“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

COMPARAÇÃO ENTRE OS PECADORES CONVERTIDOS E OS QUE NÃO PECARAM



COMPARAÇÃO ENTRE OS PECADORES CONVERTIDOS E OS QUE NÃO PECARAM

...Depois, subindo para o alto da escadaria de uma casa, faz o seu gesto habitual de abrir os braços, gesto de que Ele faz uso antes de começar a falar, e para impor silêncio. E, tendo-o conseguido, recolhe as dobras do seu manto que, com aquele gesto abriu-se sobre o peito, conserva-o firme com a esquerda, enquanto abaixa a direita, como no gesto de quem faz um juramento, e diz:
“Escutai, ó cidadãos de Jericó, as parábolas do Senhor, e cada um depois as medite em seu coração, e delas tire, com que nutrir o seu espírito. E o podes fazer, porque não é de ontem, nem do mês passado, nem mesmo desde o outro inverno, que vós conheceis a palavra de Deus. Antes que Eu fosse Mestre, João, meu precursor, vos havia preparado para a minha vinda, e, depois que Eu vim, os meus discípulos araram sete e mais sete vezes este chão, para semear nele toda a semente que Eu lhes havia dado. Portanto, vós podeis compreender a palavra e a parábola.
A que compararei Eu aqueles que, depois de terem sido pecadores, se convertem? Eu os compararei a uns doentes, que ficam sãos. E a que compararei os outros, que publicamente não pecaram, ou então, raros como pérolas negras, nunca cometeram, nem mesmo ocultamente, culpas graves? Eu os compararei a pessoas sãs. O mundo é composto dessas duas categorias. Tanto em seu espírito, como na carne e no sangue. Mas, se iguais são as comparações, diferente é o modo que o mundo usa com os doentes curados, que estavam doentes em sua carne, do modo que ele usa para com os pecadores convertidos, isto é, com os doentes em seu espírito, e que voltam a ter saúde.
Nós vemos que, quando por exemplo, um leproso que é o doente mais perigoso, e o mais isolado por ser perigoso, obtém a graça da cura, depois de ter sido examinado pelo sacerdote e purificado, é readmitido no convívio das pessoas, até os da sua cidade se congratulam com ele, porque ficou são, porque ressuscitou para a vida, para a família, para os negócios. Grande festa se faz na família e na cidade, quando alguém que era leproso consegue obter graça e sarar! É uma competição o que se faz os parentes e os concidadãos, para levar-lhe isto ou aquilo, e procuram saber se ele está só ou sem casa, ou sem móveis, e lhe oferecem cama ou mobília, e todos dizem: “Ele é um predileto de Deus. O dedo de Deus o curou. Prestemos-lhe, pois, uma homenagem, honremos Aquele que o criou, e recriou.” É justo fazer assim. Mas quando, desventuradamente, alguém tem os primeiros sinais da lepra, com que amor angustiado os parentes e os amigos o acumulam de ternuras, enquanto ainda é possível fazê-lo, como que para dar-lhe tudo de uma vez, o tesouro dos afetos que lhe teriam dado durante muitos anos, para que ele o leve consigo, para o seu sepulcro de vivo.
Mas, por que então, não se faz assim com os outros doentes? Um homem começa a pecar, e seus familiares, e sobretudo os concidadãos, não o estarão vendo? Por que então, não procuram com amor, arrancá-lo do perigo do pecado? Uma mãe, um pai, uma esposa, uma irmã, ainda o fazem, mas é mais difícil que o façam os irmãos, e não digo que o façam os filhos do irmão do pai ou da mãe. Os concidadãos, afinal, só sabem criticar, escarnecer, xingar, ficar escandalizados, exagerar os pecados do pecador, mostrá-lo com o dedo, conservá-lo afastado como um leproso aqueles que são mais justos, ou, então tornaram-se seus cúmplices, para gozarem ás costas dele aqueles que não são justos. Mas não há, a não ser raramente nem uma boca, e muito menos um coração que vá ao infeliz com piedade e firmeza, com paciência e amor sobrenatural, e se empenhe em frear a queda dele no pecado. E como? Por acaso não é mais grave, verdadeiramente grave e mortal, a doença do espírito? Não nos prima ela, e para sempre, o Reino de Deus? A primeira das caridades para com Deus e para com o próximo não deve ser este trabalho de curar um pecador para o bem de sua alma e para a Glória de Deus?
E, quando um pecador se converte, para que aquela obstinação de julgá-lo, aquele quase amargurar-se por ter ele voltado á saúde espiritual? Será porque vedes desmentidos os vossos prognósticos certos de condenação de um vosso concidadão? Mas vós deveríeis sentir-vos felizes com isso, porque quem está desmentindo é o Deus misericordioso, que vos dá a medida de sua bondade, para dar-vos coragem em vossas culpas mais ou menos graves. E, por que ficar persistindo em querer ver que está sujo, desprezível, digno de ficar em isolamento, aquilo que Deus e a boa vontade de um coração fazem puro, admirável, digno de estima dos irmãos, antes de sua admiração? Bem que vos rejubilais se um boi vosso, um asno ou camelo, ou uma ovelha da grei, ou o pombo preferido se curam de uma doença. Bem que vos alegrais, se um estranho, de cujo nome mal vos lembrais, porque os ouvistes falar no tempo em que ele ficou isolado como leproso, mas tendo saído do isolamento curado. E, por que então não vos alegrais com essas curas do espírito, com essas vitórias de Deus? O Céu se alegra, quando um pecador se converte. O Céu: Deus, os Anjos puríssimos, aqueles que não sabem o que é pecar. E vós, vós homens, quereis ser mais intransigentes do que Deus?
Tornai, tornai justo o vosso coração, e reconhecei o Senhor, não somente como estando presente por entre as nuvens de incensos e os cânticos do Templo, no lugar onde somente a Santidade do Senhor, no Sumo Sacerdote, é que deve entrar, e deveria ser santo, como o seu nome o indica. Mas também no prodígio desses espíritos ressuscitados, desses altares reconsagrados, sobre os quais o amor de Deus desce com os seus fogos, para acender o fogo do sacrifício.
... E, se de um pecador que, há tempo, vos fez ver um espetáculo escandaloso, recebeis agora espetáculos edificantes, não queirais zombar dele, mas imitá-lo, porque nunca ninguém foi tão perfeito, que fosse impossível a um outro poder ensiná-lo. E o Bem é sempre uma lição que se acolhe, mesmo quando aquele que o está praticando, em tempos passados era objeto de reprovação. Imitai e ajudai. Porque assim fazendo dais glória ao Senhor, e demonstrareis que entendestes o seu Verbo. Não queirais ser como aqueles que em vossos corações vós criticais, porque as ações deles não correspondem ás suas palavras. Mas fazei que toda vossa boa ação seja o coroamento de toda vossa boa palavra. E, então verdadeiramente sereis olhados e ouvidos benevolamente pelo Eterno.”

