“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A CONSPIRAÇÃO ANTI CRISTÃ



A CONSPIRAÇÃO ANTI CRISTÃ


A conspiração anti cristã avança rapidamente em todos os meios de comunicação. Existe de fato um interesse da mídia, em reprimir de todas as formas o cristianismo, e para aqueles que permanecem fiéis, são considerados fanáticos, extremistas religiosos, e algumas outras coisas mais. Se é esta a condição para se identificar um cristão verdadeiro, prefiro então ser chamado de fanático.
No programa da Ana Maria, Mais Você, houve uma reportagem sobre a prática do jejum no dia a dia das pessoas. Entrevistaram um médico que não recomendou o jejum, por ser, de acordo com ele, prejudicial a saúde, e dependendo da pessoa, pode levá-la a casos graves em seu metabolismo. Mas como nós já conhecemos a Rede Globo, é claro que não entrevistaram outro médico com posição diferente, deixando apenas a opinião daquele pobre homem. Nós estamos falando de um grande meio de comunicação do Brasil, o maior deles, imaginem quantas e quantas pessoas vão evitar fazer jejum daqui para a frente. Para nós cristãos, sabemos que o jejum é um meio de reparação dos pecados cometidos, uma auto-expiação para agradar o espírito e a Deus, que nos pede sempre esta prática. Com o Jejum estamos dizendo com atos, que o homem não é só matéria, mas espírito vivificado pela alma, aquela que nos anima. É dizer para Deus: Eu lembro que sou de Ti, e por Ti faço o jejum em obediência a vosso pedido.
A Ana Maria, que se diz devota de Nossa Senhora, trabalha para dois Senhores,-- acredito que inconscientemente,-- pois além desta entrevista negativa para a fé cristã, também foi madrinha de “casamento” de homossexuais. Não se pode servir a Deus e ao mesmo tempo ao Diabo, ou serve a um e abandona o outro, ou estará em cima do muro jogando afetos para os dois lados, e ficar em cima do muro já é condenação.
Não deixem de fazer jejum. Não acreditem no que disse aquele infeliz médico. Os pedidos de Deus estão acima do conhecimento dos homens e suas argumentações. Esta é uma prática cristã de dois mil anos, e nunca nos foi dito pela Igreja que estava prejudicando nossa saúde, nem os Santos e Mártires, usuários dela em toda suas vidas. E mesmo que viesse um dia nos prejudicar, a ponto de tirar a vida, qual é o problema? Seria uma honra morrer obedecendo a Deus com este sacrifício santo, com certeza deixaríamos  esta vida para a outra vida com Deus, eternamente em paz.
Obedeçam aquele que criou as orquídeas, as rosas, as margaridas e todas as espécies de flores e vegetais, os animais, e nós próprios. Creiam Nele! Creiam naquele que tudo criou! Um Deus que fez tanta beleza só pode ser um Deus bom. Não tenham medo! Sei que as vezes devido a grandeza deste Deus onipotente, nossas mentes limitadas não conseguem entender este mistério, mas assim é. Temos um Deus extremamente preocupado conosco, e nos quer de volta aos Céus por amor.
Bem aventurados os obedientes, pois verão a Deus.


Antonio 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

AS VISÕES DO DISCÍPULO



AS VISÕES  DO DISCÍPULO
12/03/2017

Vi a luz da Santíssima Trindade em quatro raios e colunas de nuvens entre cada um dos pontos cardinais desse lugar; Isso tem muito significado com as Tendas do Encontro.
Vi que a luz vinha de uma capela simples e pequena onde o Santíssimo Sacramento estava exposto. Pessoas entravam para adorar e reparar. Era uma adoração perpétua e contínua, onde o perdão era pedido para todas as nações, pelos pecados dos consagrados e pelos governantes.
Então, em uma espécie de êxtase eu vi o Santo Papa Bento XVI muito triste, ele estava exausto, fraco e mal podia ficar de pé. De repente, dois Anjos muito bonitos, cheios da luz de Deus se aproximaram e colocaram em seus pés uma faixa ou cinto de ouro, eu cheguei a ver uma palavra, a palavra que eu vi foi esta: "KATEJON".
Então, um dos Anjos que haviam trazido essa faixa ou cinto de ouro, me pegou pela mão e me levou ao Primeiro Céu, onde a ciência e a sabedoria de Deus habita, e eu vi que as chaves de Pedro estavam bem protegidas e cuidadas por um Anjo muito grande e muito forte que segurava no braço esquerdo um escudo em que li estas palavras "Ninguém como Deus", e vi na sua mão direita uma espada da qual emanavam faíscas e raios de luz.
Então vi o Imaculado Coração de Maria, tal como Ela mesma assina em algumas mensagens, e  também li "AVE MARIA PURÍSSIMA SEM PECADO CONCEBIDA".
Vi, eu o “Discípulo” que dez nações se preparavam para a guerra, com ensaios escondidos e contagens de armas de guerra. Vi a bomba de hidrogênio e a bomba de nêutrons, e elas me pareciam inofensivos ao lado de um armamento bélico muito sofisticado e zelosamente cuidado.
Eu então vi os líderes da Rússia, Coréia do Norte e China examinar documentos muito complicados; Eles apertaram as mãos e se abraçaram separadamente. Então eu vi uma enorme serpente e um dragão que jogou fogo pelo focinho e os envolveu. A serpente tirou a sua língua e colocou-a sobre os governantes desses países, mas não os machucou, e eles se alegraram com a serpente.
Eu, o "Discípulo", fiquei triste, mas meu Anjo da guarda me disse: "Ânimo Discípulo, que observarás coisas ainda maiores, não temas, São Rafael Arcângelo, São Miguel Arcângelo e São Gabriel Arcângelo protegerão sua vida". Isso me deu coragem e força e eu continuei observando.
O vazamento de mercúrio do Japão causou muito dano no Oceano Pacífico e houve grande mortalidade de animais marinhos e aqueles que não morreram foram parar seu destino em praias, costas, arquipélagos, penínsulas.
Os seres humanos cujo trabalho é a pesca ou o mergulho tiveram grandes perdas e, além disso, eu o "Discípulo" vi que muitos seres humanos se intoxicavam e morriam, ou o poder de seu grupo sanguíneo foi reduzido a zero, porque essa contaminação afeta os glóbulos brancos e vermelhos, a hemoglobina, e também afeta o cérebro com perda de memória e perda de equilíbrio.
Então a Santíssima Virgem falou comigo e disse: "Diga-lhes, Meu pequeno que deveis cozinhar peixe e mariscos com azeite puro de oliva, tenham a Medalha Imaculada e a mergulham no óleo antes de cozinhar, dizendo "em virtude dos raios que brotam do Sagrado Coração, protejo e abençoo o que o Bom Pai me dá por alimento. Amém, Amém, Amém.
Eu "Discípulo" vi que o diabo colocou grandes tentações na mente do presidente deste país. Uma serpente se espalhou sobre seus pés, um condor voou alto e a bandeira deste país estava pontilhada de sangue, não vi de onde esse sangue veio, mas o céu escureceu e eu não vi o condor voando no curso conhecido como Antioquia e Villavicencio, cidades ou lugares colombianos para os quais orei ao Senhor.
Eu não consegui entender mais eu continuei meditando sobre essas visões.

