“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

domingo, 31 de dezembro de 2023

MARIA EVANGELIZA PEDRO

 




MARIA EVANGELIZA PEDRO

 

“Mestre! Mestre!

“Que queres Simão?”

“Murmurei contra Judas, e te havia prometido não fazê-lo mais. Perdoa-me.”

“Sim. Procura não fazê-lo mais.”

“Tenho ainda 489 vezes para ter o teu perdão...”

“Mas, que é que estás dizendo meu irmão?”, pergunta espantado, André.

E Pedro, com um brilho de esperteza em seu rosto bondoso, encurva o pescoço por baixo do pesado saco que vai sendo levado por João de Endor, e diz: “E não te lembras de que Ele disse que perdoemos setenta vezes sete? Portanto, eu tenho ainda em haver 489 perdões. E vou trazer a conta bem feita...”

Todos se riem, e até Jesus é obrigado a sorrir, mas lhe diz: “Farias melhor em fazer a conta de todas as vezes que sabes ser bom, grande menino que tu és.”

Pedro se aproxima de Jesus e, com o braço direito abraça Jesus pela cintura, dizendo: “Meu caro Mestre! Como estou feliz por estar contigo sem... Deixa para lá! Tu também estás contente... E Tu entendes o que eu quero dizer. Estamos entre nós. Também aí está a tua Mãe. Aí está este menino. Vamos indo para Cafarnaum. A estação é bela... Aí estão cinco razões para estarmos alegres; Oh! É realmente belo estar contigo! Onde é que vamos ficar esta tarde?”

“Em Jericó.”

“No ano passado foi aí que vimos a mulher velada. Mas, quem sabe o que aconteceu com ela?... Eu estaria curioso para saber... E encontramos também aquele das vinhas...” A risada de Pedro é contagiosa, de tão sonora que é. Todos riem, lembrando-se da cena do encontro com Judas de Keriot.

“Mas tu és incorrigível, Simão”, censura-o Jesus.

“Eu não disse nada, Mestre. Mas deu-me vontade de rir, ao lembrar-me da cara dele, quando o encontramos lá... nas vinhas dele...”

Pedro está rindo com tanto prazer, que tem que parar, enquanto os outros vão indo na frente, ainda sob o frouxo do riso.

Pedro é alcançado pelas mulheres. Maria pergunta com doçura: “Que tens, Simão?”

“Ah! Eu não posso dizer, porque cometeria uma outra falta de caridade. Mas... aí está, Mãe, dize-me uma coisa, tu que és sábia. Se eu faço uma insinuação, ou pior, digo uma calúnia, eu peco com certeza. Mas, se eu me rio de uma coisa conhecida por todos, ou de um fato, também conhecido por todos, um fato que faz rir, como, por exemplo, a surpresa de um mentiroso e o seu embaraço, as suas desculpas, e tornar a rir, como nós já rimos, é também um mal?”

“É uma imperfeição na caridade. Não chega a ser um pecado como a  maledicência e a calúnia, e nem mesmo como a insinuação, mas é sempre uma falta de caridade. É como um fio puxado para fora de um tecido. Não chega propriamente a fazer um rasgo, nem a estragar o pano. Mas é sempre uma coisa que desfaz a integridade dele e sua beleza, tornando fácil nele a formação de rasgões e buracos. Não te parece?”

Pedro esfrega a própria fronte, e diz, um pouco humilhado: “Parece-me que sim. Nunca havia pensado nisso.”

