sexta-feira, 9 de abril de 2021

O DIÁLOGO DE JESUS COM UM ESCRIBA

 





O DIÁLOGO DE JESUS COM UM ESCRIBA

 

... E Jesus se dirige à multidão dos doentes, que o estão esperando com o desejo visível em seus rostos, e os vai curando, um depois do outro, cheio de benevolência, paciente até para com um escriba, que lhe apresenta seu filhinho doente.

É esse escriba que lhe diz: “Estás vendo? Tu foges. Mas é inútil fazê-lo. O ódio e o amor são astutos para encontrarem o que querem. Aqui foi o amor que te encontrou, como está escrito no Cântico dos Cânticos. Para muitos tu és como o esposo dos Cânticos. E eles vêm a Ti, como a Sulamita vai ao esposo, desafiando os guardas da ronda e as quadrigas de Aminadab.”

Jesus: “Por que estás dizendo isso, por quê?”

Escriba: “Porque é verdade. Vir é um perigo, porque és odiado. Não sabes que Roma de espreita e que o Templo te odeia?”

Jesus: “Por que me tentas homem? Tu estás colocando uma cilada em tuas palavras, para ir levar depois ao Templo e a Roma as minhas respostas. Não foi com ciladas que Eu curei o teu filho...”

O escriba diante daquela doce censura, inclina confuso a cabeça, e confessa: “Vejo que realmente tu vês os corações dos homens. Perdoa-me. Eu vejo que realmente és santo. Perdoa-me, eu tinha vindo sim, fermentando em mim o lêvedo que outros em mim haviam colocado...”

Jesus: “E que encontrou em ti o calor próprio para fermentar.”

Escriba: “Sim. É verdade... Mas agora, vou-me daqui sem lêvedo. Ou melhor, com lêvedo novo.”

Jesus: “Eu sei. E não tenho rancor. Muitos estão culpados por sua própria vontade, e muitos por vontade dos outros. Diferente vai ser a medida com que vão ser julgados pelo justo Deus. Tu, escriba, sê justo, e não corrompas no futuro como foste corrompido. Quando as pressões do mundo te premerem, olha esta graça viva, que é o teu filho, que foi salvo da morte, e sê reconhecido para com Deus.”

Escriba: “Para contigo.”

Jesus: “Para com Deus. A Ele toda glória e louvor. Eu sou o Messias, e sou o primeiro a louvá-lo e glorifica-lo. O primeiro a obedecer-lhe. Porque o homem não se avilta por honrar e servir a Deus em verdade, mas se degrada servindo ao pecado.”

Escriba: “Dizes bem. Falas sempre assim? A todos?”

Jesus: “A todos. Se Eu falasse a Anás ou a Gamaliel, ou se Eu falasse ao mendigo leproso, que está à beira de um caminho, minhas palavras seriam as mesmas, porque a Verdade é uma só.”

Escriba: “Fala, então, porque todos estamos aqui, como mendigos precisando de tua palavra, ou de tua graça.”

Jesus: “Eu falarei. Para que não se diga que Eu tenho preconceitos contra quem é honesto em suas convicções.”

Escriba: “Morreram aquelas que eu tinha. Mas é verdade. Eu era honesto nelas. Eu pensava estar servindo a Deus, quando combatia contra Ti.”

Jesus: “És sincero. E por isso mereces compreender a Deus, que nunca é mentira. Mas as tuas convicções não estão ainda mortas. Eu te digo. Elas são como gramíneas queimadas. Por cima parecem mortas, mas, na verdade, elas apenas sofreram um duro assalto que as enfraqueceram muito. Mas suas raízes estão vivas. E o terreno as nutre. E as orvalhadas as convidam a lançar novos rizomas, e estes lançam novas folhas. É preciso vigiar para que isso não aconteça, ou serás de novo invadido pelas gramíneas. Israel é duro para morrer.”

Escriba: “Israel, então deve morrer? É uma planta má?”

Jesus: “Deve morrer para ressurgir.”

Escriba: “Uma reencarnação espiritual?”

Jesus: “Uma evolução espiritual. Não há reencarnações de nenhuma espécie.”

Escriba: “Há quem creia que há.”

Jesus: “Eles estão errados.”

Escriba: “O helenismo colocou entre nós também essas crenças. E os doutos se nutrem com elas, e se gloriam de serem elas um alimento muito nobre.”

Jesus: “É uma contradição absurda naqueles que gritam o anátema para transcurar um dos seiscentos de treze preceitos menores.”

Escriba: “É verdade. Mas... assim é. Gostam de imitar até o que odeiam.”

Jesus: “Nesse caso, imitai a Mim, já que me odiais. Será melhor para vós.”

O escriba deve sorrir de um modo sutil, mesmo que não queira, por esta saída de Jesus. As pessoas estão de boca aberta, escutando e os que estão mais longe pedem aos que estão mais perto que lhes repitam as palavras dos dois.

Escriba: “Mas Tu, em confidência, que é que achas da reencarnação?”

Jesus: “Que é um erro. Eu já o disse.”

Escriba: “Há pessoas que dizem que os vivos são gerados pelos mortos, e os mortos pelos vivos, porque o que existe não se destrói.”

Jesus: “O que é eterno não se destrói, de fato. Mas, dize-me. No teu parecer, o Criador tem limites para Si mesmo?”

Escriba: “Não Mestre. Aceitar isso seria um rebaixamento.”

Jesus: “Tu o disseste. E, então, poder-se-á pensar que Ele permita que um espírito se reencarne, porque mais do que os muitos que já existem não podem existir outros?”

Escriba: “Não se deveria pensar assim. E, no entanto, há quem assim pense.”

Jesus: “E, o que é pior, pensa-se assim em Israel. Esse pensamento da imortalidade do espírito, que já é um grande pensamento em um pagão, ainda mesmo quando ele está unido ao erro de uma avaliação injusta sobre como é que acontece essa imortalidade, em um israelita esse pensamento deveria ser perfeito. Mas, pelo contrário, em quem o admite, nos termos da tese pagã, torna-se um pensamento limitado, rebaixado, culpável. Já não é uma glória o pensamento que se mostra como digno de admiração, por ter passado rente à Verdade por si só, e que por isso dá um testemunho da natureza composta do homem, como ela o é também no pagão, por essa sua intuição de uma vida perene desta coisa misteriosa, que tem o nome de alma, e que nos distingue dos brutos. Mas um rebaixamento do pensamento que, conhecendo a Divina Sabedoria e o Deus verdadeiro, torna-se materialista, até em coisa tão altamente espiritual. O espírito não transmigra, a não ser do Criador para o ser e do ser para o Criador, ao qual ele se apresenta depois da vida, para receber julgamento de vida ou de morte. Esta é a verdade. E, para onde for mandado, lá fica para sempre.”

