“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

JESUS SINAL DE CONTRADIÇÃO

                                      Não deixem que seja em vão o meu sofrimento.



JESUS SINAL DE CONTRADIÇÃO

Depois de discussões entre crentes e não crentes, Jesus começa a falar:

“Quando o povo de Deus, depois da morte de Maria em Cades, se levantou em sedição no deserto, por causa da falta de água, e gritou contra Moisés, que tinha sido seu salvador e chefe, desde a terra do pecado até à terra da promessa, como se ele fosse o seu louco destruidor, e censurou a Aarão como a um sacerdote inútil. Moisés entrou com seu irmão no tabernáculo, e falaram ao Senhor, exigindo um milagre para fazer cessar a murmuração. E o Senhor, ainda que não seja obrigado a atender a qualquer exigência, especialmente se a exigência for violenta e de espíritos que perderam a santa confiança na Providência do Pai, falou a Moisés e a Aarão. Teria podido falar somente a Moisés, porque Aarão, ainda que fosse Sumo Sacerdote, havia desmerecido um dia a Bondade de Deus, adorando o ídolo. Mas Deus quis prová-lo ainda, e dar-lhe um modo de crescer na graça aos olhos de Deus. Ordenou, pois que ele pegasse a vara de Aarão, que estava depositada no Tabernáculo, depois que ela floresceu e lançou folhas, que depois se tornaram amêndoas, e com ela foi falar à pedra, porque a pedra daria água para os homens e para os animais. E Moisés, com Aarão, fez o que o Senhor estava ordenando, mas os dois não souberam crer completamente no Senhor. E quem menos creu foi o Supremo Sacerdote de Israel: Aarão. A rocha, golpeada pela vara, abriu-se e verteu água, que matou a sede do povo e dos animais. E aquela água foi chamada Água da Contradição, porque lá os israelitas discutiram com o Senhor, e fizeram sindicâncias sobre suas ações e suas ordens, e nem todos foram igualmente fiéis, mas ao contrário, logo com o Sumo Sacerdote é que teve lugar e começou a dúvida sobre a verdade das divinas palavras. E Aarão foi depois tirado desta vida, sem ter podido chegar à Terra Prometida.
Ainda hoje o povo está tumultuando contra o Senhor, e dizendo: “Tu nos conduziste à morte como um povo, e como pessoas singulares, sob o domínio dos opressores.”
E gritam a Mim: “Faze-te rei, e liberta-nos.” Mas de que libertação estamos falando? De qual castigo? Dos castigos materiais? Oh! Não. Nas coisas materiais não há salvação nem castigo. Um castigo bem maior e uma libertação bem maior está ao alcance de vossa vontade livre e podeis escolher. Deus vo-lo concede. Isto Eu estou dizendo para os israelitas presentes, para aqueles que deveriam saber ler as figuras da Escritura e compreendê-las. Mas, visto que Eu tenho piedade do meu povo, do qual Eu sou rei no espírito, quero ajudar-vos a compreender uma figura pelo menos, para ajudar-vos a compreender quem Eu sou.
O Altíssimo disse a Moisés e a Aarão: “Tomai a vara, e ide falar à pedra, e jorrarão rios para matar a sede do povo, para que ele não se queixe mais.” Ao Eterno Sacerdote o Altíssimo disse ainda outra vez: “Pega a vara nascida da estirpe de Jessé, e uma flor nascerá dela, não tocada pela lama humana, e se mudará em fruto de amendoeira, pleno de unção e de doçura. E com esta amendoeira da raiz de Jessé, com este broto admirável, sobre o qual pousará o Espírito do Senhor com seus sete dons, golpeia a pedra de Israel, para que dela jorre água abundante para sua salvação.”
O Sacerdote de Deus é o próprio Amor. E o Amor fez uma carne, lançando o seu broto para fora da raiz de Jessé, que pela lama não foi nutrida, e a Carne era a do Verbo Encarnado, do Messias esperado, que foi mandado ir falar à rocha, para que ela se abrisse. Para que se abrisse em sua dura crosta de soberba e de cobiça, e acolhesse as águas que Deus mandou, as águas que jorram do seu Cristo, o óleo suave do seu amor, para se tornar maleável, bom, para santificar-se, acolhendo em seu coração o dom do Altíssimo ao seu povo.
Mas Israel não quer a água viva em seu seio. Fica fechado, duro, fica assim especialmente nas pessoas dos seus grandes, contra os quais a vara, florida e cheia de frutos só pelo poder divino, bate e fala inutilmente. E em verdade, Eu vos digo que muitos deste povo não estarão no Reino, enquanto que muitos que não são deste povo entrarão, porque estes terão sabido crer o que os Sacerdotes de Israel não quiseram crer. Por isso Eu estou no meio de vós como um sinal de contradição, e vós sereis julgados, conforme o modo como me souberdes compreender, Mas aos outros, que não são de Israel, Eu digo: “A casa de Deus, evitada pelos filhos do seu povo, está aberta para os que procuram a Luz. Vinde. Segui-me. Se Eu estou colocado como um sinal de contradição, também estou colocado como um sinal para todas as Nações, e quem me amar, será salvo.”


(de Jesus à Valtorta, Vol. 7, pgs.180 a 182)

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