Fonte: http://sagradoscorazones.com.mx/revelaciones-recibidas-por-discipulo-12-de-marzo-2017/



Obs : Katejon é uma palavra Grega que significa obstáculo, ou para o Cristianismo neste texto, aquele que impede a manifestação do Anticristo. Na Bíblia é o mesmo que o termo: aquele que o detém. Ou seja, o Papa Bento XVI é aquele que detém a aparição pública do Anticristo, por ser o último Papa verdadeiro da Terra.

MENSAGEM DO CÉU



Eu, Juiz justo e Misericordioso, examinarei todos aqueles que pedirem perdão e ajoelharem-se a Mim!

Carbonia, publicado 04 de novembro de 2017 - criado 24 de outubro de 2017 -  Horas 18.58 / 19.15


Na Minha Grande Misericórdia intercederei!
Meus filhos, oh vós, que Me seguem em fidelidade e amor em verdade vos digo: chegais ao fim da corrida, preparai-vos para o arrebatamento, eis que Eu intervirei para levar todos os Meus filhos para fazê-los desfrutar em Mim das Minhas Belezas infinitas.
• A América está nem processo de guerra, tudo está para acontecer, não vai pensar duas vezes para declarar o ataque infernal à Coréia.
Amados filhos, o desastre é inevitável, o mundo chegou ao fracasso total, o mal impera, os Meus sacerdotes avançam nas misérias do inimigo, escutam a palavra do homem ímpio esquecendo a Minha!
Oh, desejo-vos ardentemente Meus filhos, quero dar-vos o Meu Paraíso, desejo fazer-vos rei ao Meu lado, para proclamar a nova vida em Mim, com todos vós que credes em Mim.
Maria Santíssima está para alcançar Seus filhos na terra, Ela Corredentora da Opera da Salvação, colocará Seu Manto para proteger todos os Seus filhos, enviará o Espírito Santo a todos os eleitos de Deus.
Capturará o mal e o colocará em correntes, o Meu Espírito estará Nela, Ela prosseguirá de acordo com Minhas diretrizes, Eu estarei ao Seu lado para estabelecer o momento de intervir.
Amados filhos, Eu Juiz justo e Misericordioso, colocarei Meu olhar sobre todos aqueles que Me pedirem perdão e ajoelharem-se a Mim, reconhecendo-Me como o Único e Verdadeiro Deus.
Tenho apenas alguns momentos disponíveis para chamar Meu povo de volta ao arrependimento!
Peço a todo o Meu povo que seja cuidadoso, para se proteger das novas regras que serão estabelecidas na Igreja porque não vieram de Mim, são coisas do ímpio, elas conduzem à morte eterna.
• O Principado do Mônaco será submetido a um grande desastre, o rei fugirá, atravessará a maior dor pela perda de muitos de Seus súditos.
• A poeira descerá do céu, e haverá choro e ranger de dentes para aqueles que não foram transformados e convertidos em Mim.
Isso acontecerá agora, antes que Eu vos diga essas coisas elas já estão acontecendo.
• O vulcão da morte explodirá nestas horas, a noite será aterrorizante, o homem não se dará paz porque tudo se pôs em ação pelo seu pecado.
Os filhos da Igreja dormem, mas um rugido os acordará, lhes colherá de surpresa, serão colocados em condição de morte se não gritar a Mim toda a sua tristeza pelas ofensas feitas a Mim; Aguardo o seu clamor de perdão, aguardo o arrependimento de muitos homens da Igreja.
O furacão chega e destruirá metade da Europa!
O pecado persiste, fazem simulações Minhas a Meus filhos, se afastam de Mim para servir a Lutero!
É o fim da Igreja terrena, é o início da Nova Igreja em Mim!
Eis que Eu venho! O fim está marcado!
Tudo está acontecendo, colocarei Meu Pé sobre a Terra e mostrarei ao mundo Meu poder!
Deus ama, Deus é Amor, Amor infinito, mas o homem odeia o seu Deus e segue o demônio.
Estou aflito, estou realmente cansado de ver a abominação repetindo-se várias vezes, Minha Igreja está na morte!
Agora Eu vos digo Meus filhos, estejam esperando por Maria, estejam esperando Aquele que vos levará para casa! Nesse dia celebrareis o triunfo do Seu Imaculado Coração, Ela estará pronta para a vitória com todos vós que A seguem.
A vós que não acreditais, agora com a Minha Intervenção, sereis forçados a acreditar.
Comece silenciosamente. Reze, junte-se em um só coração numa só alma, avance no caminho que Eu indiquei até a chegada de Maria.
Victoria Est!
Adiante com Maria e Jesus.
"Mantenha em vós esta Minha Palavra"


Fonte: http://www.colledelbuonpastore.it/anno-2017/ottobre-2017/2772-chiedo-a-tutto-il-mio-popolo-di-stare-attento-di-salvaguardarsi-dalle-nuove-regole-che-insedieranno-nella-chiesa-perche-non-vengono-da-me.html

