segunda-feira, 21 de outubro de 2019

A PARÁBOLA DO TRIGO E DO JOIO







A PARÁBOLA DO TRIGO E DO JOIO



Mas as pessoas já estão se reunindo no pequeno jardim da casa do Elias, e estão reclamando a palavra do Mestre. E, ainda que Jesus não esteja muito disposto a fazê-lo, entristecido como está por causa da prisão do Batista e pelo modo como ela foi feita, contudo Ele se dá por vencido e, á sombra das árvores, começa a falar.
“Ainda neste belo tempo dos trigais que estão soltando espigas, Eu vos quero propor uma parábola, tomada dos grãos. Ouvi-a.
O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente em seu campo. Mas, enquanto o homem e sés empregados dormiam, veio um inimigo dele, espalhou sementes de joio nos sulcos e foi-se embora. A principio ninguém percebeu nada. Veio o inverno com as chuvas e as geadas, veio o fim do mês de Tebet, e as sementes germinaram. Era um verdor de grandes folhas tenras, que mal vinham despertando. Em sua infância inocente, pareciam todas iguais. Veio o mês de Shebat, depois o de Adar, e as plantas se formaram, e começaram a mostrar suas espigas. Aí é que se viu que aquele verdor não era só do trigo, mas também do joio, que estava bem enroscado, com seus tentáculos, fininhos e pegajosos, nas hastes do trigo.
Ao verem isso, os empregados foram à casa do patrão e lhe disseram: “Senhor, que semente foi que semeaste? Não foi uma semente escolhida, separada de quaisquer outras sementes, que não fossem as do trigo?”
“Certamente que foi. Eu escolhi os grãos todos iguais em sua formas. E, se houvesse outras sementes, eu as teria visto.”
“E, como é, então, que nasceu tanto joio no meio do trigo.”
O Patrão pensou, depois disse: “Algum inimigo meu fez isso para prejudicar-me.”
E os empregados ainda lhe perguntaram: “Não queres que nós vamos por entre os sulcos e, com paciência, apanharemos as espigas do joio e arrancaremos. Manda que iremos fazer.”
Mas o patrão lhes respondeu: “Não. Vós poderíeis ao fazer o que dizeis, arrancar junto o trigo e, quase com certeza, ofenderíeis as espigas ainda tenras. Deixai, pois que um e outro fiquem juntos até o fim da colheita. Naquela ocasião, eu direi aos ceifadores: “Passai a foice em tudo junto; depois, antes de amarrar os feixes, agora que a secura do tempo tornou quebradiças as hastes do joio e que, ao mesmo tempo já estão bem formadas e duras as espigas, agora sim, separai o joio do trigo, e fazei com ele uns feixes à parte. E vós os queimareis depois, e eles vão servir de adubo para o solo. Ao mesmo tempo, vós levareis o trigo puro para os celeiros, e ele vai servir para se fazer um pão muito bom, e para humilhar o inimigo, que só terá ganhado isto: ficar abjeto aos olhos de Deus pelo seu ódio.”
Agora, refleti entre vós como frequentemente acontece, e como é grande a semeadura do Inimigo em vossos corações. E compreendei como é preciso vigiar, com paciência e constância, para fazer que seja pouco o joio que se misture ao trigo escolhido. A sorte do joio é ser queimado. Quereis vós ser queimados, ou tornar-vos cidadãos do Reino? Pois bem. Que saibais sê-lo. O bom Deus dá a Palavra. O Inimigo está vigiando para torná-la nociva, por que a farinha de trigo misturada com a farinha de joio dá um pão amargo e que faz mal ao estômago. Que saibais com boa vontade, se houver joio em vossa alma, separá-lo para jogá-lo fora, a fim de que não sejais indignos de Deus.
Ide meus filhos. A paz esteja convosco.”
As pessoas vão-se afastando lentamente. No pequeno jardim ficaram os oito apóstolos com Elias, seu irmão, a mãe e o velho Isaac, que sente sua alma alimentar-se, quando olha para seu Salvador.
“Vinde ao redor de Mim, e ouvi. Eu vos explico o sentido completo da parábola, que tem ainda dois aspectos. Além daquele de que Eu falei à multidão.
