“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O QUE É A ALMA?


O QUE É A ALMA?


Maria Valtorta viu e ouviu o que se segue por um milagre de Deus.

Então, que é que queres saber?
Nós não sabíamos que tínhamos uma alma. Isto é, nós pelo menos devíamos sabê-lo, porque os nossos antigos... Éramos uns animais. E já não sabíamos mais o que é essa alma. E nem agora o sabemos. Que á a alma? Será talvez a nossa razão? Não o cremos, porque em tal caso teríamos ficado sem ela, e temos ouvido dizer que sem a alma não há vida. E, então, que é essa alma, que nos dizem ser incorpórea, que dizem que é imortal, se ela não é a razão? O pensamento é incorpóreo. Mas ele não é imortal, cessando com a nossa vida, Mesmo o mais sábio, já não pensa mais depois da morte.
A alma não é o pensamento homem! A alma é o espírito, é o princípio imaterial da vida, o princípio impalpável, mas verdadeiro, que anima todo o homem, e que continua depois do homem. Por isso se diz que ela é imortal. E é uma coisa tão sublime, que até o mais poderoso dos pensamentos é um nada em comparação com ela. O pensamento tem um fim. Feliz, ou condenada, ela continua a existir. Felizes aqueles, que sabem conservá-la pura, ou fazer que fique pura de novo, depois de a terem tornado impura, a fim de entregá-la ao seu Criador, como Ele a deu ao homem, a fim de animar a sua humanidade.
Mas ela está em nós ou acima de nós, como o olho de Deus?
Está em nós.
Em nós? Na prisão, em nós até a morte, como uma escrava?
Não. Ela é Rainha. No pensamento eterno, a alma, o espírito é o que reina no homem, nesse animal, que foi criado, e que se chama o homem. Ela veio do Rei e Pai de todos os reis e pais, ela é o seu sopro e sua imagem, é um dom e um direito dele, tendo como missão a de fazer da criatura chamada homem, um rei do grande reino eterno, de fazer da criatura chamada homem um deus depois desta vida, um “vivente” na morada do Altíssimo e único Deus, e foi criada Rainha, com a autoridade e o destino de uma Rainha. Suas servas são todas as virtudes e as faculdades do homem, seu servo é o pensamento, servo e aluno é o pensamento do homem. É do espírito que o pensamento adquire poder e verdade, adquire justiça e sabedoria, e pode elevar-se a uma posição régia. Um pensamento privado da luz do espírito estará sempre com lacunas e trevas, não podendo nunca compreender verdades que, para quem está separado de Deus, por ter perdido a realeza da alma, são mais incompreensíveis do que os mistérios. E será cego o pensamento do homem, será ele um hebetado, se estiver faltando o ponto básico, a alavanca indispensável para compreender, para elevar-se, deixando a terra, e atirando-se para o alto, ao encontro da Inteligência, do Poder, da Divindade, em uma palavra.
Eu falo assim a ti, Demetes, porque não estiveste sempre trabalhando como cambista e podes compreender e explicar aos outros.
És verdadeiramente um vidente Mestre. Não, eu não tenho sido somente um cambista... Mas esse foi o último degrau da minha descida... Dize-me Mestre. Se, porém a alma é Rainha, porque então que ela não reina, o não domina mau pensamento e a má carne do homem?
Dominar não seria nem liberdade, nem merecimento. Seria opressão.
Mas o pensamento e a carne oprimem também a alma, eu falo de mim, de nós, fazem dela uma escrava muitas vezes. Por isso é que eu perguntava se ela estava em nós em forma de escrava. Como pode Deus permitir que uma coisa tão sublime, pois Tu a definiste como o “sopro de Deus” e imagem Dele, seja aviltada pelo que é inferior a ela?
No pensamento Divino estava estabelecido que a alma não conhecesse escravidão. Mas Tu te esqueces do inimigo de Deus e do homem? Os espíritos inferiores são conhecidos por vós também.
Sim, e todos com intenções cruéis. E eu posso dizer que, lembrando-me do menino que eu era, somente com esses espíritos inferiores é que eu posso entender o homem que eu me tornei, e que eu fui, até chegar ás soleiras da velhice. Agora, eu me encontro com o menininho, que perdeu o caminho naquele tempo. Mas, poderei eu tornar-me de novo tão pequeno, a ponto de voltar á pureza? O caminho por onde se vai andando para trás, no tempo, porventura nos é permitido?
