“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

quarta-feira, 29 de maio de 2019

AFASTEM-SE DA GRANDE PROSTITUTA APOCALÍPTICA





AFASTEM-SE DA GRANDE PROSTITUTA APOCAlÍPTICA

Tornem-se mais espirituais, para conseguir ver as ciladas maliciosas do grande enganador eclesiástico Católico, na implementação de modernidades no Missal Santo e Eterno deixado por Nosso Senhor Jesus Cristo. Satanás entrou na Igreja no Concílio Vaticano II, com algumas mudanças, e de lá para cá, continuou através da Maçonaria Eclesiástica implementar seu plano perverso: destruir a Igreja de Cristo por dentro. O Cisma profetizado irá se cumprir neste Pontificado, pois estamos no ápice dos acontecimentos, relacionados com as revelações dos Profetas.
Livrem-se da membrana secularista, humanista, socialista, que encobre vossos olhos ó povo de Deus, filhos da Luz, estejam espertos e atentos às mudanças na Santa Igreja. A secularização impregnou na mente das pessoas, doutrinas de erro, descrença nas verdadeiras virtudes, inversão de valores, o engrandecimento do “eu” humano enfraqueceu grandemente o espiritual, a ponto de se tornarem negadores de Deus.
A globalização é desejada pela maioria das pessoas, mas se refletissem um pouco a respeito, acredito que teriam uma outra opinião, pois esta é a meta, o plano traçado pelo Anticristo para dominar o mundo. E é claro que não será somente por uma unificação política mundial, mas também, em conjunto com uma religião única mundial. Esta nova religião mundial vai surgir dentro da Igreja Católica, com a permissão e “bênção” do Falso Papa, orientado pelo Anticristo. Assim como Lutero saiu da Igreja de Cristo para fundar uma falsa religião, este Papa atual fará a mesma coisa, dividindo a Igreja ao meio. Um novo templo será erguido para esta nova religião mundial em Roma. Aqueles que seguirem o Falso Profeta, o Falso Papa, estarão nesta nova religião mundial do Anticristo, a Grande Prostituta espiritual profetizada no Apocalipse de João. Esta falsa igreja adotará sacerdotisas, permitirá que divorciados recasados participem da Comunhão, extinguirá o celibato para os sacerdotes, mudará o Missal eterno por um missal dessacralizado, ecumenista, e enfim a abominação para a desolação estará presente no Altar. Quando isso acontecer, fujam dela povo meu, para que não sejam condenados ao abismo infernal dos anjos caídos.
Afastem-se dela queridos irmãos em Cristo Nosso Senhor, porque a sedução será atroz, dois dos maiores sedutores da Terra em todos os tempos estarão lá para enganar o maior numero de almas: O Falso Profeta e o Filho de Satanás.
O verdadeiro Missal Católico sempre foi e será com a celebração Tridentina.
Como não será permitido nas Igrejas Católicas o antigo Missal, único e verdadeiro, teremos que sair das Igrejas para continuar à realizar o Sacrifício Perpétuo as escondidas, como nos primeiros anos do cristianismo. A verdadeira doutrina de Jesus estará nos corações de todos aqueles que não se deixaram enganar pelo Falso Profeta e pelo Anticristo. A Igreja Católica, única fundada por Deus, será a única a existir depois que Jesus voltar para nos salvar, em sua segunda vinda na Terra. E assim será pelos próximos mil anos.

Antonio Carlos Calciolari

sábado, 25 de maio de 2019

APARIÇÃO DE JESUS RESSUSCITADO NO CENÁCULO






APARIÇÃO DE JESUS RESSUSCITADO NO CENÁCULO

Questionado pelos Apóstolos do porque apareceu primeiro à sua Mãe, à Maria Madalena e para Lázaro antes deles, recebem a resposta justa pelo orgulho aflorado em seus corações hebreus.

(O Evangelho como me foi revelado – Maria Valtorta – Vol. 10 –pg. 269 a 273)


