O AMOR ANDOU NA TERRA E
SEU NOME ERA JESUS DE NAZARÉ
Jesus caminha pelos campos, subindo e descendo, conforme os
desníveis do monte. Está com sua veste de linho, porque sua última veste Ele a
deu a Samuel, mas leva também um pequeno manto, de um azul um tanto vivo, posto
sobre um dos ombros e enrolado no corpo, mas pouco apertado, e seguro por um
braço sobre o peito. A parte colocada sobre o braço flutua levemente ao vento
agradável, que está passando sobre a terra, e seus cabelos ondulados, sobre a
cabeça descoberta, cintilam ao sol. Ele vai indo, e, nos lugares em que há
meninos pequeninos, Ele se inclina sobre eles, para acariciar as cabecinhas
inocentes e ouvir as suas pequenas confidências e para admirar o que eles
correm para lho mostrar, como se fosse um tesouro.
Uma meninazinha, que ainda tropeça ao correr, de tão
pequenina que está, e fica embaraçada quando quer correr, pois sua pequena saia
é comprida demais para ela, e talvez a tinha ela herdado do irmãozinho que
nasceu antes dela. Mas afinal ela chega, toda sorridente, com uns olhos vivos,
e lhe mostrando seus incisivos por entre
os labiozinhos rosados, e segurando um maço de margaridinhas, um maço grosso
seguro nas duas mãos, com tantas margaridinhas,quantas possam segurar aquelas
mãozinhas tão delicadas e pequenas, e ela levanta o seu troféu, dizendo: “Para
Ti! É Teu. Para a mamãe, depois. Um beijo aqui!, e bate as mãos, que agora
estão livres do macinho, e que ela recebeu, com palavras de admiração e
agradecimento, sobre a boquinha, estando ela com a cabeça virada para trás, de
pé sobre os pezinhos descalços, quase perdendo o equilíbrio, com o inútil
tentativa de espichar sua pequenina pessoa até o rosto de Jesus, que se ri,
tomando-a nos braços, e indo com ela, acocorada lá em cima, como se fosse um
passarinho sobre uma árvore alta, enquanto que Ele vai indo para um grupo de
mulheres, que estavam lavando uns tecidos novos nas águas límpidas de um rio,
para estendê-los depois e alvejá-los ao sol.
As mulheres, inclinadas sobre a água, levantam-se para
saudá-lo, e uma delas diz sorrindo: “Tamar te foi perturbar... Mas ela está
desde o raiar do dia, colhendo flores, com a secreta esperança de ver-te
passar. Nem me deu nenhuma delas, porque antes queria dá-las a Ti.”
“Eu as considero mais
caras do que os tesouros do rei. Porque são inocentes como os passarinhos, e
dadas por uma inocente, tão inocente como as flores.”
Jesus beija a menina e a põe no
chão, saudando-a: “Venha a ti a graça do Senhor.” Saúda as mulheres, e
prossegue por seu caminho, saudando os agricultores ou os pastores, que o
saúdam dos campos e dos prados.
(De Jesus à Valtorta, Vol. 9. Pg. 67- O Evangelho como me foi
Revelado.)
OBS: Todas as passagens de Jesus em que Ele
encontrava crianças, havia um amor consensual e espontâneo dos pequeninos, um
desejo de estar perto de Jesus mesmo sem jamais tê-lo visto antes. Isto se
explica devido ao Amor-fonte estar em contato com o amor-gerado. Ou seja todos nós
temos a centelha de Deus que é a alma, mas nas crianças elas acabaram de ser
colocadas e são ainda puríssimas e sentem a presença do Criador numa
aproximação. São verdadeiros anjos na terra. Quando se diz que Deus é Amor, é a
mais pura verdade. E pode ser observada através destas passagens, ou com a
observação da obra de Deus que nos circunda.
Acham possível uma coisa se tornar bonita sem
o desejo de um construtor? É claro que a resposta é não. Já observaram a beleza
que existe nas plantas, nos animais, no universo e no próprio homem? Se houve o
desejo de se fazer uma coisa bonita, este desejo só pode ter partido de uma
fonte criadora amorosa, bondosa. Por que? Porque teve o desejo de agradar, de
agraciar os habitantes daquele lugar. E só o Amor criador poderia ter tal
desejo.
O ódio que é o inverso, mata, destrói, anula
e nada pode surgir com tal sentimento, ou desejo, que pode ser comparado com a
casualidade, com a espontaneidade no surgimento de vida, porque assim sugere
neutralidade, ausência de sentimentos bons, e de total incapacidade criadora.
Deus é Amor.
E o Amor é a maior força do universo.
E tem nome:
JAVÉ.
A paz de Jesus.
Antonio C. Calciolari.

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