Não é preciso andar para trás. Tu não poderias fazer isso. O tempo passado não volta mais, nem se pode fazer que ele volte, nem nós podemos voltar a ele. Mas não é necessário.
Alguns de vós são de lugares onde é conhecida a teoria da escola pitagórica. Teoria cheia de erros. As almas, ao terminarem sua parada nesta terra, não voltam nunca mais a esta terra, em corpo nenhum. Nem do dos animais, não sendo conveniente que uma coisa tão sobrenatural, como ela é, venha habitar dentro de um animal bruto. Nem no corpo humano, porque não seria dado nenhum prêmio ao corpo que se reunisse com a alma no Último Juízo, se aquela alma tivesse tido vários corpos para vesti-la. Dizem os que crêem na teoria de que falamos, que será o último corpo que gozará, porque por sucessivas purificações, em vidas sucessivas, a alma somente na última encarnação é que atinge a perfeição, digna de prêmio. Um erro e uma ofensa. Erro e ofensa contra Deus, ao admitir-se que Ele não tenha podido criar mais do que um número limitado de almas. Erro e ofensa contra o homem, julgando-o tão corrompido, que dificilmente possa merecer prêmio. Não haverá prêmio imediatamente, mas dever-se-á passar por uma purificação na outra vida, em noventa e nove por cento dos casos. Mas a preparação há de ser uma preparação para a alegria. Portanto quem se purifica, é já alguém que se salvou, e, tendo-se salvado, gozará a partir do último dia, também em seu corpo.
 Não poderá ter mais do que um corpo para sua alma, mais do que uma vida aqui, e , com o corpo que lhe deram seus procriadores, já com a alma que o Senhor criou para vivificar sua carne, gozará do prêmio.
Reencarnar-se não é concedido, como não é concedido retroceder no tempo. Mas, recriar-se, com um gesto de livre vontade, sim, isso é concedido, e Deus abençoa a essas vontades, e as ajuda. Todos vós as tivestes. Eis que agora o homem pecador, viciado, sujo, delinqüente, ladrão, corrupto, corruptor, homicida, sacrílego, submetendo-se ao banho do arrependimento, renascendo espiritualmente, destruindo a polpa corrompida do velho homem, acabando com o seu “eu” mental, ainda mais corrompido, como se a vontade de redimir-se fosse um ácido que ataca e destrói o invólucro frágil em que se guarda um tesouro, e põe a nu o próprio espírito, tendo-o purificado, saneado, revestido com um novo pensamento, com uma nova veste limpa, pura, rejuvenescida. Oh! Uma veste que pode aproximar-se de Deus, que pode dignamente cobrir a alma criada de novo, protegê-la e ajudá-la até chegar á super-criação desta que é a santidade completa, que amanhã, um amanhã talvez ainda distante se for olhado com uma mente e uma medida humana do tempo, e que está muito perto, se for contemplado com o pensamento na eternidade, será gloriosa no Reino de Deus. E todos podem, se quiserem, criar de novo em si um menino puro dos dias infantis, o menino amoroso, humilde, sincero, bom, que a mãe apertava contra o seio, que o pai olhava gloriando-se dele, que o anjo do Céu amava, e que Deus admirava com amor. As vossas mães! Talvez fossem mulheres de grande virtude. Deus não deixará sem prêmio a virtude delas. Trabalhai, para terdes uma assim, para vos reunirdes, quando para todos os virtuosos haverá um só prêmio: o Reino de Deus para os bons. Talvez não tinham sido boas, e tenham cooperado para vossa ruína, mas, se essas não o amaram, se vós não conheceis o amor, se a falta dele nos tornou maus, agora, que um amor Divino vos acolheu, sede Santos para poderdes, numa alegria Celeste gozar do Amor, que supera todos os outros amores.
(O Evangelho como me foi Revelado – Maria Valtorta, Vol 8, pgs. 193,194,195,196,197)


A paz de Jesus.

Antonio Carlos Calciolari.

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