“Pensa nisso agora, e não o faças mais. Há risadas que ofendem mais a caridade do que bofetadas. Alguém errou? E nós o pegamos em culpa de mentira, ou de outra coisa? E, então? Para que ficar relembrando aquilo? Ou fazer que aquilo ele se lembre? Baixemos um véu sobre as culpas do irmão, pensando sempre assim: “ Se fosse eu o culpado, gostaria que outra pessoa ficasse lembrando minha culpa, e fizesse que ela fosse lembrada?” Existem vergonhas íntimas, Simão, que fazem sofrer muito. Não fiques sacudindo a cabeça. Eu sei o que queres dizer... Mas também os culpados as têm, podes crer. Parte, parte sempre deste pensamento: “Gostaria eu disso?” E verás que nunca mais pecarás contra a caridade. E terás sempre muita paz em ti. Olha lá Marziam, como está pulando feliz e cantando. É porque ele não tem em seu coração nenhum pensamento contra a caridade. Ele não tem que pensar nos lugares para onde iremos, nem nas despesas, nem nas palavras que há de dizer. Ele sabe que outros estão pensando em todas as coisas por ele. Faze assim também. Deixa tudo para Deus. Também o julgamento das pessoas, enquanto podes ser como um menino, que o bom Deus conduz, porque hás de querer carregar-te com o peso de ter que decidir e julgar? Virá o momento em que deverás ser juiz e árbitro, e então dirás: “ Ah! Como a vida era fácil antes, e menos perigosa!”, e te chamarás de estulto, por teres querido carregar-te antes de tão grande responsabilidade. Julgar! Que coisa difícil! Ouviste o que disse Síntique, há dias? “As pesquisas por meio dos sentidos são sempre imperfeitas.” Ela falou muito bem. Muitas vezes nós julgamos pelas reações dos sentidos, e por isso, com grande imperfeição. Deixa de julgar..."

(Valtorta – Vol. 4-411/412) 


terça-feira, 12 de dezembro de 2023

O NASCIMENTO DE JESUS



O NASCIMENTO DE JESUS

Vejo ainda o interior deste pobre refúgio rochoso, onde José e Maria encontraram o abrigo que compartilharam com animais. Um pequeno fogo está cochichando junto com o seu guardião. Maria levanta um pouco a cabeça, e olha. Vê José com a cabeça inclinada sobre o peito, como se estivesse pensando, e ela mesma também fica pensando que o cansaço possa ter vencido a boa vontade que ele tem de ficar o tempo todo acordado. Maria sorri com um sorriso cheio de bondade e, fazendo menos barulho que uma borboleta, se põe sentada e, depois de sentada, se põe de joelhos. E reza com um sorriso feliz em seu rosto. Reza de braços abertos, não propriamente cruzados, mas quase, e com as palmas viradas para o alto e para frente, e nem parece ficar cansada naquela penosa posição. Depois, se prostra com o rosto contra o feno, em uma oração ainda mais intensa. É uma longa oração.

José desperta. Vê que o fogo está quase apagado e a gruta está ficando escura. Joga um punhado de gravetos bem finos, e a chama se ergue de novo; procura depois uns galhos mais grossos, porque o frio deve ser de gelar. É o frio da noite severa de inverno, que entra por todos os lados da gruta. O pobre José, perto da porta (chamamos assim de porta a abertura sobre a qual está estendido seu manto) deve estar se enregelando. Ele aproxima as mãos da chama, desata as sandálias, aproxima também os pés. Procura aquecer-se. E, quando o fogo já está bem vivo, sua luz firme, vira de costas. Mas agora não vê nada, nem mesmo a brancura do véu de Maria, que antes formava uma linha clara sobre o feno escuro. Põe-se de pé, lentamente, vai-se aproximando da enxerga.

- Não estás dormindo, Maria?" - ele pergunta. Faz a mesma pergunta três vezes, até que Maria estremece, e lhe responde:

- Estou rezando.

- Não estas precisando de nada?

- Não, José.

- Procura dormir um pouco. Ou, pelo menos, descansar.

- Vou procurar. Mas rezar não me cansa.

- Até logo, Maria.

- Até logo, José.

Maria volta à sua posição. José, para não cair de novo no sono, põe-se de joelhos perto do fogo, e reza. Reza apertando as mãos sobre o rosto. Tira-as, cada vez que ele precisa ir alimentando o fogo, e depois volta à sua fervorosa oração. Com exceção do barulho da lenha que crepita no fogo e do burrinho que, de vez em quando, bate um casco no chão, não se houve mais nada. Um pouco de luar está entrando por uma fenda do teto, e parece uma lâmina de alguma prata imaterial, que se vai aproximando de Maria. A lâmina vai-se alongando, à medida que a lua vai ficando mais alta no céu e, finalmente a alcança. Agora, já está sobre a cabeça da orante, ornando-a com uma auréola de luz.