Escriba: “Não admites o Purgatório?”

Jesus: “Sim. Por que perguntas?”

Escriba: “Porque tu dizes: “Para onde for mandado, lá fica. O Purgatório é temporário.”

Jesus: “Exatamente. Eu o absorvo no meu pensamento da Vida Eterna. Pois o Purgatório já é vida. É verdade que uma vida amortecida, ainda atada, mas sempre é vital. Terminada a temporária parada no Purgatório, o espírito conquista a Vida perfeita, a alcança, agora sem limites e sem nenhum outro vínculo. Duas são as coisas que permanecerão: O Céu, o Abismo, o Paraíso e o Inferno, os Bem-aventurados e os condenados. Mas naqueles três reinos, que agora existem, nenhum espírito voltará a revestir-se de carne. E isso até o dia da ressurreição final, que encerrará para sempre a encarnação dos espíritos na carne, do imortal no mortal.”

Escriba: “Eterno não?”

Jesus: “Eterno é Deus. Eternidade é não ter princípio nem fim. E isto, só Deus. E a imortalidade é continuar a viver, desde quando se começou a viver. E isso se dá com o espírito do homem. Eis a diferença.”

Escriba: “Tu dizes “Vida Eterna.”

Jesus: “Sim. Desde quando alguém é criado para a vida, pode, pelo espírito, pela graça e pela vontade, conseguir a vida eterna. Não a eternidade. Vida pressupõe começo. Não se diz: “Vida de Deus”, porque Deus não teve princípio.”

Escriba: “E Tu?”

Jesus: “Eu viverei, porque também Eu sou carne, e ao Espírito divino Eu tenho unida a alma do Cristo na carne do homem.”

Escriba: “Deus é chamado “O Vivente.”

Jesus: “De fato. Ele não conhece morte. Ele é vida. A vida inexaurível. Não vida de Deus. Mas vida, só isto. Isto são esfumaturas, ó escriba. É nas esfumaturas que se encerra Sabedoria e Verdade.”

Escriba: “É assim que falas aos pagãos?”

Jesus: “Não é assim. Eles não compreenderiam. Eu lhes mostro o sol. Mas assim como Eu o mostraria a um menino, até então cego e tolo que, por um milagre tivesse voltado a ver e a entender. Assim como um astro. Sem começar a explicar a composição dele. Mas vós em Israel, não sois cegos nem tolos. Há séculos o dedo de Deus vos abriu os olhos e desanuviou a mente.”

Escriba: “É verdade, Mestre. No entanto, somos cegos e tolos.”

Jesus: “Vós vos fizestes assim. E não quereis o milagre de quem vos ama.”

Escriba: “Mestre...”

Jesus: “É verdade, escriba.”

Este inclina a cabeça, e se cala. Jesus o deixa, e anda para adiante e de passagem acaricia Marziam e o filhinho do escriba, que estavam brincando com pedrinhas de várias cores. Mais do que uma pregação, o que Jesus faz é uma conversação com este ou com aquele grupo. Mas é uma pregação contínua, porque vai resolvendo todas as dúvidas, esclarecendo todos os pensamentos, resume ou amplia coisas que já foram ditas, ou conceitos, em alguns dos pontos de que alguém vai-se lembrando. E assim passam as horas.

 

(O Evangelho como me foi Revelado-Maria Valtorta- Vol. 4, pg. 315 a 319)


sexta-feira, 26 de março de 2021

O MISTÉRIO DA INIQUIDADE DA IGREJA

 





O MISTÉRIO DA INIQUIDADE DA IGREJA

 

O cristianismo, durante dois milênios, como uma flor belíssima nascida no deserto dos corações dos homens, infundiu o seu perfume suave e acolhedor. A Graça encontrou a sua morada para fazer nascer as sementes da belíssima flor, incubando os fogos ardentes do Espírito Santo. Assim os homens de boa vontade, humildes e desejosos de justiça cresceram na fortaleza do Senhor, inspirados pelo dom da Graça Santificante. Mas a fumaça de Satanás durante estes mesmos dois milênios, conseguiu enganar a muitos, porém não tantos como depois do Concílio Vaticano II, modificando o que Deus havia instituído como certo para a nossa salvação. Foi no Concílio Vaticano II que a Maçonaria interferiu gravemente na sacralização da Eucaristia, criando os Ministros de Eucaristia, autorizando-os a entregar a santa hóstia consagrada, sendo que somente o Sacerdote que a consagrou poderia assim proceder. Foi neste Concílio que se permitiu a entrega da hóstia consagrada na mão dos fiéis, e não mais na boca, cometendo com isto outra chaga no Corpo do Cordeiro, porque o Corpo puríssimo de Cristo não pode ter contato com o que é impuro, a carne, a matéria. Foi também neste Concílio que se introduziu o falso ecumenismo, permitindo que adeptos de outras religiões troucessem seus erros doutrinários para dentro da Igreja, criando confusão, porque não se exigiu a conversão dos mesmos. A mistura de fés é abominável ao Senhor, pois um só é o Senhor, uma só fé, uma só doutrina, uma única religião, uma única Igreja, um único caminho. Também foi neste Concílio que começou a nova missa, diferente da tradicional forma Tridendita, onde o Sacerdote fica de costas para os fiéis e de frente para o Altar, para Deus, submisso, ciente de que é um instrumento de Deus. Também o menosprezo pela língua latina, que sempre foi a oficial da igreja, e odiada pelos demônios, dando prioridade aos inúmeros idiomas do país onde é realizada a missa. A retirada dos genuflectores do altar para o recebimento da Eucaristia, menosprezando com isso o Deus vivo que se apresenta, pois para receber o Corpo e o Sangue de Cristo deve-se ajoelhar. Retiraram a oração a São Miguel Arcanjo, protetor da Santa Igreja, que era realizada no início do Missal, enfraquecendo-a grandemente aos ataques infernais. Os demônios viram a porta aberta e lá entraram, espalhando seus venenos. Muitas Igrejas Católicas não tem o Cristo no altar, outras não tem mais o sacrário, se assemelhando com os templos protestantes. Os seminários como um jardim brotando flores que mais  pareciam com estrelas, de tão luminosas e puras, foram enxertadas com o suco comunista e as ideias maçônicas, murchando as estrelas, levando-as ao covil de Satanás. Os seminários hoje em dia são canteiros de profanação. O sagrado foi posto de lado, e o modernismo, que nada mais é do que adaptar a Igreja para agradar o mundo, tornando-a não mais a Igreja espiritual de sempre, mas uma Igreja desfigurada e desviada do verdadeiro caminho libertador das almas.