APOSTASIA NA IGREJA CRESCE COM FRANCISCO



APOSTASIA NA IGREJA CRESCE COM FRANCISCO


Devido a notícia de que o Papa Francisco autorizou o debate entre os Bispos, sobre a possibilidade de homens casados tornarem-se padres, a pedido de Claudio Hummes,  Cardeal, arcebispo emérito de São Paulo, para segundo eles, resolver a falta de padres, como a região Amazônica, me parece uma descentralização doutrinal da Igreja, abrindo caminho para uma medida de exceção errônea, e consequentemente a propagação deste erro em todas as Igrejas de Cristo. Será possível que estes dois homens esqueceram o que Jesus Cristo disse a respeito do celibato? Ou será que a verdadeira intenção deles é a de secularizar, introduzindo idéias protestantes tentando agradar a Gregos e Troianos? Como também a intercomunhão proposta por Bergoglio, que é uma verdadeira profanação da Eucaristia.
Será que eles não sabem que a candura dos sacerdotes proporcionada pelo celibato, é uma armadura espiritual intransponível contra as tentações da carne instigadas pelo Maligno? O celibato é uma opção para aqueles que conseguem viver suas vidas com naturalidade, mesmo permanecendo virgens, sem sofrerem por isso algum tipo de transtorno ou sofrimento. Estes instrumentos de Deus na Terra se entregam totalmente à vida religiosa, comprometidos unicamente em serem condutores da palavra de Deus aos homens, deixando para trás a família, os pertences e abrindo mão da sensualidade. Os que não conseguem suportar esta virgindade, devem imediatamente abdicarem do Sacerdócio, a fim de que não fiquem provocando escândalos dentro da Igreja, e com isso prejudicando grandemente a fé dos fiéis.
Jesus Cristo agiu desta forma para servir de exemplo aos seus seguidores, sendo que os primeiros sacerdotes foram os Apóstolos, os quais foram orientados a fazerem o mesmo e assim seus sucessores.
“Todo o que deixar por amor de meu nome a casa, ou os irmãos, ou o pai, ou a mãe, ou a mulher, ou os filhos, ou as fazendas, receberá cento por um e possuirá a vida eterna”. (Mt 19,29)
Também disse Jesus: “Nem todos são capazes desta resolução, mas somente a quem isto foi dado. Porque há alguns eunucos que nasceram assim, do ventre de sua mãe; e há outros eunucos, a quem outros homens fizeram tais; e há outros eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor ao Reino dos Céus. O que é capaz de compreender isto, compreenda-o.”(Mt 19, 11-12)
Não somente o Sacerdote dos sacerdotes, Jesus Cristo, permaneceu virgem, mas sua Mãe Maria, seu pai José, João Batista, o Apóstolo João que ainda era jovem quando conheceu o Salvador, e também todos os Apóstolos, assim que lhes foi comunicado. Os que eram viúvos, não se casaram novamente, os que tinham mulher as deixaram e os solteiros permaneceram solteiros.
“Digo também aos solteiros e às viúvas que lhes é bom se permanecerem assim, como também eu. Mas, se não tem o dom da continência, casem-se.” (I Cor. 7, 8-9)
O matrimônio instituído por Deus no princípio do mundo e elevado a Sacramento nas Bodas de Canaã, tem o apreço de Deus para que os homens procriem, e atendam a necessidade de se completar o número de almas elevadas ao Paraíso.
“Não lestes que desde o princípio o Criador os fez homem e mulher? E que disse: Por isso o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne? De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus uniu, o homem não deve separar”. (Mt 19-4-6)
Não há como interpretar de outra forma que não seja a de que Deus nos pede para sermos sempre fiéis à união conjugal, e eternamente. Um pedaço de papel escrito divórcio, mesmo assinado pelos dois infelizes, não separa o casal já comprometido com Deus. E a união com outro enquanto casados, é adultério, a não ser que um dos dois tenha falecido. Esta é a verdade nua e crua, e aceitá-la cabe aos homens de boa vontade.
Ressalto que a virgindade está acima do matrimônio, quando se trata de proteção espiritual, principalmente para aqueles que desejam ser sacerdotes. E sendo assim, é possível concluir que para ser sacerdote de Cristo é preciso imitá-lo, ou seja, aceitar o celibato com alegria e mansidão, e cumprir o maior serviço que alguém pode fazer para com o seu próximo: o de salvar almas para Deus.
Bergoglio e Hummes estão pedindo para que contrariemos Nosso Senhor Jesus Cristo, aceitando homens casados para o Sacerdócio. Estão traindo a Igreja Católica. Os botões que prendiam a pele de cordeiro, escondendo o animal horrível que lá está, continua a desatar, mostrando quem realmente ele é: Um lobo em pele de cordeiro. As heresias cometidas por Francisco são muitas, e vão se acumulando com o tempo, quanto mais abre a boca para falar, mais nítida fica a impressão que de fato ele não é Católico. E assim vai escancarando cada vez mais a sua verdadeira face. Desde aquele: “Quem sou eu para julgar”, lavando as mãos como Pilatos, ficando em cima do muro e negando dizer a verdade sobre os homossexuais. Ele poderia ter dito: “Olha, vocês estão cometendo pecado grave, passível de condenação eterna, peçam perdão pelos seus pecados que Deus vos perdoará, desde que seja de coração sincero.” Desta forma diria a verdade e poderia converter alguns deles, coisa que não ocorrerá com a frase dita por ele.
Eu e muitos outros leigos Católicos, estamos alertando nossos irmãos já faz algum tempo. Temos o dever de delatar o impostor que se senta hoje na cadeira de Pedro e sua corja de Maçons. Rezemos, rezemos a oração da Divina Misericórdia, no lugar daqueles que não rezam.
Deus nos dê proteção e paz.
A paz de Jesus esteja em vossos corações.


Antonio

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

O CAMINHO PARA A SALVAÇÃO



O MESTRE MOSTRA O CAMINHO


A paz esteja com todos vós, e a sabedoria sobre vós.


DAR DE COMER A QUEM TEM FOME

É um dever de reconhecimento e de amor. Dever de imitação. Os filhos são agradecidos ao pai pelo pão que ele lhes dá e, quando homens feito, eles imitam ao darem o pão aos seus filhos e ao pai que já não pode trabalhar, por causa de sua idade, e lhes dão o pão com o seu próprio trabalho, como uma amorosa restituição, uma restituição devida dos bens adquiridos. O quarto preceito diz: “ Honra a teu pai e á tua mãe.” É um modo de honrar os seus cabelos brancos o que se faz para não deixá-los ir pedir a outros o pão por esmola.
Mas, antes do quarto, diz-nos o primeiro preceito: “ Ama a Deus com todo o teu ser”, e o segundo: “ Ama a teu próximo como a ti mesmo”. Amar a Deus por ser quem é, e amá-lo no próximo, é perfeição.
Ama-se ao próximo dando pão a quem tem fome, em lembrança das muitas vezes que Ele matou a fome do homem por meio do milagre. Mas sem ficar olhando só para o maná e as codornizes, olhemos para o milagre contínuo do grão que germina pela bondade de Deus, que nos deu terra própria para a cultura, e controla os ventos, chuvas, calor e estações, a fim de que a semente se vá transformando em espiga, e a espiga em pão.
E não foi um milagre da sua misericórdia o fato de ter o Senhor, com uma luz sobrenatural, ensinando ao filho culpado que aquelas ervas altas e esguias, que terminavam produzindo frutos de sementes douradas pelo quente cheiro do sol, fechadas dentro da dura faixa de escamas espinhentas, eram um alimento que haveria de ser colhido, descascado, transformado em farinha, amassado e assado. Deus ensinou tudo isso. Foi Ele que ensinou com colhê-lo, limpá-lo, moê-lo, amassá-lo e assá-lo. Ele pôs as pedras perto das espigas, a água perto das pedras, acendeu com os reflexos da água e do sol o primeiro fogo sobre a terra e, sobre o fogo, o vento levou alguns grãos que, ao se queimarem, exalaram um odor agradável, a fim de que o homem compreendesse que, melhor do que quando eles são tirados da espiga, como sabem fazer os passarinhos, ou só molhado com água, depois de ter virado farinha, e ter sido transformado em uma massa grudenta, muito melhor é quando o fogo o assa. Não pensais nisso, vós que hoje comeis o pão gostoso, assado no forno de vossa casa, não pensais o quanto é bom podermos ter chegado a esta perfeição no modo de assar, e quanto caminho teve que ser percorrido pelo conhecimento humano, desde a primeira espiga, que foi mastigada, como faz o cavalo, até chegarmos ao pão que hoje temos. Por quem fomos ensinados? Pelo doador do pão. E assim aconteceu com todas as espécies de alimento que o homem soube por meio de uma luz benfazeja, descobrir e separar, dentre as plantas e animais com que o Criador cobriu a terra, paterno para o filho culpado.
Portanto, dar de comer a quem tem fome é uma oração de reconhecimento ao Senhor e Pai, que mata a fome, e é bom imitar o Pai, do qual recebemos esta semelhança gratuita, que é preciso aumentar sempre, com a imitação de suas ações.

DAR DE BEBER A QUEM TEM SEDE

Já pensastes que aconteceria, se o Pai não fizesse mais chover as águas do céu? Ou, então, se Ele dissesse: “ Pela vossa dureza para com quem está com sede, Eu vou impedir as nuvens de descerem sobre a terra”, poderíamos nós protestar e falar mal dele? A água, mais ainda do que o trigo, é de Deus. Porque o trigo é cultivado pelo homem, mas só Deus é quem cultiva os campos das nuvens, que descem em forma de chuva ou de orvalho, como névoa ou neve, nutrem os campos e abastecem as cisternas, enchem os rios e os lagos, dão abrigo aos peixes, que matam a fome dos homens e de outros animais. Portanto, podeis vós responder a quem vos diz: “ Dá-me de beber”, dizendo-lhe: “Não. Esta água é minha, e eu não te dou?”
Mentirosos! Quem de vós já fez um só floco de neve, ou um só pingo de chuva? Quem já fez evaporar um só dos diamantes do orvalho com o seu calor astral? Ninguém. É Deus quem faz isso. E, se as águas descem do céu, e voltam a subir, somente Deus regula esta parte da criação, assim como tudo mais.
Daí, pois, a boa água fresca dos lençóis do subsolo, ou a água limpa do vosso poço, ou a que encheu as vossas cisternas, dai-a a quem tem sede. São águas de Deus. São para todos. Dai-as a quem tiver sede. Por uma tão pequena boa obra, que não custa o vosso dinheiro, que não exige outro trabalho senão o de estender com a mão um copo ou uma vasilha. Eu vo-lo digo, tereis uma recompensa no Céu. Porque não é a água, mas é o ato de caridade que é grande, diante dos olhos e do julgamento de Deus.

