quarta-feira, 8 de maio de 2019

A IGREJA NASCENTE E O FIM DOS TEMPOS






A IGREJA NASCENTE E O FIM DOS TEMPOS

(O Evangelho como me foi revelado – Maria Valtorta – Vol. 9- pg. 392 a 403)

Matias, o ex-pastor, aproxima-se de Jesus e lhe pergunta: “Senhor e Mestre meu, eu tenho pensado muito com os companheiros, nas tuas palavras, até que o cansaço tomou conta de nós, e nós dormimos, antes de termos podido resolver o problema que se havia apresentado. E agora estamos mais ignorantes do que antes. Se é que entendemos bem as pregações destes últimos dias. Tu predisseste que muitas coisas mudarão, ainda que a Lei fique sem ser mudada, e que se deverá edificar um novo Templo, com novos profetas, sábios e escribas, contra o qual se levantarão batalhas, mas que não morrerá enquanto que este, se é que compreendemos bem, parece destinado a morrer.”
“Está destinado a morrer. Lembra a profecia de Daniel...”
“Mas nós que somos pobres e poucos, como poderemos edificá-lo de novo, se os reis tiveram que trabalhar muito para edificar este? E depois onde o edificaremos? Certamente aqui não, porque tu dizes que este lugar virará um deserto, enquanto esses não te bendigam como a um mandado por Deus.”
“Assim é.”
“Em teu Reino não. Porque estamos convictos de que o teu Reino é espiritual. E, então, como e onde o estabeleceremos? Ontem tu disseste que o verdadeiro Templo – e não é aquele... e, não será aquele o verdadeiro Templo? Disseste que quando eles pensarem que o terão destruído, aí é que ele se levantará triunfante aos olhos de Jerusalém verdadeira. Onde está ela? Há muita confusão entre nós.”
“Assim é. Que os inimigos destruam o verdadeiro Templo. Em três dias Eu o levantarei de novo, e ele não conhecerá mais a cilada, subindo para onde o homem não lhe possa causar dano.
Quanto ao Reino de Deus, ele está em vós, e por toda parte há homens que crêem em Mim. Estão espalhados por enquanto, mas eles se sucederão sobre a Terra, através dos séculos dos séculos. Depois ele será eterno, unido, perfeito no Céu. Lá no Reino de Deus, será edificado o novo Templo, isto é, lá onde estão os espíritos que aceitam a minha doutrina, a Doutrina do Reino de Deus e que pratica os preceitos Dele. E, como será edificado, se sois pobres e poucos? Oh! Na verdade não são necessários o dinheiro e os poderes para edificar o edifício da nova moradia de Deus, individual ou coletiva. O Reino de Deus está em vós. É a união de todos aqueles que terão a Deus em si, a Deus que é a Graça. A Deus que é a Vida. A Deus que é a Luz. A Deus que é a Caridade. E ele constituirá o grande Reino de Deus sobre a Terra, a nova Jerusalém, que chegará a expandir-se por todos os confins do mundo, e que, completa e perfeita, sem emendas, sem sombras, viverá eterna no Céu.
Como fareis para edificar o Templo e a cidade? Oh! Não sereis vós, mas será Deus que edificará esses lugares novos. Vós teríeis somente que dar-lhe vossa boa vontade. Boa vontade é permanecer em Mim. Viver a minha doutrina é já a boa vontade. Estar unidos à boa vontade. Unidos a Mim, até formardes um só corpo, em cada uma de suas partes e partículas, alimentado pela mesma seiva. Um único edifício, que está apoiado sobre uma única base e conservado unido por uma mística coesão, mas assim como sem a ajuda do Pai, que Eu vos ensinei a pedir, e que Eu pedirei para vós, antes de morrer, vós não poderíeis estar na Caridade, na Verdade, na Vida, isto é, ainda em Mim, e comigo em Deus Pai, e em Deus Amor, porque nós somos uma única Divindade, por isso Eu vos digo que tenhais a Deus em vós, para poderdes ser o Templo que não conhecerá fim. Por vós mesmos não o podeis fazer. Se Deus não edifica, e não pode edificar onde não pode mais ter a sua morada, inutilmente os homens se agitam para edificar e reedificar.
O Templo novo, a Minha Igreja, surgirá somente quando o coração hospedar a Deus e Ele convosco, como umas pedras vivas, edificará a sua Igreja.
“Mas, Tu não disseste que o Simão de Jonas é o Chefe dela, a pedra sobre a qual se edificará a Tua Igreja? E não nos fizeste compreender também que Tu és dessa Igreja a pedra angular? Então, quem é o chefe dessa Igreja?”, interrompe Iscariotes.
“Eu sou o Chefe Místico. E Pedro é o Chefe visível. Porque Eu vou voltar ao Pai, deixando-vos a Vida, a Luz, a Graça, pela minha Palavra, pelos meus sofrimentos, pelo Paráclito, que será amigo daqueles que me forem fiéis. Eu formo uma única coisa com a minha Igreja, meu corpo espiritual, do qual Eu sou a cabeça.
A cabeça contém o cérebro, a mente. A mente é a sede do saber, o cérebro é que dirige os movimentos dos membros, por meio de seus comandos imateriais, os quais são os mais válidos para fazer que se movam os membros, do que qualquer outro estímulo. Observai um morto, no qual o cérebro morreu. Terá ele algum movimento em seus membros? Observai alguém que seja completamente estúpido. Não é verdade, que ele é tão inerte, que não saiba ter nem aqueles movimentos mais rudimentares e instintivos, que até o mais inferior dos animais, que até o verme que nós esmagamos, tem? Observai alguém no qual a paralisia desfez o contacto dos membros, de um ou mais membros do cérebro. Terá ele ainda movimento naquela parte que não tem mais ligação vital com a cabeça?
Mas, se a mente dirige com os seus comandos espirituais, então os outros órgãos, como: os olhos, os ouvidos, a língua, o nariz, a pele, que comunicam as sensações à mente, e são as outras partes do corpo que executam e fazem executar aquilo que a mente, advertida pelos órgãos materiais e visíveis, a respeito de tudo o que o intelecto invisível ordena. Poderia Eu, sem dizer-vos: sentai-vos, conseguir que fiqueis sentados neste lado do monte? Mesmo que Eu queira que vós permaneçais sentados, vós não o sabeis, enquanto Eu não transmitir o meu pensamento em palavras, e, então, Eu as digo usando para isso a língua e os lábios. Poderia Eu mesmo sentar-me, se Eu ficasse somente pensando que estou sentindo o cansaço das pernas, se elas não quisessem dobrar-se, e não me pusessem assim sentado? A mente tem necessidade dos órgãos e dos membros para poder fazer e executar as operações que o pensamento pensa.
Assim também é no corpo espiritual, que é a minha Igreja: Eu serei o Intelecto, isto é, a cabeça, que é a sede do intelecto, e Pedro com os seus colaboradores são os que observam as reações, percebem as sensações, e as transmitem à mente, a fim de que ela ilumine, ponha em ordem o que é preciso fazer para o bem de todo o corpo, para que ela possa esclarecer e ordenar, sob minha direção, possam falar e guiar as outras partes do corpo. A mão que afasta um objeto que pode ferir o corpo, ou afasta o que está corrompido ou pode corromper, o pé que passa por cima de um obstáculo, sem esbarrar nele, sem cair nem ferir-se, todas essas partes receberam da parte que dirige a ordem de fazê-lo. O menino, e até o homem que se salvou de um inimigo, ou que, faz qualquer coisa útil, como: procurar a instrução, as boas obras, o casamento, uma boa companhia para um bom conselho recebido, ou para uma boa palavra dita, é por aquele conselho, por aquela palavra que não prejudica ou que faz o bem. Assim será na Igreja. O chefe e os chefes, guiados pelo Divino Pensamento e iluminados pela Divina Lei, instruídos pela Palavra Eterna, darão as ordens e os conselhos, e os membros os porão em prática, e obterão a saúde espiritual e uma vantagem espiritual.
A minha Igreja já é assim, porque já possui o seu Chefe sobrenatural Chefe Divino, e tem os seus membros, que são os discípulos. Ela é ainda pequena, por enquanto, e como um germe que se forma, perfeita unicamente no Chefe que a dirige, e imperfeita no resto, que ainda tem necessidade de um toque de Deus para ficar perfeita e do tempo para crescer. Mas, em verdade Eu vos digo que Ela já o é, e que é Santa, por Aquele que é seu Chefe e pela boa vontade dos justos que a compõem. É Santa e invencível... Contra ele se apresentará uma e mil vezes e com mil formas de batalha o inferno, feito de demônios e de homens-demônios, mas não prevalecerão. O edifício será firme.
Mas o edifício não é feito de uma só pedra. Observai o Templo, lá, vasto, belo, ao sol que se põe. Talvez é feito de uma só pedra? É um complexo de pedras, que formam um único e harmônico todo. Ele se chama: o Templo. E isto quer dizer uma unidade. Mas essa unidade é feita das muitas pedras que a compuseram e formaram. Inútil teria sido fazer os fundamentos se eles não tivessem depois que sustentar as paredes e o teto, se sobre eles não se tivesse que erguer as paredes para sustentarem o teto, se antes não tivessem sido feitos, e em primeiro lugar, os fundamentos sólidos e proporcionados para uma construção maciça e de grandes dimensões. Assim, com esta dependência das artes uma da outra, é que surgirá também o Templo Novo. Pelos séculos afora, vós o ireis edificando, apoiando-o sempre sobre os fundamentos que Eu lhe dei, perfeitos, de acordo com seu tamanho. Vós edificareis sob a direção de Deus, servindo-vos das coisas a serem usadas para levantá-lo: espíritos que são a morada de Deus.
