“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

sábado, 7 de novembro de 2015

A ORAÇÃO DO VERBO DE DEUS PARA TODA A HUMANIDADE




A ORAÇÃO DO VERBO DE DEUS PARA TODA A HUMANIDADE

Diz Jesus:

“A paz esteja convosco, a vós todos que escutais.
A Páscoa santa reconduz os filhos fiéis à Casa do Pai. Parece esta nossa Páscoa bendita uma mãe que procura o bem de seus filhos, e que os chama em alta voz, para que venham, venham de todos os lugares, deixando de lado todos os cuidados, por causa de um cuidado maior. O único verdadeiramente grande e útil. É o cuidado de prestar homenagem ao Senhor e Pai. Por aí se compreende que somos irmãos. E por aí, com um testemunho suave, transparece a ordem e a obrigação de amar ao próximo como a nós mesmos. Será que nós nunca nos vimos? Nem nos conhecemos? Sim. Mas, se aqui estamos, é porque somos filhos de um único Pai, que nos quer em sua Casa para o banquete Pascal, e eis que, se não com os sentidos materiais, certamente com a nossa parte superior, percebemos que somos iguais, irmãos, vindos de Um só, e nos amamos por isso, como se tivéssemos crescido juntos. É a antecipação, esta nossa união de amor, da outra mais perfeita que gozaremos no Reino dos Céus, sob o olhar de Deus, todos abraçados pelo seu amor: Eu, Filho de Deus e do Homem, convosco, homens filhos de Deus. Eu, Primogênito, convosco, irmãos amados além de toda medida humana, até o ponto de fazer-me Cordeiro pelos pecados dos homens.
Mas nós que gozamos, no momento presente, desta nossa fraternal união na Casa do Pai, recordemo-nos também dos que estão longe, que também são nossos irmãos, no Senhor e na origem. Lembremo-nos deles. Tragamo-los em nossos corações, aos que estão ausentes, diante do santo altar. Rezemos por eles, recolhendo com o espírito as vozes distantes deles, sua vontade de estarem aqui e os seus anseios. E, assim como recolhemos esses anseios conscientes dos israelitas distantes, recolhamos também os das almas que pertencem a homens que nem sabem que têm uma alma, e que são filhos de Um só. Todas as almas do mundo gritam para Deus nas prisões dos corpos. Em um cárcere escuro elas gemem, procurando a Luz. E, nós que estamos na luz da verdadeira Fé, tenhamos piedade delas. Oremos:
Pai nosso, que estás nos Céus. Santificado seja por toda a humanidade o teu Nome! Conhecê-lo já é encaminhar-se para a Santidade. Faze que os gentios e os pagãos conheçam esta tua existência, ó Pai Santo, e, como os três sábios de outrora, num tempo já distante, mas não inativo, porque não é inativo nada daquilo que se relaciona com a vinda da Redenção ao mundo, venham a Deus, a Ti, Pai, guiados pela Estrela de Jacó, pela Estrela da Manhã, pelo Rei e Redentor da estirpe de Davi, pelo teu Ungido, já oferecido e consagrado para ser Vítima pelos pecados do mundo.
Venha o teu reino a todos os lugares, onde já te conhecem e te amam, e onde ainda não te conhecem. E venha sobretudo àqueles, que são três vezes pecadores, os que, mesmo te conhecendo, não te amam em tuas obras e nas manifestações de Tua Luz, e ainda procuram repelir e sufocar a tua Luz, que veio ao mundo, porque eles são almas das trevas, que preferem as obras das trevas, e não sabem que querer sufocar a Luz do mundo é fazer uma ofensa a Ti mesmo, porque Tu és a Luz santíssima, e Pai de todas luzes, começando daquela que se fez Carne e Palavra, para trazer a tua Luz a todos os espíritos de boa vontade.
Seja feita, ó Pai Santíssimo a Tua vontade por todos os corações que existem no mundo, isto é, que se salvem todos os corações, e para ninguém seja sem fruto o Sacrifício da Grande Vítima, pois esta é a Tua vontade: que o homem se salve e goze de Ti, Pai Santo, depois do perdão que está para lhe ser dado. Dá-nos os Teus auxílios, e Senhor, todos os teus auxílios. E dá-nos a todos os que estão esperando, aos que não sabem esperar, aos pecadores com o arrependimento que salva, dá-os, dá-os aos pagãos com o golpe do Teu chamado que os sacode, dá-os aos reclusos, aos exilados, aos doentes do corpo ou do espírito, dá-os a todos. Tu, que és Tudo, porque o tempo da misericórdia chegou.
Perdoa, ó Bom Pai, os pecados de teus filhos. Dá o perdão aos pecados do teu povo, que são os mais graves dos que são culpados, por quererem continuar no erro, enquanto o teu amor de predileção, pois foi justamente para com este povo, que Ele quis dar a sua Luz. E dá o perdão aos que estão embrutecidos por um paganismo corrompido, que ensina o vício e os mergulha na idolatria desse paganismo grosseiro e mefítico, enquanto entre eles ainda se encontram almas preciosas por sua pureza, e que são muito amadas por Ti, visto que Tu as criaste. Nós perdoamos. Eu perdôo primeiro, a fim de que Tu possas perdoar, e, sobre a fraqueza das criaturas, invocamos a Tua proteção, para que nos livres do Príncipe do Mal, do qual procedem todos os delitos, todas as idolatrias, todas as culpas, tentações e erros, às tuas criaturas.
Livra-os, ó Senhor do Príncipe horrendo, para que possam chegar à Luz eterna.”


(De Jesus à Valtorta, Vol. 6, pgs.13, 14)

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