Em um sentido universal, a parábola tem esta aplicação: o campo é o mundo. A semente boa são os filhos do Reino de Deus, semeados por Deus sobre o mundo, à espera de chegarem ao seu limite, quando serão cortados pela Falcífera, e levados ao Dono do mundo, para que os coloque de novo em seus celeiros. O joio são os filhos do Maligno, espalhados, por sua vez, pelo campo de Deus, com a intenção de causar tristeza ao Dono do mundo e de estragar as espigas de Deus. O Inimigo de Deus o semeou de propósito, por meio de um sortilégio, porque o diabo verdadeiramente desnatura o homem, até fazer dele uma criatura sua, e esta semeia, para levar para fora do caminho a outros, que ele não foi capaz de tornar seus escravos de outro modo. A colheita, ou melhor, a formação dos feixes e o transporte dos mesmos até os celeiros é o fim do mundo. E os que fazem essa tarefa são os anjos. A eles foi mandado que reúnam as criaturas cortadas, e separem o trigo do joio e, como na parábola este é queimado, assim serão queimados no fogo eterno os condenados, no Juízo Final.
O Filho do homem mandará que sejam tirados do seu Reino todos os causadores de escândalos e de iniqüidades. Porque então o Reino será no Céu e na terra, e entre os cidadãos do Reino na terra estarão misturados muitos filhos do Inimigo. Estes atingirão, como foi dito também pelos Profetas, a perfeição do escândalo e da abominação em todos os ministérios da terra, e darão grandes aborrecimentos aos filhos do espírito. No Reino de Deus, nos Céus, já terão sido expulsos os corruptos, porque a corrupção não entra no Céu. Agora, pois, os anjos do Senhor, impunhando a foice por entre as fileiras da última colheita, cortarão e separarão o trigo do joio, e jogarão este na fornalha ardente, onde há choro e ranger de dentes, mas levando consigo os justos, o trigo escolhido, para a Jerusalém Eterna, onde eles brilharão como sóis no Reino de meu e vosso Pai.
Isto no sentido universal. Mas para vós há um outro ainda, e vem responder às perguntas que, especialmente como ontem à tarde, costumais fazer. Vós estáveis perguntando a vós mesmos: “Mas, então, no meio do grupo dos discípulos pode existir traidores?”, e tremeis de horror e de medo em vossos corações. Eles podem existir. Disso Eu estou certo.
O semeador espalha a boa semente. Neste caso, mais do que espalhar, poder-se-ia dizer que ele “colhe”. Porque o Mestre, que seja Eu ou que tenha sido o Batista, havia escolhido os seus discípulos. Como foi que houve extraviados? Não, mas pelo contrário, eu falei mal quando chamei os discípulos de sementes. Vós poderíeis entender-me mal. Eu vou chamá-los, então de “campo”. Tantos discípulos, tantos campos escolhidos pelo Mestre para formarem a área do Reino de Deus, os bens de Deus. Com esses o Mestre se afadiga, para cultivá-los, a fim de que produzam cem por cento. Ele toma todos os cuidados. Todos. Com paciência. Com amor. Com sabedoria. Com canseiras. Com constância. Ele olha também as tendências más deles. A aridez e a cobiça deles. Vê as teimosias e fraquezas deles. Mas, fica esperando, espera sempre, e fortalece a sua esperança com a oração e a penitência, porque os quer levar a perfeição.
Mas os campos estão abertos. Não são um jardim fechado, cercado por muros como uma fortaleza, do qual só o mestre é o dono, e no qual só ele pode penetrar. Estão abertos. Colocados no centro do mundo, no meio do mundo e todos podem aproximar-se deles, todos podem entrar neles. Todos e tudo. Oh! Oh! Mas não é só o joio que é a semeadura. O joio: este poderia ser o símbolo da leviandade amarga do espírito do mundo. Mas aí nascem, lançados pelo inimigo, todas as outras sementes. Aí estão as urtigas. Aí as tiriricas. Aí as cuscutas. Aí os cipós-chumbo. Aí, enfim as cicutas e os tóxicos. Por que? Por que? Que são eles?
As urtigas: são os espíritos irritantes, indomáveis, que ferem, por uma superabundância de venenos, e causam tanto mal-estar.
As tiriricas significam os parasitas que esgotam o mestre, pois só sabem rastejar e sugar, aproveitando-se do trabalho dele e prejudicando aos cheios de vontade, que certamente colheriam maiores frutos, se seu mestre não fosse perturbado e distraído pelos cuidados que dele exigem as tiriricas.
Os cipós-chumbo, inertes, que só se levantam do chão, aproveitando-se do trabalho dos outros.
As cuscutas são um tormento no caminho, já difícil, do mestre, e um tormento para os discípulos que o acompanham. Elas se agarram a nós, espetam, ferem, arranham, só causam desconfiança e sofrimento.