Deus estará nos vossos corações para fazer deles umas pedras polidas e sem fendas, para um Templo novo. Será o seu Reino estabelecido com as suas leis no vosso espírito. A não ser assim, vós seríeis uns tijolos mal cozidos, uma madeira carunchada, umas pedras lascadas e quebradiças, que não têm consistência, e que o construtor, se for experiente, rejeita, ou então elas falham, não resistem a pressão, fazendo que uma parte deslize, se o construtor, ou os construtores colocados ídolos de si mesmos, que se pavoneiam em seus corações, sem vigiarem constantemente sobre a construção que se vai levantando, e sobre os materiais usados nela. Esses construtores ídolos, esses mestres de obras ídolos, esses guardas ídolos, são todos uns ladrões. Ladrões da confiança de Deus e da estima dos homens, uns ladrões e uns orgulhosos, que só se comprazem em terem um meio de vida, e um modo de terem um monte de materiais, que eles não observam se são bons, ou já de qualidade vencida, e que pode ser causa de uma ruína.
Vós, ó sacerdotes novos e escribas do Templo novo, escutai. Ai de vós e de quem vier depois de vós, de quem se fizer ídolo e não tomar cuidado, não supervisar a si mesmo e aos outros, os fiéis, a fim de observar bem a boa qualidade das pedras e da madeira, sem confiar só nas aparências, pois se não poderá causar ruínas, deixando que materiais já deteriorados, ou até capazes de prejudicar a obra tenham sido deixados para serem usados na construção do Templo, dando assim um escândalo e provocando a ira divina. Ai de vós, se deixardes que se formem fendas e paredes inclinadas, que estão para cair, porque não estão bem equilibradas nas bases, que são sólidas e bem feitas. Não é de Deus o fundador da Igreja, mas de vós que viria o tombamento da parede, e dele seríeis responsáveis, diante do Senhor e dos homens.
Diligência, observação, discernimento, prudência. A pedra, o tijolo, a viga fraca, que em uma parede interna poderiam ser causa de tombamento, podem servir em partes de menor importância, na construção e até a servir bem. É assim que deveis saber escolher. Com caridade para não desgostar as partes fracas, mas com firmeza, para não desgostar a Deus e arruinar o seu Edifício. E se achais que uma pedra em um ângulo mestre, não é boa ou não está bem equilibrada, sede corajosos, ousados, e procurai saber como tirá-la daquele lugar, e alinhá-la com o escopo de um santo zelo. Se ela grita de dor, não faz mal. Ela vos abençoará durante os séculos, porque vós a tereis salvado. Removei-a dali e empregai-a em outro trabalho. Não tenhais medo nem de afastá-la completamente, se virdes que ela vai ser causa de estranheza e de ruína, desdizendo do vosso trabalho. É melhor haver pouca pedra, do que muito estorvo.
Não tenhais pressa. Deus nunca tem pressa, mas tudo o que Ele cria é eterno, porque é bem calculado, antes de ser feito. Se não é eterno, dura tanto como os séculos. Olhai para o Universo. Há muitos séculos, há milhares de séculos, ele está como Deus o fez, em operações sucessivas... Imitai o Senhor. Sede perfeitos como vosso Pai. Tende a sua Lei em vós, o seu Reino em vós. E não falhareis, mas, se não fôsseis assim, desabaria o edifício, ficando dele apenas a pedra angular, os fundamentos. A mesma coisa acontecerá com aquele Templo. Em verdade, Eu vos digo que com aquele ali vai ser assim, assim será com o vosso, se puserdes nele o que pusestes neste, as vossas contribuições doentes de orgulho, de avidez, de pecado, de luxúria. Como se desfez de repente pelo sopro do vento, aquele pavilhão de nuvens, que parecia estar parado formando uma vista tão bonita acima do cume daquele monte, mas parecendo o soprar de um vento de um castigo sobrenatural para os homens, quando desabarem os edifícios, que de santos só tem o nome.
Jesus se cala pensativo. E quando começa a falar de novo, é para dar esta ordem: “Sentemo-nos aqui, para repousarmos um pouco.”
Eles se assentam sobre um declive do Monte das Oliveiras, que fica em frente do Templo, agora beijado pelo Sol, que já vai-se pondo. Jesus olha fixamente para aquele lugar, com tristeza. Os outros, exultam por verem aquela beleza, mas sobre aquela exultação logo se estende um véu de aflição pela lembrança das palavras do Mestre. Será que toda aquela beleza vai ter que acabar?
Pedro e João falam um com o outro, e depois passam a sussurrar alguma coisa ao Tiago de Alfeu e ao André, que estão perto deles, e eles concordam, fazendo um sinal com a cabeça. Então, Pedro se vira para o Mestre e diz: “Vem aqui para o lado, e explica-nos quando é que se cumprirá a tua profecia sobre a destruição do Templo. Daniel fala nela, mas, se for como ele diz, e como Tu dizes, poucas horas terá ainda o Templo. Mas nós não estamos vendo exércitos, nem preparativos de guerra. Quando será, então, que isso acontecerá? Qual será o sinal disso? Tu já vieste. E Ti dizes que estás para ires embora. No entanto se sabe que isso não acontecerá, se não estiveres entre os homens. Então, Tu voltarás? Quando é que será a tua volta? Explica-nos isso, para que fiquemos sabendo.”
“Não há necessidade de que vamos para outro lado. Estás vendo? Os discípulos mais fiéis ficaram, aqueles que a vós doze ajudarão muito. Eles podem ouvir as palavras que Eu vos estou dizendo. Vinde todos para cá!”, grita por fim, para reunir todos.
“Tomai cuidado para que ninguém vos seduza no futuro. Eu sou o Cristo, e não haverá outros Cristos. Por isso, quando muitos vierem dizer-vos: “Eu sou o Cristo”, e estiverem seduzindo a muitos, não acrediteis em suas palavras, nem que elas sejam acompanhadas por prodígios, mas estes podem ser reconhecidos como não bons, porque sempre estarão unidos ao medo, à perturbação e à mentira. Os prodígios de Deus vós os conheceis, eles dão uma santa paz, alegria e salvação, fé e conduzem a desejos e obra santas. Os outros, não. Por isso, refleti sobre a forma e as consequências dos prodígios que podereis ver no futuro, por obra dos falsos cristos e de todos aqueles que se vestirão com vestes de salvadores dos povos, mas que serão umas feras, que os arruinarão.
Ouvireis também, e até vereis os que falam de guerras, e rumores de guerra, e que vos dirão: “Estes são os sinais do fim.” Mas não vos perturbeis, ainda não será o fim. É necessário que tudo isso aconteça antes do fim, mas ainda não será o fim. Levantar-se-á um povo contra o outro, nação contra nação, continente contra continente, e haverá pestilências, carestia e terremotos em muitos lugares. Mas isso não será mais do que o princípio das dores. Então vos lançarão no meio da tribulação, e vos matarão, acusando-vos de serdes os culpados pelos sofrimentos deles e, esperando sair deles, começarão a perseguir e a destruir os meus servos.
Os homens acusam sempre os inocentes de serem eles a causa do seu mal, que os pecadores criam para si mesmos. Eles acusam ao próprio Deus, que é perfeita inocência e a Bondade Suprema, de ser Ele a causa do sofrimento deles, e assim também farão convosco, e vós sereis odiados por causa do meu Nome. E será ainda Satanás que os está açulando. E surgirão falsos profetas, que induzirão muitos ao erro. E ainda será Satanás o verdadeiro autor de tantos males. E, com a multiplicação da iniqüidade, se esfriará a caridade de muitos. Mas quem tiver perseverado até o fim, será salvo. Mas, é preciso que antes este Evangelho do Reino de Deus seja pregado em todo o mundo, como um testemunho diante de todas as nações. Aí virá o fim. Haverá uma volta de Israel ao Cristo, que o acolhe, e a pregação da minha doutrina em todo mundo.
Depois virá um outro sinal. Um sinal do fim do Templo e do fim do Mundo. Quando virdes a abominação da desolação predita por Daniel – quem me ouve, procure entender bem, e quem lê o Profeta, saiba ler por entre as palavras – então, quem estiver na Judéia, fuja para os montes, e quem estiver no terraço não desça para ir apanhar o que estiver em casa, e quem estiver em seu campo não volte à sua casa para apanhar o manto, mas fuja sem olhar para trás, a fim de que não lhe aconteça não poder fazê-lo mais, e ele nem mesmo se vire para olhar, quando fugir, a fim de não conservar no coração o espetáculo horrendo, e enlouquecer por isso. Ai das grávidas e daquelas que estiverem amamentando naqueles dias! E ai delas se a fuga tiver que ser em dia de sábado! Não seria bastante a fuga para quem quisesse salvar, sem pecar. Rezai, pois, para que não aconteça no inverno e em dia de sábado, porque a tribulação será grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até essa hora, nem haverá nunca mais outra semelhante, porque essa será a última. Se não fossem abreviados aqueles dias em atenção aos eleitos, ninguém se salvaria, porque os homens-satanases aliarão ao inferno para atormentar os homens.
E já estão, para corromper e arrastar para fora do caminho, justo aqueles que se conservarem fiéis ao Senhor, surgirão os que dirão assim: “O Cristo está lá, o Cristo está aqui. Está em tal lugar. Ei-lo! É este!” Não creiais. Ninguém creia, porque surgirão falsos Cristos e falsos profetas, que farão prodígios e portentos tais, que induzirão ao erro, se isso lhes fosse possível, até aos eleitos, e ensinarão doutrinas em aparência tão consoladoras e boas, que seduziriam até aos melhores, se com eles não estivesse o Espírito de Deus, que os iluminará sobre a verdade ou sobre a origem satânica de tais prodígios e doutrinas.
Eu vo-lo digo. Eu vo-lo prego, para que vós possais acautelar-vos. Mas não tenhais medo de cair. Se estiverdes de pé, firmes no Senhor, não sereis arrastados às tentações e a ruína. Lembrai-vos disso que Eu vos disse: “Eu vos dei o poder de caminhar sobre as serpentes e escorpiões e sobre o poder do inimigo, e nada vos fará mal, porque tudo vos estará sujeito.” Eu vos faço lembrar também que para conseguirmos isso, deveis ter Deus em vós, e deveis alegrar-vos, não porque dominais as potências do mal e as coisas venenosas, mas porque o vosso nome está escrito no Céu.