VESTIR OS NUS

Vêem-se pelas estradas deste mundo pessoas em estado vergonhoso por uma nudez que nos causa dó. São velhos abandonados, são inválidos por doenças ou por outras desventuras, são prole numerosa, são feridos por acidentes que os privaram de toda comodidade, são órfãos inocentes. Se Eu lançar um olhar por toda a vastidão da terra, verei por toda parte pessoas nuas, ou cobertas com trapos, que mal lhes salvam a decência, e não as protegem contra o frio. E essas pessoas ficam olhando, com um olhar humilhado, para os ricos, que vão passando, com um olhar humilhado, para os ricos, que vão passando com suas roupas macias e com os pés calçados com sapatos delicados. Humilhados com a bondade dos bons e com o ódio dos menos bons. Mas por que não os auxilias no aviltamento em que se acham, tornando-os melhores, se já são bons, e destruindo-lhes o ódio, se não são menos bons, com o vosso amor?
Não digais: “O que eu tenho é só para mim.” Como acontece com o pão, sempre tendes alguma coisa a mais do que o necessário, nas mesas e nos armários de quem não está completamente abandonado. Entre estes que Me estão ouvindo, há mais de um que sabe, de uma roupa que ele deixou de usar por estar muito batida, tirar uma roupinha para um órfão ou algum menino pobrezinho e, de um lençol velho, fazer faixas para algum inocente que não as tem, soube repartir, durante muitos anos, o pão esmolado cansativamente com quem, por estar leproso, não podia ir estender a mão ás soleiras dos ricos. E, em verdade, Eu vos digo que esses misericordiosos não devem ser procurados entre os possuidores de bens, mas por entre as fileiras humildes dos pobres que, por serem assim é que sabem quão penosa é a pobreza.
Também aqui, como para a água e o pão, pensai que a lã e o linho com que vos vestis provêm dos animais e das plantas, que o Pai criou não somente para os ricos entre os homens, mas para todos os homens. Porque Deus deu somente uma riqueza ao homem: a da sua Graça, da Salvação, da inteligência. Mas não a riqueza suja que é o ouro, que vós andastes enaltecendo, fazendo dele, que é um metal não melhor do que os outros, muito menos útil que o ferro, com que se fazem as pás e os arados, as grades e as foices, os escopros, os martelos, os serrotes, as plainas, as santas ferramentas do santo trabalho, fazeis dele o nobre metal, que vós elevastes a uma nobreza inútil, mentirosa, por uma instigação de Satanás que, de filhos de Deus, vos tornou selvagens como feras. A riqueza daquilo que é santo vos havia dado com que vós pudésseis tornar-vos sempre mais santos! Mas não esta riqueza homicida, que tanto sangue e lágrimas derrama.
Daí, pois, como vos foi dado. Daí em nome do Senhor, sem terdes medo de ficar nus. Melhor seria morrer de frio, por sermos despojados em favor do mendigo, do que fazer enregelar-se o coração, mesmo por baixo de vestes cômodas, pela falta de caridade. O leve calor que sentimos pelo bem feito é mais doce do que aquele de um manto da mais pura lã. E as carnes do pobre, agora por nós cobertas, falam a Deus, e lhe dizem: “ Abençoa a quem nos vestiu.”
Se matar a fome, a sede, vestir, tirando de si para dar aos outros são atos que unem a santa temperança á santíssima caridade, e vós mesmos á bem-aventurada justiça, pela qual se modifica com santidade, a sorte dos nossos irmãos infelizes, dando daquilo que temos em quantidade, por permissão de Deus, a favor de quem, ou por malvadez dos homens, ou por doenças, daquilo tiver ficado privado, nesse caso albergar os peregrinos que une a caridade a confiança e aos bons pensamentos do próximo a nosso respeito. Esta também é uma virtude, sabeis? Uma virtude que derrota em quem a possui, além da caridade, a honestidade. Porque quem é honesto, age bem e, visto que age bem tem o costume de pensar que assim também ajam os outros, acontece então, que a confiança, a simplicidade com que se acredita sempre que as palavras dos outros sejam verdadeiras, mostram que aquele que as ouve é alguém que diz a verdade nas grandes e nas pequenas coisas, não chegando por isso, a desconfiar do que os outros dizem.
Por que pensar, diante do peregrino que nos pede abrigo: “ E se ele for um ladrão ou um assassino?” Será que estais tão apegados ás vossas riquezas, que temeis, por causa delas, cada vez que chega até vós um estranho? Será que estais tão apegados á vossa vida, que ficais arrepiados de medo, ao pensardes que podeis dela ficar privados? E, então? Achais que Deus não vos pode defender dos ladrões? Será?
Temeis no passante um ladrão, e não tendes medo do hóspede tenebroso, que vos pode roubar o que é insubstituível? Quantos dão hospedagem em seus corações ao demônio? Eu poderia dizer-vos: todos dão hospedagem aos pecados capitais e, no entanto, ninguém fica tremendo por isso. Será, então, só o bem da riqueza e da existência que é precioso? Não será mais preciosa a eternidade, que vós deixais que vos seja roubada e morta pelo pecado? Pobres, bem pobres essas almas roubadas em seu tesouro, postas nas mãos de seus assassinos, como se fossem coisa de pouco valor, ao passo que se fazem barricadas ao redor das casas, põem-se ferrolhos nas portas, cães e cofres são usados para guardar e defender muitas coisas que nós não iremos levar para a outra vida!
Por que querer ver em cada peregrino um ladrão? Nós somos irmãos. A casa se abre para os irmãos que estão de passagem. O peregrino não é do nosso sangue? Oh! Sim! É do sangue de Adão e Eva. Não é nosso irmão? E, como não?
O Pai é um só: Deus que nos deu uma alma igual, assim como os filhos de um mesmo leito o pai dá um sangue igual. E um pobre? Procurai que não seja mais pobre do que ele o vosso espírito privado da amizade do Senhor. A veste dele está rasgada? Fazei que não esteja ainda mais rasgada a vossa alma, pelo pecado. Estão enlameados ou empoeirados os pés dele? Fazei que mais do que a sandália dele, suja pela longa viagem, e rota pelo muito andar, não esteja o vosso eu, consumido pelos vícios. É feia a aparência dele? Fazei que não seja mais feia ainda a vossa, aos olhos de Deus. É estranho o seu modo de falar? Fazei que não tenhais vós a linguagem do coração incompreensível na cidade de Deus.
Vede no peregrino um irmão. Todos nós somos peregrinos em caminho para o Céu, e todos nós batemos ás portas que estão ao longo do caminho do que vai para o Céu. Essas portas são os patriarcas e os justos, os anjos e os arcanjos, aos quais nos recomendamos, para termos a ajuda e a proteção deles, a fim de podermos chegar á nossa meta, sem que caiamos no escuro da noite, no rigor do frio, presas das ciladas dos lobos e dos chacais, que são as paixões malvadas e os demônios. Como queremos que os anjos e os santos nos demonstrem o seu amor para hospedar-nos e dar-nos de novo o alento para continuarmos o caminho, assim façamos nós para com os peregrinos deste mundo. E cada vez que abrirmos a casa e os braços para saudarmos com doce nome de irmão a um desconhecido, pensando em Deus que o conhece, Eu vos digo que tereis percorrido muitas milhas do caminho que vai para os céus.