Maria levanta a cabeça, como se tivesse sido chamada por uma voz do céu e se põe de novo de joelhos. Oh! Como é belo aqui. Maria ergue de novo a cabeça que parece estar brilhando, a luz branca da lua, e um sorriso não humano a transfigura. Que é que ela estará vendo? Que estará ouvindo? Que estará experimentando? Somente Ela poderia dizer o que está vendo, ouvindo e o que experimentou na hora esplendorosa da sua Maternidade. Eu vejo apenas como, ao redor Dela, a Luz cresce, cresce, vai crescendo sempre mais. Parece descer do Céu, parece sair das pobres coisas que estão ao redor Dela, mas parece ainda mais que emanem Dela mesma, ainda mais.

Sua veste, de um azul escuro, parece agora de um suave celeste de miosótis. Suas mãos e seu rosto parecem ficar de um azul muito delicado, como os de alguém que fosse colocado sob o foco de uma imensa safira clara. Esta cor me faz lembrar, ainda mais tênue, as cores que eu vejo do Santo Paraíso, e também a cor que eu vi na visão da chegada dos Magos, uma cor que se vai difundindo por sobre as coisas todas e as vestes, e as vai purificando todas, e tornando-as resplandecentes.

A luz, que se desprende sempre mais do corpo de Maria, absorve a luz da lua, e parece que Ela atrai para si toda a luz que lhe pode vir do céu. Agora Ela já é a Depositária da Luz. É Ela que deve dar esta Luz ao mundo. E esta Luz beatífica, incontrolável, imensurável, eterna e divina, está para ser dada, e se anuncia como uma aurora, uma luz que vem crescendo, como um coro de átomos que vem aumentando, aumentando, como a maré que sobe, e sobe como a nuvem do incenso, para descer depois como uma enchente e estender-se como um véu...

O teto, cheio de fendas, teias de aranha, de entulhos que em cima se estendem para frente, e que estão em equilíbrio por um milagre de estática, esse teto que estava antes tão enegrecido, esfumaçado e repelente, está parecendo agora o teto de uma sala real. Cada uma das grandes pedras é um bloco de prata, cada fenda é como um lampejar de opalas, cada teia de aranha é um baldaquim precioso, confeccionado com prata e diamantes. Uma lagartixa grande e verde, que está dormindo em letargia entre duas pedras, parece um colar de esmeraldas esquecido lá por uma rainha. Um cacho de morcegos, também em letargia, parece um precioso lampadário de ônix. O feno que está na manjedoura de cima, já não é mais uma erva: são fios e mais fios de prata pura, que tremulam no ar com a graça de uma cabeleira solta.

A manjedoura de baixo está com sua madeira de cor escura transformada em um bloco de prata brunida. As paredes estão cobertas de um brocado no qual a alvura da seda desaparece sob o bordado opalino do relevo, e o solo.. Que é o solo agora? É como um cristal que tem acendido em si uma luz branca. As saliências são como rosas de luz projetadas em homenagem ao solo; e os próprios buracos são vasos preciosos, de onde devem emanar aromas e perfumes.

E a luz vai-se tornando cada vez mais forte. Ela já está insuportável para a nossa vista. A Virgem desaparece nela, como se estivesse sendo absorvida por um véu incandescente.. E dele surge a Mãe.

Sim, quando a luz volta a ser suportável aos meus olhos, vejo Maria já com o Filho recém-nascido nos braços. Um pequenino, todo róseo e gorducho, que agita os braços e esperneia. Tem as mãozinhas do tamanho de botões de rosa e seus pezinhos caberiam na corola de uma rosa. Ele solta vagidos em sua vozinha tremula, como um cordeirinho que acaba de nascer, abrindo a boquinha, que mais parece um moranguinho selvagem e mostrando a lingüinha que bate repetidamente contra o véu palatino. Move a cabecinha loira, que me parece quase sem cabelos, essa cabecinha redonda que a Mamãe sustenta na palma da mão, enquanto olha o menino e o adora, chorando e rindo ao mesmo tempo e se inclina para beijá-lo não em sua cabecinha, mas em seu peito, onde está batendo seu coraçãozinho, batendo por nós. É nesse coração que um dia haverá uma Ferida. E Maria, com antecipação, já medica tal ferida, com seu beijo imaculado de Mãe. O boi, despertado pela claridade, levanta-se, fazendo um grande barulho com seus cascos, e muge, enquanto o burrinho vira a cabeça e urra. É a luz que os desperta, mas eu gosto de pensar que eles quiseram saudar o Seu Criador, por si mesmos, mas também por todos os animais.