Permanecei no Senhor e em sua verdade. Por isso ainda Eu vos repito: Qualquer coisa que vos disserem de Mim, não creiais. Somente Eu é que disse a verdade. Somente Eu é que vos digo que o Cristo virá, mas quando chegar o fim. Por isso, se vos disserem: “Ele está lá no deserto”, não vades lá. Se vos disserem: “Ele está naquela casa”, não lhes deis atenção. Porque o Filho do homem, em sua segunda vinda, será semelhante a um relâmpago, que sai do nascente e chispa até o poente, em um tempo tão breve, como o bater de uma pálpebra. E deslizará sobre o grande Corpo, que logo se tornará um Cadáver, acompanhado de anjos luminosos, e por-se-á a julgar. No lugar, seja onde for, em que estiver o corpo, lá se reunirão as águias. E logo depois da tribulação daqueles últimos dias, da qual Eu já vos falei, Eu falo agora do fim do tempo e do mundo e da ressurreição dos ossos, coisas essas de que os profetas falam, o sol escurecerá, a lua não dará mais a sua luz, e as estrelas do céu cairão, como bagos de uva que caem de um cacho maduro demais, e que um vento tempestuoso sacode, e as potências do Céu tremerão.
E, então, no firmamento escuro aparecerá fulgurante o sinal do Filho do homem, e chorarão todas as nações da terra, e os homens verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do Céu, com grande poder e glória. E Ele dará ordens aos seus anjos que ceifem e vindimem, que separem o joio do trigo, que lancem as uvas na dorna, porque terá chegado o tempo da grande colheita da semente de Adão, e não teremos mais necessidade de conservar   a esgalha nem a semente, porque não haverá mais perturbação da raça humana sobre a terra morta. E dará ordens aos seus amigos para que ao alto som das trompas, reúnam os eleitos dos quatro cantos da terra, de uma extremidade à outra do céu, a fim de que estejam ao lado do Divino Luiz, para julgarem com Ele os últimos viventes e os ressuscitados.
Da figueira aprendei esta semelhança: quando vedes que seus ramos ficam tenros, e soltam folhas, sabeis que o verão já vem perto.
Assim também, quando virdes todas essas coisas, ficai sabendo que o Cristo está para chegar. Em verdade, Eu vos digo, não passará esta geração, que não me quis, antes que tudo isso aconteça.
A minha palavra não falha, o que Eu digo acontecerá. O coração e o pensamento dos homens podem mudar, mas minha palavra não muda. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. E, quanto ao dia e a hora exata, ninguém os conhece, nem mesmo os anjos do Senhor, mas somente o Pai.
Como nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do homem. Nos tempos de antes do dilúvio, os homens comiam, bebiam, se desposavam, se casavam, sem prestarem atenção ao sinal no dia em que Noé entrou na arca, e abriram-se as cataratas dos céus, e o dilúvio submergiu todos os seres vivos, e todas as coisas. Assim também será, quando for a vinda do Filho do homem. Quando chegar a hora, dois homens estarão perto um do outro no campo, e um será levado, enquanto o outro será deixado. Duas mulheres estarão ocupadas em fazer girar o mó do moinho, e uma será levada, e a outra deixada. Isto é o que farão os inimigos aqui na Pátria, e mais ainda os anjos que irão separar o trigo do joio, e não terão tempo de se prepararem para o julgamento pelo Cristo.
Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora virá o Senhor. Pensai de novo o seguinte: se o chefe da família soubesse a que hora viria o ladrão, ele vigiaria e não deixaria que ele despojasse a sua casa. Portanto, vigiai e orai, estai sempre preparados para a vinda, sem que os vossos corações fiquem entorpecidos pelo abuso e a intemperança de todas as espécies, e os vossos espíritos estejam distraídos e obtusos para as coisas do Céu, por causa dos excessivos cuidados com as coisas da terra, e o laço da morte vos apanhe de repente, quando estiverdes despreocupados. Porque, lembrai-vos bem, todos tereis que morrer. Todos os homens, uma vez nascidos, devem morrer, e nessa morte há uma particular vinda do Cristo e em seguida um juízo, que será repetido com todos juntos no dia da vinda solene do Filho do homem.
Que será então, que acontecerá ao servo fiel e prudente, que foi posto pelo patrão a servir aos domésticos o alimento, enquanto Ele estava ausente? Feliz será ele, se o seu patrão ao chegar de repente, o encontrar fazendo o que deve, com diligência, com justiça e amor. Em verdade Eu vos digo que Ele lhe dirá: “Vem, servo bom e fiel. Tu mereceste o meu prêmio. Toma e administra todos os meus bens.” Contudo, se ele parecia, mas não era bom e fiel, e seu interior era mau, assim como no exterior ele era hipócrita, pois logo que o patrão havia partido, ele começou a dizer em seu coração: “O patrão vai tardar a voltar! Vamos aproveitar este belo tempo!”, e começar a bater em uns criados e a maltratar a outros, dando-lhes pouca comida e pouco das outras coisas necessária, a fim de poder ter mais dinheiro para poder gastá-lo em folganças, e com os bêbados, que é que irá acontecer? Acontecerá que o patrão, ao chegar de repente, quando aquele servo ainda estava pensando que o patrão estava longe, mas este, ao ver o mau procedimento do servo, lhe tomará o dinheiro, e o tirará do cargo, e o expulsará, como é de justiça. E assim, naquela situação ele ficará.
Assim acontece com o pecador impenitente, que não pensa que a morte pode já estar perto, e também perto o seu julgamento, e só procura gozar e abusar desse gozo, dizendo: “Depois eu me arrependerei.” Em verdade, Eu vos digo que ele não  terá tempo de fazer isso, e será condenado a ficar no lugar onde há um tremendo horror, onde se ouvem blasfêmias e se vêem o pranto e a tortura, e de lá ele só sairá para o Juízo Final, quando tornará a revestir-se de sua carne ressuscitada, para assim apresentar-se completo ao Juízo Final, assim como foi completo que ele pecou no tempo de sua vida terrena e com corpo e alma ele se apresentará ao Juiz Jesus, que ele não quis aceitar como seu Salvador.
Todos estarão lá, acolhidos diante do Filho do homem. Uma multidão incalculável de corpos restituídos, uns pela terra, outros pelo mar, e recompostos todos, depois de terem virado cinza, há muito tempo. E nos corpos estarão os espíritos. A cada carne que voltou ao seu esqueleto corresponderá o seu espírito, aquele que a animou por algum tempo na Terra. E estarão todos aprumados diante do Filho do homem, que estará esplendente em sua divina Majestade, sentado no trono de sua glória e assistido pelos seus anjos.
E ele separará os homens uns dos outros, pondo de um lado os bons e do outro os maus, como um pastor que separa as ovelhas pondo-as á direita, e os cabritos a esquerda. E dirá com voz afável e com um semblante benigno aos que, pacíficos e formosos, com uma beleza gloriosa no esplendor do corpo santo, olharão para ele, com todo o amor de seus corações: Vinde ó benditos de meu Pai, tomai posse do reino preparado para vós, desde o começo do mundo. Porque eu tive fome e me deste de comer, tive sede e me deste de beber, fui um peregrino e me hospedaste, estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, estava prisioneiro e fostes levar-me conforto.
E os justos lhe perguntarão: Quando foi Senhor que te vimos com fome e te demos de comer, te vimos com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino, e te acolhemos, te vimos nu e te vestimos, te vimos enfermo ou encarcerado, e te fomos visitar?
E o Rei dos Reis lhes dirá: Em verdade eu vos digo; quando fizestes uma daquelas coisas a um daqueles menores entre os meus irmãos, foi a Mim que o fizestes.
E depois o Juiz se voltará para aqueles que estiverem a sua esquerda, e lhes dirá, com um rosto sério e com uns olhares que serão como umas flechas que fulminarão os réprobos, e em sua voz ressoará a ira de Deus. Fora daqui! Longe de mim ó malditos! Ide para o fogo eterno, preparado pelo furor de Deus para o demônio e para os anjos das trevas e para aqueles que lhes deram ouvidos, quando eles falavam na libidinagem tríplice e obscena. Eu tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me deste de beber, estive nu e não me vestistes, fui peregrino e me repelistes, estive doente e encarcerado, e não me visitastes. Porque vós só conheceis uma lei:
A do prazer do vosso eu.
E eles lhe dirão: quando foi que te vimos com fome, com sede, nu, peregrino, enfermo ou encarcerado? Em verdade, nós não te estamos reconhecendo. Não estávamos presentes, quando estivestes sobre a Terra. E ele lhes responderá: É verdade. Vós não me conhecestes porque não estáveis lá presentes, quando estivestes sobre a Terra. Mas vós conhecestes a minha palavra e tivestes, no meio de vós, os esfaimados, os sedentos, os nus, os doentes, os encarcerados. Por que é que não fizestes a eles o que talvez teríeis feito a mim? Pois já foi dito que aqueles que me tiveram em seu meio fossem misericordiosos para com o Filho do homem? Não sabeis que nos meus irmãos estou eu? E que onde estiver sofrendo um desses meus menores irmãos, sou eu que lá estou? E que o que tiverdes deixado de fazer a um desses meus menores irmãos, foi a mim que deixastes de fazer? A Mim Primogênito dos homens?
Ide-vos e queimai-vos em vosso egoísmo. Ide e que vos fascinem as trevas e o gelo, pois trevas e gelo é o que fostes, mesmo conhecendo onde é que estava a Luz e o Fogo do Amor.
E eles irão para o suplício eterno, enquanto os justos entrarão na vida eterna.
Estas são as coisas futuras.”
Agora, ide-vos. E não vos separeis uns dos outros. Eu vou com João e voltarei a vós lá pela metade da primeira vigília, para a ceia e para irmos depois às nossas instruções.”