VISITAR OS ENFERMOS

Oh! Como é verdade que, sendo todos peregrinos, todos são enfermos! E suas doenças mais graves são as do espírito, que são invisíveis e as mais mortais. E, no entanto, ele não tomam cuidado. Não lhes repugna a chaga moral. Não lhes causa nojo o fedor do vício. Não lhes faz medo a loucura diabólica. Não lhe causa horror a gangrena de alguém que é leproso em seu espírito. Não os faz fugir o sepulcro cheio da podridão de um homem morto e putrefato em seu espírito. Não é anátema aproximar-se dessas impurezas. Como é pobre e restrito o pensamento do homem!
Dizei-me: que tem mais valor, o espírito ou a carne e o sangue?
Terá o que é material o poder de corromper, por sua proximidade, o que é incorpóreo? Não. Eu vos digo que não. O espírito tem um valor infinito, se comparado com a carne e o sangue, isto sim. Mas a carne não tem maior poder do que o espírito. O espírito pode ser corrompido, mas não por coisa materiais, e, sim pelas espirituais. Se até alguém, que trata de leprosos não fica leproso em seu espírito, mas pelo contrário, por causa da caridade, que ele praticou heroicamente, chegando até a segregar-se nos vales da morte, por piedade para com seu irmão, caem dele todas as manchas de pecado. Porque a caridade absolve o pecado, e é a primeira das purificações.
Parti sempre deste pensamento: “O que eu gostaria que me fosse feito, se eu estivesse como está esse aí? E, como tu gostarias que te fosse feito, faze-o tu.
Agora Israel ainda tem as suas antigas leis. Mas dia virá, e a sua aurora não está mais muito longe, quando se venerará, como um símbolo de perfeita beleza a imagem de Um no qual estará reproduzindo materialmente o homem das dores de Isaías, e o torturado do Salmo de Davi, Aquele que, por se ter feito semelhante a um leproso, tornar-se-á o Redentor do gênero humano, a ás suas chagas acorrerão, como uns cervos que vão á fonte, todos os sedentos, os doentes, os exaustos, os chorosos da terra, e Ele os dessedentará, os curará, e os restaurará, os consolará em seus espíritos e em suas carnes, e o anseio, dos melhores será o de se tornarem semelhantes a Ele, também cheios de feridas, esvaídos em sangue, espancados, coroados de espinhos, crucificados por amor dos homens, que precisam ser remidos, continuando assim a obra do Rei dos reis e Redentor do mundo.
Vós, que ainda sois Israel, mas já estais levantando as asas, a fim de voar para o Reino dos Céus, começai desde agora esta concepção e avaliação nova das enfermidades, e, bendizendo a Deus, que vos conserva sãos, inclinai-vos sobre os que estão sofrendo e morrendo.
Um dos meus apóstolos disse um dia: “ Não tenhas medo de tocar nos leprosos. Nenhum mal se apegará a nós, por vontade de Deus.” Ele falou bem. Deus guarda os seus servos. Mas, ainda que ficásseis contagiados, ao cuidardes dos enfermos, seríeis colocados na lista dos mártires por amor, na outra vida.

VISITAR OS ENCARCERADOS

Credes vós que nas galeras estão somente os criminosos? A justiça humana tem um olho cego e o outro perturbado por distúrbios visuais, pelos quais vê camelos onde há apenas nuvens, ou toma uma serpente por um ramo florido. Ela julga mal. E, pior ainda, porque muitas vezes, quem a guia, cria de propósito nuvens de fumaça, para que ela veja menos ainda. Mas, ainda que os encarcerados fossem todos ladrões e homicidas, não é justo que nós façamos ladrões e homicidas, tirando deles a esperança de perdão com o nosso desprezo.
Pobres prisioneiros! Nem ousam levantar os olhos para Deus, pesados como estão pelos delitos deles. Seus grilhões, em verdade, estão mais em seu espírito do que nos pés. Mas, ai deles, se perdem a esperança em Deus! Ao delito contra o próximo eles unem o do desespero do perdão. A galera é expiação, assim como o é a morte no patíbulo. Mas não basta pagar a parte que é devida á sociedade humana pelo delito cometido se necessário pagar também, e em primeiro lugar, a parte que deve ser paga a Deus, para expiar e ter a vida eterna. E, quem é rebelde e desesperado, expia somente o que deve á sociedade. Que ao condenado ou ao prisioneiro chegue o amor dos irmãos. Será para ele uma luz nas trevas. Será uma voz. Será uma mão que mostra o alto, enquanto a voz diz: “ Que o meu amor te diga que Deus também te ama. Ele colocou em meu coração este amor por ti, meu irmão desventurado”, e essa luz permite a Deus como Pai piedoso.
Que a vossa caridade vá, com maior razão, consolar os mártires da injustiça humana. Os que são inculpáveis de fato, ou os que uma força cruel levou a matar. Não julgueis, porém, o que já foi julgado. Vós não sabeis porque o homem teve que matar. Não sabeis que muitas vezes não é mais do que um morto aquele que mata, ele é autômato, privado da razão, porque um assassinato sem sangue tirou-lhe o juízo, por causa da velhacaria de alguma traição cruel. Deus o sabe. E basta. Na outra vida se verão muitos das galeras, muitos que mataram e roubaram, no Céu, e se verão muitos, que pareciam ter sido roubados ou mortos, no Inferno, porque na verdade, os verdadeiros ladrões da paz dos outros, da honestidade, da confiança, os verdadeiros assassinos terão sido aqueles que passaram por vítimas. Vítimas, só porque foram feridos por último, mas depois de terem ferido, sem que ninguém falasse nada, durante muitos anos. O homicídio e o furto são pecados. Mas, entre o que mata e rouba, porque é levado a isso por outros, e depois se arrepende, e o que induz outros ao pecado, e não se arrepende disso, terá mais castigo aquele que leva outro ao pecado, e disso não sente remorso.
Por isso, não julgueis nunca, e sede compassivos com os encarcerados. Pensai sempre que, se devessem ser punidos todos os homicídios e furtos do homem, poucos homens e poucas mulheres não morreriam nas galeras ou nos patíbulos.
Aquelas mães, que conceberam, e depois não querem dar á luz o seu fruto, com que nome é que deverão ser chamadas? Oh! Não façamos jogos de palavras. Digamos sinceramente a elas o seu nome: “Assassinas.”
Aqueles homens que roubam reputações ou postos, como os chamaremos? Simplesmente “ladrões.” Aqueles homens e mulheres que, sendo adúlteros ou atormentadores familiares daqueles com quem convivem, e os levam ao homicídio ou ao suicídio, e também aqueles sujeitos a eles, e, com o desespero, á violência, que nome é que eles têm? É este: “Homicidas”. E, então? Ninguém foge? Vós estais vendo que entre esses condenados, que escaparam da justiça, que enchem as casas e as cidades, que esbarram em nós pelos caminhos, que dormem conosco nos albergues, dividem a mesa conosco, e vive-se sem pensar nisso. E, no entanto, quem é sem pecado?
Se o dedo de Deus escrevesse na parede do quarto, onde se reúnem para o banquete, os pensamentos do homem, na frente estariam as palavras acusadoras do que vós fostes, do que sois e do que sereis, e poucas paredes trariam escrita com letras luminosas a palavra “Inocente”. As outras paredes, com letras verdes como a inveja, ou pretas como a traição, ou vermelhas como o delito, trariam estes nomes: “Adúlteros”, “Assassinos”, “Ladrões”, “Homicidas”.
Sede pois, misericordiosos, sem soberba, para com os irmãos menos afortunados, de um modo humano, com os que estão na galera expiando o que vós não expiais, tendo vós a mesma culpa que eles. Disso poderá tirar proveito a vossa humildade.

