“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

EU VEJO O QUE VÓS NÃO VEDES




EU VEJO O QUE VÓS NÃO VEDES

“Mas Tu dizes que é logo... Como? Mas Tu realmente vais ser imolado como um cordeiro. Não é uma linguagem figurada a tua? Pois a vida de Israel é toda tecida com símbolos e figuras?...”
“E tu quererias que assim fosse comigo. Mas a minha não é uma figura.”
“Não é. Tens certeza disso? Eu poderia... Muitos de nós poderíamos repetir gestos antigos e fazer de Ti o Messias ungido, e defender-te. Bastaria uma palavra e aos milhares e dezenas de milhares surgiriam logo os defensores do verdadeiro Pontífice santo e sábio. Não estou falando de um rei terreno, visto que agora eu sei que o teu reino é todo espiritual. Mas, uma vez humanamente fortes e livres não seremos nunca mais, pelo menos que seja a tua santidade que reja e restitua a saúde ao corrompido Israel. Ninguém, e Tu sabes disso, ninguém ama o atual sacerdócio, nem os que o sustém. Não o queres, Senhor? Dá tuas ordens, e eu as cumprirei.”
“Já muito te tens adiantado em teu pensamento, ó Manaém, mas ainda estás tão longe da meta, como a terra está do sol. Eu serei Sacerdote, e para sempre. Pontífice imortal em um organismo que Eu vivificarei até o fim dos séculos. Mas não será com óleo de alegria que Eu serei ungido, nem proclamando e defendido com a violência de atos desejados por um punhado de fiéis, para lanças a Pátria no mais feroz dos cismas, e torná-la mais escrava do que como nunca foi. A verdadeira Autoridade, que me ungirá Pontífice e Messias é a daquele que me mandou. Nenhum outro, a não ser Deus, poderia ungir a Deus como Rei dos reis e Senhor dos senhores para sempre.”
“Então, nada? Nada que fazer? Oh! Que dor!”
“Tudo. Amar-me. Nisto está tudo. Amar, não a criatura que se chama Jesus, mas o que é Jesus. Amar-me com a humanidade e com o espírito, assim como Eu, com o Espírito e a Humanidade vos amo, para estardes comigo acima da Humanidade.
Olha que bela aurora. A luz pacífica das estrelas não chegava até aqui dentro. Mas a luz triunfante do sol, sim. Assim acontecerá com os corações daqueles que chegarem a amar-me com justiça. Vem aqui fora. No silêncio do monte, livre de ficar ouvindo vozes humanas, já roucas, devido aos seus interesses. 
Olha lá aquelas águias como, em longos vôos, se afastam indo em busca de presas. Estamos vendo aquela presa? Não. Mas elas sim. Porque o olho da águia é mais poderoso do que o nosso e, lá do alto onde ela se move livremente, ela vê um grande horizonte, e sabe escolher o que quer. Eu também. Eu vejo o que vós não vedes e, do alto onde paira o meu espírito, Eu sei escolher as minhas agradáveis presas. Não para dilacerá-las, como fazem os abutres e as águias, mas para levá-las comigo. E seremos muito felizes lá no Reino de meu Pai, nós que nos amamos!...”
E Jesus que, falando, foi saindo para ir assentar-se ao sol, na entrada da caverna, tendo a seu lado Manaém, e o puxa para Si, em silêncio, sorrindo, talvez por alguma visão que está tendo...


(De Jesus à Valtorta, Vol. 9, pgs. 43, 44- O Evangelho como me foi Revelado)

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