O EVANGELHO COMO ME FOI REVELADO – MARIA VALTORTA

quarta-feira, 1 de maio de 2019

DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR E A DEUS O QUE É DE DEUS






DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR E EXPLICAÇÃO SOBRE A RESSURREIÇÃO DOS CORPOS.

O Evangelho como me foi revelado – Maria Valtorta, Vol. 9 – pg. 359 a 361

Eles entram no Templo. Os soldado da Fortaleza Antônia os observam, ao passarem. Eles vão adorar o Senhor, depois voltam para o pátio, onde os rabis estão ensinando. Antes ainda que o povo acorra para Jesus e se aglomere ao redor dele, já o acercam os saforins, os doutores de Israel e alguns herodianos, e, com uma delicadeza fingida, depois de o terem saudado, lhe dizem: “Mestre, nós sabemos que Tu és sábio e verdadeiro, e que ensinas o caminho de Deus, sem levares em conta coisa nem pessoa alguma, a não ser que ela esteja fora da verdade e da justiça, e pouco te incomodas com o juízo dos outros sobre Ti. Mas somente te preocupas em conduzir os homens para o Bem. Dize-nos então, é lícito pagar o tributo ao César, ou não é lícito fazê-lo? Que é que te parece?”
Jesus olha para eles com um daqueles seus olhares de uma penetrante e solene perspicácia, e responde: “Por que me tentais, hipócritas. Contudo, alguém entre vós deve saber que Eu não fico enganado por honrarias fingidas. Mas mostrai-me uma das moedas daquelas usadas para pagar o tributo.”
Eles lhe mostram uma daquelas moedas.
Jesus a observa de um lado e do outro, e, segurando-a apoiada na palma da mão esquerda, bate sobre ela com o indicador da mão direita dizendo: “De quem é esta imagem, e que é que diz esta inscrição?”
“A imagem é de César, e a inscrição traz o nome dele. É o nome de Caio Tibério César, que agora é o imperador de Roma.”
“Pois, então, dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” E lhe vira as costas, depois de ter entregue o dinheiro a quem lho havia mostrado.
Jesus escuta tudo o que os peregrinos lhe perguntam, e os conforta, os absolve e os cura.
Enquanto isso as horas passam. Ele sai do Templo, talvez para ir andar lá fora e tomar o alimento que lhe levaram os servos de Lázaro, que disso estão encarregados.
Depois Ele torna a entrar no Templo, pois já passa do meio-dia. Ele é incansável. Graça e sabedoria saem de suas mãos postas sobre os enfermos, e de seus lábios com cada um dos sábios conselhos que Ele dá as numerosas pessoas que dele se aproximam e fazem seus pedidos. Parece que Ele, quer consolar a todos, curar a todos, antes que não o possa fazer mais.
Já chegou o pôr-do-sol e os apóstolos já cansados, foram sentar-se no chão sob os pórticos, atordoados por aquele contínuo movimento nos pátios do Templo, ao chegar a Páscoa, quando do incansável se aproximam os ricos com suas vestes pomposas.
Mateus, que está cochilando com um olho só, levanta-se e vai sacudir os outros. Ele diz: “Estão indo para o Mestre uns saduceus. Não o deixemos sozinho, para que não ofendam, nem procurem fazer-lhe mal, ou zombar dele também.”
Então todos se levantam, vão até o Mestre e o rodeiam logo. Eu creio que há represália naquilo de ir ao Templo ou voltar dele na hora sexta.
Os saduceus, que saúdam a Jesus com inclinações até exageradas, lhe dizem: “Mestre, Tu respondeste com tanta sabedoria aos herodianos, que ficamos com o desejo de receber, como eles, nós também, um raio da tua luz. Escuta. Moisés disse: “Se algum morrer sem deixar filhos, que o irmão dele despose a viúva, para dar uma descendência ao irmão.” Pois bem. Havia entre nós sete irmãos. Se o primeiro, tendo tomado por mulher uma virgem, sem deixar prole, deixou assim a mulher para um seu irmão. Também este segundo morreu sem deixar prole, e também o terceiro que a desposou, e assim por diante, até chegarem ao sétimo. A mulher, depois de ter desposado todos os sete irmãos, morreu. Dize-nos, então, na ressurreição dos corpos, se for verdade que os homens vão ressuscitar, se for verdade que a alma sobreviverá ao corpo unindo-se a ele no último dia, e formando com ele um todo, qual será dos sete irmãos que irá ficar com a mulher, se todos os sete a possuíram na Terra?”
“Vós estais errados. Não sabeis compreender nem as Escrituras, nem o poder de Deus. Muito diferente será desta para a outra vida. E no Reino Eterno não existirão as necessidades da carne, como neste mundo. Porque na verdade, depois do Juízo Final, a carne ressurgirá e se unirá de novo à alma imortal, formando com ela um todo, vivo, e até melhor do que está agora a minha e a vossa pessoa, mas não mais sujeita às leis, e sobretudo aos estímulos e abusos que agora vigem. Na ressurreição, os homens e as mulheres não se tornarão esposos, nem esposas, mas serão semelhantes aos Anjos de Deus no Céu, os quais não se cansam, mas vivem no amor perfeito, que é o divino e espiritual. E, quanto á ressurreição dos mortos, não lestes vós como Deus, do meio da sarça, falou a Moisés? Que foi que o Altíssimo lhe falou naquela ocasião? “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó.” Ele não diz: “Eu fui”. Mas disse: “Eu sou.” Porque Abraão, Isaque e Jacó são. Eles são imortais. Como todos os homens em sua parte imortal, enquanto durarem os séculos, e depois, com a carne ressuscitada, por toda a eternidade. Eu sou como o é Moisés, como o são os profetas e os justos, como infelizmente o é Caim, e como são aqueles do dilúvio e os sodomitas, e todos aqueles que morreram em pecado mortal. Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.”
“Então, Tu também morrerás. E depois estarás vivo?”
Eles o estão tentando. Já estão cansados de o tratarem mansamente. E seu ódio é tanto, que não podem mais conter-se.
“Eu sou o vivente, e a minha carne não conhecerá a destruição. A Arca nos foi tirada, e a atual também nos será tirada, como um símbolo. O Tabernáculo nos foi tirado e destruído. Mas o verdadeiro Templo de Deus não poderá ser retirado, nem destruído. Quando os seus adversários pensarem que o fizeram, então será a hora que ele se estabelecerá na verdadeira Jerusalém, em toda a sua glória. Adeus!”