Também José que, quase extasiado, estava rezando de um modo tão recolhido, que nem sabia dar notícia do que estava acontecendo ao redor dele, também ele volta a si da oração e, por entre os dedos das mãos, que estão unidas sobre o rosto, vê filtrar-se aquela estranha luz. Tira, então, as mãos do rosto, levanta a cabeça e se vira para trás. O boi, que agora se pôs de pé, está escondendo Maria. Mas ela diz: "José, vem cá".

José se aproxima dela. E, ao ver, para dominado por um sentimento de reverência, e está para cair de joelhos lá mesmo no lugar em que está. Mas Maria insiste, dizendo: "Vem cá, José" e, firmando a mão esquerda sobre o feno, com a direita Ela segura apertado contra o seu coração o menino e se levanta, indo ao encontro de José, que vem caminhando à maneira de um trôpego, embaraçado por causa do contraste entre o seu desejo de andar e o temor de estar sendo irreverente. Aos pés do catre, os dois esposos se encontram e olham um para o outro num só e feliz pranto.

"Vem, vamos oferecer Jesus ao Pai", diz Maria. E, enquanto José se ajoelha, Ela se põe de pé entre dois troncos que sustentam o teto, levanta o Filho em seus braços, e diz: "Eis-me aqui, senhor. Por Ele, o Deus, eu te digo esta palavra. Eis-me aqui para fazer a tua vontade. E com Ele, eu, Maria e José, meu esposo. Eis-nos aqui, nós teus servos, senhor! Seja feita sempre por nós, em toda a hora e em todos os acontecimentos, a tua vontade, para a tua glória e pelo teu amor". Depois, Maria se inclina e diz: "Pega-o, José", e lhe oferece o Menino. "Eu? E tu o entregas a mim? Oh! Não! Eu não sou digno". José está completamente apavorado, e se sente aniquilado, só diante da ideia de ter que tocar em Deus. Mas Maria insiste com ele, sorrindo: "Tu és bem digno disso, sim. Ninguém o é mais do que tu. Por isso é que o Altíssimo te escolheu. Toma-O, José, e segura-O, enquanto eu vou buscar as roupinhas."

José, vermelho como escarlate, estende os braços e pega aquele embrulhinho de carne que está gritando de frio, e quando já está com Ele nos braços, não se deixa mais levar pela vontade de tê-lo afastado do corpo pelo respeito, mas o aperta ao coração, dizendo numa grande explosão de pranto: "Oh! Senhor! Oh! meu Deus!".

Ao inclinar-se para beijar-lhe os pezinhos, percebe que eles estão frios e, então, senta-se no chão e o põe em seu colo e, com a veste marrom e com suas mãos, procura cobri-lo, aquecê-lo e defendê-lo do vento frio da noite. Ele bem que gostaria de ir para perto do fogo, mas por lá passa aquela corrente de ar, que entra pela porta. É melhor ficar entre os animais que servem de escudo contra o ar, e que produzem calor. E, assim pensando, vai ficar entre o boi e o jumento, e se coloca com as costas para a porta, inclinando-se sobre o Recém-Nascido, fazendo do seu peito um nicho, cujas paredes laterais são: uma cabeça cinzenta com longas orelhas e um grande focinho branco, com um nariz que solta um vapor quente, e com os olhos úmidos e cheios de bondade.

Maria abriu o baú, e dele tirou linhos e cueiros. Depois foi para perto do fogo e aqueceu os paninhos. Agora Ela vai a José, envolve o Menino naqueles tecidos mornos e no seu véu para proteger-lhe a cabecinha.

"Onde vamos colocá-lo agora?", ela pergunta.

José está olhando ao redor, pensativo...

"Espera", diz ele. "Vamos afastar os animais um pouco para lá, e o feno deles também. Depois jogamos para baixo aquele feno que está lá em cima e o colocamos aqui dentro. A madeira da beirada protegerá o Menino do ar frio, o feno lhe servirá de travesseiro, e o boi com seu hálito o aquecerá um pouco. Para isso é melhor o boi. Ele é mais paciente e sossegado". E José põe mãos à obra, enquanto Maria nina o seu Menino, apertando-o ao coração, e conservando sua face sobre a cabecinha para dar-lhe mais algum calor.

