“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A PARÁBOLA DA ROMÃ


PARÁBOLA DA ROMÃ

Jesus pega as frutas, parte duas delas em tantos pedaços, quantos são os seus pequenos amigos, e os distribui entre eles. Depois tomando na mão a terceira, põe-se de pé, e começa a falar, tendo sobre a palma da mão esquerda a maravilhosa romã.
“A que poderei Eu comparar este mundo todo, e, em particular a Palestina de tempos atrás e, no pensamento de Deus, unida em uma única nação, e depois dividida, por um erro e por um obstinado ódio entre os irmãos? A quê compararei Israel, assim como ficou reduzida por sua vontade? Eu o compararei a esta romã. E, na verdade, Eu vos digo que os desentendimentos que há entre os judeus e os samaritanos, se repetem, em forma e medida diferentes, mas com uma única base, que é o ódio, por entre todas as nações do mundo, e às vezes entre províncias de uma mesma nação. E eles se dizem invencíveis, como se fossem umas coisas criadas pelo próprio Deus. Não. O Criador não fez tantos Adãos e tantas Evas, quantas são as raças levantadas umas contra as outras, como inimigas. Deus fez um só Adão e uma só Eva, e deles é que vieram todos os homens, espalhados depois para povoar a terra, como se formassem uma só casa, que cada vez mais enriquece em número de quartos, á medida que os filhos vão crescendo, vão se casando e procriando os netos para os seus pais. Por que então, tanto ódio entre os homens, tantas barreiras, tantas incompreensões?
Vós dissestes: “Sabemos ser unidos, sentindo-nos irmãos.” Mas não basta. Deveis amar também aqueles que não são samaritanos.
Olhai este fruto. Vós sabeis qual o sabor e qual a beleza dele. Fechado como é, ele já vos está prometendo o suco doce do seu interior. Quando é aberto, alegra também a vista, com as fileiras cheias de grãozinhos semelhantes a outros tantos rubis fechados em um escrínio. Mas, ai do incauto que a morder, sem antes ter tirado as separações fortemente amargas, que estão entre uma e outra família dos grãozinhos. Ela intoxicaria seus lábios e vísceras, e ele, repeliria a fruta dizendo: “Isto é veneno”. Igualmente as separações e os ódios entre um povo e outro, entre uma e outra tribo, transformam em “veneno” o que havia sido criado para ser doçura. São inúteis, e não fazem como nesta fruta, nada mais do que criar limites, que reduzem o espaço, e produzem compressão e dor. São amargos para quem lhes dá uma dentada, isto é, para quem morde o vizinho, ao qual não ama, para fazer-lhe uma ofensa e causar-lhe um aborrecimento. Dão-lhe uma amargura que envenena o espírito.
São indestrutíveis? Não. A boa vontade os desfaz, assim como a mão de um menino tira esses enchimentos amargos da doce fruta, que o Criador fez para delícia de seus filhos. E a boa vontade tem como o primeiro entre todos o mesmo Único Senhor, que é Deus tanto dos judeus, como dos galileus, dos samaritanos, como dos bataneus. E Ele vo-lo demonstra, mandando-vos o Único Salvador, que vos está falando, e que passará derrubando as barreiras inúteis, destruindo o passado que vos dividiu, a fim de substituí-lo por um presente que vos irmana em seu nome. Vós todos, de aqui e de além dos limites, não precisais fazer outra coisa mais, mas ajudá-lo, e o ódio cairá, cairá esse aviltamento que produz o rancor, cairá o orgulho que suscita a injustiça.
O meu mandamento é este: que os homens se amem, como irmãos que eles são. Amem-se como o Pai dos Céus os ama, e como os ama o Filho do Homem que, pela natureza humana, que Ele assumiu, sente-se irmão dos homens, e que pela sua Paternidade, se sabe capaz de vencer o Mal, com todas as suas conseqüências. Vós dissestes: “Nossa lei é não trair.” Então, como primeira coisa, não trai mais as vossas almas, privando-as do Céu. Amai-vos uns aos outros, amai-vos em Mim, e a paz virá aos espíritos dos homens, como foi prometido. E virá o Reino de Deus, que é Reino de Paz e de Amor, para todos aqueles que têm uma vontade constante de servir ao Senhor seu Deus.
Agora Eu vos deixo.
A Luz de Deus ilumine os vossos corações...”

( de Jesus à Valtorta, Vol 7, pgs. 398 e 399)

OBS : Neste blog vocês encontram, assim como esta parábola da romã, as seguintes parábolas escritas exatamente como Jesus as contou.

A parábola dos passarinhos, dos verdadeiros filhos de Deus, do bom samaritano, dos talentos, da videira, dos peixes, da drágma perdida, do tesouro escondido, dos conselhos recebidos, dos maus conselheiros, da gota que escava a rocha, do fariseu e o publicano, da Sabedoria, do juiz e da viúva, dos filhos distantes, da ovelhinha tresmalhada, das duas vontades, da encruzilhada, dos dois filhos, do escultor e das estátuas, dos filhos com sortes diferentes, e da videira da horta.

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