(O Evangelho como me foi Revelado, Vol. 8, pgs. 131,132,133-Maria Valtorta)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

AGRADECIMENTO A DEUS


OBS: A minha netinha Lisbela já nasceu a algum tempo, mas ainda não tive tempo de agradecer a Deus.




 LISBELA ANJINHO DE DEUS


Presente de Deus em nossas vidas. Fruto do encontro de duas pessoas que se amam de verdade, que somente o Criador poderia unir. Recompensa do Céu não só para os jovens amantes, mas também para a vovó que sempre sonhou em ter uma menina. Seja bem vinda Lisbela, criança rodeada de amor. Como um pequenino botão de rosa, desponta para a vida, linda, perfeita, com a eternidade pela frente. Você vai conhecer a Nova Terra e um Novo Céu, muito mais lindo do que os atuais. Estará no lugar mais lindo do universo, em paz, conosco, com Deus.
Não precisa temer nada, porque já está tudo escrito no livro da Vida, e toda nossa família estará lá, nas páginas eternas do Céu, no convívio com Deus.
O que mais se pode almejar?
Felizes aqueles que fazem a vontade de Deus, porque encontrarão a felicidade sem fim. Felizes aqueles que rezam pelo próximo, porque encontrarão a companhia dos Anjos e dos cidadãos do Paraíso, numa comunhão com Deus.
Feliz sou eu, agraciado por Deus, para ser um dos condutores desta corrente do bem, recheada de graças e conquistas através das orações.
Anjinho de Deus na terra, vem, vem voar em espírito de luz para a Grande Luz que nos atrai para seu convívio. Existe um tesouro que não é deste mundo, supera todos os tesouros encontrados, e os que hão de ser encontrados, e você fará parte dele: do Reino de Deus.
Este é o meu querer, e a minha fé.
Bem vinda querida!
Obrigado meu Deus! Sei que foi Vós, ó Altíssimo.
Me recolho em obediência e oração.
Que seja feita a tua vontade e não a minha.