José atiça o fogo, sem economizar mais a lenha, para conseguir uma boa chama, esquentar o feno, e à medida que o vai enxugando, para que não se esfrie, o vai colocando no peito. Depois, quando já apanhou o bastante para fazer um colchãozinho para o Menino, vai até à manjedoura e o põe, de modo a tomar a forma de um pequeno berço.

"Está pronto", diz ele. "Agora precisaríamos de uma coberta, para cobrir o Menino, pois o frio está forte."

"Toma o meu manto", diz Maria.

"Mas tu ficarás com frio"

"Oh! Não faz mal! O cobertor é áspero demais. O manto é macio e quente. Eu não tenho frio algum. Mas quero que Ele não sofra mais!".

José pega, então o grande manto de lã macia, de cor azul clara, e o coloca dobrado sobre o feno, com uma beirada que fica pendurada para fora da manjedoura. Assim, o primeiro leito do Salvador ficou pronto.

E a Mãe, com passos cheios de graça e de doçura, o leva e lá o coloca com a beirada pendente do manto, ajeitando-o também ao redor da cabecinha descoberta que já começou a afundar-se no feno, protegida contra sua aspereza apenas pelo leve véu de Maria. Permanece descoberto somente o rostinho do tamanho do punho de um homem, e os dois, inclinados sobre a manjedoura, o ficam olhando felizes, enquanto Ele dorme o seu primeiro sono, porque o calor bom dos cueiros e do feno lhe acalmou o choro, e o doce Jesus conciliou o sono. (Valtorta-Vl.1)

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

A IMINÊNCIA DA LARGADA DO PRIMEIRO CAVALEIRO DO APOCALIPSE

 



A IMINÊNCIA DA LARGADA DO PRIMEIRO CAVALEIRO DO APOCALIPSE

 

Ap 6:2 – “E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.” (APOSTASIA)

 

Esta publicação é a sequência do entendimento anterior: “Tudo indica que o Aviso será em 2024”. E de fato as Profecias nos conduziam para a deflagração do Aviso em 2024, visto que se daria o resultado herético do Sínodo da Sinodalidade em outubro de 2023. Mas foi alterado. Houve uma promulgação no Vaticano, assinado por Bergoglio, protelando o fim do Sínodo para outubro de 2024. Com isso muda o ano início do Grande Cisma, o qual será formalmente promulgado pela Igreja, com o fim da sacralidade da Eucaristia, entre outros absurdos litúrgicos. Um novo juramento será imposto aos sacerdotes da Igreja, forçando-os à aceitar as mudanças. A partir deste juramento não estaremos mais diante da Igreja Católica Tradicional, mas diante da Abominação desoladora da Nova religião mundial do Anticristo.

Com esta inusitada mudança o ano do Aviso também muda. Como as Profecias de Garabandal dizem que o Aviso vai ocorrer num ano par, depois do Cisma, consequentemente ficou ajustado para 2026.

As Profecias estão se afunilando de uma certa forma com o passar dos meses, que se torna quase inconcebível pensar em outra protelação.

Quais são as Profecias já concretizadas que antecedem o fim do Sacrifício Perpétuo?

1.      - Este atual Sínodo é o que foi profetizado em Garabandal, onde as videntes afirmaram que depois de um Sínodo importante viria o Aviso, num ano par.

2.      - O Cisma ocorre antes do Aviso. Profecia de Garabandal: “De acordo com várias entrevistas realizadas tanto com as videntes como com pessoas próximas a elas, foi dito o seguinte: 'Quanto ao Aviso, e antes que ele aconteça, a situação na Igreja será muito ruim, a ponto de ocorrer um evento que será doloroso e devastador. De fato, Serafin, o irmão mais velho de Conchita Gonzalez, disse que ouviu sua irmã Conchita (uma das quatro videntes) durante um êxtase, anunciando que o Aviso viria depois de um doloroso dilaceramento da Igreja, "uma espécie de cisma". Assim, o Aviso vindouro será associado a um mistério doloroso que perfurará a Igreja. Como uma falsa igreja ecumênica e herética que tomará conta de quase toda ela e perseguirá a verdadeira, composta por um remanescente fiel que preservará os dogmas e defenderá o depósito perene da Fé.”