Apesar de todas estas modificações, Deus, que tudo pode e sabedor de tudo que há de vir, ainda assim, com os bons Sacerdotes conseguiu manter a transubstanciação sobrenatural da hóstia e do sangue de seu Filho na Eucaristia. Porém com a entrada da Abominação que se apossou da Cadeira de Pedro no Vaticano, trazendo dúbias e confusão generalizada nas Igrejas, não é mais possível o milagre Eucarístico para aqueles Sacerdotes que comungam com o Falso Profeta. É fundamental ouvir e seguir somente o último e verdadeiro Papa da Igreja: Bento XVI. Ficaremos com ele e seremos salvos, ao passo que se ficarmos com Bergoglio seremos condenados. Esta é a verdade que muitos Católicos não querem admitir, mas que se depara diante de todos as heresias daquele que fala como um Dragão.

Este é o mistério da Iniquidade profetizada pelos Santos e Profetas. A Igreja de Cristo seria redigida por um falso Papa, que irá fundar uma nova religião mundial, unindo várias religiões numa só. E a verdadeira doutrina de Jesus seria posta de lado, mas não derrotada, e sim perpetualizada nos corações dos remanescentes do final dos tempos, e tornada única depois da volta de Jesus. A Abominação para a desolação está diante de nós. Ler Mateus 24 escrito há 2000 anos atrás, é como ler os jornais de hoje, isso para aqueles que foram perspicazes e não somente mansos. Estes são os sábios do final dos tempos.

Quem segue este falso Papa Bergoglio, não segue Jesus.

Quem acredita nele, não entrará no Reino de Deus.

Quem for com ele para esta nova religião, irá com ele para a condenação eterna.

Quem estiver com ele é contra Deus.

Quem for verdadeiro filho de Deus não cairá nas artimanhas deste grande enganador.

Não se pode servir a dois senhores que pensem diferentemente, ou se apega a um e deixa o outro, ou se apega ao outro e deixa o primeiro. Deus não aceita conluio.

A iniquidade vai se completando em seus pormenores agora, e cada vez mais o Cisma irá crescer e dividir os enganados dos remanescentes fiéis. O Aviso, ou o Grande alerta que iluminará as consciências da humanidade será o divisor de águas, depois deste grandiosíssimo sinal de misericórdia divina, raríssimas serão as conversões.

A vitória é da Igreja de Cristo porque foi fundada com a pedra angular, que é o próprio Cristo. Quem está com Deus não perde batalha. O inimigo por mais agigantado que seja seu poder, perto de Deus é um insignificante grão de areia no universo. Que este pensamento nos dê paz.

 

Antonio Carlos Calciolari


sábado, 13 de março de 2021

MISSAS SÃO REALIZADAS NO DOMINGO PORQUE SOMOS CRISTÃOS






 

MISSAS SÃO REALIZADAS NO DOMINGO PORQUE SOMOS CRISTÃOS

 

“Não Maria. Não é Pedro. Ele na verdade vai-se tornando cada vez mais firme, e agora que ele ficou sabendo com que intenção Lázaro quis usar a casa do Cenáculo, decidiu começar os ágapes regulares e celebrar os mistérios regularmente, no dia depois de cada sábado. Porque ele diz que agora o dia do Senhor é aquele, pois é o dia em que Ele ressuscitou e apareceu à muitos para confirma-los na fé sobre a sua Natureza eterna de Deus. Não existe mais o sábado, como existia para os hebreus. Não há mais o sábado porque para os cristãos não há mais sinagoga, mas a Igreja, assim como haviam predito os Profetas. Mas agora há e sempre haverá o dia do Senhor, em memória do Homem-Deus, do Mestre, Fundador, Pontífice eterno, depois de ter sido Igreja Cristã. Desde o dia depois do próximo sábado, celebrar-se-ão os ágapes entre cristãos, que serão muitos, na casa do Cenáculo. Uma coisa que não era possível antes, por causa do ódio dos fariseus, dos sacerdotes, dos saduceus e escribas e pela momentânea dispersão de muitos dos seguidores de Jesus, abalados em sua fé, e cheios de medo do ódio dos judeus. Mas os que os odiavam, por medo de Roma, que censurou o comportamento do Procônsul e da multidão, e porque crêem que já terminou a exaltação dos fanáticos, como eles chamam a fé dos cristãos em Cristo, pela momentânea dispersão dos fiéis, que na verdade durou bem pouco, e que já terminou, pois todas as ovelhas voltaram ao Redil do Verdadeiro Pastor, estão agora menos atentos, eu diria desinteressados, como se fosse uma coisa morta, acabada. E isto lhes permite fazer suas reuniões para os ágapes.” (O Evangelho como me foi Revelado – Maria Valtorta-Vol 10, pg. 447,448)

OBS: Estas palavras são de Nicodemus, ouvida e redigida pela mística Valtorta, numa de suas muitas visões sobrenaturais, com a permissão de Deus. Nicodemus foi até a modesta casinha de Maria, no Getsêmani, doada por Lázaro que era dono das terras do local e de grande parte de Betânia, para entregar a Santíssima Virgem, a Mortalha de Jesus, para que usassem a relíquia durante as Missas com os cristãos.

Muito se especulou entre teólogos e estudiosos da Bíblia, o momento em que mudaram o sábado pelo domingo na Igreja Católica, porque os protestantes sempre disseram que os Católicos estariam negando uma lei de Deus.

