“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA.


A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA.


Jesus começa a falar.

Uma mulher tinha dez dracmas em sua bolsa. Mas, tendo feito um movimento, a bolsa caiu-lhe do seio e se abriu, e as moedas saíram rolando pelo chão. Ela as recolheu, com a ajuda das vizinhas que estavam presentes e contou as moedas. Eram nove. Não puderam encontrar a décima. Visto que a tarde já vinha chegando, e começava a escurecer, a mulher acendeu a candeia, e a colocou no chão. Depois pegou a vassoura e começou a varrer com muita atenção para ver se a moeda havia rolado para longe do lugar onde caiu. Mas não havia meio de achar a dracma. Então, as amigas foram-se embora, já cansada de tanto procurar.


 Aí a mulher teve a idéia de mover do lugar a caixa-banco, o armário e o pesado cofre. Tirou com cuidado as ânforas e jarros, que estavam colocados numa cavidade, ao pé da parede. Mas não se achava a dracma. Então, a mulher se pôs de gatinhas e foi procurar no monte do lixo varrido e ajuntado perto da porta da casa, para ver se a dracma teria rolado para fora da casa, indo misturar-se com as folhas rejeitadas das verduras. E lá, afinal, acabou achando a dracma, toda suja, quase coberta, foi lavá-la, e a enxugou. Ela estava mais bonita agora, do que antes. E a mulher foi mostrá-la ás vizinhas, que ela chamou de novo, em alta voz, e que se haviam retirado, depois de a terem ajudado nas primeiras buscas, dizendo: ! Ei-la aqui! Estais vendo? Vos me estáveis aconselhando a não me cansar mais. Mas eu resisti, e encontrei a dracma, que eu tinha perdido. Alegrai-vos, pois, comigo, que ainda não tive a dor de perder nem um só dos meus tesouros.”
Também o vosso Mestre, e com Ele os seus apóstolos, faz como a mulher da parábola. Ele sabe que um movimento pode fazer cair um tesouro. Cada alma é um tesouro e Satanás, que é invejoso de Deus, provoca os maus movimentos para fazer cair as pobres almas. Há alguns que, ao caírem, param perto da bolsa, isto é, afastam-se pouco da Lei de Deus, que recolhe as almas na guarda dos mandamentos. E há os que vão parar mais longe, isto é, afastam-se mais ainda de Deus e de sua Lei. Enfim, há os que saem rodando até o lixo, até ás sujeiras, á lama. E lá acabariam perecendo, ao serem queimados nos fogos eternos, assim como as imundícies costumam ser queimadas em lugares apropriados.
O Mestre sabe disso, e procura incansavelmente as moedas perdidas. Ele as procura em todos os lugares, com amor. Elas são os seus tesouros. Ele não se cansa, nem sente nojo de nada. Mas Ele as busca, rebusca, move as coisas de seus lugares, varre, até encontrar. E, uma vez encontrada, lava a alma encontrada com o seu perdão e chama os amigos, todo o Paraíso e todos os bons da terra, e lhe diz: “ regozijai-vos comigo, porque encontrei o que se tinha perdido e está agora mais bonito do que antes, porque o meu perdão o tornou novo.”
Em verdade Eu vos digo, que se faz muita festa no Céu, alegram-se os anjos de Deus e os bons da terra por um pecador que se converte.
Em verdade, Eu vos digo que não há coisa mais bela do que as lágrimas do arrependimento.
Em verdade Eu vos digo que só os demônios é que não sabem, não podem alegrar-se por esta conversão, que é um triunfo de Deus.
E também vos digo que o modo como um homem acolhe a conversão de um pecador é a medida de sua bondade e de sua união com Deus.
A paz esteja convosco.


( O Evangelho como me foi Revelado – Maria Valtorta, Vol 4, pgs 84,85,86)

domingo, 2 de agosto de 2015

A ASSUNÇÃO DE MARIA.


A ASSUNÇÃO DE MARIA.