Antonio Carlos Calciolari

O HOMEM-DEMÔNIO JOÃO DE "DEUS"




O HOMEM-DEMÔNIO JOÃO DE “DEUS”

Com relação as obscenidades cometidas pelo médium Espírita João de Deus, já fiz inúmeros comentários aqui neste Blog a respeito desta seita maligna. Eu a considero a maior prova hoje em dia da existência dos demônios, onde eles se manifestam com possessões induzindo os infelizes invocadores de espíritos, pensarem que estão falando com entes queridos, mas na verdade são os próprios demônios que “falam” com eles.  Aquelas informações que somente o ente querido sabia do falecido, revelada pelo médium, nada mais é do que informação dos demônios do ar, que tentam o homem a milênios, e tudo sabem a respeito de quem já deixou esta vida. Caso João de Deus seja submetido a um exorcismo, com certeza inúmeros demônios iriam se manifestar rindo e debochando de todos. Toda pessoa que pratica invocação de espíritos, recebe como paga espíritos malignos, porque não foi permitido ao homem a comunicação extra terrena com os mortos. Deus nos pede para que deixemos os mortos em paz, pois o satânico veneno esta sempre a espreita para dominar as mentes destes invocadores. Somente Deus poderia permitir um contato com os mortos, por desejo Divino e nunca por um desejo humano.
Será que finalmente a ficha vai cair para os Espíritas? Depois de todas estas constatações de abusos sexuais, fortuna, contrabando de pedras preciosas, posse de armas de fogo, ameaças de morte, além da notória soberba intelectual, será que diante de tudo, ainda vão continuar a desobedecer a Deus praticando invocações de espíritos?
Ele dizia que era possuído pelo espírito de Augusto de Almeida, ou de Santo Inácio de Loyola, será? Acreditam mesmo que este Santo Católico defensor do seguinte pensamento:
“Olhai também para vossos próximos como imagens da Santíssima Trindade e capazes de sua glória, a quem serve o universo, templos vivos do Espírito Santo, membros de Jesus Cristo nosso Senhor, remidos com tantas dores, infâmias e o próprio sangue”.
“Não fales, não respondas, não medites, nada faças, enfim, sem antes pensares se aquilo agrada a Deus e serve para exemplo e edificação do próximo”. (Frases extraídas do livro “Cartas de Santo Inácio de Loyola”.)
Poderia mesmo estar no corpo de um polígamo, estuprador e mentiroso, um homem que pensava e agia completamente diferente? Como uma alma pura poderia “possuir” uma espúria? Contradições e mais contradições na informações dadas pelos espíritas, quanto mais se aprofunda na compreensão dos fatos, mais mentiras aparecem.
Vejam o caso de Chico Xavier, que diz ter escrito o livro Nosso Lar, por psicografia através de um espírito desconhecido, que não quis se identificar, dizendo para chamá-lo de André Luis. Este Nosso Lar é um suposto paraíso espírita, que não tem nada a ver com o Paraíso de Deus Uno e Trino Criador de tudo que existe. Neste suposto paraíso psicografado por este espírito desconhecido, não existem Anjos, Jesus, os Santos e Mártires e muito menos Nosso Senhora. Lá existem ônibus levando almas daqui para acolá, para a purificação ou preparação para uma nova reencarnação terrestre. Dá para acreditar nisso? É notório que se trata de um conto Satânico, este espírito desconhecido, só pode ser um demônio, pois eles trabalham para fazer desacreditar a doutrina de Jesus Cristo. Volto a dizer, os demônios são seres espirituais inteligentes, onde cada qual tem seu poder de interferência entre o que é extra-terreno e terreno. Também podemos dizer que todos os médiuns, bruxos e feiticeiros, sabem conscientemente que aquelas comunicações espirituais não são de Deus, mas mesmo assim continuam a exercer a “profissão”, por pura ganância, soberba, notoriedade e fama.
Reencarnação não existe. Se você é cristão, deve refletir sobre esta verdade, que é uma ofensa a Deus, pois indiretamente está dizendo que Deus não é capaz de julgar com justiça uma curta vida, ou uma única existência terrestre. A regra tem que ser igual para todos, uma vida, uma alma, uma existência terrestre, depois o julgamento individual, e no final dos dias, no último dia, o julgamento diante de toda a criação.
Quero lembrar também que Satanás está fazendo um grande esforço para se esconder, para não dar motivos para que acreditemos em sua existência, trabalha insistentemente para fazer desacreditar a existência do inferno, pois fazendo isto encoraja os homens a pecarem. A lógica deste maldito é: se não existe inferno, ele não existe, se ele não existe, não existe Deus nem o Paraíso.
Assim é a atuação das trevas espirituais sobre o comportamento humano, se há o interesse de um homem pelo oculto, e a ele se dedica, imediatamente os demônios se amontoam sobre o infeliz. Vejam que é sempre com o consentimento, com a vontade, o querer do homem na atuação demoníaca. O livre arbítrio é o divisor entre estar ou não sob influência perversa, ou livres e amantes da verdade. Deus não interfere na vontade do homem.
Tudo que é oculto não vem de Deus, e tudo que é sobrenatural vem de Deus.