No entanto, vemos que desde o início das celebrações das Missas, Pedro decidiu usar o domingo para não se misturar com as celebrações judaicas, que na verdade era uma outra religião diferente da cristã. Judaísmo não é cristianismo, são religiões diferentes, apesar de cultuarem o mesmo Deus. Os Judeus por negarem a Divindade de Jesus, são na verdade Anticristos. A Nova Aliança de Deus com a humanidade se deu na confirmação da ressurreição de Jesus, no domingo, dia Santo e único na história. Jesus se torna o novo Adão e Maria a nova Eva, pois deste dia em diante somente se salvarão aqueles que acreditarem nas palavras de Jesus-Deus. A graça entrará em todos aqueles que tiverem a boa vontade de aceita-la.

Antonio Carlos Calciolari

segunda-feira, 1 de março de 2021

SEJAMOS CO-REDENTORES

 





SEJAMOS CO-REDENTORES

 

“... e aqui vejo que vós de Cafarnaum também me amais, pois que me seguistes, deixando de lado os vossos negócios e comodidades, contanto que pudésseis ouvir a palavra que vos ensina. Sei também que, mais que deixar de lado os vossos negócios, tendo por esta razão um prejuízo aos vossos bolsos, isso vos torna também objeto de zombarias, podendo até vos acarretar prejuízos sociais. Sei que Simão, Eli, Urias e Joaquim estão contra Mim. Hoje estão contra, amanhã serão inimigos. E vos digo – porque não engano a ninguém, nem quero enganar a vós, meus amigos fiéis – que, para prejudicar-me, para fazer-me sofrer, para tentarem vencer-me isolando-me, eles, os poderosos de Cafarnaum, usarão de todos os meios, tanto de insinuações como de ameaças, de zombarias como de calúnias. O inimigo comum usará de tudo para arrancar do Cristo as almas, e fazê-las presas suas. Eu vos digo: quem perseverar será salvo, mas também vos digo: quem tiver mais amor à vida e al bem-estar do que a salvação eterna, está livre para ir-se embora e deixar-me, para ir ocupar-se desta pequena vida e de um bem-estar transitório. Eu não seguro ninguém.

O homem é um ser livre. Eu vim para livrar cada vez mais o homem. Para livrá-lo do pecado, e isso pelo espírito. E das cadeias de uma religião deturpada, opressiva, que sufoca debaixo de rios de cláusulas, de palavras e de preceitos, a verdadeira palavra de Deus, que é pura, breve, luminosa, fácil, santa, perfeita. A minha vinda é um crivo das consciências. Eu recolho o meu grão da eira, e o bato com a doutrina do sacrifício, e o crivo com a peneira da sua mesma vontade. O folhelho, a ervilhaca, o joio, voarão para fora leves e inúteis, cairão pesados e nocivos e vão servir de alimento para os voláteis, pois no meu celeiro só entrará o trigo escolhido, puro, sólido e bom. O trigo: os santos.

Um desafio existe há séculos entre o Eterno e Satanás. Satanás, envaidecido pela primeira vitória sobre o homem, disse a Deus: “As tuas criaturas serão minhas para sempre. Nada, nem mesmo o castigo, nem a Lei que lhes queres dar, os fará capazes de ganhar o Céu. E esta tua Morada da qual me expulsaste, expulsaste o único inteligente entre as tuas criaturas, ficará vazia, inútil, triste como todas as coisas inúteis.”

E o Eterno respondeu ao Maldito: “Isso ainda poderás fazer, enquanto o teu veneno for só para dominar o homem. Mas Eu mandarei o meu Verbo, e a sua palavra neutralizará o teu veneno, sarando os corações, e os curará da demência com que os manchaste ou endemoninhaste, e eles voltarão a Mim. Como ovelhas que, desviadas reencontram o Pastor, eles voltarão ao meu Aprisco, e o Céu se povoará. Para eles o criei. E tu rangerás teus horrorosos dentes, em tua raiva impotente, lá em teu horroroso reino, em tua prisão e maldição, e sobre ti será tombada pelos anjos a pedra de Deus e selada, e as trevas e o ódio ficarão contigo e com os teus, enquanto que a Luz e o Amor, o canto e a bem-aventurança, a liberdade infinita, eterna e sublime serão para os meus.”

E Mamon, com uma risada de escárnio, assim jurou: “E sobre a minha Geena juro que eu virei quando for a hora. Serei onipresente junto aos evangelizados, e veremos se o vencedor serei eu ou se serás Tu.”

Sim, é certo que Satanás vos está armando ciladas, para peneirar-vos. E Eu também vos estou rodeando para peneirar-vos. Os contendedores são dois: Eu e ele. Vós estais no meio. O duelo do Amor com o Ódio, da Sabedoria com a Ignorância, da Bondade com o Mal, está acima de vós e ao vosso redor. Para desviar os golpes malvados sobre vós, Eu basto. Eu me ponho entre a arma satânica e o vosso ser, e aceito ser ferido em vosso lugar, porque vos amo. Mas os golpes que são dados em vosso interior, vós deveis afastá-los com a vossa vontade, correndo para Mim, pondo-vos no meu Caminho, que é Verdade e Vida. Quem não estiver desejoso do Céu, não terá o Céu. Quem não estiver apto para ser discípulo do Cristo, será como um folhelho leve que o vento do mundo transporta consigo. Quem é inimigo do Cristo é uma semente nociva que renascerá no reino satânico.

Eu sei porque vós de Cafarnaum viestes. E, tanto tenho a consciência pura do pecado de que estou sendo acusado, e em nome do qual inexistente pecado vindes murmurando atrás de Mim, insinuando-vos que ouvir-me e seguir-me é cumplicidade com o pecador, que Eu não tenho medo de tornar conhecida por estes de Betsaida a causa de tudo isso.

Entre vós, cidadãos de Betsaida, há alguns anciãos que, por diversas razões, não se esqueceram da Beldade de Corozaim. Há homens que pecaram com ela, há mulheres que por causa dela choraram. Choraram e oh! Eu ainda não tinha chegado a dizer: “Amai a quem vos prejudica!” – choraram, mas depois se alegraram, quando souberam que ela havia sido mordida pela podridão, transpirada de suas entranhas impuras para o exterior de seu corpo esplêndido, figura daquela lepra mais grave que lhe havia corroído a alma de adúltera, homicida e meretriz. Adúltera setenta vezes sete, e com qualquer um que tivesse nome de “homem”, e tivesse dinheiro. Homicida sete vezes sete pelas suas concepções bastardas. Meretriz por vício, e não por necessidade.