Quantos dias se passaram? É difícil precisar. Se alguém julgasse pelas flores que formam a coroa em volta do corpo inerte, diria que se passaram apenas algumas horas. Porém se julgasse pelos ramos de oliveira sobre os quais as flores repousam, os ramos com as folhas já secas e por outras flores secas caídas como relíquias sobre a cobertura do esquife, poderia se concluir que alguns dias se passaram.  
Porém o corpo de Maria é exatamente o mesmo como se tivesse acabado de dar o último suspiro. Não há traço de morte na Sua face ou nas Suas pequeninas mãos. Não há nenhum odor desagradável no quarto. Ao contrário, um aroma indefinível como incenso, lírio, rosa, lírios do vale, ou ervas da montanha, se misturam e estão suspensos no ar.  
João, que não se sabe por quantos dias se manteve acordado, caiu no sono, vencido pelo cansaço, sentado num banquinho, seus ombros recostados à parede próxima a uma porta aberta que dá para o terraço. A luz da lamparina, que, do chão, ilumina-o, permite ver a sua face cansada, e também muito pálida, exceto a sombra avermelhada ao redor dos seus olhos, de tanto chorar.  
Já deve ser aurora, pois a luz pálida ilumina o terraço, e as oliveiras em volta da casa já são visíveis; uma luz que se torna cada vez mais forte e, penetrando pela porta, torna mais nítidos também os objetos do quarto, que, estando longe da lamparina, eram antes impossíveis de se visualizar.  
De repente, uma luz intensa enche o quarto, uma luz prateada com contorno azulado, quase fosfórica, se torna cada vez mais forte, fazendo desaparecer a aurora e a lamparina. Uma luz como aquela que inundou a Gruta em Belém, no momento da divina Natividade. Então, nesta luz paradisíaca, criaturas angelicais surgem, ainda mais brilhante, na luz já intensa que inundou o quarto. Como já acontecera quando os anjos apareceram para os pastores, uma dança de clarões de todas as matizes saem das suas asas e se movem suavemente, emitindo murmúrios harmoniosos, tão doces como se fossem tocados por uma harpa.  
As criaturas angelicais se posicionam em volta da pequena cama, se curvam diante dela, levantam o corpo imóvel e, batendo as asas mais vigorosamente, acentuando o som já existente, abrem uma passagem milagrosamente no teto, como abrira milagrosamente o Sepulcro de Jesus, e se elevam, levando o corpo da sua Rainha, o Santíssimo Corpo, é verdade, porém, ainda não glorificado, e, portanto, sujeito às leis da matéria, para as quais Cristo não era sujeito, pois Ele já estava glorificado quando ressuscitou dos mortos. O som produzido pelas asas angelicais aumenta, e agora é tão potente quanto o som de um órgão.
João, que, embora ainda adormecido, moveu-se duas ou três vezes sobre o seu banco, como se tivesse sido perturbado pela luz forte e pelo som das asas angelicais, desperta completamente por causa do som poderoso, e, também, por causa da forte corrente de ar que, descendo da abertura do teto e atravessando a porta aberta, forma um turbilhão que agita a colcha da cama, agora vazia, e a vestimenta de João, apagando a lamparina e fechando a porta com uma batida forte.  
O Apóstolo olha em volta, ainda meio sonolento, para reparar o que está acontecendo. Nota que a cama está vazia e que o teto está aberto. Entende que um acontecimento maravilhoso teve lugar. Sai para o terraço, e, como pelo instinto espiritual, ou por uma chamada celestial, levanta a sua cabeça, fazendo sombra com as mãos sobre os olhos, evitando o sol, a fim de ver, sem no entanto ser impedido de olhar para o sol nascente.  
E ele vê. Vê o corpo de Maria, ainda sem vida, como que adormecido, ascendendo cada vez mais alto, sustentado pelo grupo angelical. Como último gesto de adeus, as bainhas da manta e do véu são agitadas, provavelmente pelo vento causado pela rápida assunção e pelo movimento das asas angelicais; e algumas flores, aquelas que João colocou e renovou em volta do corpo de Maria, e que com certeza permaneceram entre as dobras do seu vestido, chovem sobre o terraço e sobre o chão do Getsêmani, enquanto a hosana potente do grupo angelical se move cada vez mais longe e se torna tênue.  
João continua a fitar aquele corpo que se eleva em direção ao Céu e, através, certamente, de um prodígio concedido a ele por Deus, para confortá-lo e compensá-lo por seu amor à sua Mãe adotiva, vê distintamente Maria, envolta agora pelos raios do sol já bem alto, aparecer da êxtase que separou a Sua alma do Seu corpo, e ressuscitar, colocar-se em pé, à medida que agora goza também dos dons típicos dos corpos já glorificados.  
João olha e vê. O milagre concedido a ele por Deus permite-lhe, contra todas as leis naturais, ver Maria como Ela é agora, enquanto ascende rapidamente ao Céu, cercada, porém agora não mais auxiliada pelos anjos que cantam hosanas. E João está extasiado pela visão da beleza que nenhuma pena do homem, a palavra humana, ou trabalho de artista poderá ser capaz de descrever ou reproduzir, porque é de uma beleza indescritível.  
João, ainda recostado contra a parede baixa do terraço, continua a fitar aquela forma brilhante e esplêndida de Deus - porque Maria pode realmente ser dita assim, formada de uma maneira única por Deus, Que desejou-A imaculada, para que Ela pudesse formar o Verbo Encarnado - enquanto ascende cada vez mais alto. E Deus-Amor permite-lhe um último prodígio supremo para o Seu perfeito discípulo amoroso: ver o encontro da Mãe Santíssima com o Seu Filho Santíssimo, Que também esplêndido e reluzente, indescritivelmente belo, desce rapidamente do Céu, alcança a Sua Mãe, aperta-A no Seu coração e, juntos, mais brilhantes que dois astros do céu, dirigem-Se ao Céu de onde Ele veio.  
A visão de João terminou. Ele abaixa a sua cabeça. Sobre a sua face cansada, estão visíveis tanto a sua dor da perda de Maria quanto a sua alegria pelo Seu glorioso destino. Porém, agora a alegria excede a dor.  
