Não deixem que seja em vão o meu sofrimento.
JESUS SINAL DE CONTRADIÇÃO
Depois
de discussões entre crentes e não crentes, Jesus começa a falar:
“Quando
o povo de Deus, depois da morte de Maria em Cades, se levantou em sedição no
deserto, por causa da falta de água, e gritou contra Moisés, que tinha sido seu
salvador e chefe, desde a terra do pecado até à terra da promessa, como se ele
fosse o seu louco destruidor, e censurou a Aarão como a um sacerdote inútil.
Moisés entrou com seu irmão no tabernáculo, e falaram ao Senhor, exigindo um
milagre para fazer cessar a murmuração. E o Senhor, ainda que não seja obrigado
a atender a qualquer exigência, especialmente se a exigência for violenta e de
espíritos que perderam a santa confiança na Providência do Pai, falou a Moisés
e a Aarão. Teria podido falar somente a Moisés, porque Aarão, ainda que fosse
Sumo Sacerdote, havia desmerecido um dia a Bondade de Deus, adorando o ídolo.
Mas Deus quis prová-lo ainda, e dar-lhe um modo de crescer na graça aos olhos
de Deus. Ordenou, pois que ele pegasse a vara de Aarão, que estava depositada
no Tabernáculo, depois que ela floresceu e lançou folhas, que depois se
tornaram amêndoas, e com ela foi falar à pedra, porque a pedra daria água para
os homens e para os animais. E Moisés, com Aarão, fez o que o Senhor estava
ordenando, mas os dois não souberam crer completamente no Senhor. E quem menos
creu foi o Supremo Sacerdote de Israel: Aarão. A rocha, golpeada pela vara,
abriu-se e verteu água, que matou a sede do povo e dos animais. E aquela água
foi chamada Água da Contradição, porque lá os israelitas discutiram com o
Senhor, e fizeram sindicâncias sobre suas ações e suas ordens, e nem todos
foram igualmente fiéis, mas ao contrário, logo com o Sumo Sacerdote é que teve
lugar e começou a dúvida sobre a verdade das divinas palavras. E Aarão foi
depois tirado desta vida, sem ter podido chegar à Terra Prometida.
Ainda
hoje o povo está tumultuando contra o Senhor, e dizendo: “Tu nos conduziste à
morte como um povo, e como pessoas singulares, sob o domínio dos opressores.”
E
gritam a Mim: “Faze-te rei, e liberta-nos.” Mas de que libertação estamos
falando? De qual castigo? Dos castigos materiais? Oh! Não. Nas coisas materiais
não há salvação nem castigo. Um castigo bem maior e uma libertação bem maior
está ao alcance de vossa vontade livre e podeis escolher. Deus vo-lo concede.
Isto Eu estou dizendo para os israelitas presentes, para aqueles que deveriam
saber ler as figuras da Escritura e compreendê-las. Mas, visto que Eu tenho
piedade do meu povo, do qual Eu sou rei no espírito, quero ajudar-vos a
compreender uma figura pelo menos, para ajudar-vos a compreender quem Eu sou.
O
Altíssimo disse a Moisés e a Aarão: “Tomai a vara, e ide falar à pedra, e
jorrarão rios para matar a sede do povo, para que ele não se queixe mais.” Ao
Eterno Sacerdote o Altíssimo disse ainda outra vez: “Pega a vara nascida da
estirpe de Jessé, e uma flor nascerá dela, não tocada pela lama humana, e se
mudará em fruto de amendoeira, pleno de unção e de doçura. E com esta
amendoeira da raiz de Jessé, com este broto admirável, sobre o qual pousará o
Espírito do Senhor com seus sete dons, golpeia a pedra de Israel, para que dela
jorre água abundante para sua salvação.”
O
Sacerdote de Deus é o próprio Amor. E o Amor fez uma carne, lançando o seu
broto para fora da raiz de Jessé, que pela lama não foi nutrida, e a Carne era
a do Verbo Encarnado, do Messias esperado, que foi mandado ir falar à rocha,
para que ela se abrisse. Para que se abrisse em sua dura crosta de soberba e de
cobiça, e acolhesse as águas que Deus mandou, as águas que jorram do seu
Cristo, o óleo suave do seu amor, para se tornar maleável, bom, para santificar-se,
acolhendo em seu coração o dom do Altíssimo ao seu povo.
Mas
Israel não quer a água viva em seu seio. Fica fechado, duro, fica assim
especialmente nas pessoas dos seus grandes, contra os quais a vara, florida e
cheia de frutos só pelo poder divino, bate e fala inutilmente. E em verdade, Eu
vos digo que muitos deste povo não estarão no Reino, enquanto que muitos que
não são deste povo entrarão, porque estes terão sabido crer o que os Sacerdotes
de Israel não quiseram crer. Por isso Eu estou no meio de vós como um sinal de
contradição, e vós sereis julgados, conforme o modo como me souberdes
compreender, Mas aos outros, que não são de Israel, Eu digo: “A casa de Deus,
evitada pelos filhos do seu povo, está aberta para os que procuram a Luz.
Vinde. Segui-me. Se Eu estou colocado como um sinal de contradição, também
estou colocado como um sinal para todas as Nações, e quem me amar, será salvo.”
(de
Jesus à Valtorta, Vol. 7, pgs.180 a 182)

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