SEPULTAR OS MORTOS

A contemplação da morte é uma escola de vida. Eu gostaria de poder levar-vos para diante da morte e dizer: “ Aprendei a viver como santos, para não terdes outra morte, senão esta: uma separação temporária do corpo e da alma, para depois ressurgirdes triunfalmente para sempre, reunidos e felizes.”
Todos nós nascemos nus. Todos morremos, tornando-nos despojos mortais, destinados á corrupção. Reis ou mendigos, como todos nascemos, todos morremos. E, se o fausto dos reis permite uma mais longa preservação do cadáver, a sorte da carne que morreu é a de se desfazer. Até as próprias múmias, que são? Serão de carne? Não. São matéria fossilizada por meio de resinas lignificadas. Ela não é mais presa dos vermes, porque está vazia e queimada pelas essências, mas é presa de carunchos, como qualquer madeira velha.
Mas o pó volta ao pó, como disse Deus. E, no entanto, só porque esse pó enfaixou o espírito e por ele foi vivificado, então, como coisa que tocou na glória de Deus--- e assim é a alma do homem --- é preciso pensar que esse pó é santificado, e não de modo diferente dos objetos que estiverem em contato com o Tabernáculo. Pelo menos um momento houve em que a alma foi perfeita: o momento em que o Criador a criou. E se depois a mancha a deturpou, tisnando-lhe a perfeição, só por sua origem ela já comunica beleza á matéria e, por essa beleza que vem de Deus, o corpo também fica embelezado e merece respeito. Nós somos templos e, como tais, merecemos honra, como sempre são honrados os lugares onde se deteve o Tabernáculo.
Daí, pois, aos mortos a caridade de um repouso honrado, enquanto ele espera a ressurreição, vendo nas admiráveis harmonias do corpo humano a mente e o dedo de Deus, que o idealizou e modelou com perfeição, e venerando até nos despojos mortais a obra do Senhor.
Mas o homem não é só carne e sangue. É também alma e pensamento. Estes últimos também sofrem e são misericordiosamente socorridos.
Há ignorantes, que praticam o mal só porque não conhecem o bem. Quantos não sabem, ou sabem mal as coisas de Deus e também as leis morais! Como estão enfraquecidos pela fome, porque não há quem mate, e caem em marasmo, por falta das verdades que os nutram. Ide vós instruí-los, pois para isso Eu vos reúno e vos mando.
Daí o pão do espírito á fome dos espíritos.
Instruir os ignorantes corresponde, no campo espiritual, a matar a fome dos esfomeados e, se um prêmio é dado pelo pão oferecido ao corpo enfraquecido, para que não morra naquele dia, que prêmio não será dado, então, a quem mata a fome que um espírito sente das verdades eternas, dando-lhe a vida eterna? Não sejais avarentos com o que sabeis. Tudo vos foi dado sem despesas para vós, e sem medida. Dai-o sem avareza, porque é coisa de Deus, como a água do céu, que é dada, assim como nos foi dada.
Não sejais avarentos nem soberbos daquilo que sabeis. Mas daí com humilde generosidade. E daí o refrigério puro e benéfico da oração aos vivos e aos mortos, que sentem sede de graças. Não se deve recusar água ás faces sedentas. E, então, aos corações dos vivos angustiados e aos espíritos sofredores dos mortos? Orações, orações fecundas por serem atos de amor, feitos com espírito de sacrifício.
A oração há de ser verdadeira, não mecânica, como o som de uma roda na estrada. Será o som ou será a roda que faz o carro ir para a frente? É a roda que se desgasta para levar o carro para a frente. A mesma coisa se diga da oração vocal e mecânica e da oração ativa. A primeira é som, e nada mais. A segunda age, enquanto se desgastam as forças e cresce o sofrimento, mas consegue o que se deseja. Rezai mais com o sacrifício do que com os lábios, e dareis um refrigério aos vivos e aos mortos, praticando a segunda obra de misericórdia espiritual. O mundo será mais salvo pelas orações dos que sabem orar do que pelas fragorosas, inúteis e mortíferas batalhas.
Muitas pessoas do mundo sabem disso. Mas não sabem crer com firmeza. Como se estivessem presas entre dois campos opostos. Elas ficam movendo-se de um lado para outro, sem conseguirem dar um passo a frente e esgotam suas forças, sem nenhum resultado. Estes são os duvidosos. São os que vivem dizendo: “mas”, ou “se”, ou “depois”. São os que vivem fazendo perguntas: “ Depois vai ser assim?”, “ E se não for?”, “Poderei eu?”, “ E se não conseguir?”, e assim por diante. São como as trepadeiras que, se não acharem onde agarrar-se, não sobem, ou que, mesmo se o encontrarem, vão se pendurando aqui e ali, mas não só ainda precisam que se lhes dê uma escora, mas é preciso guiá-las ao longo da escora, ao correr das horas, ao passar dos dias. Oh! Como elas fazem realmente que exercitemos nossa paciência e caridade, mais do que o faz um menino retardado!
Mas, em nome do Senhor, não as abandoneis. Daí de vós uma fé cheia de luz, uma fortaleza ardorosa a estes prisioneiros de si mesmos e de sua nebulosa doença. Guia-os para o sol e para o alto. Sede mestres e pais para esses duvidosos, não tenhais com eles canseiras nem impaciências. Eles vos fazem cair os braços? Tudo bem. Vós também Me fazeis cair os meus tantas vezes, e mais ainda, ao Pai, que está nos Céus, que deve muitas vezes pensar que inutilmente sua Palavra deve ter-se feito carne, até mesmo agora que Ele está ouvindo falar o Verbo de Deus. Não querereis já ficar presumir que vós sois mais do que Deus, e mais do que Eu!
Portanto, abri os cárceres a estes prisioneiros dos “mas” e dos “se”. Soltai-os dos grilhões dos “poderei”, “e se não consigo?” Procurai persuadi-los de que basta fazer tudo na melhor maneira que puder e Deus fica contente. E, se estais vendo que eles estão escorregando para longe da escora, não vades adiante, mas tornai a erguê-los. Fazei como fazem as mamães, que não vão para diante, se o seu pequenino cai, mas param, e o reerguem, o limpam, o consolam, e o seguram até que lhe tenha passado o medo de um novo tombo. E elas fazem isso durante meses e anos, se o pequenino ainda está com as pernas fracas.