Os tóxicos: são os delinqüentes que estão entre os discípulos, aqueles que chegam a trair e a apagar a vida, como a cicuta e outras ervas venenosas. Por acaso, já tereis visto como elas são bonitas com as suas florzinhas, que depois se transformam em bolinhas brancas, vermelhas ou roxo azuladas? Quem diria que aquela corola estrelada, cândida ou levemente rosada, com seu coraçãozinho de ouro, quem haveria de dizer que aqueles corais de todas as formas, tão parecidos com aquelas frutinhas que são a delícia dos passarinhos e das crianças, sejam capazes de, quando maduras, dar a morte? Ninguém. Mas os inocentes aí caem. Crêem que todos são bons como eles... colhem os frutos, comem e morrem.
Acham que todos são bons como eles! Oh! que verdade que sublima o mestre e condena o seu traidor! Como? A bondade não desarma? Não torna inofensivo o querer-mal? Não. Não torna mais assim, porque o homem que tombou como presa do Inimigo, tornou-se insensível a tudo o que é superior. E tudo o que é superior muda de aspecto para ele. A bondade é vista como uma fraqueza, em que é permitido pisar, e refina sua má vontade, refina o desejo de degolar, como em uma fera, só com o sentir cheiro de sangue. Também o mestre é sempre um inocente, e deixa que seu traidor o envenene, porque não quer, e não deixa os outros pensar que um homem seja capaz de dar a morte a quem é inocente.
Dos discípulos, que são os campos do mestre, é que vêm os inimigos. E são muitos. O primeiro é Satanás. Os outros são os servos dele, isto é, os homens, as paixões, o mundo e a carne. Aí está o discípulo mais fácil de ser atingido por eles, porque ele não está completamente ao lado do Mestre, mas está em cima do muro, entre o Mestre e o mundo. Ele não sabe, não quer separar-se completamente das coisas do mundo, da carne, das paixões e do demônio, para estar completamente com quem o leva para Deus. Sobre ele o mundo e a carne, as paixões e o demônio espalham suas sementes. O ouro, o poder, a mulher, o orgulho, um medo de ser mal julgado pelo mundo e um espírito de utilitarismo. “Os grandes é que são os mais fortes. E por isso eu os sirvo, para tê-los como amigos.” E se tornam delinqüentes e condenados por causa de coisas tão mesquinhas!
Por que o Mestre, que está vendo a imperfeição do discípulo, ainda que não queira render-se a este pensamento: “Este vai ser o meu matador”, não o elimina imediatamente do meio dos discípulos? Isto vós perguntais porque é inútil fazer isso. Se o fizesse não impediria que ele continuasse seu inimigo e agora dupla e prontamente seu inimigo, pela raiva ou pela dor de ter sido descoberto, ou por ser expulso. Dor. Sim. Porque às vezes o mau discípulo não percebe que o é. É tão sutil a obra do demônio, que ele nem a percebe. Ele fica endemoninhado, sem nem suspeitar de que está sendo submetido a essa operação. Raiva. Sim. Raiva por estar sendo conhecido pelo que realmente é, quando ele não está inconsciente do trabalho de Satanás, e de seus adeptos: são os homens que tentam o fraco em suas fraquezas, para tirar do mundo o santo, que, só por sua santidade, comparada ás maldades deles, já os ofende. E, então, o santo ora e se abandona a Deus. “O que Tu permites se faça, seja feito”, diz ele. Somente acrescenta esta cláusula: “Contanto que sirva para o teu fim.” O santo sabe que virá a hora em que serão expulsos de suas colheitas os joios daninhos. Por quem? Pelo mesmo Deus, que não permite nada além do que é útil para o triunfo de sua vontade de amor.”
“Mas, se Tu admites que sempre é Satanás e os adeptos dele, parece que a responsabilidade do discípulo diminua”, diz Mateus.
“Nem penses nisso. Se o Mal existe, existe também o bem. E existe no homem o discernimento e, com ele a liberdade.”
“Tu dizes que Deus não permite nada além de tudo que é útil para o triunfo de sua vontade de amor. Portanto, também esse erro é útil, se Ele o permite, e serve para um triunfo da vontade divina”, diz Iscariotes.
“E tu argumentas, como Mateus, que isto justifica o delito do discípulo. Deus havia criado o leão sem ferocidade e a serpente sem veneno. Agora, um é feroz e a outra venenosa. Mas Deus os separou do homem por isso. Medita sobre isso e tira as conclusões. Vamos para casa. O sol já está forte demais. Parece que vem aí o começo de um temporal. E vós estais cansados por causa de uma noite sem dormir.”
“A casa tem uma sala alta, bem ampla e fresca. Nela podereis repousar”, diz Elias.