3.      - Esta guerra atual iniciada entre Rússia e Ucrânia, estendida agora para o Oriente Médio entre Israel e Irã, é a guerra profetizada donde surgirá o “homem da Paz”, o Anticristo. Conforme as Profecias de Jesus à Maria Divina Misericórdia.

4.      - O último Papa verdadeiro da Terra faleceu, o Katejon: Bento XVI, aquele que impedia a aparição pública do Anticristo. Conforme as Profecias de Garabandal sobre o último Papa verdadeiro da Terra, e Tessalonicenses 2:6.

5.      - O Falso Profeta, o Anticristo Eclesiástico já está sentado na cadeira de Pedro. Confirmando a Profecias de La Salete, Maria Divina Misericórdia e outros.

6.      - Roma já perdeu a fé e se tornou a sede do Anticristo. O Vaticano é atualmente a sede provisória do Anticristo Bergoglio, mas será destruída, e uma nova sede monumental será construída em Roma para honrar a Besta. Profecia de La Salete combinada com as Profecias de Jesus à Maria Divina Misericórdia.

Observem que, com estas Profecias já estabelecidas, o que falta para o dia do Cisma ocorrer, dando a largada para o Primeiro Cavaleiro é unicamente devido a vontade de Deus.

Também temos outra Profecia indicando uma data que corresponde a sequência escatológica dos eventos finais:

Mensagem dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, recebida pelo Discípulo em 29 de setembro de 2022, em Caborca, Sonora, México. Mensagem do discípulo.

“Filhos do Altíssimo, o Avatar da Nova Era já chega e se apodera do templo e do trono de Deus.  O inominável que subjugará os reinos iníquos e escravos do pecado. Ó filhos do Altíssimo, abrais vossos olhos e vede que o implacável Avatar controlará as ações dos homens, dominará as inteligências e todos os meios de comunicação virtual, todos os meios virtuais estarão sob seu domínio e ação. Submeterá mais inteligências por meio da fatídica antena em frequência 5G, por isso 5 grandes antenas atrairão a carga magnética de cinco planetas.

O anticristo, o Maitreya, entra no trono do usurpador e prejudica a muitos porque se apresenta diante dos povos como facilitador e propõe solucionar de imediato os problemas mundiais da humanidade. Ó Remanescente fiel, não olheis em seus olhos nem escuteis sua voz, porque ele vos arrastará para a  perdição se o fizerdes.

O Grande Aviso está para chegar. Ó povo fiel, Remanescente de Deus Altíssimo, não tenhais medo, não temais aos que destroem os Sacrários e os templos. Antes do Grande Aviso haverá perseguição religiosa pelo novo Avatar da Nova Era, fará sua declaração iniciando em 9 de novembro. O anticristo fará uma declaração pública e entregará assim aos líderes religiosos depois de abolir o Santo Sacrifício Eucarístico, a abominação, será a abolição do Lugar Santo. Então, todos os povos e nações cairão sob o domínio da maior heresia que sairá de Roma pela boca de traidores, será a queda da Santa Sé e Roma será assaltada, massacrada e destruída. Mas o Justo Juiz que está às portas dotará Seu povo fiel com a Sagrada Eucaristia, protegerá a estirpe de Maria Santíssima e sereis atendidos por nós, os Arcanjos.”

Como agora temos a confirmação de que o Sínodo terminará em outubro de 2024, a promulgação do fim do Sacrifício Perpétuo se dará em 9 de novembro de 2024, ou 9 de novembro de 2025, e a consequente perseguição religiosa, conforme esta Profecia. A palavra Avatar usada neste texto profético, significa aquele que foi possuído por espíritos malignos. Maitreya é o nome do Anticristo político, e seu lacaio é o Avatar da Nova Era: O falso Papa.

Depois deste dia do grande Cisma, visto que surgirá uma nova religião, totalmente contrária a verdadeira Igreja de Cristo, o Falso Papa vai usar de sua “infalibilidade”, para perseguir, punir, excomungar, todos aqueles que forem contrários as mudanças heréticas outorgadas por ele. E a Igreja de Cristo se dividirá.

Se não houver outra protelação nas datas, os eventos escatológicos futuros seriam os que já foram Profetizados anteriormente. Se o Aviso ocorrer de fato, como tudo indica, em abril de 2026, eis que se configuram os seguinte eventos:

1.      - Declaração do Papa com o Novo Juramento em 9 de novembro de 2024, ou 9 de novembro de 2025, configurando a dessacralização da Igreja.