“Mas eles receberam um grande prêmio...”
“A eles Tu apareceste.”
“A todos os três.”
“Mas à Maria logo depois de tua mãe...”
Está claro como entre os Apóstolos havia uma saudade daquelas aparições de privilégio.
“Maria, já há muitas horas que sabe que ressuscitaste. E nós só agora é que estamos podendo ver...”
“Para eles não há mais dúvidas. Mas, para nós, eis que somente agora é que estamos percebendo que nada acabou. Porque assim fazes com eles Senhor, se ainda nos amamos e não nos repudias?”, pergunta o Judas do Alfeu.
“É verdade. Porque tratar assim às mulheres, e especialmente a Maria. Tu até tocaste na fronte dela, e ela diz que lhe parece estar sempre com uma grinalda eterna. E a nós, os teu Apóstolos, nada?”
Jesus não sorri mais. Seu rosto não esta perturbado, mas seu sorriso cessou. Ele olha sério para Pedro, que falou por último, tornando a encher-se de coragem, à medida que o medo e o tempo vão passando, e diz: “Eu tinha Apóstolos. Eu os amava com todo o meu coração. Eu os havia escolhido, e, como uma mãe, havia tomado cuidado para que eles crescessem durante a minha vida. Eu não tinha segredos com eles. Eu lhes dizia tudo, tudo lhes explicava, tudo perdoava. Mas suas fraquezas humanas, suas ousadias, suas teimosias... tudo. E Eu tinha também discípulos. Uns ricos e outros pobres. Tinha mulheres de um passado sem brilho ou de uma constituição débil. Mas meus prediletos eram os Apóstolos.
E assim chegou a minha hora. Um deles me traiu e me entregou aos verdugos. Três deles ficaram dormindo, enquanto Eu suava sangue. Todos, menos dois, fugiram por vileza. Um me renegou por medo, ainda que estivesse vendo o exemplo do outro, jovem e fiel. Em como se isso não bastasse, entre os doze Eu tive um suicida desesperado, e um que duvidou tanto do meu perdão, que não acreditava facilmente, ou pelas palavras de sua mãe, na misericórdia divina. Assim, se Eu tivesse olhado para minha fileira, com olhos humanos, Eu teria devido dizer: “Menos João, fiel por seu amor, e o Simão, fiel na obediência, Eu não tenho mais Apóstolos.” Isto Eu teria devido dizer, enquanto estava sofrendo no recinto do Templo, no Pretório, pelas ruas da cidade e até já sobre a Cruz.
Algumas mulheres me acompanhavam... Uma delas, a mais culpada no passado, foi, como disse João, a chama que soldou as fibras arrebentadas dos corações. Essa mulher é Maria de Magdala. Tu me renegaste e fugiste, enquanto que ela desafiou a morte para estar perto de Mim. Insultada, ela descobriu o seu rosto, pronta para receber a cusparada e as bofetadas, pensando em ser assim semelhante a seu Rei crucificado. No fundo dos corações ela era escarnecida por sua fé firme na minha Ressurreição, e soube continuar a crer. Torturada, foi assim que continuou a agir. Desolada, nesta manhã ela disse: “De tudo eu me despojo, mais dai-me o meu Mestre.” Podes fazer ainda a ousada pergunta: “Porque dar-se a ela?”
Eu tinha unas discípulos pobres, eram pastores. Pouco Eu me aproximei deles, e, no entanto, como souberam eles proclamar sua fidelidade.
Eu tinha discípulas tímidas, como o são todas as mulheres hebréias. Contudo, elas souberam deixar suas casas e vir para o meio do mar de um povo que blasfemava contra Mim, e elas o faziam para me darem aquele socorro que os Apóstolos ma haviam negado.
Eu tinha umas pagãs que me admiravam, como a um filósofo. Pois para elas Eu o era. Mas souberam descer até aos costumes hebreus, aquelas poderosas romanas, a fim de me dizerem, naquelas horas de abandono por parte de um mundo de ingratos: “Nós somos tuas amigas.”
Eu tinha o rosto cheio de cuspiduras e de sangue, Lágrimas e suor gotejavam sobre as feridas. Sujeira e poeira o cobriam como uma crosta. De quem era a mão que me limpou? Foi a tua? Ou atua? Ou a tua? Não foi nenhuma das vossas mãos. Este homem estava perto da Mãe. Ele é que reunia as ovelhas espalhadas. E, se espalhadas estavam as minhas ovelhas, como é que elas podiam socorrer-me? Tu escondias o teu rosto por medo do desprezo do mundo, enquanto o teu Mestre ia indo coberto pelo desprezo de todo o mundo, sendo Ele inocente.
Eu tinha sede. Sim. Leva em conta também isso. Eu estava morrendo de sede. A febre e a dor se haviam apoderado de Mim. Já havia saído sangue de Mim no Getsêmani, pela dor de ser traído e abandonado, negado, açoitado, submergido por culpas infinitas e pelo rigor de Deus. E também no Pretório correu sangue... Quem foi que quis dar-me uma gota d”água para minha garganta que ardia de sede? Teria sido uma mão de Israel? Não. Foi a piedade de um pagão. Aquela mesma mão que, por um decreto eterno, me abriu o peito para mostrar que o coração já tinha uma ferida mortal, e era aquela que a falta de amor, que a vileza, a traição me haviam feito. Foi um pagão. E Eu vos faço lembrar. “Eu tive sede, e me deste de beber.” Em todo Israel não houve um que me desse um conforto, ou pela impossibilidade de fazê-lo, como a Mãe e as mulheres, ou, pela má vontade de fazê-lo. E um pagão foi quem teve para com o desconhecido a piedade que meu povo me negou. Ele encontrou no Céu aquele sorvo que ele me deu.