Antonio Carlo calciolari

OBS: Homenagem sincera ao Padre Quevedo, incansável estudioso da parapsicologia e homem valente contra a doutrinação espírita no Brasil, desvendando com seus livros e pesquisas, estes charlatões espirituais.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

POR QUE CHORA CRISTÃO?




POR QUE CHORA CRISTÃO?

Por que chora cristão? Por que a tristeza invadiu teu coração? Talvez você não saiba, mas já és um vencedor. Dentro de teu coração o Espírito Santo toma conta, exalando sua flagrância, iluminando sua alma com o fogo do Amor maior, lavando, cuidando, renovando, purificando e elevando-o ao patamar dos Santos.
Por que chora então cristão, sabendo que a volta de Jesus é iminente? Sempre sonhamos com este grande acontecimento. Os Santos já cantam a volta do Cordeiro e os Anjos Celestiais tocam suas trombetas apocalípticas. E nada, nada vai impedir que as profecias se cumpram. Esta é a verdade verdadeira, única e eterna. Se continuar a chorar, será como tentar nadar onde não existe água, ou voar sem ter asas. Você é uma criança completamente inocente, sem qualquer tipo de pecado, pedindo misericórdia, pedindo perdão ou piedade a Deus. Acalme-se! Respire fundo! Sinta dentro de você o Amor. Sinta esta paz interior que te convida para vôos muito mais altos, na plenitude de sua consciência.
Entregue-se de corpo e alma a este fogo que não queima, mas que te acolhe e te abraça com os fulgores do Paraíso. Não coloque entraves em sua razão, pisoteie o orgulho, passe longe da soberba, e assuma sua posição intelectual perseverante e fiel aos ensinamentos de Jesus. Corra na velocidade da luz, sem hesitar, em direção a verdade eterna e santificadora.
Oh! Cristão, que chora por amor, por devoção, por êxtase espiritual, por achar que já esperou demais. Não se precipite em suas conclusões e entregue tudo nas mãos de Deus. Abra os olhos do coração e perceba que sua Alma, tua vizinha, se alegra por ti, embranquecida, quase translúcida, em retribuição aos teus bons pensamentos.
Não chore mais cristão de fé e esperança, porque se for assim vou chorar junto de ti, e nossas lágrima se juntarão as outras lágrimas de outros cristãos, na mesma situação, tomados pelo Espírito Santo, formando a fonte da esperança da vinda de nosso querido e amado Nosso Senhor Jesus Cristo, salpicando em ondas de pura alegria.
Por que então choras, se tens a beleza da flor,  selo de identificação do Amor de Deus Criador, essência do Amor. Vamos pois entrar em conversação com Deus, rezando, agradecendo por tudo que temos, por tudo que recebemos sem pedir, mas que por graça Divina nos foi concedida. Porque eu lhe digo uma verdade: Se o pedido é justo e honesto, a graça vem multiplicada e generosa.
Paz!
Paz!
Silêncio, o tempo já não é.

Antonio Carlos Calciolari

domingo, 16 de dezembro de 2018

A ANUNCIAÇÃO



Neste Natal, nada mais justo do que revelar, como foi a aceitação da Virgem Maria em ser a Mãe do Salvador da humanidade. A confirmação do propósito de Deus desde o início dos tempos, na aceitação de Maria, de Jesus em ser encarnado, para o bem de todos nós. A época da Graça chegou.

 A ANUNCIAÇÃO

 Em sua humilde casa herdada de seus pais Ana e Joaquim, na cidade de Nazaré.