O EVANGELHO COMO ME FOI REVELADO – MARIA VALTORTA

sábado, 27 de abril de 2019

NO GETSÊMANI COM OS APÓSTOLOS







NO GETSÊMANI COM OS APÓSTOLOS

O Evangelho como me foi revelado – Maria Valtorta – Vol. 9 – pg. 352 a 355

Já chegou a tarde, e Jesus ainda está no olival. E lá está com os seus apóstolos. E continua a falar.
“Mais um dia já passou. Agora vem a noite, e depois vem amanhã. Em seguida vem um outro amanhã, e depois a Ceia Pascal.”
“Onde a faremos, Senhor mau? Neste ano estarão também as mulheres?”, pergunta Filipe.
“Mas nós não tomamos nenhuma providência, e a cidade está cheia, além da medida. Parece que neste ano todos os de Israel, até o prosélito mais distante, acorrerão, a fim de participarem do rito”, diz Bartolomeu.
Jesus olha para ele e, como se estivesse recitado um salmo, diz: “Reuni-vos, apressai-vos, acorrei de todos os lugares para a minha vítima, que Eu imolo por vós, para a grande Vítima imolada sobre os montes de Israel, a fim de comerdes sua Carne e beberdes o seu Sangue.”
“Mas, qual é a vítima? Qual é? Tu ficas parecendo alguém que ficou tomado por uma ideia fixa. Tu só falas de morte... e nos fazes sofrer”, diz, com veemência Bartolomeu.
Jesus ainda fica olhando para ele, deixando de olhar para Simão, que está inclinado sobre Tiago de Alfeu e sobre Pedro, conversando com eles, e dizendo: “Como? Tu ainda me perguntas? Tu não és mais um daqueles pequeninos que, para serem ensinados, precisam receber a septiforme luz. Tu já está douto na Escritura, antes que Eu te chamasse, por meio de Filipe, naquela manhã de primavera. Da minha primavera. E tu ainda me perguntas qual é a vítima imolada sobre os montes, à qual virão todos para se alimentarem? E me chamas de louco, com uma ideia fixa, porque só falo de morte? Oh! Bartolomeu! Como o grito que dão as escoltas, aqui estou Eu na vossa escuridão, que nunca se abriu a luz, e lancei uma vez, duas vezes, três vezes o grito anunciador, mas vós nunca o quisestes entender. Vós o sofrestes por um momento, e depois... Como umas crianças, esquecestes logo as palavras sobre morte, voltastes festivos ao vosso trabalho, certos de vós mesmos, e cheios da esperança de que as minhas e as vossas palavras persuadissem sempre mais o mundo a seguir e amar seu Redentor.
Não! Só depois que esta terra tiver pecado contra Mim, e lembrai-vos que são palavras do Senhor ao seu Profeta, só depois é que o povo, e não somente este, sozinho, mas o grande povo de Adão, começará a gemer: “Vamos ao Senhor. Ele, que nos feriu, nos curará.” E dirá ao mundo dos redimidos: “Daqui a dois dias, isto é, daqui a dois tempos de eternidade, durante os quais nos terá deixado à mercê do inimigo que, com todas as armas nos terá espancado e matado, como nós espancamos o Santo e o matamos, - e o espancamos e matamos, porque sempre haverá Cains, que matarão, com a blasfêmia e as más obras, ao Filho de Deus, o Redentor, disparando flechas mortais, não sobre sua eterna e gloriosa Pessoa, mas sobre as almas deles por Ele resgatadas, matando-as, e matando-O por isso a Ele, através de suas almas – só depois desses tempos é que virá o terceiro dia, e ressuscitaremos em sua presença, já no Reino de Cristo sobre a Terra, e viveremos diante dele no triunfo do espírito. Nós o conheceremos, aprenderemos a conhecer o Senhor, para estarmos prontos a sustentar-me diante esse conhecimento verdadeiro de Deus, a última batalha em que Lúcifer desafiará o homem, antes que seja dado pelo Anjo o toque da sétima trompa, pela qual se entoará o coro bem-aventurado dos Santos de Deus, tendo eles atingido o número perfeito para sempre, nem o menor dos pequeninos, nem o mais velho dos anciãos poderá jamais aumentar o seu número: “Terminou pobre reino da Terra. O mundo passou, com todos os seus habitantes para a resenha do Juiz vitorioso. E os eleitos estão agora nas mãos do Senhor nosso e do seu Cristo, e Ele é o nosso Rei para sempre. Louvor ao Senhor Deus Onipotente, que era, que é e que será, porque Ele assumiu o seu grande poder, e entrou na posse do seu Reino.”
Oh! Quem de vós será capaz de lembrar-se das palavras desta profecia, que já ressoava nas palavras de Daniel, ainda com um som velado, mas que agora e como um toque, vibra intensamente como a trompa da voz do Sábio, diante de um mundo atônito e diante de vós, mais atônitos ainda do que o mundo? A vinda do Rei – o mundo continuará gemendo com suas feridas, e fechado no sepulcro, meio vivo e meio morto, fechado pelo seu vício septiforme e por suas infinitas heresias, o agonizante espírito de um mundo fechado, fazendo seus últimos esforços dentro do organismo, que morreu de lepra por causa de todos os seus erros – a vinda do Rei está preparada, como a da aurora, e virá a nós como as chuvas da primavera e do outono. A aurora é precedida e preparada pela noite. Esta é a noite. Esta de agora. E, que é que devo fazer-te Efraim? Que devo fazer-te, ó Judá?...
Simão, Bartolomeu, Judas e primos, vós, mais doutos quanto ao Livro, reconhecereis estas palavras? Não são de nenhum espírito louco, mas de alguém que possui a Sabedoria é que eles vêm. Como um rei que abre com segurança os seus cofres, porque ele sabe onde é que está a pedra preciosa que ele está procurando, pois ele a pôs lá dentro, assim é que Eu cito os profetas. Eu sou a palavra. Há séculos que Eu a falei através de lábios humanos. Mas Eu a falarei através de lábios humanos, durante séculos. Mas tudo o que foi dito de sobrenatural é palavra minha. Não poderia o homem, ainda que fosse o mais douto e santo, subir, como uma águia com alma, além dos limites deste mundo cego, para colher e dizer os mistérios eternos.
O futuro não está presente, a não ser na Mente Divina. A estultice está naqueles que, não soerguidos pela Nossa Vontade, pretendem fazer profecias e revelações. Deus logo os desmente e golpeia, porque só Um é que pode dizer: “Eu sou”, e dizer:”Eu vejo”, ou dizer: “Eu sei”. Mas, quando uma vontade que não se pode medir, que não se pode julgar, e que a aceita de cabeça inclinada de quem diz: “Eis-me aqui, sem discussão”, e diz também: “Vem, sobe, odeia, vê, repete”, então ela, mergulhada no eterno presente do seu Deus, a alma chamada pelo Senhor para ser “voz”, ela vê e treme, vê e chora, vê e jubila. Então, a alma chamada pelo Senhor para ser “palavra”, ouve, e chegando ao êxtase ou ao suor agônico, diz as tremendas palavras do Deus eterno. Porque cada palavra de Deus é tremenda, tendo provindo daquele, cujo veredicto é imutável, cuja justiça é inexorável, e, sendo voltado para os homens, entre os quais muitos são amor e bênção, e não serem fulminados e condenados. Pois bem. Estas palavras ditas e não consideradas bem, são a causa de tremendas culpas e de punição para aqueles que, tendo-as ouvido, as rejeitam. E assim é.
E que é que Eu ainda devia fazer-vos, ó Efraim, ó Judá, ó mundo, que Eu não a tenha feito? Eu vim por te amar. A minha terra, e a minha palavra foi para ti uma espada que te mata, porque tu te aborrece com ela? Oh! Mundo que matas o teu Salvador, pensando que está fazendo uma coisa justa, pois a tal ponto estás satanizado, que nem compreendes mais qual é o sacrifício que Deus exige, sacrifício do próprio pecado e não o de um animal imolado, e consumido com a alma suja! Ora, afinal, que foi que Eu te disse nestes três anos? Que foi que Eu preguei? Eu disse: “Procurai conhecer a Deus em suas leis e em sua natureza.” E Eu me esgotei, como um vaso de argila porosa, quando é colocado ao sol, ao espargir sobre vós o conhecimento vital da Lei e de Deus. E tu continuaste a oferecer holocaustos, mas sem primeiro fazer a única coisa necessária a imolação oferecida a Deus da tua má vontade!
Agora Deus eterno te diz, ó cidade do pecado, ó povo infiel! E, na hora do juízo, contra ti será usado o chicote, que não será usado em Roma e Atenas, que são uns obtusos, e não conhecem a palavra e a Sabedoria, mas que, como umas crianças mal cuidadas pela sua nutriz, e tendo ficado deixadas como uns animais em suas capacidades, passarem para os braços santos da minha Igreja, a minha única e sublime esposa, da qual me serão dados à luz inumeráveis filhos dignos de Cristo, tornar-se-ão adultas e capazes, e me darão palácios reais e milícias, templos e santos que povoarão o Céu como umas estrelas, e então, Deus eterno te diz: “ Não me agradas mais, e não aceitarei nenhuma oferta de suas mãos. Vossas ofertas serão semelhantes ao esterco, e Eu as recusarei, jogando-as para trás sobre vossas faces, e nelas elas ficarão grudadas. As vossas solenidades todas, todas são umas exterioridades, e me causam repugnância. Eu cancelo o pacto com a estirpe de Aarão, e o faço com os filhos de Levi. Aí está, este é o meu Levi, e com ele para sempre Eu fiz um pacto de vida e de paz, e ele me foi fiel nos séculos dos séculos, até ao sacrifício. Ele teve o santo temor do Pai, e tremeu pela sua irritação de ofendido, ao som do meu Nome ofendido. A Lei da verdade esteve sobre a sua boca, e sobre seus lábios não houve iniqüidade, ele caminhou comigo na paz e na equidade, e a muitos afastou do pecado. O tempo chegou no qual em todos os lugares, e não somente sobre o único altar de Sião, sendo vós indignos de oferecê-lo, será sacrificado e oferecida ao meu Nome a vítima pura, imaculada, aceitável ao Senhor.”
“Estais reconhecendo estas eternas palavras?”
“Nós as estamos reconhecendo, ó Senhor nosso. E, podes crer, ficamos abatidos, como quem tomou um solavanco. Mas, não é possível desviar o destino?”
“Chamas a isso destino, Bartolomeu?”
“Eu não saberia dar outro nome.”
“Reparação. Este é o nome. Não se ofende ao Senhor, sem que a ofensa seja reparada. E Deus Criador foi ofendido pelo primeiro que foi criado. E, desde então, a ofensa foi sempre aumentando. E não valeu a grande água do Dilúvio, nem o fogo que choveu sobre Sodoma e Gomorra, para tornar santo o homem. Nem a água nem o fogo. A Terra é uma Sodoma sem limites, onde passeia livre como um rei o Lúcifer. Que venha agora uma trindade para lavá-la: o fogo do Amor, a água da dor e o Sangue da Vítima. Aí está ó Terra, o meu dom. Eu vim para to dar. E agora, iria Eu fugir ao cumprimento? Já é a Páscoa. Não se pode fugir.”