Em verdade, Eu vos digo que, se Eu recusei todo conforto, porque quando não convém abrandar a sorte, e Eu não quis rechaçar o que o pagão me oferecia, porque naquilo Eu provei o mel de todo amor com que me brindarão os gentios, em recompensa pela amargura que Israel me fez beber. Ele não me tirou a sede. Mas o desconforto sim. Por isso, Eu tomei aquele sorvo, sem saber o que era. Para atrair a Mim aquele que já estava inclinado para o Bem. Que ele seja abençoado pelo Pai por sua piedade.
Vós não falais mais? Porque é que não perguntais também porque é que Eu agi assim? Não tendes coragem de perguntar isso? Então Eu vo-lo irei dizer. Tudo Eu vos direi sobre o porque desta hora. Quem é que sois vós? Não sois os meus continuadores? Sim. Vós sois, apesar da vossa perturbação. Que é que deveis fazer? Converter o mundo para o Cristo. Converter! Isto é o que há de mais delicado e difícil, meus amigos. Os desprezos, as aversões, os orgulhos, os zelos exagerados, tudo isso são coisas que tornam impossível o bom êxito. Mas como nada e ninguém vos teria persuadido a usar da bondade da condescendência da caridade, para com aqueles que estão nas trevas, então foi necessário. Compreendeis? Foi necessário que vós tivésseis uma vez por todas, esmagado o vosso orgulho de hebreus, de homens, de Apóstolos, para dardes lugar somente à verdadeira sabedoria do vosso ministério, isto é, à mansidão, à paciência, à piedade, ao amor sem fanfarrices, nem aversões.
Vós estais vendo como todos vós venceram na fé e no agir, entre aqueles que vós olháveis com desprezo, ou com uma compaixão orgulhosa. Todos, até a pecadora de outros tempos. Até Lázaro, impregnado de uma cultura profana, foi o primeiro que, em meu Nome, perdoou e guiou. E as mulheres pagãs. A enfraquecida mulher do Cusa. Enfraquecida? Mas, na verdade, ela ganha de todos vós. Ela é a primeira mártir da minha fé. E os soldados de Roma. E os pastores. E o herodiano Manaém. E até o Gamaliel, o rabino. Não te fiques estremecendo, João. Pensas tu que o meu espírito ainda estivesse nas trevas? Todos vós pensáveis assim. E isso aconteceu convosco para que amanhã, lembrando-vos do vosso erro, não fecheis o coração para os que se aproximam da Cruz.
Eu vo-lo digo. E Eu já sei que, ainda que Eu o tenha dito, vós não o fareis, a não ser quando a Força do Senhor vos dobrar, como uma varinha, à minha vontade, que é a de ter cristãos por toda a Terra. Eu venci a morte. Mas ela é menos dura do que o velho hebraísmo. Mas Eu vos dobrarei.
Tu Pedro, em vez de ficares envilecido e chorando... tu que deves ser a Pedra da minha Igreja, grava esta amarga verdade no coração. A mirra é usada para preservar da corrupção. Então, impregna-te de mirra. E, quando quiseres fechar o coração e a Igreja à alguma pessoa de outra fé, lembra-te de que não Israel, não foi Israel que me defendeu e quis ter piedade. Lembra-te de que não tu, mas uma pecadora é que soube ficar ao pé da Cruz, e mereceu ver-me por primeira. E, para não seres digno de censura, sê imitador do teu Deus. Abre o coração e a Igreja dizendo: “Eu, o pobre Pedro, não posso desprezar, porque se eu desprezar, serei desprezado por Deus, e o meu erro se tornará vivo aos olhos Dele.” Ai de ti, se Eu não te tivesse despedaçado assim. Não o serias um pastor, mas terias virado um lobo.”
Jesus se levanta. Ele está muito majestoso.
“Meus filhos. Agora Eu falarei, durante o tempo em que Eu estiver entre vós. Mas, enquanto isso, Eu vos absolvo e perdôo. Depois da prova, que foi aviltante e cruel, mas que também foi salutar e necessária, venha a vós a paz do perdão. E com essa paz no coração tornai-vos meus amigos fiéis e fortes. O Pai me mandou a este mundo. E Eu vos mando pelo mundo, a fim de continuardes a minha evangelização. Misérias de toda sorte virão sobre vós, pedindo alívio. Sede bons, pensando em vossa miséria, quando ficastes sem o vosso Jesus. Sede iluminados. Nas trevas não se pode ver. Sede limpos, para ensinardes a limpeza. Sede amor, para poderdes amar. Mas enquanto ele não chega, a fim de preparar-vos para este ministério, Eu vos comunico o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, estarão perdoados. E a quem os retiverdes, ficarão retidos. A vossa experiência vos faça justos, para julgardes. O Espírito Santo vos faça santos, para santificardes. A vontade sincera de corrigir-vos de vossas faltas vos torne heróicos para a vida que vos espera. Tudo o que está por dizer, Eu vo-lo direi, quando aquele que está ausente tiver chegado. Rezai em Nome dele. Permanecei em minha paz, e sem nenhuma ansiedade ou dúvida sobre o meu amor por vós.”
E Jesus desaparece, como havia entrado, deixando entre João e Pedro um lugar vazio. E Ele desaparece no meio de um vivo clarão, que os faz fechar os olhos, de tão forte que ele é. E quando os olhos ofuscados se abrem, eles verificam somente que a paz de Jesus ficou entre eles, como uma chama que queima e que cura, que consome as amarguras do passado, e as transforma em um único desejo de servir.