Oh! Eu vos compreendo mulheres traídas! Compreendo a vossa alegria, quando vos disseram: “As carnes da Beldade estão mais fétidas e desfeitas do que as de uma carniça que está num buraco a beira de uma movimentada estrada e está sendo devorada pelos urubus e pelos vermes. “ Mas Eu vos digo: sabeis perdoar. Deus executou as vossas vinganças, mas depois perdoou. Perdoai vós também. Eu a perdoei também em vosso nome, porque sei que sois bondosas, ó mulheres de Betsaida que me estais saudando com a vossa aclamação: “Bendito o Cordeiro de Deus! Bendito aquele que vem em nome do Senhor!” Se Eu sou o Cordeiro, e como tal me conheceis, se venho entre vós, Eu Cordeiro, vós deveis tornar-vos todas umas ovelhas mansas, até mesmo aquelas que por causa de uma antiga, já bem antiga dor de esposa traída, está ainda com aqueles instintos de uma fera que defende o seu ninho. Eu não poderia permanecer entre vós, se fosseis umas hienas ou tigres, Eu que sou Cordeiro.

Aquele que vem no Nome do santíssimo de Deus, para recolher justos e pecadores, e leva-los ao Céu, foi também à arrependida, e lhe disse: “Sê limpa, vai e faz expiação”. Fiz isso em dia de sábado. E é disto que me estão acusando. Acusação oficial. A segunda é de haver-me aproximado de uma meretriz. Uma que foi meretriz. Agora não era senão uma alma chorando por seu pecado.

Pois em, Eu vos digo: Eu o fiz e farei. Trazei-me o Livro, escrutai-o, estudai-o, aprofundai-o. Encontrai, se fordes capazes, um ponto que proíba ao médico de tratar de um doente, e um levita de ocupar-se do altar, a um sacerdote de ouvir a um fiel, só porque é sábado. E Eu, se encontrardes esse ponto e mostrardes a Mim, direi batendo no peito: “Senhor, Eu pequei na tua presença e na dos homens. Não sou digno de perdão. Mas, se Tu quiseres ser piedoso com o teu servo, Eu te bendirei enquanto tiver em mim um sopro de vida.” Porque aquela alma estava doente. E os que precisam dos médicos são os doentes. Era um altar profanado e tinha necessidade de que um levita o purificasse. Era um fiel que ia chorar no Templo verdadeiro do Deus verdadeiro, e tinha necessidade do sacerdote que lá o introduzisse. Em verdade Eu vos digo que Eu sou o Médico, o Levita, o Sacerdote. Em verdade vos digo que, se Eu não cumprir o meu dever, perdendo uma só das almas, que sentem um veemente desejo de salvação, e não salvá-la, Deus Pai me pedirá conta, e me punirá por essa alma perdida.

Eis o meu pecado segundo os poderosos de Cafarnaum. Eu poderia ter esperado o dia depois do sábado para fazer o que fiz. Sim. Mas, por que tardar outras vinte e quatro horas para readmitir na paz de Deus um coração contrito? Naquele coração havia a humildade verdadeira, a sinceridade crua, a dor perfeita. Eu li naquele coração. A lepra ainda estava em seu corpo. Mas seu coração já estava curado, pelo bálsamo dos anos de arrependimento, de lágrimas, de expiação. Aquele coração não tinha necessidade, para aproximar-se de Deus, de outra coisa, além da minha reconsagração, sem que aquela aproximação tornasse impura a aura santa que circunda Deus. Eu fiz. Ela saiu do lago limpa também em suas carnes. Mas ainda mais limpa no coração.

Quantos, oh! Quantos daqueles que entraram nas águas do Jordão, para obedecerem às ordens do Precursor, não saíram de lá limpos como ela! Porque o batismo deles não era ato voluntário, desejado, sincero, de um espírito que queria preparar-se para a minha vinda. Mas só uma forma para aparecerem perfeitos em santidade aos olhos do mundo. Por isso, era hipocrisia e soberba. Duas culpas que aumentavam o cúmulo de culpas pré-existentes em seus corações. O batismo de João é apenas um símbolo. Quer dizer: “Limpai-vos da soberba humilhando-vos ao dizer-vos pecadores, das luxúrias, lavando-vos das escórias delas.” Mas é a alma que vai ser batizada com a vossa vontade, a fim de ficar limpa para o banquete de Deus. Não existe culpa tão grande que não possa ser lavada, primeiro pelo arrependimento, depois pela Graça, e finalmente pelo Salvador. Não há pecador tão grande, que não possa levantar o rosto abatido e sorrir, diante de uma esperança de redenção. Basta que ele renuncie completamente a culpa, seja heroico em resistir à tentação, e sincero na vontade de renascer.

Eu agora vos digo uma verdade que aos meus inimigos pareceria uma blasfêmia. Mas vós sois meus amigos. Falo especialmente a vós, meus discípulos já escolhidos, e depois a todos vós que estais escutando. Vos digo: os anjos, espíritos puros e perfeitos, viventes na Luz da Santíssima Trindade e nela jubilantes, em sua perfeição eles têm, e reconhecem tê-la, uma inferioridade em relação a vós, homens distantes do Céu. Eles tem a inferioridade de não poderem sacrificar-se, de não poderem sofrer para cooperar na redenção do homem. E que vos parece? Deus não escolhe um de seus anjos para dizer-lhe: “Sê o redentor da humanidade.” Mas escolhe o seu Filho. E sabendo que, por incalculável que seja o Sacrifício e infinito o seu poder, ainda falta – e é uma bondade paterna que não queria fazer diferença entre o Filho do seu amor e os filhos do seu poder – para aquela soma de merecimentos que deve contrapor-se à soma dos pecados, que de hora em hora a Humanidade acumula, eis que não toma outros anjos para completar a medida, a vós homens. Vos diz: “Sofrei, sacrificar-vos, sede semelhantes ao meu Cordeiro. Sede co-redentores...” Oh! Eis: Eu vejo que cortes de anjos que, deixando por um instante, em seu estase de adoração, de rodear em torno do Fulcro Trino, ajoelham-se, virados para a Terra, e dizem: “Benditos sois vós, que podeis sofrer com o Cristo e pelo Deus eterno, nosso e vosso!”