Ele exclama: “Obrigado, Meu Deus! Obrigado! Eu previ que tudo isto ia acontecer. E queria estar acordado, a fim de não perder nenhum momento da Sua Assunção. Porém já não dormia há três dias! Sono, cansaço, junto com a dor, sobrevieram e derrotaram-me justamente quando a Sua Assunção era iminente... Porém, talvez Vós quisestes assim, ó Deus; para que eu não me afligisse naquele momento, nem que sofresse mais... Sim, Vós certamente assim desejáveis e agora, quisestes que eu visse aquilo que sem o Vosso milagre, não poderia ver. Permitistes vê-La novamente, embora já tão longe, já glorificada e gloriosa, porém, como se Ela estivesse perto de mim. E ver Jesus novamente! Oh! Visão felicíssima, inesperada e não aguardada! Ó dom dos dons de Deus-Jesus para com seu discípulo João! Graça Suprema! Ver Meu Mestre e Senhor novamente! Vê-Lo próximo à Sua Mãe! Ele como o sol, Ela como a lua, astros esplendorosos, pois estavam gloriosos e felizes por se reunirem para sempre! O que o Paraíso será agora que Vós brilhais nele, Seus maiores astros da Jerusalém celeste? Qual o júbilo dos coros angelicais e dos santos? É tal a alegria que a visão da Mãe com Seu Filho me concedeu, algo que cancela toda a dor Dele, todas as dores de Ambos, e mais, também a minha, e a paz me domina. Dos três milagres que pedi a Deus, dois se realizaram. 
Vi a vida retornar à Maria, e sinto a paz voltar para mim. Toda a minha angústia termina porque presenciei-Vos reunidos na glória. Obrigado por tudo isto, ó Deus. E obrigado por terdes feito tudo isto para que eu veja, mesmo para uma criatura santíssima, todavia ainda humana, aquilo que cabe aos santos, aquilo que acontecerá após o último julgamento, a ressurreição do corpo, a sua reincorporação, sua fusão com o seu espírito, que ascende ao Céu no momento da sua morte. Eu não precisava ver para crer. Pois sempre acreditei firmemente cada palavra do Mestre. Porém muitos duvidarão disto, após eras e milhares de anos, e a carne, que se tornará pó, é permitido tornar-se um corpo vivo. Serei capaz de dizer-lhes, jurando pelas coisas mais sublimes, que não apenas Cristo ressuscitou, pelo seu próprio poder divino, assim também a Sua Mãe, três dias após a Sua morte, se de morte isto pode ser chamado, ressuscitou, e com a Sua carne juntando-se à Sua alma, elevou-Se para a abóbada eterna do Céu, ao lado do Seu Filho. Serei capaz de dizer: “Creiam, ó Cristãos, nos corpos ressuscitados, no fim do tempo, e na vida eterna de almas e corpos, uma vida bem-aventurada de santos, e terrível para as pessoas culpadas, impiedosas e sem arrependimento. Creiam e vivam como santos, como viveram Jesus e Maria, a fim de adquirir o que Eles obtiveram. Vi Seus corpos ascenderem ao Céu. Posso testemunhá-los. Vivam como justos, para que um dia possam estar no mundo eterno, em corpo e alma, próximo ao Sol-Jesus, e Maria a Estrela de todas as estrelas.” Novamente obrigado ó Deus! Agora deixai-me juntar o que resta Dela. As flores caídas dos seus vestidos, os ramos da oliveira deixados na cama, e deixai-me preservá-los. Eles servirão... Sim, eles servirão para ajudar a confortar os meus irmãos, que tenho esperado em vão. Cedo ou tarde os encontrarei...”  
Ele recolhe as pétalas das flores que caíram do céu, volta ao quarto, segurando-as envoltas na sua túnica. Então olha mais cuidadosamente à abertura do teto e exclama: “Outro milagre! E outra proporção maravilhosa nos prodígios das vidas de Jesus e Maria! Ele, Deus, ascendeu por Si, e por Sua vontade deslocou a pedra da Sua Sepultura, e apenas com o seu próprio poder, ascendeu ao Céu. Por Si. Maria, a Mãe Santíssima, porém, filha de um homem, por meio do auxílio angelical, teve a sua passagem aberta para a Sua assunção para o Céu, e sempre através de auxílio angelical, foi assunta. No Cristo o espírito voltou a animar o Seu Corpo enquanto estava ainda na Terra, porque tinha de ser assim, para silenciar os Seus inimigos e para  confirmar todos os Seus seguidores na Sua Fé. Em Maria o espírito voltou ao Seu Santíssimo Corpo quando estava nos domínios do Paraíso, pois não havia outra necessidade para Ela. Poder perfeito da Sabedoria Infinita de Deus!...”  
João agora recolhe numa peça de pano, as flores e ramos que estavam ainda na pequena cama, ele adiciona a estes, o que havia recolhido fora, e coloca-os sobre a tampa do esquife. Então, abre-o e guarda o pequeno travesseiro de Maria e a colcha da pequena cama nela; desce à cozinha, junta outros utensílios usados por Ela - as agulhas, a roca para fiar, e os Seus utensílios da cozinha - e os acrescenta às outras coisas.  
Fecha  o esquife e senta-se no banquinho exclamando: “Agora tudo está consumado para mim também! Posso ir livremente onde quer que o Espírito de Deus me leve. Posso ir!  E semear a Palavra Divina que o Mestre me deu para que possa transmiti-la aos homens. E ensinar o Amor. Ensiná-lo para que eles possam crer no Amor e no seu poder. Fazê-los conhecer o que o Deus-Amor tem feito para os homens.
 O Seu Sacrifício e o Seu Sacramento e o Rito perpétuo, por meio do qual, até o fim dos tempos, seremos capazes de estarmos unidos ao Jesus Cristo na Eucaristia e renovar o Rito e o Sacrifício que Ele nos ordenou a levar adiante. Todos os dons do Amor perfeito! Fazê-los amar o Amor para que possam crer Nele, como nós verdadeira e sinceramente cremos. Semear o Amor para que a colheita seja abundante para o Senhor .
 O Amor alcança tudo, Maria disse-me na Sua última conversa comigo, aquele que Ela definiu justamente , no Colégio Apostólico como aquele que ama, aquele amoroso preeminente, o antítese de Iscariotes, que era ódio, como Pedro era impetuoso, e André brandura, os filhos de Alfeu, santidade e sabedoria combinadas à nobreza de caráter, e assim por diante. Eu, o discípulo que ama, agora que já não tenho nem o Mestre e nem a Mãe para amar na terra, sairei para espalhar o amor entre as nações. O Amor será a minha arma e a minha doutrina. E por meio dele derrotarei o demônio, o paganismo e conquistarei muitas almas. Assim continuarei o trabalho de Jesus e Maria que eram o amor perfeito sobre a Terra.”