O EVANGELHO COMO ME FOI REVELADO – MARIA VALTORTA

quarta-feira, 8 de maio de 2019

A IGREJA NASCENTE E O FIM DOS TEMPOS






A IGREJA NASCENTE E O FIM DOS TEMPOS

(O Evangelho como me foi revelado – Maria Valtorta – Vol. 9- pg. 392 a 403)

Matias, o ex-pastor, aproxima-se de Jesus e lhe pergunta: “Senhor e Mestre meu, eu tenho pensado muito com os companheiros, nas tuas palavras, até que o cansaço tomou conta de nós, e nós dormimos, antes de termos podido resolver o problema que se havia apresentado. E agora estamos mais ignorantes do que antes. Se é que entendemos bem as pregações destes últimos dias. Tu predisseste que muitas coisas mudarão, ainda que a Lei fique sem ser mudada, e que se deverá edificar um novo Templo, com novos profetas, sábios e escribas, contra o qual se levantarão batalhas, mas que não morrerá enquanto que este, se é que compreendemos bem, parece destinado a morrer.”
“Está destinado a morrer. Lembra a profecia de Daniel...”
“Mas nós que somos pobres e poucos, como poderemos edificá-lo de novo, se os reis tiveram que trabalhar muito para edificar este? E depois onde o edificaremos? Certamente aqui não, porque tu dizes que este lugar virará um deserto, enquanto esses não te bendigam como a um mandado por Deus.”
“Assim é.”
“Em teu Reino não. Porque estamos convictos de que o teu Reino é espiritual. E, então, como e onde o estabeleceremos? Ontem tu disseste que o verdadeiro Templo – e não é aquele... e, não será aquele o verdadeiro Templo? Disseste que quando eles pensarem que o terão destruído, aí é que ele se levantará triunfante aos olhos de Jerusalém verdadeira. Onde está ela? Há muita confusão entre nós.”
“Assim é. Que os inimigos destruam o verdadeiro Templo. Em três dias Eu o levantarei de novo, e ele não conhecerá mais a cilada, subindo para onde o homem não lhe possa causar dano.
Quanto ao Reino de Deus, ele está em vós, e por toda parte há homens que crêem em Mim. Estão espalhados por enquanto, mas eles se sucederão sobre a Terra, através dos séculos dos séculos. Depois ele será eterno, unido, perfeito no Céu. Lá no Reino de Deus, será edificado o novo Templo, isto é, lá onde estão os espíritos que aceitam a minha doutrina, a Doutrina do Reino de Deus e que pratica os preceitos Dele. E, como será edificado, se sois pobres e poucos? Oh! Na verdade não são necessários o dinheiro e os poderes para edificar o edifício da nova moradia de Deus, individual ou coletiva. O Reino de Deus está em vós. É a união de todos aqueles que terão a Deus em si, a Deus que é a Graça. A Deus que é a Vida. A Deus que é a Luz. A Deus que é a Caridade. E ele constituirá o grande Reino de Deus sobre a Terra, a nova Jerusalém, que chegará a expandir-se por todos os confins do mundo, e que, completa e perfeita, sem emendas, sem sombras, viverá eterna no Céu.
Como fareis para edificar o Templo e a cidade? Oh! Não sereis vós, mas será Deus que edificará esses lugares novos. Vós teríeis somente que dar-lhe vossa boa vontade. Boa vontade é permanecer em Mim. Viver a minha doutrina é já a boa vontade. Estar unidos à boa vontade. Unidos a Mim, até formardes um só corpo, em cada uma de suas partes e partículas, alimentado pela mesma seiva. Um único edifício, que está apoiado sobre uma única base e conservado unido por uma mística coesão, mas assim como sem a ajuda do Pai, que Eu vos ensinei a pedir, e que Eu pedirei para vós, antes de morrer, vós não poderíeis estar na Caridade, na Verdade, na Vida, isto é, ainda em Mim, e comigo em Deus Pai, e em Deus Amor, porque nós somos uma única Divindade, por isso Eu vos digo que tenhais a Deus em vós, para poderdes ser o Templo que não conhecerá fim. Por vós mesmos não o podeis fazer. Se Deus não edifica, e não pode edificar onde não pode mais ter a sua morada, inutilmente os homens se agitam para edificar e reedificar.
O Templo novo, a Minha Igreja, surgirá somente quando o coração hospedar a Deus e Ele convosco, como umas pedras vivas, edificará a sua Igreja.
“Mas, Tu não disseste que o Simão de Jonas é o Chefe dela, a pedra sobre a qual se edificará a Tua Igreja? E não nos fizeste compreender também que Tu és dessa Igreja a pedra angular? Então, quem é o chefe dessa Igreja?”, interrompe Iscariotes.
“Eu sou o Chefe Místico. E Pedro é o Chefe visível. Porque Eu vou voltar ao Pai, deixando-vos a Vida, a Luz, a Graça, pela minha Palavra, pelos meus sofrimentos, pelo Paráclito, que será amigo daqueles que me forem fiéis. Eu formo uma única coisa com a minha Igreja, meu corpo espiritual, do qual Eu sou a cabeça.
A cabeça contém o cérebro, a mente. A mente é a sede do saber, o cérebro é que dirige os movimentos dos membros, por meio de seus comandos imateriais, os quais são os mais válidos para fazer que se movam os membros, do que qualquer outro estímulo. Observai um morto, no qual o cérebro morreu. Terá ele algum movimento em seus membros? Observai alguém que seja completamente estúpido. Não é verdade, que ele é tão inerte, que não saiba ter nem aqueles movimentos mais rudimentares e instintivos, que até o mais inferior dos animais, que até o verme que nós esmagamos, tem? Observai alguém no qual a paralisia desfez o contacto dos membros, de um ou mais membros do cérebro. Terá ele ainda movimento naquela parte que não tem mais ligação vital com a cabeça?
Mas, se a mente dirige com os seus comandos espirituais, então os outros órgãos, como: os olhos, os ouvidos, a língua, o nariz, a pele, que comunicam as sensações à mente, e são as outras partes do corpo que executam e fazem executar aquilo que a mente, advertida pelos órgãos materiais e visíveis, a respeito de tudo o que o intelecto invisível ordena. Poderia Eu, sem dizer-vos: sentai-vos, conseguir que fiqueis sentados neste lado do monte? Mesmo que Eu queira que vós permaneçais sentados, vós não o sabeis, enquanto Eu não transmitir o meu pensamento em palavras, e, então, Eu as digo usando para isso a língua e os lábios. Poderia Eu mesmo sentar-me, se Eu ficasse somente pensando que estou sentindo o cansaço das pernas, se elas não quisessem dobrar-se, e não me pusessem assim sentado? A mente tem necessidade dos órgãos e dos membros para poder fazer e executar as operações que o pensamento pensa.
Assim também é no corpo espiritual, que é a minha Igreja: Eu serei o Intelecto, isto é, a cabeça, que é a sede do intelecto, e Pedro com os seus colaboradores são os que observam as reações, percebem as sensações, e as transmitem à mente, a fim de que ela ilumine, ponha em ordem o que é preciso fazer para o bem de todo o corpo, para que ela possa esclarecer e ordenar, sob minha direção, possam falar e guiar as outras partes do corpo. A mão que afasta um objeto que pode ferir o corpo, ou afasta o que está corrompido ou pode corromper, o pé que passa por cima de um obstáculo, sem esbarrar nele, sem cair nem ferir-se, todas essas partes receberam da parte que dirige a ordem de fazê-lo. O menino, e até o homem que se salvou de um inimigo, ou que, faz qualquer coisa útil, como: procurar a instrução, as boas obras, o casamento, uma boa companhia para um bom conselho recebido, ou para uma boa palavra dita, é por aquele conselho, por aquela palavra que não prejudica ou que faz o bem. Assim será na Igreja. O chefe e os chefes, guiados pelo Divino Pensamento e iluminados pela Divina Lei, instruídos pela Palavra Eterna, darão as ordens e os conselhos, e os membros os porão em prática, e obterão a saúde espiritual e uma vantagem espiritual.