Muitos não compreenderão ainda esta grandeza. É superior demais ao homem. Mas quando a hóstia for imolada, quando o Grão eterno ressurgir para nunca mais morrer, depois de ter sido colhido, batido, despojado e sepultado nas entranhas do solo, então virá o Iluminador superespiritual e iluminará os espíritos, até os mais tardos, mas que permanecem fiéis ao Cristo Redentor, e então compreendereis que não blasfemei, mas vos anunciei a mais alta dignidade do homem, aquela de ser co-redentor, mesmo se antes não era mais que um pecador. Por enquanto, preparai-vos para essa dignidade com pureza de coração e de intenções. Quanto mais puros fordes, mais compreendereis, Porque a impureza, seja qual for, é sempre uma fumaça que turva a vista e entorpece o entendimento.

Sede puros. Começai a sê-lo pelo corpo, para passardes ao espírito. Começai pelos cinco sentidos para passardes às sete paixões. Começai pelos olhos, sentido este que é rei, e que abre o caminho à mais mordente e complexa das fomes. Os olhos vêem a carne da mulher e cobiçam a carne. Os olhos vêem a riqueza dos ricos e cobiçam o ouro. Os olhos vêem a potência dos governadores e cobiçam o poder. Conservai os olhos calmos, honestos, morigerados, puros e tereis desejos calmos, honestos, morigerados e puros. Quanto mais puros forem os vossos olhos, mais puro será o vosso coração. Sede vigilantes sobre os vossos olhos, ávido descobridor dos pomos tentadores. Sede castos nos olhares se quereis ser castos no corpo. Se tiverdes castidade na carne, tereis castidade na riqueza e no poder. Tereis todas as castidades, e sereis amigos de Deus. Não tenhais medo de ser escarnecidos por serdes castos. Tende medo somente de ser inimigos de Deus.

Um dia ouvi dizer: “Serás escarnecido pelo mundo como mentiroso ou como eunuco, se deres sinal de não desejar mulher.” Em verdade vos digo que Deus estabeleceu o casamento para elevar-vos a seus imitadores na procriação e a seus ajudantes na obra de povoar os Céus. Mas existe um estado mais alto, diante do qual se inclinam os anjos, ao verem a sublimidade, mas sem poderem imitá-la. Um estado que, perfeito quando durou do nascimento até a morte, não está porem fechado para aqueles que não são mais virgens, mas extinguem sua fecundidade, seja masculina ou feminina, anulam sua virilidade animal, para tornarem-se fecundos e viris só no espírito. É um estado de eunuco sem imperfeição natural nem mutilação violenta ou voluntária. É um estado que não os proíbe de se aproximarem do altar, mas ao contrário, nos séculos futuros, por esses é que será rodeado e servido o altar. É um estado de eunuco mais alto, aquele o qual faz de instrumento amputador a vontade de pertencer somente a Deus e de conservar para Ele um corpo e um coração castos, a fim de que possam ter eternamente o fulgor daquela candidez cara ao Cordeiro.

Falei para o povo, e para os eleitos entre o povo. Agora, antes de começar a partir o pão e dividir o sal na casa de Filipe, eis que Eu vos abençôo a todos, aos bons, como dando-lhes um prêmio, aos pecadores para infundir-lhes a coragem de vir, àquele que veio para perdoar.

A paz esteja com todos vós.”

 

(O Evangelho como me foi Revelado-Maria Valtorta-Vol.2-pg. 106 a 111)


sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

MARIA PERDOA PEDRO






 

MARIA PERDOA PEDRO

 

Que o perdão de Maria sirva de exemplo para todos aqueles que se sentem atemorizados pelos pecados, supostamente imperdoáveis que cometeram, deixando por isso de pedir perdão. (Antonio)

 

“E Maria, com doçura: “Simão de Jonas vem.” E nada. “Simão Pedro, vem.” Nada. “Pedro de Jesus e de Maria, vem.” Ouve-se um áspero frouxo de choro. Mas ele não entra. Maria se levanta, deixa o manto sobre a mesa, e vai até à porta.

Lá fora está Pedro, agachado. Está como um cão sem dono. E chora tão forte e sem parar, que nem ouve o barulho da porta que se abre chiando, nem os passos dados por Maria. Ele só percebe que ela está ali, quando ela se inclina para pegar-lhe uma das mãos, que está apertada sobre os olhos, e o faz levantar-se. Maria entra no quarto, puxando-o atrás de si, como se faz com um menino. Ela fecha a porta com o trinco e o ferrolho e, encurvada pela dor, e ele pela vergonha, e volta ao seu lugar.

Pedro vai pôr-se aos pés dela, de joelhos, e chora desenfreadamente. Maria o acaricia por sobre seus cabelos grisalhos e suados pela dor. Nada mais além dessa carícia, até que ele fique mais calmo. Depois afinal, Pedro diz: “Tu não me podes perdoar. Por isso, não me acaricies. Porque eu o reneguei.”