O EVANGELHO COMO ME FOI REVELADO

sexta-feira, 26 de abril de 2019

LIÇÕES SOBRE A FIGUEIRA SECA





LIÇÕES SOBRE A FIGUEIRA SECA

O Evangelho como me foi revelado – Maria Valtorta – Vol. 9 –pg. 357 a 360

1 de Abril de 1947
Estão para entrar de novo na cidade, sempre pela mesma estrada afastada que eles tomaram na manhã anterior, como se Jesus não quisesse ser rodeado pelo povo, quando estivesse esperando, antes de estar no Templo do qual Ele logo vai-se aproximando, ao entrar na cidade pela porta do Rebanho, que é perto da Probática. Mas hoje muitos dos setenta e dois já o estão esperando do lado de lá do Cedron, antes da ponte e que, não somente o estão vendo aparecer por entre as oliveiras verde-cinzentas, com suas vestes purpúreas, mas vão indo ao seu encontro.
Eles se reúnem, e vão andando para a cidade. Pedro, que vai olhando para a frente e para baixo, por causa do declive, sempre desconfiado de estar vendo algum mal intencionado, vê, no meio do frescor das últimas ladeiras, um montão de folhas murchas penduradas sobre as águas do Cedron. As folhas, enroladas e quase secas, estão aqui e ali, parecendo estarem manchadas de ferrugem, como as de uma planta que as chamas tivessem secado. De vez em quando a brisa faz que alguma delas caia e mergulhe nas águas da torrente.
“Mas esta é a figueira de ontem! A figueira que Tu amaldiçoaste”, grita Pedro, mostrando com a mão a planta seca, e fala virado para trás, dirigindo-se ao Mestre.
Todos correm para lá, menos Jesus, que vai para a frente com seu passo de costume. Os apóstolos estão narrando aos discípulos o que aconteceu antes com a arvore que eles estão vendo, e todos juntos comentam o caso, e ficam olhando assombrados para Jesus.
Jesus, então, vai para perto deles, sorri, ao observar aqueles rostos espantados e amedrontados e diz: “E, por que não? Estais assim tão maravilhados, porque pela minha palavra, tenha ficado seca uma figueira? Será que não me vistes ressuscitar os mortos, curar os leprosos, dar a vista aos cegos, multiplicar os pães, acalmar as tempestades, apagar o fogo? E ficais admirados de que uma figueira fique seca?”
“Não é pela figueira. É que ontem ela estava vegetando, quando amaldiçoaste, e agora esta seca. Olha, está quebradiça como a  argila seca. Seus ramos não têm mais medula. Olha, lá se vão como a poeira”, e Bartolomeu esfarinha por entre os dedos uns ramos que com facilidade ele quebrou.
“Não tem mais medula. Assim tu disseste. E sobrevém a morte, quando não há mais medula, e, isso seja para uma planta, como para uma nação, como sucede em uma religião, que tem, uma dura cortiça e uma folhagem inútil, uma exterioridade feroz e hipócrita. A medula branca, interna, cheia de linfa, corresponde à santidade, a espiritualidade. A cortiça dura e a folhagem inútil é a humanidade privada de vida espiritual e justa. Ai daquelas religiões que se tornam humanas, porque os seus sacerdotes e fiéis não têm mais o espírito vital. Ai daquelas nações, cujos chefes são apenas ferocidades e um ressoante clamor, privado de idéias frutíferas! Ai dos homens nos quais falta a vida do espírito!”
“Mas, se Tu tivesses que dizer isso aos grandes de Israel, ainda que o teu falar seja justo, mas não seria sábio. Não te deixes iludir, por terem eles até agora te deixado falar. Tu mesmo o dizes, que não o fazes para a conversão do coração, mas como uma medida que tomas. Fica sabendo, então, também Tu, estimar o valor e as consequências das tuas palavras. Porque existe também a sabedoria do mundo, além da sabedoria do espírito. E é preciso saber usar dela para nossa vantagem. Porque, enfim por enquanto, estamos no mundo, e não ainda no Reino de Deus”, diz Iscariotes sem azedume, mas em um tom doutrinal.
“O verdadeiro sábio é aquele que sabe ver as coisas, sem que as sombras de sua própria sensualidade e as reflexões do cálculo as alterem. Eu direi sempre a verdade do que vejo.”
“Mas, afinal, esta figueira está morta porque estiveste a amaldiçoá-la, ou um... caso... um sinal... como direi?”, pergunta Filipe.
“È tudo isso que disseste. Mas o que Eu fiz, vós também poderíeis fazer, se chegásseis a ter a fé perfeita. Tende-a, no Senhor Altíssimo. E, quando a tiverdes, em verdade, Eu vos digo que, se alguém chegar a ter a confiança perfeita na força da oração e na bondade do Senhor, poderá dizer a este monte: “Sai daqui, e joga-te ao mar”, e, se ao dizer isso, não ficardes hesitando em vosso coração, mas crendo que tudo o que ele ordena possa acontecer, tudo o que ele disse se verificará.”
“E ficaremos parecendo uns magos, e seremos apedrejados, como está dito para os que praticam a magia. Seria um milagre bem estulto, e para nosso prejuízo”, diz Iscariotes, balançando a cabeça.
“Estulto és tu, que não entendes a parábola!”, responde o outro Judas.
Jesus não fala a Judas. Ele a todos: “Eu vos digo, e é uma velha lição a que Eu repito nesta hora: seja qual for a coisa que pedirdes na oração, tende fé em obtê-la, e a obtereis. Mas, se antes de orar, tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai antes, e fazei as pazes, para terdes como amigo o vosso Pai, que está no Céu, e que tanto, tanto vos perdoa e ajuda, da manhã até à tarde, e do pôr-do-sol até a aurora.”

