desde que seja um espírito ainda não completamente corrompido. O pagão ainda reflete, e enxerga a boa diferença entre o seu Olimpo e o meu Reino. Mas Israel... Israel em sua parte mais culta... sente dificuldade para seguir o conceito novo!...”
“E, no entanto, aquele conceito sempre persiste!”
“Sim. É sempre o Decálogo, são sempre as profecias. Mas tudo isso foi deturpado pelo homem. E tomou tudo isso, tirando tudo das esferas sobrenaturais onde estava, e o trouxe para o nível desta terra, para o clima deste mundo, e o manipulou junto com sua humanidade, e modificou tudo... O Messias. Rei espiritual do grande Reino, que se chama de Israel, porque o Messias nasce do trono de Israel, mas que é mais justo dar-lhe o nome de Cristo, porque Cristo centraliza o que há de melhor em Israel, tanto do atual, como do passado, e o sublima com sua perfeição de Deus-Homem, e o Messias para eles não pode ser o Deus manso, pobre sem aspiração para o poder e a riqueza, obediente aos que nos dominam, por um castigo divino, pois na obediência está a santidade, desde que essa obediência não desvirtue a grande Lei. E, por isso, pode-se dizer que a fé deles luta contra a verdadeira Fé. Desses obstinados e convencidos de serem eles uns justos, há tantos... e em todas as classes, e até entre os meus parentes e apóstolos. Podes crer, ó Mãe, que a obtusidade deles para crer em minha Paixão vem daí. Os erros de avaliação deles é daí que se originam... Até mesmo a teima e obstinação deles, quando consideram os gentios e os idólatras, não vendo neles o homem, quando deviam olhar o espírito do homem, aquilo que tem uma única origem e ao qual Deus queria dar um único destino: o Céu. Olha Bartolomeu... Ele é um exemplo. É ótimo, e sábio, está disposto a tudo, para dar-me honra e conforto... Mas diante, Eu já não digo, de uma Aglaé nem de uma Síntique, que já é uma flor, se for comparada à pobre Aglaé, que somente a penitência é capaz de transformar de lama em flor, mas nem mesmo diante de uma pobre menina, cuja sorte causa dó, e cujo instintivo pudor atrai admiração, e nem o meu próprio exemplo o convence, E, nem as minhas palavras, pois para todos é que Eu vim.”
“Tens razão. Até o próprio Bartolomeu e Judas de Keriot, os dois mais doutos, ou pelo menos o douto filho de Tolmai e Judas de Keriot, que não sei exatamente a que classe poderá pertencer, mas que está impregnado, saturado das auras do Templo, são os mais resistentes. Mas... Bartolomeu é bom, e sua resistência é ainda desculpável. Judas... não. Ouviste o que disse Mateus, que foi de propósito à Tiberíades... E Mateus tem experiência da vida, especialmente daquela vida... Por isso é justa a observação de Tiago de Zebedeu: “Mas, quem dá tanto dinheiro ao Judas?” Porque aquela vida custa dinheiro... Pobre Maria de Simão!”
Jesus faz o seu gesto com as mãos, querendo dizer: “Assim é!”, e suspira. Depois diz: “Já ouviste dizer? As romanas estão em Tiberíades... Valéria não me mandou dizer nada, mas eu preciso saber, antes de retomar o meu caminho. Eu, te quero comigo em Cafarnaum, por algum tempo, minha Mãe... Depois tu voltarás para cá. Eu irei para os confins da Siro-Fenícia, e de lá voltarei para saudar-te, antes de descer para a Judéia, a ovelha teimosa de Israel...”
“Meu filho, amanhã de tarde eu irei. Levarei comigo Maria de Alfeu. Aurea irá para a casa de Simão de Alfeu, porque não ficaria sem crítica ficar ela convosco mais dias... Assim é o mundo... E eu irei. Em Caná, como primeira etapa, e, depois pela manhã partirei, e irei fazer uma parada na casa da mãe de Salomé de Simão. E, ao pôr do sol, partirei de novo, e chegaremos, pois ainda será sai claro em Tiberíades. Irei à casa do discípulo José, porque quero, pessoalmente, ir à casa de Valéria, e, se eu fosse à casa de Joana, ela quereria ir... Não. Eu, Mãe do Salvador, serei aos seus olhos, diferente da discípula do Salvador... e não me dirá que não. Não tenhas medo, meu Filho!”
“Eu não tenho medo. O que me preocupa é que te canses.”
“Oh! Para salvar uma alma! Que é este nada que é andar vinte milhas, estando o tempo bom?”
“Mas será um cansaço também moral. Fazer perguntas... ficar talvez humilhada?”
“Pouca coisa, e passa logo. Mas uma alma fica!”
“Serás como uma andorinha extraviada do bando, na Tiberíades corrompida. Leva contigo Simão.”
“Não, meu Filho. Nós duas somente, duas pobres mulheres... Mas são duas mães e duas discípulas. Isto significa duas forças morais... Eu agirei logo. Deixa-me ir... Basta que NE abençoes.”
“Sim, minha Mãe. Com todo o meu coração de Filho, e com todo o meu poder de Deus. Vai, e que os anjos te acompanhem pelo caminho.”
“Obrigada, Jesus. Agora vamos entrar. Eu deverei levantar-me de manhã cedo para preparar todas as coisas para os que vão viajar e para os que ficam. Dize a oração, meu Filho...”
Jesus se levanta, Maria também, e, juntos dizem o Pai-nosso...
Depois tornam a entrar em casa, fecham a porta... a luz desaparece, e cessam todas as vozes humanas. O que continua é só o vento suave por entre as frondes e o rumorejo leve do fio de água, caindo no pequeno tanque.


(de Jesus à Valtorta, Vol 7, pgs. 32 a 35)