( O Evangelho como me foi revelado – Maria Valtorta, Vol 10)

Obs: Quantas vezes eu chorei lendo este texto, mas não de tristeza, e sim de uma alegria interior muito intensa. Não é possível uma pessoa que se diz cristão ler um texto tão lindo, verdadeiro, e cheio de sabedoria como este, não ficar emocionado, tocado no seu íntimo, na sua alma. Não. Não é possível. Não permitam que um dia Jesus lhes digam: “ Eu sofri e tu não choraste, eu cantei lindas canções e você não se alegrou, nem ligou, deixou passar.”


A paz de Jesus.

TODOS NÓS SOMOS FILHOS DE UM ÚNICO PAI.


TODOS NÓS SOMOS FILHOS DE UM ÚNICO PAI.



“Ainda que pareça não haver parentesco, ele sempre existe entre os homens. É aquele parentesco por parte do único Criador, que foi o mesmo para todos. E, se depois os filhos de um Pai único se foram separando, isso não significa que se alterou o liame de origem, assim como não fica mudado o sangue de um filho, quando ele abandona a casa paterna. Nas veias de Caim estava o sangue de Adão, mesmo depois que seu delito o obrigou a fugir pelo mundo a fora. E nas veias dos filhos nascidos depois das dores de Eva, que gemeu sobre o cadáver de seu filho assassinado, estava o mesmo sangue que circulava nas do distante Caim. A mesma coisa, e ainda com mais razão, se pode falar sobre a igualdade entre os filhos do Criador.
 Estão eles dispersos? Sim. Estão exilados? Sim. São culpados? Sim. Falam eles outras línguas, e crêem em outra fé, por nós não aceitas? Sim. Estão eles corrompidos por suas uniões com os pagãos? Sim. Mas a alma deles veio de Um só, e há de ser sempre ela, ainda que ferida, desviada, exilada, corrompida... Ainda que seja um motivo de dor para Deus Pai, ela é sempre uma alma por Ele criada. Os filhos bons de um Pai muito bom devem ter sentimentos bons. Bons para com o Pai, bons para com os irmãos, tais como eles se tornaram, porque são filhos de um mesmo Pai. Bons para com o Pai, procurando consolá-lo em sua dor, fazendo voltar a Ele os filhos causadores de sua dor, ou porque são pecadores, ou se tornaram apóstatas, ou porque são pagãos. Bons para com os próprios homens, porque eles têm uma alma, que veio do Pai, e está encerrada num corpo culpado, embrutecida, tornada obtusa por alguma religião errada, mas sempre uma alma do Senhor, igual à nossa.
 Lembrai-vos, ó vós de Israel, de que não há ninguém, ainda que fosse o idólatra mais afastado de Deus, por sua religião idolátrica, ainda que fosse o mais pagão entre os pagãos, ele não estaria absolutamente privado de um traço de sua origem. Lembrai-vos, ó vós, que errastes, ao afastar-vos da justa Religião, descendo a uma mistura de sexos que a nossa Religião condena e, ainda que vos pareça que o que era Israel já morreu em vós, e morreu sufocado pelo amor a um homem de fé e raça diferente, morto não está. É alguém que ainda está vivo. É Israel. E vós tendes o dever de soprar sobre esse fogo que está morrendo, de sustentar a labareda, que subsiste ainda por vontade de Deus, para fazê-la crescer acima do amor carnal. Este acaba com a morte.
 Lembrai-vos disso. E vós, vós, quem quer que sejais, que estais vendo, e muitas vezes ficais horrorizados, ao verdes os híbridos conúbios de filhas de Israel com alguém de outra raça ou de outra fé, lembrai-vos que tendes a obrigação, o dever de ajudar com caridade a irmã extraviada, para que ela reencontre os caminhos do Pai. Esta é a nova Lei, santa e agradável ao Senhor: que os seguidores do Redentor redimam onde houver alguém para ser redimido, a fim de que Deus sorria pelas almas que voltam à casa Paterna, e para que não fique estéril ou muito vilipendiado o sacrifício do Redentor.  Para fazer que muita farinha fermente, a dona de casa toma um pouquinho da massa feita na semana que passou.
 Oh! Apenas uma migalha é tirada da grande quantidade de massa. E ela a enterra na montanha de farinha e conserva tudo isso ao abrigo dos ventos contrários, à temperatura morna e propícia da casa. Fazei assim, vós, que sois seguidores do Bem, fazei assim vós, ó criaturas, que vos afastastes do Pai e do seu Reino. Dai vós, por primeiro, uma migalha do vosso fermento para aumentar e ajudar as moléculas da justiça que ainda subsistem nelas. E vós e elas conservai o fermento novo ao abrigo dos ventos contrários do Mal, na temperatura agradável da Caridade, conforme o vosso estado: se ela é que manda em vós como senhora, ou se ainda se esforça para estar viva em vós, por mais que já esteja moribunda. Fechai ainda as paredes da casa de uma falta de religião a respeito daquilo que está fermentando no coração a uma pessoa que tem a vossa mesma fé, mas está tão desviada, que se sinta ainda amada por Israel, ainda filha de Sião e irmã nossa, para que assim fermentem todas as boas vontades e venha às almas e para as almas todas o Reino dos Céus.”


