“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

sábado, 29 de julho de 2017

O DIÁLOGO DE JESUS COM FILIPE


TERCEIRO ANO DA VIDA PÚBLICA DE JESUS

O DIÁLOGO DE JESUS COM FILIPE

O primeiro que o alcança é o Filipe, que, olhando para o mesmo lado para onde Jesus está olhando, lhe diz: “Que bonita é esta vista! E Tu a estás admirando...”
“Sim. Mas Eu não estava olhando somente para a beleza dela.”
“E para que mais, então? Talvez estivesses pensando em quando Israel foi grande, como aqueles lugares para lá do Líbano e do Oriente, que, durante séculos, nos têm afligido, e ainda nos afligem, porque lá é que está o coração do poder que nos oprime com o seu Legado? Tremenda é de fato a profecia sobre um deles feita por um e mais profetas: “Esmagarei p assírio na minha terra, e pisarei nele sobre minhas montanhas. Está é a mão estendida sobre as nações... E quem poderá detê-la?... Eis. Damasco deixará de existir e dela só sobrará um montão de pedras como uma ruína... Isto é o que tocará aqueles que nos saquearam.” Assim fala Isaias! E Jeremias diz: “Porei fogo sobre os muros de Damasco, e esse fogo devorará os muros de Benadab.” E isso acontecerá quando o Rei de Israel, o Prometido, receber o seu cetro, e Deus tiver perdoado o seu povo, ao dar-lhe o Rei Messias... E isto é o que diz Ezequiel “ Vós, montanhas de Israel, estendei os vossos ramos, levai os vossos frutos para o meu povo de Israel, porque ele está para voltar... A vós Eu conduzirei de novo o meu povo e ele te possuirá como uma posse hereditária... Não deixarei mais que se ouçam contra ti os ultrajes das nações...” E os salmos cantarão com Etan Esraíta: “Encontrei o meu servo Davi e o ungi com o meu óleo santo... A minha mão o assistirá. O inimigo nada poderá contra ele... Em meu nome ele crescerá em poder... Estenderá sua mão sobre o mar, e sobre os rios a sua destra... E Eu o farei meu primogênito e o soberano entre os reis da terra”. E Salomão assim canta: “Durará tanto, quanto o sol e a lua... Dominando de um ao outro mar, e do rio até às extremidades da Terra. Adorá-lo-ão todos os reis da terra, todos os povos lhe estarão sujeitos.”
Tu és o Messias, porque em Ti estão todos os sinais do espírito e da carne, todos, os sinais dados pelos profetas. Aleluia a Ti, Filho de Davi, Rei Messias, Rei Santo!”
Aleluia!, gritam em coro, os outros, que já se reuniram com Jesus e Filipe, e ouviram as palavras deste último. E o aleluia repercute, fazendo ecos de uma garganta até outra...
Jesus, muito triste, os fica olhando. E, em resposta lhes diz:
“Mas, não vos lembrais daquilo que diz Davi sobre o Cristo, e o que de Cristo diz Isaias... Tomais o doce mel, o inebriante vinho dos profetas, mas não pensais que para ser Rei dos reis, o Filho do Homem deverá beber o fel e o vinagre e vestir-se com a púrpura do seu Sangue. E o vosso erro em não compreenderdes é por causa do amor. Eu gostaria que em vós houvesse um outro amor. Mas, por enquanto, não podereis tê-lo. Séculos de pecado estão contra os homens, a impedir sobre eles a Luz. Mas a Luz derrubará as muralhas, e entrará em vós. Vamos.”
Voltam a vereda, que haviam deixado, para subirem para ao afastado altiplano, e vão descendo, apressados, para o vale. Os Apóstolos falam uns com os outros em voz baixa.
Depois, Filipe corre para a frente, chega até perto do Mestre, e lhe pergunta: “Eu te desagradei, Senhor? Eu não queria... Estás com raiva de mim?”
“Não, Filipe. Mas Eu gostaria que, pelo menos vós, compreendêsseis.”
“Estavas olhando para lá com tanto interesse.”
“Porque Eu estava pensando em quantos lugares ainda não me tiveram presente. E não me terão... porque o meu tempo vai-se acabando. Como é breve o tempo do homem! E como é lento o homem para agir! Como o espírito sente suas limitações da Terra! Pai, seja feita a sua vontade!”
“Mas todas as regiões das velhas tribos Tu as percorreste. Mestre meu. Pelo menos uma vez Tu as santificaste, e por isso se pode dizer que tiveste em tua mão as doze tribos.”
“Isto é verdade. Portanto, vós fareis o que o tempo não me permitiu fazer.”
“Tu, que fazes parar os raios, e que fiquem calmos os mares, não poderias fazer que o tempo andasse mais devagar?”
“Eu poderia, mas o Pai no Céu, o Filho na Terra e o Amor no Céu e na Terra ardem pelo desejo de realizar o Perdão”, e Jesus mergulha numa meditação profunda, que Filipe respeita, deixando-o sozinho, e indo reunir-se com os companheiros, aos quais conta o seu diálogo.


(de Jesus à Valtorta – O Evangelho como me foi Revelado, V0l. 7. Pg. 302 e 303)

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