A minha Igreja já é assim, porque já possui o seu Chefe sobrenatural Chefe Divino, e tem os seus membros, que são os discípulos. Ela é ainda pequena, por enquanto, e como um germe que se forma, perfeita unicamente no Chefe que a dirige, e imperfeita no resto, que ainda tem necessidade de um toque de Deus para ficar perfeita e do tempo para crescer. Mas, em verdade Eu vos digo que Ela já o é, e que é Santa, por Aquele que é seu Chefe e pela boa vontade dos justos que a compõem. É Santa e invencível... Contra ele se apresentará uma e mil vezes e com mil formas de batalha o inferno, feito de demônios e de homens-demônios, mas não prevalecerão. O edifício será firme.
Mas o edifício não é feito de uma só pedra. Observai o Templo, lá, vasto, belo, ao sol que se põe. Talvez é feito de uma só pedra? É um complexo de pedras, que formam um único e harmônico todo. Ele se chama: o Templo. E isto quer dizer uma unidade. Mas essa unidade é feita das muitas pedras que a compuseram e formaram. Inútil teria sido fazer os fundamentos se eles não tivessem depois que sustentar as paredes e o teto, se sobre eles não se tivesse que erguer as paredes para sustentarem o teto, se antes não tivessem sido feitos, e em primeiro lugar, os fundamentos sólidos e proporcionados para uma construção maciça e de grandes dimensões. Assim, com esta dependência das artes uma da outra, é que surgirá também o Templo Novo. Pelos séculos afora, vós o ireis edificando, apoiando-o sempre sobre os fundamentos que Eu lhe dei, perfeitos, de acordo com seu tamanho. Vós edificareis sob a direção de Deus, servindo-vos das coisas a serem usadas para levantá-lo: espíritos que são a morada de Deus.
Deus estará nos vossos corações para fazer deles umas pedras polidas e sem fendas, para um Templo novo. Será o seu Reino estabelecido com as suas leis no vosso espírito. A não ser assim, vós seríeis uns tijolos mal cozidos, uma madeira carunchada, umas pedras lascadas e quebradiças, que não têm consistência, e que o construtor, se for experiente, rejeita, ou então elas falham, não resistem a pressão, fazendo que uma parte deslize, se o construtor, ou os construtores colocados ídolos de si mesmos, que se pavoneiam em seus corações, sem vigiarem constantemente sobre a construção que se vai levantando, e sobre os materiais usados nela. Esses construtores ídolos, esses mestres de obras ídolos, esses guardas ídolos, são todos uns ladrões. Ladrões da confiança de Deus e da estima dos homens, uns ladrões e uns orgulhosos, que só se comprazem em terem um meio de vida, e um modo de terem um monte de materiais, que eles não observam se são bons, ou já de qualidade vencida, e que pode ser causa de uma ruína.
Vós, ó sacerdotes novos e escribas do Templo novo, escutai. Ai de vós e de quem vier depois de vós, de quem se fizer ídolo e não tomar cuidado, não supervisar a si mesmo e aos outros, os fiéis, a fim de observar bem a boa qualidade das pedras e da madeira, sem confiar só nas aparências, pois se não poderá causar ruínas, deixando que materiais já deteriorados, ou até capazes de prejudicar a obra tenham sido deixados para serem usados na construção do Templo, dando assim um escândalo e provocando a ira divina. Ai de vós, se deixardes que se formem fendas e paredes inclinadas, que estão para cair, porque não estão bem equilibradas nas bases, que são sólidas e bem feitas. Não é de Deus o fundador da Igreja, mas de vós que viria o tombamento da parede, e dele seríeis responsáveis, diante do Senhor e dos homens.
Diligência, observação, discernimento, prudência. A pedra, o tijolo, a viga fraca, que em uma parede interna poderiam ser causa de tombamento, podem servir em partes de menor importância, na construção e até a servir bem. É assim que deveis saber escolher. Com caridade para não desgostar as partes fracas, mas com firmeza, para não desgostar a Deus e arruinar o seu Edifício. E se achais que uma pedra em um ângulo mestre, não é boa ou não está bem equilibrada, sede corajosos, ousados, e procurai saber como tirá-la daquele lugar, e alinhá-la com o escopo de um santo zelo. Se ela grita de dor, não faz mal. Ela vos abençoará durante os séculos, porque vós a tereis salvado. Removei-a dali e empregai-a em outro trabalho. Não tenhais medo nem de afastá-la completamente, se virdes que ela vai ser causa de estranheza e de ruína, desdizendo do vosso trabalho. É melhor haver pouca pedra, do que muito estorvo.
Não tenhais pressa. Deus nunca tem pressa, mas tudo o que Ele cria é eterno, porque é bem calculado, antes de ser feito. Se não é eterno, dura tanto como os séculos. Olhai para o Universo. Há muitos séculos, há milhares de séculos, ele está como Deus o fez, em operações sucessivas... Imitai o Senhor. Sede perfeitos como vosso Pai. Tende a sua Lei em vós, o seu Reino em vós. E não falhareis, mas, se não fôsseis assim, desabaria o edifício, ficando dele apenas a pedra angular, os fundamentos. A mesma coisa acontecerá com aquele Templo. Em verdade, Eu vos digo que com aquele ali vai ser assim, assim será com o vosso, se puserdes nele o que pusestes neste, as vossas contribuições doentes de orgulho, de avidez, de pecado, de luxúria. Como se desfez de repente pelo sopro do vento, aquele pavilhão de nuvens, que parecia estar parado formando uma vista tão bonita acima do cume daquele monte, mas parecendo o soprar de um vento de um castigo sobrenatural para os homens, quando desabarem os edifícios, que de santos só tem o nome.
Jesus se cala pensativo. E quando começa a falar de novo, é para dar esta ordem: “Sentemo-nos aqui, para repousarmos um pouco.”
Eles se assentam sobre um declive do Monte das Oliveiras, que fica em frente do Templo, agora beijado pelo Sol, que já vai-se pondo. Jesus olha fixamente para aquele lugar, com tristeza. Os outros, exultam por verem aquela beleza, mas sobre aquela exultação logo se estende um véu de aflição pela lembrança das palavras do Mestre. Será que toda aquela beleza vai ter que acabar?
Pedro e João falam um com o outro, e depois passam a sussurrar alguma coisa ao Tiago de Alfeu e ao André, que estão perto deles, e eles concordam, fazendo um sinal com a cabeça. Então, Pedro se vira para o Mestre e diz: “Vem aqui para o lado, e explica-nos quando é que se cumprirá a tua profecia sobre a destruição do Templo. Daniel fala nela, mas, se for como ele diz, e como Tu dizes, poucas horas terá ainda o Templo. Mas nós não estamos vendo exércitos, nem preparativos de guerra. Quando será, então, que isso acontecerá? Qual será o sinal disso? Tu já vieste. E Ti dizes que estás para ires embora. No entanto se sabe que isso não acontecerá, se não estiveres entre os homens. Então, Tu voltarás? Quando é que será a tua volta? Explica-nos isso, para que fiquemos sabendo.”
“Não há necessidade de que vamos para outro lado. Estás vendo? Os discípulos mais fiéis ficaram, aqueles que a vós doze ajudarão muito. Eles podem ouvir as palavras que Eu vos estou dizendo. Vinde todos para cá!”, grita por fim, para reunir todos.