VESTI OS NUS NO ESPÍRITO, COM O PERDÃO A QUEM VOS OFENDE

A ofensa é uma falta de caridade. A falta de caridade nos esvazia de Deus. Por isso, quem ofende se torna nu, e só o perdão do ofendido recoloca vestes na nudez dele. Pois Deus as dá de novo. Para perdoar, Deus espera que o ofendido haja perdoado. Perdoar tanto ao que foi ofendido pelo homem, como ao ofensor do homem e de Deus. Porque podeis crer, ninguém há sem ofensas ao Senhor. Mas Deus nos perdoa a nós, se nós perdoamos ao próximo, e perdoa ao próximo, se o ofendido pelo seu próximo lhe perdoa. Ser-vos-á feito conforme fizerdes.
Perdoai, pois, se quereis o perdão. E vos alegrareis no Céu pela caridade que tiverdes praticado, como se um manto de estrelas tivesse sido posto sobre vossos ombros santos.

SEDE MISERICORDIOSOS COM OS QUE CHORAM

São os feridos da vida, os doentes do coração com os seus afetos.
Não vos fecheis na vossa serenidade, como em um fortaleza. Sabei chorar com quem chora, consolar os que estão aflitos, encher o vazio de quem pela morte ficou sem um parente. Sede pais com os filhos, filhos com seus progenitores, irmãos uns com os outros.
Amai. Por que haveremos de amar só os que são felizes? Estes já têm a sua parte ao sol. Amai os que choram. Para o mundo são eles os menos amáveis. Mas o mundo não sabe qual o valor da lágrimas. Vós o sabeis. Amai, portanto, os que choram. Amai-os se em seu choro estiverem resignados. Amai-os, e ainda, se em sua dor estiverem revoltados. Não useis de censura, mas de doçura, ao quererdes persuadi-los da verdade da dor e da própria dor. Podem eles, por entre o véu do pranto, estar vendo deformado o rosto de Deus, reduzido á expressão de uma prepotência vingativa. Não. Não vos escandalizeis. Não é mais do que uma alucinação produzida pela febre da dor. Socorrei-os, até que a febre baixe. A vossa fé serena seja como o gelo que se aplica em quem está delirando.
E, quando a febre mais aguda baixa, e começa o abatimento e a alienação cheia de surpresa de quem está voltando de um trauma, então como a crianças, a quem uma doença impediu de se desenvolverem intelectualmente, voltai a falar-lhes de Deus, como de uma coisa nova, com doçura e paciência...Oh! alguma bela história, contada para entreter o eterno menino que é o homem! Depois calai-vos. Não importais nada... A alma trabalha por si. Ajudai-a com carícias e com a oração. E, quando ela diz: “ Então, não foi Deus?”, dizei-lhe: “Não. Ele não te queria fazer mal, porque Ele te ama, até por quem já não te ama, porque morreu, ou por outras causas.”
E, quando a alma diz: “ Mas eu o acusei”, dizei-lhe: “ Ele já se esqueceu disso, pois foi por causa da febre.” E quando ela diz: “ Então, eu quereria?”, dizei-lhe: “Ei-lo! Está á porta do teu coração, só esperando que tu lhe abras.”

SUPORTAI AS PESSOAS ABORRECIDAS

Elas entram para perturbar a pequena casa do nosso eu, assim como os peregrinos entram para perturbar a casa em que moramos. Mas, assim como Eu já vos disse que acolhais aqueles, assim vos digo que acolhais estes.
Vos aborrecem? Mas, se vós não amais pelo incômodo que vos dão, elas, ,ais ou menos bem, vos amam. Por este amor, acolhei-as. E, ainda que elas viessem indagando, odiando, insultando, exercitai paciência e caridade. Podeis melhorá-las com vossa falta de caridade. Podeis melhorá-las com a vossa paciência. Podeis escandalizá-las com vossa falta de caridade. Que vos entristeça que elas pecam por si mesmas, mas, que vos cause mais tristeza fazê-las pecar e vós mesmos pecardes. Recebei-as em meu nome, caso não as podeis receber por vosso amor. E Deus vos recompensará, vindo Ele depois, a retribuir a visita e a apagar a lembrança desagradável com as suas carícias espirituais.
Finalmente, procurai:

SEPULTAR OS PECADORES, PARA PREPARAR A VOLTA À VIDA DA GRAÇA

Sabeis quando fazeis isso? Quando admoestais os mesmos com uma fraterna, paciente e amorosa insistência. É como se vós sepultásseis pouco a pouco as feiúras do corpo, antes de entregá-lo ao sepulcro para ficar à espera da ordem de Deus: “ Levanta-te, e vem a Mim.”
Não purificamos os mortos, nós hebreus, por respeito ao corpo que haverá de ressuscitar? Admoestar os pecadores é como que purificá-los em seus membros, primeira operação para o sepultamento. O resto, a Graça do Senhor o fará. Purificai-os com caridade, lágrimas e sacrifícios. Sede heróicos em arrebatar uma alma da corrupção. Sede heróicos. Isto não ficará sem prêmio. Porque, se vai ser dado um Prêmio por um copo de água dado a um sedento de corpo, que não será dado a quem tira da sede infernal uma alma?
Tenho dito.
Estas são as obras de misericórdia corporais e espirituais que aumentam o amor. Ide e praticai-as.
E a paz de Deus e a minha esteja convosco agora e sempre.


( O Evangelho como me foi Revelado – Maria Valtorta, Vol 4, pgs 333 a 347)

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A GRUTA



A GRUTA

 - Entrai, diz o Mestre levantando a pequena luz. Entrai. Este é o quarto onde nasceu o Rei de Israel.
- Estás brincando, Mestre! Isto aqui é uma fétida caverna. Ah! Eu aqui não fico mesmo! Tenho nojo de tudo isso. Este lugar é úmido, frio, fétido, cheio de escorpiões, e talvez até de serpentes...
- Contudo... Amigos, aqui, na noite do dia 25, das Encênias, da Virgem nasceu Jesus Cristo, o Emanuel, o Verbo de Deus feito Carne por amor do homem: Eu, que vos falo. Também naquele tempo, como hoje, o mundo se fez surdo às vozes do Céu, que falavam aos corações... e rejeitou a mãe... e aqui... Não, Judas, não desvies com desgosto o teu olhar daquelas corujas esvoaçantes, daquelas lagartixas, daquelas teias de aranha, e não soergas com repugnância a tua bonita veste bordada para que não se arraste no chão, que está coberto de excrementos dos animais. Aquelas corujas são as filhas das filhas daquelas que foram os primeiros brinquedos sacudidos diante dos olhos do Menino, para o qual os anjos cantavam o “Glória” ouvido pelos pastores, não embriagados, senão por uma alegria extática, uma verdadeira alegria. Aquelas lagartixas, com sua cor de esmeralda, foram as primeiras cores que passaram pelas pupilas de meus olhos, as primeiras, depois do candor do rosto e das vestes de minha mãe. Aquelas teias de aranha foram dossel de meu berço real. Este chão... oh! tu o podes pisar sem desprezo... Ele está coberto de excrementos, mas está santificado pelos pés dela, a santa, a grande santa, a pura, a inviolada, a puérpera deípara, aquela que deu à luz porque devia dar à luz, deu à luz, porque Deus, não o homem, lhe mandou, e a fez ficar grávida de si. Ela, a sem mácula, pisou neste chão. Tu o podes pisar. E, pela planta dos teus pés, queira Deus que te suba ao coração a pureza por ela aqui derramada...
 Simão está ajoelhado. João vai diretamente à manjedoura, e chora com a cabeça nela apoiada. Judas está estarrecido... Depois é vencido pela emoção e, sem mais pensar em sua bonita veste, prostra-se no chão, segura a ponta da veste de Jesus, a beija e bate no peito, dizendo:
 - Oh! Misericórdia, bom Mestre, da cegueira do teu servo! Minha soberba cai por terra... eu Te vejo como és. Não o rei que eu pensava. Mas o Príncipe eterno, o Pai do século futuro, o Rei da paz. Piedade, meu Senhor e meu Deus! Piedade!
- Sim. Toda a minha piedade! Agora vamos dormir onde dormiu o Infante e a virgem, onde João tomou agora o lugar da mãe em adoração, onde Simão está parecendo o meu pai adotivo. Ou, se assim preferis, Eu vos falarei daquela noite...
- Oh! Sim, Mestre. Faze-nos conhecer o teu florescer!
- Para que seja uma pérola de luz em nossos corações. E para que o possamos narrar ao mundo.
- E venerar tua mãe, não somente por ser mãe, mas por ser... Oh! Por ser a virgem! Primeiro falou Judas, depois Simão e, por fim João, com um rosto que está chorando e rindo, lá junto à manjedoura!...
 - Vinde sobre o feno. Ouvi... e Jesus narra como foi a noite do seu nascimento. “... estando a mãe já perto do tempo de dar à luz, foi, por ordem de César Augusto, feito um edito pelo delegado imperial Públio Sulpício Quirino, quando era governador da Palestina Sêncio Saturnino. O edito era: que se fizesse o recenseamento de todos os habitantes do Império. Aqueles que não fossem escravos deviam ir para os seus lugares de origem, para se inscreverem nos registros do Império. José, esposo da mãe, era da estirpe de Davi, e de Davi era a mãe. Obedecendo, por isso, ao edito, deixaram Nazaré para virem até Belém, berço da estirpe real. O tempo estava frio...”.
 Jesus continua a narração e tudo cessa neste ponto.