( O Evangelho como me foi Revelado – Maria Valtorta)

sábado, 1 de agosto de 2015

MENSAGEM DE JESUS E MARIA SANTÍSSIMA.


MENSAGEM DE ESPERANÇA DE JESUS PARA OS DIAS DE GRANDES TRIBULAÇÕES.

 

Minha querida e amada filha, não é para tu compreenderes agora, mas nota que Eu erguerei, dentro da Minha Igreja, um homem que se levantará e proclamará a Verdade. Ele fará isso num momento em que nenhum outro Cardeal, Bispo, padre ou algum servo sagrado Meu terá a coragem de o fazer. Quando a nova falsa doutrina absorver a Igreja, muitos, dentro dela, reconhecerão nos seus corações como falharam. Eles ficarão alarmados, mas demasiado assustados para levantar as suas vozes. Eles serão de tal modo ultrapassados em número por aqueles cuja fé é tão fraca, que aceitarão prontamente qualquer heresia que seja colocada perante os filhos de Deus, no Meu Santo Nome.
O homem que Eu erguerei é uma alma corajosa e muitos ficarão aliviados quando ele falar. Quando ele fizer isso, muitos mais se levantarão e falarão, salvando assim muitas almas. Quando ele estiver levantado, Eu tenho outros planos para trazer conjuntamente todas essas doutrinas, que não Me aceitam, a Jesus Cristo, como sendo o Filho de Deus. Todos estes Planos Divinos foram preditos e milhões e milhões de pessoas através de todo o mundo perceberão, então, a Verdade. Então, elas aumentarão em número e serão abençoadas por Mim, para que possam reunir todos os credos em conjunto, com o único propósito de assegurar que a Verdadeira Palavra de Deus é proclamada. A Fé irá então espalhar-se para que a Minha Palavra, tal como está contida nos Santos Evangelhos, seja pregada pelos homens, mulheres e seus filhos e filhas, em todos os quatro cantos do mundo. Eles profetizarão, revelando ao mundo estas Mensagens Divinas e a Minha Presença cobri-los-á, para lhes dar a força e a coragem de que vão necessitar.
Tão poderosa será esta Minha geração, na divulgação da Verdade, que muitos daqueles que foram extraviados e que foram levados a um caminho de grande erro, se voltarão e virão a correr para Mim. Eles espalhar-se-ão tão rapidamente que, por cada heresia cometida contra Mim, milhões de almas se converterão. Eu atrairei primeiro os pagãos, pois não lhes foi dada a Verdade, e assim o mundo não terá dúvidas sobre quão poderosa será a Minha Intervenção. Depois, Eu atrairei todas as outras religiões, conjuntamente, e ser-lhes-á mostrado, claramente, que há apenas um caminho para o Meu Pai, e que só pode ser através de Mim. E, embora Eu atraia milhões de almas para Mim e para a Verdade de Quem Eu Sou, milhões de outras almas serão atraídas para uma religião feita pelo homem, projetada e criada pelo espírito do mal.
O grande plano do maligno é tão elaborado como simples, e é trazer a condenação ao maior número de almas possível, destruindo a sua crença em Mim, Jesus Cristo. Eles farão isso, negando a Verdade. Enquanto a nova religião irá devorar almas, através de mentiras, Eu irei recuperar três vezes mais esse montante, assegurando que os filhos de Deus não se esqueçam da Verdade.


O vosso Jesus.




Eu peço aqueles que seguem estas Mensagens para rezarem por esta Missão


Minha filha, Eu posso pedir aqueles que seguem estas Mensagens para rezarem por esta Missão? As vossas orações são pedidas para que este Trabalho seja protegido de todas as armadilhas perversas e ações do maligno, através daqueles que o servem e honram. Nunca antes as vossas orações foram tão necessárias como neste momento. O trabalho do maligno contra esta Missão de Salvação é intenso e o seu ódio está instalado. Se vós não pedirdes a Deus para diluir o seu ódio e a sua influência sobre a humanidade, o seu trabalho irá prosperar e destruir as almas, cuja única esperança de salvação será através dos Dons que Deus dá aos Seus filhos.
Eu peço-vos, queridos filhos, para rezardes por todos aqueles que dedicam as suas vidas ao Chamamento de Deus para esta Missão. Esta Oração é para ser dita por todos os profetas de Deus, visionários e servos sagrados, para que eles continuem a servi-Lo enquanto Ele cumpre o Pacto Final.