“Tomai cuidado para que ninguém vos seduza no futuro. Eu sou o Cristo, e não haverá outros Cristos. Por isso, quando muitos vierem dizer-vos: “Eu sou o Cristo”, e estiverem seduzindo a muitos, não acrediteis em suas palavras, nem que elas sejam acompanhadas por prodígios, mas estes podem ser reconhecidos como não bons, porque sempre estarão unidos ao medo, à perturbação e à mentira. Os prodígios de Deus vós os conheceis, eles dão uma santa paz, alegria e salvação, fé e conduzem a desejos e obra santas. Os outros, não. Por isso, refleti sobre a forma e as consequências dos prodígios que podereis ver no futuro, por obra dos falsos cristos e de todos aqueles que se vestirão com vestes de salvadores dos povos, mas que serão umas feras, que os arruinarão.
Ouvireis também, e até vereis os que falam de guerras, e rumores de guerra, e que vos dirão: “Estes são os sinais do fim.” Mas não vos perturbeis, ainda não será o fim. É necessário que tudo isso aconteça antes do fim, mas ainda não será o fim. Levantar-se-á um povo contra o outro, nação contra nação, continente contra continente, e haverá pestilências, carestia e terremotos em muitos lugares. Mas isso não será mais do que o princípio das dores. Então vos lançarão no meio da tribulação, e vos matarão, acusando-vos de serdes os culpados pelos sofrimentos deles e, esperando sair deles, começarão a perseguir e a destruir os meus servos.
Os homens acusam sempre os inocentes de serem eles a causa do seu mal, que os pecadores criam para si mesmos. Eles acusam ao próprio Deus, que é perfeita inocência e a Bondade Suprema, de ser Ele a causa do sofrimento deles, e assim também farão convosco, e vós sereis odiados por causa do meu Nome. E será ainda Satanás que os está açulando. E surgirão falsos profetas, que induzirão muitos ao erro. E ainda será Satanás o verdadeiro autor de tantos males. E, com a multiplicação da iniqüidade, se esfriará a caridade de muitos. Mas quem tiver perseverado até o fim, será salvo. Mas, é preciso que antes este Evangelho do Reino de Deus seja pregado em todo o mundo, como um testemunho diante de todas as nações. Aí virá o fim. Haverá uma volta de Israel ao Cristo, que o acolhe, e a pregação da minha doutrina em todo mundo.
Depois virá um outro sinal. Um sinal do fim do Templo e do fim do Mundo. Quando virdes a abominação da desolação predita por Daniel – quem me ouve, procure entender bem, e quem lê o Profeta, saiba ler por entre as palavras – então, quem estiver na Judéia, fuja para os montes, e quem estiver no terraço não desça para ir apanhar o que estiver em casa, e quem estiver em seu campo não volte à sua casa para apanhar o manto, mas fuja sem olhar para trás, a fim de que não lhe aconteça não poder fazê-lo mais, e ele nem mesmo se vire para olhar, quando fugir, a fim de não conservar no coração o espetáculo horrendo, e enlouquecer por isso. Ai das grávidas e daquelas que estiverem amamentando naqueles dias! E ai delas se a fuga tiver que ser em dia de sábado! Não seria bastante a fuga para quem quisesse salvar, sem pecar. Rezai, pois, para que não aconteça no inverno e em dia de sábado, porque a tribulação será grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até essa hora, nem haverá nunca mais outra semelhante, porque essa será a última. Se não fossem abreviados aqueles dias em atenção aos eleitos, ninguém se salvaria, porque os homens-satanases aliarão ao inferno para atormentar os homens.
E já estão, para corromper e arrastar para fora do caminho, justo aqueles que se conservarem fiéis ao Senhor, surgirão os que dirão assim: “O Cristo está lá, o Cristo está aqui. Está em tal lugar. Ei-lo! É este!” Não creiais. Ninguém creia, porque surgirão falsos Cristos e falsos profetas, que farão prodígios e portentos tais, que induzirão ao erro, se isso lhes fosse possível, até aos eleitos, e ensinarão doutrinas em aparência tão consoladoras e boas, que seduziriam até aos melhores, se com eles não estivesse o Espírito de Deus, que os iluminará sobre a verdade ou sobre a origem satânica de tais prodígios e doutrinas.
Eu vo-lo digo. Eu vo-lo prego, para que vós possais acautelar-vos. Mas não tenhais medo de cair. Se estiverdes de pé, firmes no Senhor, não sereis arrastados às tentações e a ruína. Lembrai-vos disso que Eu vos disse: “Eu vos dei o poder de caminhar sobre as serpentes e escorpiões e sobre o poder do inimigo, e nada vos fará mal, porque tudo vos estará sujeito.” Eu vos faço lembrar também que para conseguirmos isso, deveis ter Deus em vós, e deveis alegrar-vos, não porque dominais as potências do mal e as coisas venenosas, mas porque o vosso nome está escrito no Céu.
Permanecei no Senhor e em sua verdade. Por isso ainda Eu vos repito: Qualquer coisa que vos disserem de Mim, não creiais. Somente Eu é que disse a verdade. Somente Eu é que vos digo que o Cristo virá, mas quando chegar o fim. Por isso, se vos disserem: “Ele está lá no deserto”, não vades lá. Se vos disserem: “Ele está naquela casa”, não lhes deis atenção. Porque o Filho do homem, em sua segunda vinda, será semelhante a um relâmpago, que sai do nascente e chispa até o poente, em um tempo tão breve, como o bater de uma pálpebra. E deslizará sobre o grande Corpo, que logo se tornará um Cadáver, acompanhado de anjos luminosos, e por-se-á a julgar. No lugar, seja onde for, em que estiver o corpo, lá se reunirão as águias. E logo depois da tribulação daqueles últimos dias, da qual Eu já vos falei, Eu falo agora do fim do tempo e do mundo e da ressurreição dos ossos, coisas essas de que os profetas falam, o sol escurecerá, a lua não dará mais a sua luz, e as estrelas do céu cairão, como bagos de uva que caem de um cacho maduro demais, e que um vento tempestuoso sacode, e as potências do Céu tremerão.
E, então, no firmamento escuro aparecerá fulgurante o sinal do Filho do homem, e chorarão todas as nações da terra, e os homens verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do Céu, com grande poder e glória. E Ele dará ordens aos seus anjos que ceifem e vindimem, que separem o joio do trigo, que lancem as uvas na dorna, porque terá chegado o tempo da grande colheita da semente de Adão, e não teremos mais necessidade de conservar   a esgalha nem a semente, porque não haverá mais perturbação da raça humana sobre a terra morta. E dará ordens aos seus amigos para que ao alto som das trompas, reúnam os eleitos dos quatro cantos da terra, de uma extremidade à outra do céu, a fim de que estejam ao lado do Divino Luiz, para julgarem com Ele os últimos viventes e os ressuscitados.
Da figueira aprendei esta semelhança: quando vedes que seus ramos ficam tenros, e soltam folhas, sabeis que o verão já vem perto.
Assim também, quando virdes todas essas coisas, ficai sabendo que o Cristo está para chegar. Em verdade, Eu vos digo, não passará esta geração, que não me quis, antes que tudo isso aconteça.
A minha palavra não falha, o que Eu digo acontecerá. O coração e o pensamento dos homens podem mudar, mas minha palavra não muda. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. E, quanto ao dia e a hora exata, ninguém os conhece, nem mesmo os anjos do Senhor, mas somente o Pai.