2.      - Nas duas primeiras semanas de abril de 2026 ocorre o Aviso.

3.      - Uma semana depois ocorre o milagre nos pinos de Garabandal. (2026)

4.      - Algumas semanas ou meses depois, a quebra da bolsa de valores do mundo. (2026)

5.      - Logo em seguida a sequência da guerra atual culminando com a Terceira Guerra mundial com bombas atômicas. (2026)

6.      - Em sequência a aparição pública do “homem da paz”, o Anticristo apaziguando a guerra e solucionando os problemas no Oriente Médio. (2026)

7.      - Implantação da Política mundial, da Religião mundial, da moeda única (Marca da Besta) (2027)

8.      - Volta de Jesus (2028 ou 2029)

Esta sequência escatológica é a mesma dos quatro Cavaleiros do Apocalipse:

Primeiro Cavaleiro – Apostasia.

Segundo Cavaleiro – Guerra.

Terceiro Cavaleiro – Fome.

Quarto Cavaleiro – Anticristo.

Temos outra Profecia esclarecendo como será feito o comprometimento dos Sacerdotes para aceitar o Cisma.

Recebido domingo, 18 de agosto de 2013, 17:45, Mensagem 884 do Livro da Verdade. Jesus a Maria da Divina Misericordia: “Minha muito amada filha, o plano do Falso Profeta, para enganar o clero do mundo, já começou. Sob o pretexto de uma renovação e regeneração da Igreja Católica, todo o clero dentro desta Igreja, será enviado para retiros, para incentivá-los a aceitar o novo apostolado. Isso irá tornar-se generalizado e a muitos será dito que o objetivo é para unir todos no mundo, em nome da justiça. Será dito a eles nesta nova missão, para abraçar os pobres do mundo e se esforçarem para fazer a unidade. Será pedido a eles para jurar fidelidade, através de um novo juramento, para manterem-se fieis à Igreja. Não pedirão a eles para colocarem sua fé em Mim ou à Minha Santa Palavra. Em vez disso, eles vão jurar fidelidade aos novos líderes auto-proclamados, que tomaram posse da Cadeira de Pedro.”

Existe um enigma, um mistério na Profecia do Cisma que é necessário desvendar para entender os tempos finais.  

Daniel 8:13-14 – “Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do contínuo sacrifício, e da transgressão assoladora para que seja entregue o santuário, e o exército, a fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”.

Nesta Profecia de Daniel, está relacionando o Cisma, ou seja, o fim do Sacrifício contínuo com a transgressão assoladora, ou seja, a implantação da Nova Religião mundial. Isso nos faz pensar que para dar início aos últimos três anos e meio, é preciso ocorrer estes dois eventos. A formalidade do Cisma na Igreja vem antes, obviamente, e consequentemente será promulgada oficialmente ao mundo a nova religião mundial do Anticristo. Eis o mistério fundamental para entender o tempo exato do início do fim. São dois eventos simultâneos, um dependente do outro.

Quanto a Daniel 12: 11-12- “E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias. Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias “.

Nesta outra Profecia de Daniel acontece o mesmo entendimento posterior. Primeiro é tirado o Sacrifício contínuo, para depois ser posta a Abominação desoladora, que é esta Nova Religião ecumenista que surgirá dentro da Católica com a Maçonaria Eclesiástica.

 Mateus 24:15 – “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, entenda;”

Já nesta Profecia de Jesus, Ele somente vincula o surgimento da Abominação da Desolação: da Religião mundial ecumenista, como fundamental para saber que o tempo do fim estará muito próximo. Dando a entender que é a partir deste acontecimento que devemos contar os últimos três anos e meio, antes de sua segunda vinda.

Este é um grande mistério, que devemos nos ater para chegar ao correto entendimento do início da Grande Tribulação. E como vimos no início, não sabemos ainda se o Cisma formal se dará em 9 de novembro de 2024 ou em 2025, para podermos, a partir desta data, contar os últimos três anos e meio. Dependemos da soltura do Primeiro Cavaleiro do Apocalipse, da Apostasia, para dar sequência a soltura dos demais Cavaleiros.

Que a elucidação das consciências venha logo.

Antonio Carlos Calciolari