O EVANGELHO COMO ME FOI REVELADO – MARIA VALTORTA

sábado, 20 de abril de 2019

PORQUE A MULHER NÃO PODE SER SACERDOTISA?






PORQUE A MULHER NÃO PODE SER SACERDOTISA?

Quando Deus em seu pensamento perfeitíssimo, decidiu criar o homem, criou Adão como representante primeiro e representante único desta perfeita criação, fundindo carne e espírito, semelhante ao Criador, no que se refere a espiritualidade. A mulher, foi criação secundária, um complemento para o homem, como diz a Bíblia: “para agradar ao homem”, que se sentia sozinho, mesmo diante de toda a criação divina. Sendo assim Adão adquiriu a responsabilidade de ser representante da raça humana terrestre. Ah! Mas sem a Eva não haveria posteridade humana. A resposta para este questionamento é a de que: a união de macho e fêmea não é a única forma de dar posteridade à uma espécie, porque no pensamento infinito de Deus tudo é possível. Lembrando que no Céu não existe homem e mulher, mas anjos criados pelo Criador, e nós, semelhantes aos anjos celestiais, numa composição espiritual belíssima, conhecida apenas por Deus.
Os representantes de Deus posteriores a Adão, foram homens, mantendo esta disposição divina durante os séculos. E principalmente depois que Jesus instituiu o Missal com a Eucaristia, o Sacrifício Perpétuo, ficou mais evidenciado a necessidade de ser um homem e não uma mulher na celebração desta eterna dádiva divina. O próprio Jesus Cristo foi o primeiro homem a realizá-la, indicando como teria que ser feito. No ritual Eucarístico o pão e o vinho verdadeiramente se transformam sobrenaturalmente, (ocorrendo a transubstanciação) em carne e sangue de Cristo.  E quantos, quantos milagres Eucarísticos confirmam isso. Enfatiza-se esta verdade, porque como sabemos, a mulher é diferente do homem, ela por ter que gerar filhos ao Senhor, durante alguns dias de cada mês,  tem o processo biológico da menstruação. Nesta condição, não se pode permitir que dois tipos de sangue estejam sendo apresentados, durante o Sagrado Rito Eucarístico. O Sacrifício Perpétuo não pode ter concorrência, não pode ser usurpado pela presença de um outro sangue. Seria um sacrilégio, uma ofensa gravíssima a Deus, que nos remete a pensar em outros tipos de cultos não cristãos.
Por mais santa que seja a mulher, não poderá exercer esta magnífica demonstração do Sacrifício de um Deus para com seu povo, onde se apresenta sobrenaturalmente materializado diante dos fiéis. Este é o mais forte motivo da impossibilidade de se ter uma sacerdotisa celebrando um Missal.
Nem mesmo Nossa Senhora, a obra mais perfeita entre as criaturas, e também entre os espíritos, ousou requerer esta ordenação. Existem serviços menores dentro da Igreja, que as mulheres são muito mais capazes, mais adequadas do que o homem para fazê-los, agregando amor, compaixão, amizade, solidariedade, acolhida e unicidade para a grande tarefa, que é trazer novos redimidos ao seio do Senhor.
Outro direcionamento importante que deve ser abordado, é o fato de que o representante de Deus na Terra, que celebrar os Ritos Sagrados da Eucaristia, deve ser ordenado pela Igreja Católica, única Igreja fundada por Jesus. Deve ter plena consciência e conhecimento, do que significa o rito do Missal, e mais ainda, deve ser casto. Porque? Porque a castidade é, aos olhos de Deus, uma devoção sega e irrestrita do Sacerdote, desencadeia uma forte luz de amor absoluto, delicias espirituais emanadas por uma alma pura e inviolável e insuportável para os demônios. Desta forma Deus estará presente para, junto com o Sacerdote, servir a Carne e o Sangue Salvador de seu Filho, aos fiéis na hora da entrega da Comunhão com os homens. E quem recebe esta dádiva divina, o Pão que desceu do Céu, deve estar sem pecado, e se ajoelhar recebendo na boca o santíssimo Cordeiro.
Mais um pensamento que nos remete à inadmissibilidade de sacerdotisas, se deve a atuação do Espírito Santo, desde a fundação da Igreja a 2000 anos atrás, até hoje, nunca instruiu Papas, Cardeais, Bispos, Padres, ou Santos e Mártires, na aceitação de mulheres para esta tarefa. Muito pelo contrário, orientou a não fazê-lo. Jesus já nos disse que depois dele viria o Espírito Santo Paráclito, para continuar a obra de aperfeiçoamento da doutrina cristã, e assim se fez eterna e inalterável. Tudo o que vem de Deus não é temporal, mas eterno, como eterno é o Pai.
Eis o que disse o Papa João Paulo II na “Ordinatio Sacerdotalis”:
“Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição da Igreja divina, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”.
O Papa João Paulo II na Carta Apostólica “Ordinatio Sacerdotalis” (22 maio 1994), bem como na Encíclica “Mullieris Dignitatem” explicou as razões pelas quais a Igreja nunca teve e nunca terá “sacerdotes femininas”.
“Mas, muitas vezes, infelizmente, há filhos recalcitrantes no erro, que se acham mais sábios e doutos do que a própria Mater Ecclesia, assistida e guiada infalivelmente pelo Espírito Santo, como promessa de Jesus  feita a Pedro (cf. Mt 16,17), aos Apóstolos (cf. Mt 18,18), e reiteradas na Santa Ceia:  “O Espírito Santo ensinar-vos-á toda a verdade” (cf. Jo 14,25; 16,12-13). (Professor Felipe Aquino-Cléofas)

Sendo pois, um assunto diversas vezes comentado e refletido pelos fiéis da Igreja de Cristo, durante estes últimos anos, devido a tentativa de modernização, alteração, ou adulteração da doutrina, por parte de alguns integrantes, inclusive Bispos e Cardeais, influenciados  pela secularização da humanidade, sentem-se seduzidos por mudanças não boas à Santa Igreja.
Humanizá-la, -não percebem eles- é destruir a Igreja. Humanizá-la é agregar conceitos socialistas, que já é defendida pela Teologia da Libertação, uma mistura de cristianismo com comunismo uma bandeira social. Os direitos humanos não tem nada a ver com as Leis de Deus. Uma é humana, a outra é espiritual. Se espiritual é nosso Deus, devemos procurar ser espirituais e não se preocupar com as coisas materiais.
A Abominação para a desolação descrita por Daniel, que seria posta para abolir o Sacrifício Perpétuo, ou seja, desfigurar, dessacralizar o Missal, no final dos tempos, podemos presumir que a ordenação de mulheres seja uma destas abominações, profetizada. Também a admissão de recasados na Comunhão citado no fatídico Amoris Laetitia, defendida pelo Lobo em pele de cordeiro, propagando divisão dentro da Igreja.
Agora em outubro de 2019, no Sínodo da Amazônia estarão dando prosseguimento à destruição do Missal, com o apoio do Falso Papa Jorge Mario Bergoglio e seus seguidores. Será inevitável, porque isso é Profecia. E devemos nos alegrar por vê-la se concretizar, pois somente assim este mundo dominado por Satanás, finalmente terá fim, e veremos Jesus novamente, na nova Terra, totalmente revitalizada.
Que a paz do Senhor esteja em nossos corações.


Antonio Carlos Calciolari  

segunda-feira, 15 de abril de 2019

COM QUE AUTORIDADE JESUS FAZIA TANTAS COISAS?