Como nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do homem. Nos tempos de antes do dilúvio, os homens comiam, bebiam, se desposavam, se casavam, sem prestarem atenção ao sinal no dia em que Noé entrou na arca, e abriram-se as cataratas dos céus, e o dilúvio submergiu todos os seres vivos, e todas as coisas. Assim também será, quando for a vinda do Filho do homem. Quando chegar a hora, dois homens estarão perto um do outro no campo, e um será levado, enquanto o outro será deixado. Duas mulheres estarão ocupadas em fazer girar o mó do moinho, e uma será levada, e a outra deixada. Isto é o que farão os inimigos aqui na Pátria, e mais ainda os anjos que irão separar o trigo do joio, e não terão tempo de se prepararem para o julgamento pelo Cristo.
Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora virá o Senhor. Pensai de novo o seguinte: se o chefe da família soubesse a que hora viria o ladrão, ele vigiaria e não deixaria que ele despojasse a sua casa. Portanto, vigiai e orai, estai sempre preparados para a vinda, sem que os vossos corações fiquem entorpecidos pelo abuso e a intemperança de todas as espécies, e os vossos espíritos estejam distraídos e obtusos para as coisas do Céu, por causa dos excessivos cuidados com as coisas da terra, e o laço da morte vos apanhe de repente, quando estiverdes despreocupados. Porque, lembrai-vos bem, todos tereis que morrer. Todos os homens, uma vez nascidos, devem morrer, e nessa morte há uma particular vinda do Cristo e em seguida um juízo, que será repetido com todos juntos no dia da vinda solene do Filho do homem.
Que será então, que acontecerá ao servo fiel e prudente, que foi posto pelo patrão a servir aos domésticos o alimento, enquanto Ele estava ausente? Feliz será ele, se o seu patrão ao chegar de repente, o encontrar fazendo o que deve, com diligência, com justiça e amor. Em verdade Eu vos digo que Ele lhe dirá: “Vem, servo bom e fiel. Tu mereceste o meu prêmio. Toma e administra todos os meus bens.” Contudo, se ele parecia, mas não era bom e fiel, e seu interior era mau, assim como no exterior ele era hipócrita, pois logo que o patrão havia partido, ele começou a dizer em seu coração: “O patrão vai tardar a voltar! Vamos aproveitar este belo tempo!”, e começar a bater em uns criados e a maltratar a outros, dando-lhes pouca comida e pouco das outras coisas necessária, a fim de poder ter mais dinheiro para poder gastá-lo em folganças, e com os bêbados, que é que irá acontecer? Acontecerá que o patrão, ao chegar de repente, quando aquele servo ainda estava pensando que o patrão estava longe, mas este, ao ver o mau procedimento do servo, lhe tomará o dinheiro, e o tirará do cargo, e o expulsará, como é de justiça. E assim, naquela situação ele ficará.
Assim acontece com o pecador impenitente, que não pensa que a morte pode já estar perto, e também perto o seu julgamento, e só procura gozar e abusar desse gozo, dizendo: “Depois eu me arrependerei.” Em verdade, Eu vos digo que ele não  terá tempo de fazer isso, e será condenado a ficar no lugar onde há um tremendo horror, onde se ouvem blasfêmias e se vêem o pranto e a tortura, e de lá ele só sairá para o Juízo Final, quando tornará a revestir-se de sua carne ressuscitada, para assim apresentar-se completo ao Juízo Final, assim como foi completo que ele pecou no tempo de sua vida terrena e com corpo e alma ele se apresentará ao Juiz Jesus, que ele não quis aceitar como seu Salvador.
Todos estarão lá, acolhidos diante do Filho do homem. Uma multidão incalculável de corpos restituídos, uns pela terra, outros pelo mar, e recompostos todos, depois de terem virado cinza, há muito tempo. E nos corpos estarão os espíritos. A cada carne que voltou ao seu esqueleto corresponderá o seu espírito, aquele que a animou por algum tempo na Terra. E estarão todos aprumados diante do Filho do homem, que estará esplendente em sua divina Majestade, sentado no trono de sua glória e assistido pelos seus anjos.
E ele separará os homens uns dos outros, pondo de um lado os bons e do outro os maus, como um pastor que separa as ovelhas pondo-as á direita, e os cabritos a esquerda. E dirá com voz afável e com um semblante benigno aos que, pacíficos e formosos, com uma beleza gloriosa no esplendor do corpo santo, olharão para ele, com todo o amor de seus corações: Vinde ó benditos de meu Pai, tomai posse do reino preparado para vós, desde o começo do mundo. Porque eu tive fome e me deste de comer, tive sede e me deste de beber, fui um peregrino e me hospedaste, estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, estava prisioneiro e fostes levar-me conforto.
E os justos lhe perguntarão: Quando foi Senhor que te vimos com fome e te demos de comer, te vimos com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino, e te acolhemos, te vimos nu e te vestimos, te vimos enfermo ou encarcerado, e te fomos visitar?
E o Rei dos Reis lhes dirá: Em verdade eu vos digo; quando fizestes uma daquelas coisas a um daqueles menores entre os meus irmãos, foi a Mim que o fizestes.
E depois o Juiz se voltará para aqueles que estiverem a sua esquerda, e lhes dirá, com um rosto sério e com uns olhares que serão como umas flechas que fulminarão os réprobos, e em sua voz ressoará a ira de Deus. Fora daqui! Longe de mim ó malditos! Ide para o fogo eterno, preparado pelo furor de Deus para o demônio e para os anjos das trevas e para aqueles que lhes deram ouvidos, quando eles falavam na libidinagem tríplice e obscena. Eu tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me deste de beber, estive nu e não me vestistes, fui peregrino e me repelistes, estive doente e encarcerado, e não me visitastes. Porque vós só conheceis uma lei:
A do prazer do vosso eu.
E eles lhe dirão: quando foi que te vimos com fome, com sede, nu, peregrino, enfermo ou encarcerado? Em verdade, nós não te estamos reconhecendo. Não estávamos presentes, quando estivestes sobre a Terra. E ele lhes responderá: É verdade. Vós não me conhecestes porque não estáveis lá presentes, quando estivestes sobre a Terra. Mas vós conhecestes a minha palavra e tivestes, no meio de vós, os esfaimados, os sedentos, os nus, os doentes, os encarcerados. Por que é que não fizestes a eles o que talvez teríeis feito a mim? Pois já foi dito que aqueles que me tiveram em seu meio fossem misericordiosos para com o Filho do homem? Não sabeis que nos meus irmãos estou eu? E que onde estiver sofrendo um desses meus menores irmãos, sou eu que lá estou? E que o que tiverdes deixado de fazer a um desses meus menores irmãos, foi a mim que deixastes de fazer? A Mim Primogênito dos homens?
Ide-vos e queimai-vos em vosso egoísmo. Ide e que vos fascinem as trevas e o gelo, pois trevas e gelo é o que fostes, mesmo conhecendo onde é que estava a Luz e o Fogo do Amor.
E eles irão para o suplício eterno, enquanto os justos entrarão na vida eterna.
Estas são as coisas futuras.”
Agora, ide-vos. E não vos separeis uns dos outros. Eu vou com João e voltarei a vós lá pela metade da primeira vigília, para a ceia e para irmos depois às nossas instruções.”