(O Evangelho como me foi revelado – Maria Valtorta –Vol 3 – pg. 170 a 176)

domingo, 20 de outubro de 2019

CARTA ABERTA AOS PADRES E BISPOS CATÓLICOS






CARTA ABERTA AOS PADRES E BISPOS CATÓLICOS


Se faz necessário uma precaução doutrinal, por parte de nossos Sacerdotes e Bispos, com relação ao que está sendo exposto no Sínodo da Amazônia, que implica em mudanças na Igreja nunca vistas. Estou muitíssimo preocupado com o que está por vir. Por favor defendam a Santa e imutável doutrina deixada por Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos deu sua própria vida por esta eterna Igreja, a fim de que permanecesse até o final dos tempos. Defendam o rebanho! Oriente-nos! Cuidai de nossas almas, extremamente necessitadas de amor verdadeiro, da palavra do Senhor, da elevação espiritual, conservando o que sempre nos foi dado como certo para a nossa salvação.
O Sínodo da Amazônia não é um acontecimento em defesa da cristandade, mas uma reunião de globalistas na intenção da dominação religiosa no mundo. A verdadeira intenção é ecumenista, é a unificação de todas as crenças em uma só, e assim conseguirem escravizar, espiritualmente, a população mundial. E com isso, a verdadeira e única Igreja da terra: a Católica, seria suprimida, esquecida e rebaixada. Esta Babel religiosa é a Grande Prostituta mencionada no Apocalipse, que se assenta sobre a Babilônia( a União Européia), mais precisamente na Itália, em Roma, um novo templo será erguido pelo Anticristo, onde será adorado como se fosse um deus. Para que o engano seja grande e fugaz, esta nova religião mundial surgirá dentro da Igreja Católica, com o Anticristo Bergoglio e seus cúmplices comunistas, Maçons e teólogos da libertação, com o controle total dos Iluminatis.
Espero a defesa da Igreja por nossos Padres e Bispos, que não se acovardem diante das perseguições que com certeza haverá. Que permaneçam fiéis a doutrina deixada por Jesus a Pedro e repassada para os Papas subseguentes, até o último Papa verdadeiro da terra: Bento XVI. Vocês são nossas estrelas que iluminam o caminho a seguir, o caminho que nos leva ao Reino de Deus. Os anjos se inclinam diante de vós, oh! Sacerdotes do Senhor, que não se deixam enganar pela Besta da Terra, que seguem em frente ensinando a doutrina eterna, inalterável, de Nosso Senhor Jesus Cristo. A vossa compreensão humana é incapaz de quantificar o quanto Deus vos ama. Lembrai disso.
Leiam as profecias dos Profetas dos últimos tempos:

-Profeta : Maria Divina Misericórdia-  ( MDM). Esta profeta está revelando o Livro da Verdade descrito na Bíblia. O Livro da Verdade está mencionado em Daniel 10.21. É aqui que um misterioso Livro da Verdade é referido.  O Anjo Gabriel explica ao Profeta Daniel que todas as coisas que lhe têm sido reveladas é acerca do futuro, do fim dos tempos, encontram-se no Livro da Verdade. Daniel foi avisado para o selar, pois ele será deixado para ser aberto num outro tempo, chamado “O Fim Dos Tempos”.
 -Profeta : Padre Stefano Gobbi-  ( SG). Movimento Sacerdotal Mariano.” Levar-vos-ei á perfeita compreensão da Sagrada Escritura. De modo especial desvendar-vos-ei as páginas do seu último livro, que estais vivendo.”(Nossa Senhora)
-Profeta : Mary Jane Even- ( MJE)- Lincoln-Nebraska
-Profeta : Padre Santiago Portugal-  (SP)-Portugal
-Profeta : Verônica Lueken- ( VL) Bayside- Nova York
-Profeta : Vassula Rayden- (VR) Egito.
-Profeta : John Leary-  (JL)-Rochester-Nova York
-Profeta:  Nancy Fowler-( NF) Conyers – Georgia.
-Profeta: Christina Gallagher-(CG)- Irlanda
-Profeta: Conchita Gonzáles-Garabandal-Espanha.
-Profeta: Melanie Calvat e Maximino Giraud- Salete- Espanha.
-Profeta: Leslie Garay-(LG)-Boston
-Profeta : Julia Kim-(JK) Naju-Coréia.
-Profeta: Irmã Agnes Sasagawa-(IAS) Akita-Japão.
-Profeta : Luz de Maria(LM) Revelacionesmarianas.
-Profeta : Pedro Régis - Rainha do Rosário e da Paz – (RRP)Anguera – Brasil.
-Profeta : Marie Julie Jahenny – (MJJ)França

É assim que Deus se comunica com os homens, através de seus Profetas. Pensai que Deus nos ama e que sem dúvida nenhuma iria no final dos tempos, nos alertar, avisar sobre a segunda vinda de seu Filho muito amado. Ele não nos deixaria órfãos desta importantíssima informação, que encerra um advento. A Abominação já está no lugar Santo, na cadeira de Pedro, e a desolação aumenta a cada dia que passa com os modernismos e as alterações no Missal, dessacralizando-a, deixando-a completamente ineficaz na salvação das almas.
A Igreja já se dividiu, entre os modernistas e os conservadores. Ficai na paz do Senhor, desejando a Igreja de sempre, os ensinamentos de sempre, as recomendações dos Santos e Mártires de sempre, e principalmente honrar vosso compromisso com Jesus, que vos ama tanto, que vos deseja tanto, Oh! Sacerdotes amados do Senhor! Precisamos de vocês, principalmente agora no final dos tempos, não nos abandonais.
Ficai em paz. Refleti. Rezai. Conversai com Deus iluminados pelo Espírito Santo.
Ficai em paz.