 O canto de Maria se transforma em oração: - Senhor Deus Altíssimo, não tardes a mandar o teu Servo, que venha trazer a paz sobre a terra. Faz chegar o tempo e a virgem pura e fecunda, para a vinda do teu Cristo. Pai Santo, concede à tua serva que possa oferecer a sua vida para que isso aconteça sobre a terra, concede-me morrer, depois de ter visto a Tua luz e a Tua justiça sobre a terra, sabendo que a Redenção já se cumpriu. Ó Pai Santo, manda à terra o suspiro dos profetas. Manda a esta tua serva o Redentor. Que no dia em que cessar a minha vida, se abra para mim a tua morada, porque, as portas do céu já terão sido abertas pelo teu Cristo, para todos aqueles que em Ti esperaram. Vem, ó Espírito do Senhor! Vem aos teus fiéis, que te esperam! Vem, Príncipe da Paz!...-

O Anjo Gabriel aparece e diz:

- Ave, Maria, cheia de Graça, ave! Não tenhas medo... O Senhor está contigo. Bendita és tu entre todas as mulheres.
- Não tenhas medo, Maria! - Eu sou Gabriel, o Anjo de Deus. Meu Senhor me mandou a ti. Não tenhas medo, porque achaste graça junto de Deus. Eis que agora conceberás em teu ventre, e darás à luz um Filho, e lhe porás o nome de “Jesus”. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai. Ele reinará para sempre na casa de Jacó e o seu Reino nunca terá fim. Procura compreender, ó santa virgem amada do Senhor, filha bendita do Senhor, que foste chamada para ser mãe de seu Filho, o Qual tu gerarás. 
Diz Maria - Como poderá acontecer isso, se eu não conheço varão? Talvez o Senhor Deus não quer mais receber a oferta de sua serva, de ficar virgem por amor Dele? 
O Anjo Gabriel - Não serás mãe por obra de homem, ó Maria. Tu és a virgem eterna, a santa de Deus. O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com Sua sombra. Por isso, Aquele que nascer de ti, se chamará Santo, Filho de Deus. Tudo pode o Senhor nosso Deus. Isabel, a estéril, concebeu em sua velhice aquele que será o profeta do teu Filho, ele preparará o caminho para teu Filho. O Senhor tirou de Isabel o seu opróbrio, e os povos lembrarão dela, unida ao teu nome, como também o nome do filho dela ficará unido ao do teu, até o fim dos séculos. As nações vos chamarão bem-aventuradas, pela Graça do Senhor que veio a vós, e especialmente a ti, pois esta Graça chegou a todos os povos por meio de ti. Isabel já está em seu sexto mês, e o peso que ela carrega, a soergue até à alegria. Nada é impossível para Deus, Maria, cheia de Graça. O que devo ir dizer ao meu Senhor? Nenhuma dificuldade deverá perturbar-te. O Senhor defenderá os teus interesses, se confiares Nele. O mundo, o Céu, o Eterno estão esperando pela tua palavra!
E Maria diz:
- Eis aqui a serva de Deus. Faça-se de mim conforme a sua palavra.

(De Jesus a Valtorta, O Evangelho como me foi revelado)

Feliz Natal a todos!

Antonio Carlos Calciolari

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

O VERBO DE DEUS - A LUZ DO MUNDO





O VERBO DE DEUS


506 - No Templo, o contestado discurso que revela em Jesus a Luz do mundo.