Então Maria lhe diz: “Pedro, tu o renegaste. É verdade. Tiveste a coragem de nega-lo em público. A coragem covarde de fazer isso, os outros... todos, menos os pastores, Manaém, Nicodemos e João, somente tiveram só a covardia, todos o renegaram, homens e mulheres de Israel, com exceção de umas poucas mulheres... Eu não cito os sobrinhos nem Alfeu de Sara. Esses eram parentes e amigos!... E nem mesmo tiveram a coragem satânica de mentir para se salvarem, nem a coragem espiritual de se arrependerem do que fizeram e chorar, nem ainda a mais alta de reconhecer publicamente o seu erro. Amanhã serás um santo, mas, mesmo que não o fosse como és, eu te teria perdoado do mesmo modo. Pois eu teria perdoado até o Judas, contanto que ele salvasse o seu espírito. Porque o valor de um espírito, ainda que seja um só, merece todo esforço contra repugnâncias e ressentimentos, até que eles sejam despedaçados. Lembra-te disso, Pedro. Eu te repito: o valor de uma alma é tão grande, que mesmo as custas de morrer alguém, pelo esforço que se faz pata tê-la perto, temos que fazê-lo assim, com ela entre os braços, como eu tenho a tua cabeça escarnecida, quando se espera que, fazendo assim se pode salvá-la. É assim. Como uma mãe que, depois do castigo que o pai deu, pega sobre o seu coração a cabeça do filho culpado e, mais com as palavras de seu coração atormentado, diz com amor e com dor, do que com batidas do pai, ele se arrepende e se corrige. Ó Pedro do meu Filho, ó pobre Pedro, que estiveste, como todos, na mão de Satanás, naquela hora tenebrosa, e sem o perceberes, achas que fizeste tudo por ti mesmo, vem cá, vem cá sobre o coração da Mãe dos filhos do meu Filho. Aqui Satanás não pode mais fazer-te mal. Aqui se acalmam as tempestades, e estamos à espera do Sol, que é o meu Jesus, que ressuscitará para dizer-te: “A paz ao meu Pedro!”, e surge a estrela da manhã, pura, bela, fazendo ficar puro e belo tudo o que ela beija, como acontece com as águas puras do nosso mar, nas frescas manhãs da primavera. Por isso eu fiquei tanto tempo te esperando aos pés da cruz, eu estava sendo martirizada por ele e por vós e como foi que não o percebeste? E chamava os vossos espíritos com voz tão alta, que eu acho que eles vieram realmente a mim. E, fechados em meu coração, ou melhor, colocados sobre o meu coração, como os pães da proposição, Eu os segurei sob o banho do seu Sangue e do seu pranto. Eu o podia fazer, porque Ele, na pessoa de João, me fez Mãe de toda a sua Prole... Quanto eu te desejei!... Naquela manhã, naquela tarde e em cada novo dia. Porque é que tu fizeste uma mãe esperar, pobre Pedro ferido e pisado pelo demônio? Eu te conduzo a Jesus. Tu o quererias Ver? Quererias ver o seu sorriso, para te persuadires de que Ele te ama ainda? Sim? Então afasta-te do meu pobre seio de mulher, e vai pousar a tua fronte sobre a fronte dele coroada, e tua boca sobre sua boca ferida, e beija ao teu Senhor.”

“Ele morreu. Eu nunca mais poderei fazer.”

“Pedro, responde-me: Qual achas que tenha sido o último milagre do teu Senhor?”

“O da Eucaristia. Talvez não. Talvez tenha sido o do soldado ferido lá... lá... Oh! Não me faças ficar recordando!”

“Uma mulher fiel, amorosa, foi para perto dele no Calvário, e enxugou seu rosto. E Ele, para ensinar quanto pode o amor, gravou seu rosto sobre o linho. Ei-lo aqui, Pedro. Isto conseguiu uma mulher, na hora daquelas trevas infernais e da ira divina. Só porque Ele amou. Lembra-te disso, Pedro. Durante as horas em que te parecer que o demônio seja mais forte do que Deus, Deus estava sendo prisioneiro dos homens, já oprimido, condenado, flagelado, moribundo...

Contudo, já que entre as mais duras perseguições, Deus é sempre Deus, aos negadores, aos incrédulos, aos homens dos estultos “porquês”, dos culpados que dizem: “Isso não pode ser”, dos sacrílegos que falam: “o que eu não compreendo não é verdade”, a eles responde sem palavras, mas com este linho, olha para ele. Um dia tu me disseste, e tu disseste a André: “O Messias vir manifestar-se a ti?, Isso não pode ser verdade!” E depois a tua pobre razão humanidade, dobrar-se à força do espírito que via o Messias lá onde a razão não o via. Outra vez, sobre o mar tempestuoso, tu perguntaste: “Posso ir Mestre?”, e depois sobre as águas, já no meio do caminho, sobre as águas agitadas, tu duvidaste dizendo: “A água não me pode sustentar”, e, com tua dúvida como pretexto, por pouco te afogavas. Somente quando contra a razão prevaleceu o espírito, que soube crer, e pudeste ainda achar a ajuda de Deus. Outra vez tu disseste: “Se o Lázaro já morreu há quatro dias, que é que viemos fazer aqui? Para morrer inutilmente.” Porque não podias, com a tua razão humana, achar outra solução. E a tua razão foi desmentida pelo espírito que, mostrando-te com o ressuscitado a glória do Ressuscitador, te mostrou que não foi inutilmente que tínheis ido. Outra vez ainda, e mais outras, tu disseste, ao ouvir o Senhor falar da morte, e de uma morte atroz: “Isto não te acontecerá nunca!” E tu viste que desmentido a tua razão recebeu. Eu agora fico esperando ouvir a palavra do teu espírito neste último caso...”

“Eu perdôo.”

“Não isto. Uma outra palavra.”

“Eu creio.”

“É uma outra palavra.”

“Não sei.”

“Eu amo Pedro, ama. E sereis perdoado. Crerás. Serás forte. Serás o Sacerdote, e não o fariseu, que só tem formalismos e não uma fé ativa. Olha para Ele. Coragem, e olha para Ele. Todos olharam para Ele e o veneraram. Até Longino. E tu não saberias? No entanto, soubeste renega-lo. Se não o reconheceres agora, através do fogo de minha materna e amorosa dor, que vos une, vos dá a paz, então não poderás mais. Ele ressurge. Como poderás olhar para Ele, em seu novo fulgor, se não sabes como é o seu rosto de mestre, mas que se converterá em rosto de Triunfador? Porque a dor, toda a Dor dos séculos e do mundo, Ele trabalhou com escopo e macete naquelas horas que vão desde a véspera da quinta feira, até a hora da sexta-feira. E mudaram o seu rosto. Antes era somente Mestre e Amigo. Agora é Juiz e Rei. Ele subiu para a sua Cátedra, a fim de julgar. E cingiu-se com a coroa. E assim ficará. Com a diferença de que, depois da gloriosa Ressureição, será não mais o homem Juiz e Rei. Mas o Deus Juiz e Rei. Olha para Ele. Olha, enquanto sua humanidade e sua dor o velam, a fim de que possa ser visto, quando Ele triunfar em sua Divindade.