Antonio Carlos Calciolari.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

SOMENTE QUEM FAZ A VONTADE DE DEUS SERÁ SALVO






SOMENTE QUEM FAZ A VONTADE DE DEUS CONQUISTARÁ O REINO DE DEUS


As crianças, alegres como passarinhos, já estão tagarelando, correndo e saltando por entre os campos, tomando um bom banho de orvalho, o que provoca um ou outro pescoção, acompanhado do conseqüente choro. Depois as crianças correm até Jesus, que as acaricia, e com isso Ele reencontra o seu sorriso, como se reproduzisse em si aquelas alegrias inocentes. Uma menina quer colocar na cintura dele um ramalhete de flores, que ela apanhou nos prados, “ porque sua veste fica mais bonita assim”, diz ela, e Jesus a deixa fazer isso, apesar dos Apóstolos estarem resmungando e por isso Jesus diz: “ Mas ficai contentes porque elas me amam! E o amor das crianças tira as tristezas do meu coração.”
Ao mesmo tempo, chegam, e vêm vindo no meio dos peregrinos Jesus, que havia descido da montanha, e o escriba João que vem de sua casa com muitos empregados trazendo cestas de pão, outros trazendo azeitonas, pequenos queijos e um cordeirinho, ou cabritinho, assado especialmente para o Mestre. Tudo é colocado aos pés dele, que cuida de distribuí-los, dando a cada um um pão, um pedaço de queijo e um punhado de azeitonas. Mas, uma mãe, que traz ainda ao peito um menino gorducho, que está rindo com os seus dentinhos novos, Ele dá com o pão um pedaço de cordeiro assado, e o mesmo faz com outros dois ou três, que parecem estar necessitados de um alimento especial.
“Mas isso é para Ti”, diz o escriba.
“Eu irei saboreá-lo, não duvides. Mas vê... se Eu sei que a tua bondade é para muitos, em Mim aumenta o sabor”.
A distribuição termina, e o povo já está partindo o pão e reservando uma parte dele para as outras horas. Também Jesus bebe um pouco do leite que o escriba quis encher para Ele uma taça preciosa, ao tirar o leite de um frasquinho que é trazido por um dos servos (parece um bilha).
“Mas, Tu me deves contentar, dando-me a alegria de ouvir-te”, diz João, o escriba, que foi saudado por Hermes com grande respeito, e com respeito ainda maior por Estevão.
“Não irei negar-te isso. Vem cá para a frente”, e Jesus, tendo-se encostado no monte, começa a falar.
“A vontade de Deus nos deteve neste lugar, porque ir para adiante, depois da caminhada que já fizemos, teria sido uma violação dos preceitos e motivo de escândalo. E que isto não aconteça nunca, enquanto a Nova Aliança não for escrita. É justo santificar as festas e louvar o Senhor nos lugares de oração. Mas todo o criado pode ser lugar de oração, desde que as criaturas saibam fazê-lo com sua elevação para o Pai. A Arca de Noé, à deriva sobre as águas, foi lugar de oração, o lugar de oração para Jonas foi o ventre da baleia. Foi lugar de oração a casa do Faraó, enquanto José nela morou, e a tenda de Holofermes para a casta Judite. E não era tão consagrado ao Senhor o lugar corrompido onde vivia como escravo o Profeta Daniel, consagrado por causa as santidade do servo que santificava aquele lugar, a ponto de merecer as altas profecias sobre o Cristo e o Anticristo, chaves dos tempos de agora e dos últimos tempos? Com maior razão, santo é este lugar que, por suas cores, pelos seus perfumes, pela pureza do seu ar, pela riqueza de seus trigais e pelas pérolas de suas orvalhadas, fala de Deus Pai e Criador, e diz: “Eu creio. E vós também credes, porque nós damos testemunho de Deus.” Seja ele para nós a sinagoga, neste sábado e nele leiamos as páginas sobre as corolas e as espigas, tendo como lâmpada sagrada o sol.
Eu vos falei de Daniel. Disse-vos: “Seja este lugar a nossa sinagoga”. Isto nos faz lembrar do jubiloso “bendizei” dos três santos jovens entre as chamas da fornalha: “Céus e águas, orvalhos e geadas, gelos e neves, fogos e cores, luzes e trevas, relâmpagos e nuvens, montes e colinas, todas as coisas germinadas, passarinhos, peixes e feras, louvai e bendizei o Senhor, juntos com os homens de coração humilde e santo”. Este é um resumo do cântico santo que tanto ensina aos humildes e santos. Podemos rezar e podemos merecer o Céu em qualquer lugar. Nós o merecemos, quando fazemos a vontade do Pai.
Quando este dia começou, fizeram-me observar que, se tudo vem da vontade de Deus, também os erros dos homens são queridos por Ele. Isto é um erro e um erro muito difundido. Haverá um pai que possa querer que seu filho se torne condenável? Não pode. O que vemos, até nas famílias, são alguns filhos que se tornaram condenáveis, mesmo tendo eles um pai justo, que lhes mostra o bem que se deve fazer e o mal do qual se deve fugir. E ninguém que seja reto, acusa aquele pai de ter incitado o filho para o mal.