Diz Jesus: “ Eu sou a luz do mundo, e quem me segue não caminhará nas trevas, mas terá a luz da vida.” E fica calado, depois de ter enunciado o assunto da pregação, que Ele vai desenvolver, como faz habitualmente, quando está para pronunciar algum grande sermão. Cala-se para dar tempo ao povo de decidir se o assunto lhe interessa, ou não, e dar também tempo àqueles aos quais o tema proposto não interessa, para que se vão embora. Dos ali presentes, ninguém foi-se embora. E até os fariseus, que estavam de pé na porta, ocupados em uma conversação dissimulada e mentirosa, e que se calaram, e forçaram sua entrada na sinagoga, com aquele rompante de costume, abrindo alas para o interior.
Depois que cessou todo aquele barulho, Jesus repete a frase que antes disse, com voz ainda mais forte e continua:
“Eu sou a luz do mundo, sendo Filho do Pai, que é o Pai da Luz. O Filho é sempre semelhante ao Pai que o gerou, e dele tem a mesma natureza. Igualmente Eu a Ele sou semelhante e tenho a natureza daquele que me gerou. Deus, o Altíssimo, o Espírito perfeito e infinito, é Luz de Amor, Luz de Sabedoria, Luz de Poder, Luz de Bondade, Luz de Beleza. Ele é o Pai das Luzes, e quem vive dele e nele, vê, porque está na Luz, assim como é do desejo de Deus que as criaturas vejam. Ele deu aos homens inteligência e sentimento, para que eles pudessem ver a Luz, isto é, a Ele mesmo, e compreendê-la e amá-la. E deu aos homens olhos para que pudessem ver a coisa mais bela entre as coisas criadas, a perfeição dos elementos, aquelas coisas pelas quais se torna visível a Criação, a que é uma das primeiras ações de Deus Criador, e traz o sinal mais visível daquele que a criou, a luz incorpórea, brilhante, extasiante, consoladora, necessária, como é o Pai de todos: Deus Eterno e Altíssimo.
Por uma ordem de seu pensamento, Ele criou o firmamento e a terra, isto é, a massa da atmosfera e a massa do pó, o incorpóreo e o corpóreo, o que é leve e o que é pesado, mas ambos ainda pobres e vazios, ainda informes, porque encobertos pelas trevas e vazios ainda de astros e de vida.
Mas, para dar á terra e ao firmamento sua verdadeira fisionomia, para fazer deles duas coisas belas, úteis, aptas para o prosseguimento da obra criadora, o Espírito de Deus, que pairava sobre as águas, e que fazia um Ser com o Criador que criava e o Inspirador que o impelia a criar, a fim de poder amar não somente a Si mesmo no Pai e no Filho, mas também um número infinito de criaturas com os nomes de astros, planetas, águas, plantas, flores, animais que voam, que saltam, que se arrastam, que correm, que pulam brincando, que sobem e finalmente o homem, o mais perfeito entre as criaturas, mais perfeito que o sol, porque tem a alma; alem de ter a matéria, a inteligência além do instinto, a liberdade além da ordem, o homem semelhante a Deus pelo Espírito, semelhante ao animal pela carne, o semideus que se torna Deus pela graça de Deus e por sua própria vontade, o ser humano que, se quiser, pode transformar-se em Anjo, o mais amado das criaturas sensíveis, pelo qual, mesmo sabendo que é pecador, antes que existisse o tempo, preparou o Salvador, a vítima no Ser amado sem medida, no Filho, no Verbo, pelo qual tudo foi feito, mas para dar á terra e ao firmamento sua verdadeira fisionomia, como Eu dizia, mas que o Espírito de Deus, pairando sobre o cosmo, grita, e é a Palavra que, pela primeira vez se faz ouvir: “Que exista a luz”, e eis a luz, boa, saudável, forte durante o dia, mais atenuada durante a noite, mas imperecível, enquanto existir o tempo.
O oceano de maravilhas, que é o trono de Deus, o seio de Deus. Deus tira a jóia mais bela e é a luz que vem á frente da jóia mais perfeita, que é a criação do homem, no qual não está uma jóia de Deus, mas está o próprio Deus, com o seu sopro inspirado sobre o barro, para fazer dele uma carne, uma vida e um herdeiro no Paraíso Celeste, onde Ele espera os justos e os filhos, para felicitar-se neles, e eles Nele.
Se no início da criação Deus quis a luz sobre suas obras, e se para fazer a luz se serviu de sua palavra, se Deus aos mais amados dá a sua semelhança mais perfeita, a luz, luz material alegre e incorpórea, a luz espiritual sábia e santificante, poderá ter deixado de dar ao Filho do seu amor aquilo que é Ele mesmo? Aquele no qual Ele, desde a eternidade Ele se compraz, o Altíssimo deu tudo, e do tudo Ele quis que fosse a primeira e poderosíssima a Luz, porque sem esperarem subir ao Céu, os homens conhecessem a maravilha da Trindade, o que faz que os céus cantem em alegres coros, cantem pela harmonia de alegria admirável, que sentem os Anjos ao olharem para a Luz, isto é, para Deus, Luz que enche o Paraíso, e o faz ser a felicidade de todos os seus habitantes.
Eu sou a Luz do Mundo. Quem me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da Vida.
Assim como a luz sobre a terra informe permitiu a vida ás plantas e aos animais, assim a minha Luz permite aos espíritos a Vida Eterna. Eu, a Luz que eu sou, crio em vós a Vida e a mantenho, a aumento, vos recrio nela, e vos transformo, vos levo para a morada de Deus, por caminhos de sabedoria, de amor, de santificação. Quem tem em si a luz, tem Deus em si, porque a luz é uma só coisa com a caridade, e quem têm caridade tem a Deus. Quem tem em si a luz, tem Deus em si a Vida, porque Deus está onde é bem acolhido o seu Filho dileto.”