Pedro levanta finalmente a cabeça do colo de Maria, e fica olhando para ela, com seus olhos avermelhados pelo pranto, em um rosto de velho menino desolado e espantado pelo mal que faz e pelo bem que encontra feito. Maria o obriga a olhar para seu Senhor. E então, enquanto Pedro, vendo diante de si um rosto vivo, geme dizendo: “Perdão, perdão. Não sei como foi. O que foi. Não era eu. Era alguma coisa que me fazia não ser eu. Mas eu te amo. Jesus! Eu te amo Mestre meu! Volta! Volta! Não te vãs embora assim, sem me dizeres que me entendeste!” Maria repete o ato já feito na Câmara sepulcral. Com os braços estendidos e de pé, parece uma sacerdotisa, no ato de fazer a oferta.

E, como lá ela ofereceu a Vítima sem mancha, aqui ela oferece o pecador arrependido. Pois ela é a Mãe dos Santos e dos pecadores.

Depois ela levanta Pedro. E torna a consolá-lo. E lhe diz: “Agora estou contente. Sei que estás aqui. Agora, vai. Com as mulheres e João. Vós estais precisando de repouso e alimento, vai e sê bom...”, como se fala a um menino.

(O Evangelho como me foi Revelado- Maria Valtorta- Vol 10, pg. 201 a 205)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

O SIGNIFICADO DO VÉU DE VERÔNICA

 




O SIGNIFICADO DO VÉU DE VERÔNICA

No volume 10, na página 108, dos livros de Valtorta, em sua obra: O Evangelho como me foi revelado, está escrito: “Não está mais aquela que nós chamamos de Verônica, e que Jesus chamou de Nique, e com ela falta também a sua serva.”

A mística Valtorta via e ouvia as passagens bíblicas com riqueza de detalhes, fazendo-nos aguçar nossa curiosidade. Valtorta era italiana, e escreveu sua obra em sua língua natal, depois traduzida do italiano para diversas outras línguas, e para nós brasileiros em português. O som do nome Nique, é exatamente como está escrito, mas também poderia ser Nike, que tem a mesma fonética que ouviu de Jesus, configurando palavras homófanas, ou seja, escrita diferente com a pronuncia igual.

O nome grego Berenike, que na macedônia é Pherenike, é composto pelas palavras: phéro, que significa “trazer”, e nike, que quer dizer: “vitória”, que juntos significa: “portadora da vitória” ou “aquela que traz a vitória”.

O significado do nome Verônica em Latim é “imagem verdadeira”, resultante da junção dos termos “vera”, que significa “verdadeira”, e icona, que quer dizer “imagem”. E para adicionar ainda mais veracidade entre os nomes Verônica e Nique, as variantes em francês é Veronique, e Veronica ou Veronika em inglês.

Para que a mensagem da Igreja fosse universal historicamente, Deus se valeu dos elementos históricos que contextualizavam o nascimento da Igreja e que permitiriam a sua universalidade. Muito relevantes, neste sentido, foram a língua e a estrutura do império romano, a realidade humana mais universal da época. A língua desse império era o latim, que, a partir de Roma, se estendeu pelos territórios conquistados – territórios que abrangiam, inclusive, a Palestina dos tempos de Jesus.

E o latim é providencialmente, a língua apropriada: trata-se de uma língua precisa e propícia para o aprofundamento nas verdades teológicas e para não desvirtuar o sentido dos textos.

Em uma ruptura com o passado, o Papa Francisco decidiu que o latim não será a língua oficial em um encontro mundial de bispos no Vaticano. O movimento foi uma ruptura com o seu antecessor: o Papa Bento 16, que durante dois anos criou um novo departamento no Vaticano para promover o estudo e o uso do latim na Igreja Católica Romana, muito usada no Missal Tridentino. Missal que foi também proibido pelo Falso Papa atual.

Primordialmente os Evangelhos foram escritos em Grego, porque era na época a língua mais falada e escrita, conjuntamente com o Latim do Império Romano.

O Latim por ser a língua oficial da Igreja, que identificava os significados das palavras de maneira precisa, foi usada no Véu de Nique para elucidar aquela imagem milagrosa, chamando-a de Verônica, ou seja “imagem verdadeira”. Corroborando com a autenticidade e legitimidade do Véu Santo. Deus em sua imensa sabedoria, nos deixou este nome para não deixar dúvidas com relação a este grande milagre. Uma imagem não feita por mãos humanas, miraculosa, real, verdadeira, inquestionável.

O nome da mulher piedosa, que enxugou o rosto do Salvador durante a crucificação foi Nique. E seu Véu na língua latina sempre foi tido como a imagem verdadeira de Jesus Cristo.

A paz esteja em nossos corações.


A QUIMERA TEM CURA

 





A QUIMERA TEM CURA

 

Bruno Mendes, coordenador do Centro Dom Bosco de São Paulo, deu um depoimento inspirador e de esperança para estes tempos tão difíceis que enfrentamos. Em um vídeo no YouTube, disse que todos os membros do Centro Dom Bosco ficaram acometidos pelo vírus chinês e curados com um combo de remédios já existentes.

São eles:

Reuquinol

Azitromicina

Ivermectina

Zinco

Vitamina D

Bruno Mendes disse também que, apesar de ser leigo, ou seja não ter conhecimento científico ou formação médica, acredita que com estes remédios não é necessário a vacina. Pediu para avisar as pessoas que estão por demais preocupadas com esta vacinação precoce e incerta, buscarem tais remédios para se curarem.

Como Deus já nos avisou, através de sua profeta Maria Divina Misericórdia, para não tomarmos a vacina global repentina, pois ela nos mataria, esta notícia de cura através de remédios normais usados a muito tempo, nos acalma e nos dá mais segurança para enfrentar a imposição mundial, nos obrigando autoritariamente a tomá-la.

Já publiquei diversos artigos aqui no meu Blog, alertando sobre esta quimera feita em laboratório, que está sendo usada pela elite mundial para dominação da humanidade, submetendo-a ao extermínio de milhares de pessoas intencionalmente. É um plano dos abismos infernais para redução da humanidade em grande escala.

Peço portanto, o que nosso amigo Bruno Mendes pediu, espalhem este combo de remédios para a recuperação rápida dos acometidos pela doença.

Paz, força, esperança e fé.

Antonio Carlos Calciolari