Cruzada de Oração (155) Para Proteção desta Missão de Salvação:

Ó queridíssima Mãe da Salvação, ouvi o nosso clamor para proteção desta Missão de Salvação e para proteção dos filhos de Deus. Nós rezamos por aqueles que desafiam a Vontade de Deus neste grande momento da história. Nós vos pedimos que protejais todos aqueles que respondam ao vosso chamamento e à Palavra de Deus, para os salvar a todos dos inimigos de Deus. Por favor, ajudai a libertar as almas que caem presas no engano do demônio e abri os seus olhos para a Verdade.
Ó Mãe da Salvação, ajudai-nos, pobres pecadores, a sermos dignos de receber a Graça da perseverança no nosso tempo de sofrimento, em Nome do vosso amado, Filho, Jesus Cristo.
Protegei esta Missão de danos. Protegei os vossos filhos da perseguição. Cobri-nos a todos com o vosso Santíssimo Manto Sagrado e auxiliai-nos com o Dom de conservarmos a nossa fé, cada vez que somos desafiados por falarmos a Verdade, para transmitirmos a Santa Palavra de Deus pelo resto de nossos dias, agora e sempre.
 Amém.

Meus amados filhos, vós deveis apresentar as vossas Orações todos os dias ao meu Filho, para proteção desta Missão contra o ódio de Satanás. Quando o fizerdes, todas as Bênçãos vos serão dadas. Aqueles de vós que fordes capazes, por favor, oferecei Missas frequentemente, as vezes que conseguirdes, pela profeta de Deus Maria Divina Misericórdia e por todos os servos de Deus, para que, através da Misericórdia de Deus, todas as almas se unam com Ele no Seu Reino, para sempre.

A vossa amada Mãe.

Mãe da Salvação.

( O Livro da Verdade - Maria Divina Misericórdia)


O Livro da Verdade está mencionado em Daniel 10.21. É aqui que um misterioso Livro da Verdade é referido. Gabriel explica a Daniel que todas as coisas, que lhe têm sido reveladas acerca do futuro e do fim dos tempos, se encontram no Livro da Verdade. Daniel foi avisado para o selar pois ele será deixado para ser aberto num outro tempo, chamado “O Fim Dos Tempos”.

O LIVRO DA VERDADE foi avisado na Bíblia (Apocalipse 5, 1-9 e Daniel 10, 21).

Apocalipse 5, 1-9

E vi na mão direita do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. E vi um anjo forte, que dizia a grande brado: Quem é digno de abrir o livro, e de desatar os seus selos? E nenhum podia, nem no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, por ver que ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem de olhar para ele. Porém, um dos anciãos me disse: Não chores! Eis aqui o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi, que pela sua vitória alcançou o poder de abrir o livro, e de desatar os seus sete selos. E olhei: E vi no meio dos anciãos um cordeiro como morto, que estava em pé, o qual tinha sete cornos, e sete olhos: que são os sete Espíritos de Deus, mandados por toda a terra. E veio: e tomou o livro da mão direita do que estava assentado no trono. E tendo aberto o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos se prostraram diante do Cordeiro, tendo cada um suas cítaras e suas redomas de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos: e cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és, Senhor de tomar o livro e de desatar os seus selos: porque tu foste morto, e nos remiste para Deus pelo teu sangue, de toda a tribo, e de toda língua, e de todo povo, e de toda nação.

Daniel 10,21
Mas eu te anunciarei presentemente o que está expresso na escritura da verdade: e em todas estas coisas ninguém me ajuda, senão Miguel, que é o vosso príncipe.

O LIVRO DA VERDADE é a continuação da Bíblia. Fonte: www.elgranavisomensajes.com




MENSAGEM DE JESUS CRISTO.


Uma mensagem para os sacerdotes e todos os Meus servos sagrados que deram as suas vidas pelo Meu sagrado serviço

Domingo, 17 de Março, 2013, 18:50 h.

Minha querida e amada filha, esta é uma mensagem para os sacerdotes e todos os Meus servos sagrados que deram as suas vidas pelo Meu Sagrado Serviço Meus amados servos, Eu desejo que vós obedeceis às Leis da Igreja e aqueles a quem vós deveis mostrar obediência em Meu Santo Nome.
Vós nunca deveis abandonar os vossos deveres para com a Igreja e deveis continuar a servir-Me como sempre. Por favor, administrai todos os Sacramentos como dantes, mas ainda com maior diligência. Participai, como sempre, nos vossos deveres sagrados. O vosso dever é para com os filhos de Deus e vós deveis guiar o vosso rebanho. Permanecei fieis aos Meus Ensinamentos, em todos os momentos.
Não sereis vós, meus preciosos servos, que abandonareis a Minha Igreja na terra. Não será por vós que serão feitas mudanças às Leis da minha Igreja, as quais serão alteradas para abraçar novas doutrinas.
Vós permanecereis fieis ao serviço da minha Igreja e conduzireis os vossos deveres até ao terrível dia. Esse será o dia em que minha Santa Missa será alterada além do reconhecível. Serão os inimigos de Deus, que se infiltraram na Minha Igreja na terra, que vos irão empurrar para longe de Mim. Quando eles apresentarem a nova Missa, vós ficareis sem nenhuma escolha, porque então vós sabereis que não mais será oferecida a Santíssima Eucaristia.
 Será então que a verdade vos será finalmente revelada, embora vós estivesses conscientes dos sinais antes disso. Os sinais incluirão novas formas estranhas de adaptar as orações; Satanás não será mais denunciado e os Sacramentos serão adulterados de forma a incluir outras denominações. Vós ficareis desconfortáveis, mas sentireis a obrigação de permanecer fieis à Minha Igreja.
Será então que a existência da Minha Igreja na terra será o vosso único meio de sobrevivência, se vós permanecerdes fieis aos Meus Ensinamentos. Quando os Meus Ensinamentos, os Meus Sacramentos e a Minha Santa Missa forem alterados, não vos deixeis enganar. Se não aderirdes às Minhas Leis, então vós trair-Me-eis. Às outras Igrejas Cristãs, Eu aviso que esta infestação espalhar-se-á também às vossas igrejas. Com o tempo, tornar-se-á difícil para vós honrar os Meus Ensinamentos, da forma como foram dados ao mundo.
 Todos os Cristãos sofrerão sob o regime do falso profeta e do seu parceiro, o anticristo, cujo rosto será em breve irradiado para todo o mundo, como o líder mais influente de todos os tempos.