Um dos fariseus diz: “Tu dizes palavras sem fundamento. Quem foi que viu o que é Deus? Nem mesmo Moisés viu a Deus, porque sobre o Horeb, mal ele soube que era Deus que estava falando do meio da sarça ardente, cobriu o próprio rosto. E também nas outras vezes não pôde vê-lo, por entre os fulgores ofuscantes. E, tu dizes que já viste a Deus? A Moisés, que apenas o ouviu falar, ficou-lhe um resplendor no rosto. E tu que luz é que tens no rosto? Tu és um pobre Galileu, de rosto pálido, como a maior parte de nós. Tu és um doente cansado e magro. Em verdade, se tivesse visto a Deus, e Ele te amasse, não serias como um que está para morrer. Queres tu dar a vida, quando não a tens, nem mesmo para ti?”, e sacodem a cabeça, apiedando-se ironicamente dele.
“Deus é Luz, e Eu sei qual é a sua Luz, porque os filhos conhecem os seus pais e porque cada um conhece a si mesmo. Eu conheço a meu Pai, e sei quem Eu sou. Eu sou a Luz do mundo. Eu sou a Luz, porque meu Pai é Luz, e me gerou, dando-me a sua natureza. A Palavra não é diferente do Pensamento, porque a palavra expressa o que o intelecto pensa. E, afinal, vós não conheceis mais os profetas? Não vos lembrais de Ezequiel, e principalmente de Daniel? Descrevendo a Deus, visto na visão, sobre o carro de quatro animais, diz o primeiro: “Sobre o Trono estava um que em seu aspecto parecia um homem e, dentro dele, e ao redor dele, eu vi uma espécie de âmbar amarelo, com uma aparência de fogo, que resplandecia ao redor, com o aspecto do arco-íris, quando se forma na nuvem em dia de chuva. Tal era o aspecto do esplendor ao redor.” E Daniel diz: “Eu estava observando, antes de se terem levantado dos tronos e de ter-se assentado, o Antigo em dias. Suas vestes eram brancas como a neve, e seus cabelos como uma lã alva. Vivas chamas formavam o seu Trono, e as rodas do sei Trono eram fogo ardente. Um raio de fogo escorria velozmente diante de sua face.” Assim é Deus, e assim é que Eu estarei, quando vier julgar-vos.”
O fariseu diz: “O teu testemunho não é válido. Tu dás testemunho de ti mesmo. Por isso, que valor tem o teu testemunho? Para nós ele não é verdadeiro.”
“Ainda que Eu preste testemunho a favor de Mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque Eu sei de onde vim, e para onde vou, mas vós não sabeis nem de onde Eu vim, nem para onde vou. Vós considerais sabedoria o que vedes. Mas Eu conheço tudo o que é desconhecido pelo homem, e vim para que vós também o conheçais. Por isso é que Eu disse que sou Luz. Porque a luz é que faz conhecer o que estava escondido no escuro. No céu há luz, mas na terra domina as trevas, e escondem as verdades aos espíritos, porque as trevas odeiam aos espíritos dos homens e não querem que eles conheçam a verdade, nem as verdades a fim de que se santifiquem. E papa isso é que Eu vim. Para que tenhais a Luz e, portanto a Vida. Mas vós não me quereis acolher. Vós quereis julgar o que não conheceis, e isso não podes julgar, porque está muito mais alto do que vós, e é uma coisa incompreensível para quem quer que não a contemple com os olhos do espírito, um espírito humilde e alimentado pela fé. Mas vós julgais segundo a carne. E por isso não podeis estar na verdade em vosso julgamento Eu, ao contrário, não julgo a ninguém, sempre que Eu possa abster-me de julgar. Eu olho para vós com misericórdia, e rezo por vós. Para que vós abrais à Luz. Mas, quando Eu devo julgar mesmo, então o meu julgamento é verdadeiro, porque Eu não estou sozinho, mas estou com o Pai, que me enviou, e Ele vê, lá de sua glória, o interior dos corações. E, como Ele vê o vosso, vê também o meu. E, se Ele visse em meu coração um julgamento injusto, por amor a Mim e pela honra da justiça, Ele me adverteria. Mas Eu e o Pai julgamos de um só modo, e por isso somos dois, e não somente para julgar e testemunhar. Em vossa lei está escrito que o testemunho de duas testemunhas, que afirmam a mesma coisa, deve-se aceitar como verdadeira e válido. Portanto Eu dou testemunho de minha natureza, e comigo o Pai me enviou testemunhar a mesma coisa. Por isso, o que Eu digo é verdade.”
O fariseu: “Nós não ouvimos a voz do Altíssimo. Tu dizes que Ele é teu Pai...”
“Ele falou de mim no Jordão...”
O fariseu: “Está bem. Mas não estavas Tu sozinho no Jordão. Estava lá também João. Podia estar falando dele. Pois era um grande profeta.”
“Vós vos condenais com vossas próprias bocas. Dizei-me: quem é que fala pelos profetas?”
O fariseu: “O Espírito de Deus.”
“E para vós João era profeta?”
O fariseu: “E um dos maiores, se não o maior.”
“E, então, por que não crestes nas palavras dele, e não credes em nós? Ele me mostrou como o Cordeiro de Deus, que veio cancelar os pecados do mundo. A quem o interrogava se ele era o Cristo, ele dizia: “Eu não sou o Cristo, mas sou aquele que o precede. Atrás de mim vem alguém que na realidade vem a minha frente, porque ele já existia antes de mim, e eu não o conhecia, mas Aquele que se apoderou de mim, desde o ventre de minha mãe, e que me falou no deserto, me disse: “Aquele sobre o qual vires descer o Espírito Santo, É Ele que batizará com o Espírito Santo e com o fogo.” Não vos recordais disso? E, no entanto muitos de vós estáveis presentes... Por que é então que não credes no profeta, que me mostrou, depois de ter ouvido as palavras do Céu? Será que isso é o que Eu devo dizer ao meu Pai, que o seu povo não crê mais nos profetas?”
O fariseu: E onde é que está o teu pai? José, o carpinteiro, dorme, há anos no sepulcro. Tu não tens mais pai.”
“Vós não conheceis nem a mim, nem a meu Pai. Mas, se Me quisésseis conhecer, conheceríeis também o meu verdadeiro Pai.”
O fariseu: “És um possesso e um mentiroso. És um blasfemador, querendo sustentar que o Altíssimo é Teu Pai. E merecias ser apedrejado, como manda a Lei.”
Os fariseus e outros do Templo gritam ameaçadoramente, enquanto as pessoas olham para eles com olhares cheios de ira, querendo defender o Cristo.
Jesus olha para ele, sem acrescentar nenhuma palavra, e depois sai do salão por uma portinha lateral, que dá para um pórtico.