COM QUE AUTORIDADE JESUS FAZ TANTAS COISAS

( O Evangelho como me foi Revelado – Maria Valtorta – Vl. 9- pg. 348 a 351)

E Jesus dardejando raios com seus íris de safira acesos como um sol, sobre os que haviam chegado, mas especialmente sobre os grupos dos judeus mais influentes, os fariseus e os escribas espalhados pelo meio da multidão. Ninguém diz nada.
“Falai, vós, então. Pelo menos vós, que sois os rabis de Israel. Dizei uma palavra de justiça, que prepare o povo para a justiça. Eu poderia dizer uma palavra não boa, de acordo com o vosso pensamento. Dizei-a então, vós, para que o povo não seja levado ao erro.”
Constrangidos, os escribas respondem assim: “Ele punirá aqueles celerados, fazendo-os perecer de um modo atroz, e dará a vinha a outros colonos que honestamente a cultivem, dando-lhe o produto da terra recebida por eles em consignação.”
“Vós falastes bem. Assim está escrito na Sagrada Escritura: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular. Esta é a obra feira pelo Senhor, e é uma coisa maravilhosa aos nossos olhos.” Uma vez que isso está escrito, e que vós sabeis disso, e julgais ser justo que seja atrozmente punidos aqueles colonos que mataram o filho herdeiro do dono da vinha, e que ela seja consignada a outros colonos que honestamente a cultivem, é por isso que Eu vos digo: “Ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a outros que nele produzam frutos. E quem cair contra esta pedra se esfacelara, e aquele sobre quem a pedra cair, será esmagado.”
...Eles se limitam a aproximar-se Dele, que agora recomeçou a caminhar para frente e para trás, indo e voltando, escutando isto ou aquilo dos muitos peregrinos, que se dirigiram para o amplo pátio, e dentre os quais muitos lhe pedem algum conselho para casos de consciência, ou para circunstâncias familiares ou sociais, esperando também poder dizer-lhe alguma coisa, depois de o terem ouvido fazendo julgamento sobre algum caso complicado de herança, que produziu divisão e rancor entre os diversos herdeiros, por causa de um filho de pai, que o teve com uma das servas da casa, mas que foi adotado, e os filhos legítimos não o querem com eles, nem como co-herdeiros. Na repartição das casas e dos terrenos, querendo até nem nada ter em comum com o bastardo, e não sabem resolver, porque o pai os fez jurar, antes de sua morte, que assim como ele tinha feito, ao repartir o pão, ele deviam igualmente, repartir a herança com ele em medida igual.
Jesus diz àquele que o interroga em nome dos outros três irmãos: “Sacrificai todos um pedaço de terreno, vendendo-o de tal modo que, o valor do dinheiro atinja a um quinto da importância total, e daí ao filho ilegítimo dizendo-lhe: “Aqui está a sua parte. Não ficas prejudicado no que é teu, nem se contrariou ao desejo de nosso pai. Vai e Deus esteja contigo.” Fazei isso com testemunhas que sejam justas, e ninguém poderá na terra, nem depois desta terra,levantar vozes de reprovação e de escândalo. E tereis a paz entre vós,e em vós não ficareis com o remorso de terdes desobedecido ao vosso pai, e não tendo entre vós um que, mesmo sendo inocente, é para vós causa de perturbação, mais do que um ladrão que tivesse sido posto entre vós.”
O homem diz: “O bastardo, em verdade, roubou-nos a paz em nossa família, a saúde de nossa mãe, que morreu de dor, é um lugar que não é dele.”
“Mas não é ele o culpado, homem! Mas, sim, o homem que o gerou, para entregá-lo á dor e fazer-nos sofrer. Sede, pois, justos para com o inocente, que já esta pagando duramente por uma culpa que não é dele. Não desejais o mal para o espírito de vosso pai. Deus já o julgou. Não são necessários os raios de vossas maldições. Honrai a vosso pai sempre, ainda que ele seja culpado, não por si mesmo, mas porque representou na Terra o vosso Deus, tendo-vos criado por decreto de Deus e sendo o senhor de vossa casa, os pais estão imediatamente depois de Deus. Lembra-te do Decálogo. E não peques. Vai em paz.”
Os sacerdotes se aproximam de Jesus, mas agora para interrogá-lo. “Nós te ouvimos. Falaste conforme a justiça. Foi um conselho que, mais justo nem Salomão seria capaz de dar. Mas agora, dize-nos a nós, Tu que operas prodígios e dás sentenças, que só o sábio rei poderia dar, com que autoridade é que fazes estas coisas? De onde te vem um tal poder?”
Jesus olha fixamente para eles. Ele não está nem agressivo, nem com ar de desprezo, mas como alguém bem aurorizado. Ele diz: “Eu também tenho uma pergunta a fazer-vos e, se me responderdes, Eu vos direi com que autoridade é que Eu, um homem sem autoridade, sem encargos e pobre – porque isto é o que quereis dizer – com que autoridade é que Eu faço estas coisas. Pois bem. Dizei-me, o batismo de João, de onde é que vinha? Era do Céu ou dos homens a autoridade com que João o administrava? Respondei-me. Com que autoridade é que João o administrava como um rito purificador, a fim de preparar-vos para a vinda do Messias, se João era ainda mais pobre e inculto do que Eu, sem exercer nenhum cargo, tendo vivido no deserto desde sua meninice?”
Os escribas e os sacerdotes se consultam uns aos outros. Os que estavam lá presentes, de olhos arregalados e ouvidos bem abertos, prontos tanto para protestar, como para aclamar, se os escribas quiserem desqualificar o Batista ou defender o Mestre, ou se parecem ter ficado derrotados pela pergunta do Rabi de Nazaré, divinamente sábio. E as pessoas se comprimem ao redor dele. É impressionante o silêncio absoluto desta multidão, que está a espera da resposta. É tão profundo o silêncio, que se podem ouvir a respiração e os cochichos dos sacerdotes e escribas, que falam uns aos outros, quase sem usar de palavras, e estão de olhos no povo e, enquanto isso, as pessoas do povo, cujos sentimentos eles bem conhecem, estão prontas para explodir.
E finalmente eles se decidem a responder. Eles se viram para o Cristo, que está encostado a uma coluna, com os braços cruzados sobre o peito, e os está perscrutando, sem perdê-los de vista, e aí eles dizem: “Mestre, nós não sabemos com que autoridade João fazia aquilo, nem de onde é que vinha o seu batismo. Ninguém pensou em perguntar ao Batista, enquanto ele estava vivo, nem ele espontaneamente o disse.”
“Pois nem Eu vos direi com que autoridade faço estas coisas.” E lhes vira as costas, chamando para perto de si os doze, e abrindo ala por entre a multidão que o aclama, e sai do Templo.
Quando já estão lá fora, e tendo já passado pela Piscina Probática, e tendo saído por aquele lado, o Bartolomeu lhe diz: “ Tornaram-se muito prudentes os teus adversários. Talvez eles estejam convertendo-se ao Senhor que te enviou, e reconhecendo-te como o Messias santo.”
“É verdade. Eles não discutiram nem sobre o teu pedido nem sobre a tua resposta”, diz Mateus.
“Assim seja. Seria belo Jerusalém converter-se ao Senhor seu Deus”, diz ainda Bartolomeu.
“Não vos deixeis iludir. Esta porção de Jerusalém não se converterá nunca. Eles não responderam de outro modo, porque têm medo da multidão. Eu estava lendo os pensamentos deles, mesmo quando Eu ouvia suas palavras submissas.”
“E o que eles estavam dizendo?”, pergunta Pedro.
“Diziam isto – Eu desejo que vós saibais, para conhecê-los a fundo e possais dar aos vindouros uma exata descrição dos homens do meu tempo – eles me responderam, mas não por se terem convertido ao Senhor. Mas porque entre si eles diziam assim: “Se nós respondermos: “O batismo de João vinha do Céu, o Rabi nos responderá: “E, então, porque não crestes naquilo que vinha do Céu e indicava a preparação para o tempo do Messias.” E, se dissermos: “Vem dos homens”, então será a multidão que se revoltará, dizendo: “E, então porque é que não credes naquilo que João, o nosso profeta, falou sobre Jesus de Nazaré?” Sobre isso é que eles estavam conversando, não por sua conversão a Deus, mas por um cálculo infame e para não terem que confessar com suas bocas, que Eu sou o Cristo, e faço estas coisas que faço, porque sou o Cordeiro de Deus, do qual falou o Precursor. E também Eu não quis dizer com que autoridade é que faço estas coisas que faço, já muitas vezes Eu o disse, pelo lado de dentro daqueles muros, e por toda a palestina, e os meus prodígios falam ainda mais do que as minhas palavras. Deixarei que falem os profetas e meu Pai, e os sinais do céu. Por que o tempo é chegado no qual todas as coisas se realizarão. As que foram ditas pelos profetas. Porque o tempo é chegado, no qual todos os sinais serão dados. Os sinais dados pelos profetas, os sinais dados pelos símbolos de nossa História e aqueles de que Eu falei: o sinal de Jonas, e não vos lembrais daquele dia em Quedes? E o sinal que Gamaliel está esperando. Tu, Estêvão, tu, Hermes, e tu Barnabé, que deixastes os vossos companheiros hoje para acompanhar-me, certamente muitas vezes ouvistes o rabi falar daquele sinal. Pois bem. Logo será dado o sinal.”
E Jesus se afasta, subindo para o meio dos olivais do monte, acompanhado pelos seus e por muitos discípulos ( dos setenta e dois), além de outros, como José Barnabé, que o vem acompanhando para ouvi-lo falar ainda.

O EVANGELHO COMO ME FOI REVELADO – MARIA VALTORTA