(de Jesus à Valtorta – O Evangelho como me foi revelado, Vol 1)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

CONSELHOS DE JESUS



CONSELHOS DO MESTRE DOS MESTRES

Não fiqueis insultando a Deus, fazendo mau uso de vossa vida, que Ele vos deu, emporcalhando-a com más ações, que desonram o homem.
Não fiqueis insultando os vossos pais, com uma conduta que joga lama sobre os cabelos brancos deles, e espinhos de fogo sobre os últimos dias deles.
Não fiqueis proferindo insolências contra quem vos governa, porque não é com a rebelião contra os governantes que se tornam livres e grandes as nações, mas é com a conduta santa dos cidadãos que se obtém a ajuda do Senhor, o qual pode tocar o coração dos governantes, ou tirá-los de seu lugar ou até da vida, como muitas vezes nos ensinou a nossa história de Israel, quando eles passaram da medida, e especialmente quando o povo, santificando-se, merece o perdão de Deus, que por isso, tira o instrumento opressor do pescoço dos que estavam sendo castigados.
Não profirais insolência contra a esposa, acusando-a de amores adulterinos, e não profirais insolências contra os vossos filhos inocentes, ao terdes notícias de seus ilícitos amores.
Sede santos diante deles, pois eles vêem em vós, por afeto ou por dever, aqueles que hão de ser para eles um exemplo em suas vidas. Não podeis separar a santidade para com o próximo, que está mais perto de vós, da santidade para com Deus, porque uma gera a outra como os dois amores: o de Deus e o do próximo, nascendo um do outro.
Sede justos para com os amigos. A amizade é um parentesco da alma. Está escrito: “Quanto é belo para os amigos que eles andem juntos.” Mas é belo, quando eles andam pelo caminho do bem. Ai daquele que corrompe e trai a amizade, transformando-a em egoísmo, ou em uma traição, ou em um vício, ou em uma injustiça. São muitos demais aqueles que dizem: “Eu te amo”, para ficarem sabendo as coisas do amigo, e desfrutando delas em seu próprio favor. São muitos demais os que usurpam os direitos do amigo.
Sede honestos para com os juízes. Todos os juízes. Desde o Juiz Altíssimo, que é Deus, até o juiz íntimo, que é a nossa consciência, até aqueles amorosos e sofredores, que estão atentos em seu amor vigilante, como são os olhos de nossos familiares, até aquele severo, dos juízes do povo. Não mintais, invocando a Deus para dardes mais força à mentira.
Sede honestos no vender e no comprar. Quando estais vendendo, e a concupiscência vos diz: “Rouba, para teres lucro”, enquanto que a consciência vos diz: “Sê honesto, porque te arrependerias de ter roubado”. Daí ouvidos a esta última voz, lembrando-vos de que não deve ser feito aos outros o que não gostaríamos que fosse feito a nós mesmos. O dinheiro que vos é pago em troca de uma mercadoria, está muitas vezes molhado pelo suor e pelas lágrimas do pobre. Ele custou canseiras. Vós não sabeis quanta dor ele custa, quantas dores estão atrás daquela moeda, que a vós, vendedores, parece sempre muito pouco demais pelo que vendeis. Criaturas doentes, filhos sem pai, velhos com uns escassos trocados no bolso... Oh! Dor santa, Oh! Santa dignidade do pobre que o rico não compreende, porque não és meditada? Por que há honestidade em vender ao forte, ao poderoso, por medo de suas represálias, enquanto que se abusa do indefeso, e do irmão desconhecido? Isto já é um delito, mais contra o amor do que contra a própria honestidade. E Deus o amaldiçoa, porque lágrima derramada pelo pobre, que só tem o seu pranto como reação contra abuso, diante do Senhor tem a mesma voz que tem o sangue arrancado das veias de um homem por um homicida, por um Caim de seu próprio semelhante.
Sede honestos nos olhares, assim como nas palavras e nas ações. Um olhar dado a quem não merece, ou negado a quem o merece, é como um laço e um punhal. O olhar que se enlaça com a pupila despudorada da meretriz, e lhe está dizendo: “Tu és bonita!”, é pior do que o punhal no corredio para a garganta do sufocado. O olhar negado ao parente pobre ou amigo que caiu na miséria, é semelhante a um punhal fincado no coração daqueles infelizes. E assim o olhar de ódio, ou de desprezo, voltado para o inimigo ou o mendigo. O inimigo é perdoado e amado, pelo menos com o nosso espírito, quando nossa carne se recusa a amá-lo. O perdão é sempre o amor do espírito, o não vingar-se é amor do espírito. O mendigo é amado, porque ninguém o conforta. Não basta jogar uma esmola, e ir para adiante com desdém. A esmola é boa para a carne esfaimada, nua, sem abrigo. Mas a piedade, que sorri ao dar, que se interessa pelo pranto do infeliz, essa é um pão para o coração. Amai, amai, amai.
Sede honestos nos dízimos e nos costumes, honestos no interior de vossas casas, não exigindo do empregado além da medida, e não cometendo atentado contra a empregada, que dorme em vossa casa. Ainda que o mundo não saiba do furto cometido no segredo de uma casa, o furto feito à vossa mulher, que não o sabe e à empregada que desonrais, Deus sabe de vosso pecado.
Sede honestos na língua. E honestos em educar filhos e filhas. Está escrito: “Faze isto, a fim de que tua filha não te torne o objeto do riso da cidade.” E Eu digo: “Fazei isso, para que o espírito de vossa filha não pereça.”
E agora ide. Eu também me vou, depois de vos ter dado uma provisão de sabedoria para a viagem. Que o Senhor esteja com aqueles que se esforçam por amá-lo.”


(De Jesus à Valtorta, Vol. 6, pgs. 170 a 173-o Evangelho como me foi Revelado)