O vosso Jesus.


O Livro da Verdade está mencionado em Daniel 10.21. É aqui que um misterioso Livro da Verdade é referido. Gabriel explica a Daniel que todas as coisas, que lhe têm sido reveladas acerca do futuro e do fim dos tempos, se encontram no Livro da Verdade. Daniel foi avisado para o selar pois ele será deixado para ser aberto num outro tempo, chamado “O Fim Dos Tempos”.

O LIVRO DA VERDADE foi avisado na Bíblia (Apocalipse 5, 1-9 e Daniel 10, 21).

Apocalipse 5, 1-9

E vi na mão direita do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. E vi um anjo forte, que dizia a grande brado: Quem é digno de abrir o livro, e de desatar os seus selos? E nenhum podia, nem no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, por ver que ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem de olhar para ele. Porém, um dos anciãos me disse: Não chores! Eis aqui o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi, que pela sua vitória alcançou o poder de abrir o livro, e de desatar os seus sete selos. E olhei: E vi no meio dos anciãos um cordeiro como morto, que estava em pé, o qual tinha sete cornos, e sete olhos: que são os sete Espíritos de Deus, mandados por toda a terra. E veio: e tomou o livro da mão direita do que estava assentado no trono. E tendo aberto o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos se prostraram diante do Cordeiro, tendo cada um suas cítaras e suas redomas de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos: e cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és, Senhor de tomar o livro e de desatar os seus selos: porque tu foste morto, e nos remiste para Deus pelo teu sangue, de toda a tribo, e de toda língua, e de todo povo, e de toda nação.

Daniel 10,21
Mas eu te anunciarei presentemente o que está expresso na escritura da verdade: e em todas estas coisas ninguém me ajuda, senão Miguel, que é o vosso príncipe.

O LIVRO DA VERDADE é a continuação da Bíblia. Fonte: www.elgranavisomensajes.com

( O Livro da Verdade - Maria Divina Misericórdia)


DESEJEM O LUGAR MAIS LINDO DO UNIVERSO.

                                     O REINO DE DEUS É O MAIOR TESOURO


Parábola do tesouro escondido.


Torneis cada vez mais enamorados por este Reino, que vos espera e cujo valor é incomensurável.

 Ouvi:
 Um homem, tendo ido a um campo apanhar terriço para a sua pequena horta, ao escavar com muito esforço a terra dura, encontrou, por baixo de algumas camadas da terra, um filão de metal precioso. Que faz então aquele homem? Recobre com a terra a descoberta feita, não lhe importa trabalhar mais ainda, porque a descoberta merece bem a fadiga. Depois, ele vai para casa, conta as riquezas que tem em dinheiro e em outras coisas, e estas últimas ele vende, para ter em mãos muito dinheiro. Em seguida, ele vai ao dono do campo e lhe diz:
“O teu campo me agrada. Quanto queres para vender-me?”
 “Mas eu não o estou vendendo”, diz o outro. Então o homem oferece-lhe somas cada vez maiores e completamente fora de qualquer proporção com o valor do campo, e termina seduzindo o dono dele, o qual fica pensando: “Este homem é um louco! Mas, desde que ele o é, eu vou tirar vantagem disso. Eu vou pegar a soma que ele me está oferecendo. Não estou praticando usura, porque é ele quem a quer dar. Com ela, eu comprarei, pelo menos, outros três campos, e mais bonitos”, e faz a venda, convencido de ter feito um esplêndido negócio. Mas, ao contrário, o outro é que faz um esplêndido negócio, porque ele se priva de bens que podem ser levados pelo ladrão, ou ser perdidos, ou gastos, e procura obter um tesouro que, além de ser verdadeiro e natural, é inesgotável. Vale, pois, a pena, sacrificar tudo o que ele tem, para fazer essa aquisição, ficando ele, por enquanto, só com a posse do campo, mas na realidade passando a possuir para sempre aquele tesouro encerrado nele.
 Vós Já entendestes o negócio. Fazei, então como o homem da parábola. Deixai as riquezas efêmeras, para possuirdes o Reino dos Céus, vendei-as aos estultos do mundo, cedei-as a eles, aceitai até que se riam de vós por isso que, aos olhos do mundo, pode parecer um modo tolo de negociar. Fazei assim, sempre assim, e o vosso Pai, que está nos Céus, com muita alegria vos dará um dia o vosso lugar no Reino.
Voltai para as vossas casas, antes que chegue o sábado e, durante o dia do Senhor, pensai na parábola do tesouro, que é o Reino dos Céus.
A paz esteja convosco.”