O EVANGELHO COMO ME FOI REVELADO – MARIA VALTORTA

quarta-feira, 1 de maio de 2019

DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR E A DEUS O QUE É DE DEUS






DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR E EXPLICAÇÃO SOBRE A RESSURREIÇÃO DOS CORPOS.

O Evangelho como me foi revelado – Maria Valtorta, Vol. 9 – pg. 359 a 361

Eles entram no Templo. Os soldado da Fortaleza Antônia os observam, ao passarem. Eles vão adorar o Senhor, depois voltam para o pátio, onde os rabis estão ensinando. Antes ainda que o povo acorra para Jesus e se aglomere ao redor dele, já o acercam os saforins, os doutores de Israel e alguns herodianos, e, com uma delicadeza fingida, depois de o terem saudado, lhe dizem: “Mestre, nós sabemos que Tu és sábio e verdadeiro, e que ensinas o caminho de Deus, sem levares em conta coisa nem pessoa alguma, a não ser que ela esteja fora da verdade e da justiça, e pouco te incomodas com o juízo dos outros sobre Ti. Mas somente te preocupas em conduzir os homens para o Bem. Dize-nos então, é lícito pagar o tributo ao César, ou não é lícito fazê-lo? Que é que te parece?”
Jesus olha para eles com um daqueles seus olhares de uma penetrante e solene perspicácia, e responde: “Por que me tentais, hipócritas. Contudo, alguém entre vós deve saber que Eu não fico enganado por honrarias fingidas. Mas mostrai-me uma das moedas daquelas usadas para pagar o tributo.”
Eles lhe mostram uma daquelas moedas.
Jesus a observa de um lado e do outro, e, segurando-a apoiada na palma da mão esquerda, bate sobre ela com o indicador da mão direita dizendo: “De quem é esta imagem, e que é que diz esta inscrição?”
“A imagem é de César, e a inscrição traz o nome dele. É o nome de Caio Tibério César, que agora é o imperador de Roma.”
“Pois, então, dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” E lhe vira as costas, depois de ter entregue o dinheiro a quem lho havia mostrado.
Jesus escuta tudo o que os peregrinos lhe perguntam, e os conforta, os absolve e os cura.
Enquanto isso as horas passam. Ele sai do Templo, talvez para ir andar lá fora e tomar o alimento que lhe levaram os servos de Lázaro, que disso estão encarregados.
Depois Ele torna a entrar no Templo, pois já passa do meio-dia. Ele é incansável. Graça e sabedoria saem de suas mãos postas sobre os enfermos, e de seus lábios com cada um dos sábios conselhos que Ele dá as numerosas pessoas que dele se aproximam e fazem seus pedidos. Parece que Ele, quer consolar a todos, curar a todos, antes que não o possa fazer mais.
Já chegou o pôr-do-sol e os apóstolos já cansados, foram sentar-se no chão sob os pórticos, atordoados por aquele contínuo movimento nos pátios do Templo, ao chegar a Páscoa, quando do incansável se aproximam os ricos com suas vestes pomposas.
Mateus, que está cochilando com um olho só, levanta-se e vai sacudir os outros. Ele diz: “Estão indo para o Mestre uns saduceus. Não o deixemos sozinho, para que não ofendam, nem procurem fazer-lhe mal, ou zombar dele também.”
Então todos se levantam, vão até o Mestre e o rodeiam logo. Eu creio que há represália naquilo de ir ao Templo ou voltar dele na hora sexta.
Os saduceus, que saúdam a Jesus com inclinações até exageradas, lhe dizem: “Mestre, Tu respondeste com tanta sabedoria aos herodianos, que ficamos com o desejo de receber, como eles, nós também, um raio da tua luz. Escuta. Moisés disse: “Se algum morrer sem deixar filhos, que o irmão dele despose a viúva, para dar uma descendência ao irmão.” Pois bem. Havia entre nós sete irmãos. Se o primeiro, tendo tomado por mulher uma virgem, sem deixar prole, deixou assim a mulher para um seu irmão. Também este segundo morreu sem deixar prole, e também o terceiro que a desposou, e assim por diante, até chegarem ao sétimo. A mulher, depois de ter desposado todos os sete irmãos, morreu. Dize-nos, então, na ressurreição dos corpos, se for verdade que os homens vão ressuscitar, se for verdade que a alma sobreviverá ao corpo unindo-se a ele no último dia, e formando com ele um todo, qual será dos sete irmãos que irá ficar com a mulher, se todos os sete a possuíram na Terra?”
“Vós estais errados. Não sabeis compreender nem as Escrituras, nem o poder de Deus. Muito diferente será desta para a outra vida. E no Reino Eterno não existirão as necessidades da carne, como neste mundo. Porque na verdade, depois do Juízo Final, a carne ressurgirá e se unirá de novo à alma imortal, formando com ela um todo, vivo, e até melhor do que está agora a minha e a vossa pessoa, mas não mais sujeita às leis, e sobretudo aos estímulos e abusos que agora vigem. Na ressurreição, os homens e as mulheres não se tornarão esposos, nem esposas, mas serão semelhantes aos Anjos de Deus no Céu, os quais não se cansam, mas vivem no amor perfeito, que é o divino e espiritual. E, quanto á ressurreição dos mortos, não lestes vós como Deus, do meio da sarça, falou a Moisés? Que foi que o Altíssimo lhe falou naquela ocasião? “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó.” Ele não diz: “Eu fui”. Mas disse: “Eu sou.” Porque Abraão, Isaque e Jacó são. Eles são imortais. Como todos os homens em sua parte imortal, enquanto durarem os séculos, e depois, com a carne ressuscitada, por toda a eternidade. Eu sou como o é Moisés, como o são os profetas e os justos, como infelizmente o é Caim, e como são aqueles do dilúvio e os sodomitas, e todos aqueles que morreram em pecado mortal. Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.”
“Então, Tu também morrerás. E depois estarás vivo?”
Eles o estão tentando. Já estão cansados de o tratarem mansamente. E seu ódio é tanto, que não podem mais conter-se.
“Eu sou o vivente, e a minha carne não conhecerá a destruição. A Arca nos foi tirada, e a atual também nos será tirada, como um símbolo. O Tabernáculo nos foi tirado e destruído. Mas o verdadeiro Templo de Deus não poderá ser retirado, nem destruído. Quando os seus adversários pensarem que o fizeram, então será a hora que ele se estabelecerá na verdadeira Jerusalém, em toda a sua glória. Adeus!”

O EVANGELHO COMO ME FOI REVELADO – MARIA VALTORTA