Deus é Pai, os homens são os filhos. Deus mostra o bem e diz: “Eis que eu te ponho nesta contingência para o teu bem”, ou também quando o Maligno e os homens seus servos procuram infelicidade para o homem, Deus diz: “Eis que nesta hora penosa tu ages assim, e, assim fazendo, este mal vai servir para um eterno bem.” Vos aconselha. Mas não vos força. E então se alguém, mesmo sabendo qual é a vontade de Deus, prefere fazer tudo ao contrário, pode-se dizer que esse oposto é que é a vontade de Deus? Não se pode.
Amai a vontade de Deus. Amai-a mais do que a vossa e segui-a contra as seduções e potências das forças do mundo, da carne e do demônio. Também essas coisas têm aas suas vontades. Mas em verdade Eu vos digo que é bem infeliz quem a elas se apega. Vós me chamais de Messias e Senhor. Vós dizeis que me amais e me cantais hosanas. Vós me seguis, e isso parece amor. Mas, em verdade, Eu vos digo que nem todos entre vós entrarão comigo no Reino dos Céus. Mesmo entre os meus mais antigos e próximos discípulos, haverá aqueles que ali não entrarão, porque muitos farão a sua vontade, e a vontade da carne, do mundo e do demônio, mas não a do meu Pai. Não quem me diz: “Senhor! Senhor!” entrará no Reino dos Céus, mas os que fazem a vontade de meu Pai. Somente esses entrarão no Reino de Deus.
Dia virá no qual Eu, que vos estou falando, depois de ter sido Pastor, serei Juiz. Que não vos iluda o aspecto atual. Agora meu cajado reúne as almas dispersas e é doce para vos convidar a vir ás pastagens da Verdade. Então o cajado será substituído pelo cetro do Juiz Rei, e bem outro vai ser o meu poder. Não com doçura, mas com uma justiça inexorável, é que Eu irei separar as ovelhas apascentadas pela Verdade das que misturaram a Verdade com o erro, ou nutriram-se somente com o erro. Uma primeira vez e depois ainda uma outra Eu farei isso. E ai daqueles, entre a primeira e a segunda aparição  diante do Luiz, não se tiverem purificado, pois não poderão mais purificar-se dos seus venenos. A terceira categoria não se purificará. Pena alguma conseguiria purificá-la. Ela quis somente o erro e que no erro fique.
E mesmo entre estes, ainda haverá quem gema dizendo: “Mas como Senhor? Nós não profetizamos em teu nome, em teu nome não expulsamos os demônios, em teu nome não fizemos muitos prodígios?” E Eu, naquele momento, com toda a clareza, lhes direi: “Sim, vós ousastes revestir-vos com o meu Nome a fim de parecerdes ser quem não éreis. Quisestes fazer passar o vosso satanismo, como se estivésseis vivendo vossa vida em Jesus. Mas os frutos de vossas obras vos acusa. Onde estão os que vós salvastes? As vossas profecias, onde foi que se cumpriram? Os vossos exorcismos, a que conclusão chegaram? Os vossos prodígios, que cúmplices tiveram? Oh! bem que tem poder o meu inimigo! Mas não é maior do que o meu. Ele vos ajudou, mas foi para fazerdes maior presa e, por vosso trabalho, o círculo dos pervertidos pela heresia cresceu muito. Sim, vós fizestes prodígios. E até aparentemente, maiores do que os dos verdadeiros servos de Deus, os quais não são estriões para fazerem as multidões ficarem embasbacadas, mas têm uma humildade e uma obediência que fizeram ficar maravilhados os anjos. Estes, os meus verdadeiros servos, com suas imolações, não criam fantasmas, mas os destroem nos corações, estes, os meus verdadeiros servos, não se impõem aos homens, mas mostram Deus às almas dos homens. Eles não fazem mais que a vontade do Pai, e levam os outros a cumpri-la, assim como a onda impele e atrai a onda que a precede e a que a segue, sem precisar colocar-se em um trono, para dizer a elas: “Prestai atenção!” Eles, os meus verdadeiros servos, fazem o que Eu digo, sem pensar senão em fazê-lo e as suas obras têm um sinal meu, uma paz inconfundível, de humildade e ordem. Por isso, Eu posso dizer-vos: estes são os meus servos, a vós, Eu não vos conheço. Ide-vos embora, para longe de Mim, vós todos praticantes de iniqüidades.
Isso será o que direi, então. E será esta uma palavra terrível! Tomai cuidado para que não a mereçais, e vinde pelo caminho seguro, ainda que difícil, da obediência, para alcançardes a glória do Reino dos Céus.
Agora, gozai do vosso repouso do sábado, louvando a Deus com todo o vosso ser. A paz esteja com todos vós.”

(O Evangelho como me foi Revelado – Maria Valtorta – Vol. 3 – pg 141 a 145)