(O Evangelho como me foi Revelado – Maria Valtorta - vol. 8, pgs. 45 a 51)

sábado, 22 de setembro de 2018

O DÉCIMO SEGUNDO MANDAMENTO



O DÉCIMO SEGUNDO MANDAMENTO

De Jesus à Valtorta, O Evangelho como me foi Revelado, Vol. 7. Pg. 199.

Diz Jesus:

“Ouvi. Foi-vos dito que Eu estou para deixar-vos. É verdade. Eu não o neguei. Mas, antes de deixar-vos, dou-vos este mandamento: o de vigiar-vos muito a vós mesmos, para conhecer-vos muito, e o de aproximar-vos sempre mais da Luz, para podermos ver-nos.
A minha palavra é Luz. Guardai-a em vós, e, quando na sua luz, descobrirdes manchas ou sombras, perseguí-as, para expulsá-las dos vossos corações. Aquilo que éreis antes que Eu vos conhecesse, não deveis selo mais... Antes, vós estáveis como que em um crepúsculo. Agora tendes a Luz em vós.
Olhai o céu pela manhã, quando a aurora o vem clareando, ele pode parecer estar sereno, só porque não está todo coberto por nuvens de tempestade. Mas, á medida que a luz vai aumentando, e o vivo clarão do sol se mostra do lado do oriente, eis que nossos olhos espantados, vêem como se vão formando umas manchas rosadas sobre o azul do céu. Que são elas? Oh! São umas leves nuvenzinhas, tão leves que pareciam estar lá só enquanto a luz era ainda incerta, mas ligeiras sobre o campo do céu. E lá estão, até que o sol as derreta e as anule com seu grande fulgor. Vós fazei assim com a vossa alma. Trazei-a sempre mais perto da Luz, para descobrirdes, toda névoa, ainda que muito leve, e depois conservai-a sob o grande Sol da Caridade, e a Caridade operará em vós contínuos prodígios.
Ide agora e sede bons...


Antonio Carlos Calciolari