( O Evangelho como me foi Revelado – Maria Valtorta. Vol 4)


Obs : Sim, vale a pena perder tudo para estar eternamente no lugar mais lindo do universo. E mais ainda, junto com aquele que tudo criou.


A Paz de Jesus.

A MISERICÓRDIA ANDOU NA TERRA, E SEU NOME É JESUS DE NAZARÉ.


A MISERICÓRDIA ANDOU NA TERRA, E SEU NOME É JESUS DE NAZARÉ.



 Apareceu-me, enquanto eu estava rezando, muito cansada e atormentada, e  por isso estava mesmo nas piores condições para pensar por mim mesma em tais coisas. Mas meu cansaço físico e mental e meu tormento desapareceram logo que me apareceu o meu Jesus, e escrevo. Jesus vai indo por uma estrada ensolarada e poeirenta, que se estende pela beira do lago. Ele toma o rumo do povoado, para onde acorreram muitas pessoas, que o estavam esperando com certeza, e que vão-se aglomerando ao redor dele, por mais que os apóstolos se esforcem, com os braços e os ombros, para abrir-lhe caminho, e levantem a voz para induzi a multidão para deixar um pouco de espaço. Mas Jesus não fica inquieto no meio de tanta confusão. Mais alto do que todas as cabeças dos que o rodeiam, Ele olha, com um doce sorriso, a multidão que se aperta junto a Ele, responde ás saudações, acaricia algumas crianças, que conseguem penetrar através daquele muro compacto de adultos e vão até perto dele, põe a mão sobre as cabeças dos pequeninos, que as mães levantam acima das cabeças dos presentes, para que Ele os toque. E, enquanto isso, Jesus vai caminhando. Vai devagar, cheio de paciência, no meio daquela vozearia, e recebendo de todos os lados os esbarros que aborreceriam a qualquer um.
 Uma voz de homem grita: “Abri caminho, abri caminho.” É uma voz cansada e que deve ser conhecida por muitos, e respeitada como de uma pessoa influente, porque o povo logo abriu caminho, com muito trabalho, porque vão pisando uns nos outros, e deixa passar um homem que está na casa dos seus cinqüenta, coberto com uma veste longa e caída, com uma espécie de lenço branco ao redor da cabeça e que, pelos lados, desce ao longo do rosto e do pescoço. Tendo chegado á frente de Jesus, ele se prostra aos pés dele, e diz: “Oh! Mestre, por que estiveste longe tanto tempo? A minha filha está muito doente. Ninguém pode curá-la. Tu és a minha esperança e a da mãe dela. Vem, Mestre. Eu te estava esperando com uma grande angústia. Vem, vem logo. A minha filha única está morrendo...”, e ele chora. Jesus põe a mão sobre a cabeça do homem que está chorando, sobre aquela cabeça inclinada e sacudida pelos soluços, e lhe responde: “Não chores. Tem fé. A tua filha viverá. Vamos a ela. Levanta-te! Vamos!” Estas duas últimas palavras foram ditas como uma ordem. Antes, falou o Consolador. Agora é o Dominador que fala. E eles se põem a caminho. Jesus tem a seu lado o pai que chora, e o segura pela mão. Quando algum soluço mais forte sacode o pobre homem, vejo que Jesus olha para ele, e lhe aperta a mão. Jesus não faz outra coisa, mas quanta força torna a fluir em uma alma, quando ela se sente tratada assim por Jesus! Antes, no lugar onde está o pai, estava Tiago. Mas Jesus o fez ceder seu lugar ao pobre pai. Pedro está do outro lado. João vai ao lado de Pedro e com ele está procurando formar uma barreira á frente da multidão, como estão fazendo Tiago e Iscariotes do outro lado, atrás do pai que vai chorando.
 Os outros apóstolos vão, uns na frente e outros atrás de Jesus. Mas precisa-se de outro! Especialmente os três de atrás, entre os quais vejo Mateus, não estão conseguindo deter aquela muralha viva. Quando, porém, eles começam a resmungar um pouco demais, e se põe a dirigir algum pequeno insulto á multidão indiscreta, Jesus vira a cabeça e diz com doçura: “Deixai que o façam, estes meus pequeninos!...”
 Em certo momento porém, Ele se vira de repente, até soltando a mão do pai, e pára. Aí Ele se vira, não somente com a cabeça, mas com todo o corpo. Fica, então parecendo mais alto, porque tomou a atitude de um rei. Com um rosto e um olhar severos, inquiridores, Ele perscruta a multidão. Seus olhos lampejam, não por dureza, mas cheios de majestade: “Quem foi que tocou em Mim?”, pergunta Ele. Ninguém lhe responde. “Quem foi que me tocou? Repito.”, insiste Jesus. “Mestre”, respondem-lhe os discípulos, “não estás vendo como a multidão esbarra em Ti por todos os lados? Todos estão tocando em Ti, apesar de todos os nossos esforços.” “Eu pergunto quem foi que me tocou para conseguir um milagre. Eu percebi o poder de um milagre saindo de Mim, porque um coração o estava invocando com fé. Onde está esse coração?” Os olhos de Jesus se inclinam duas ou três vezes, enquanto Ele fala, para o lado de uma mulherzinha, já na casa dos seus quarenta anos, muito pobremente vestida e muito emagrecida no rosto, a qual está fazendo esforço para sumir no meio do povo e para ser engolida pela multidão.
 Aqueles olhares devem estar incidindo sobre ela, e queimando-a. Mas, afinal, ela compreende que não pode escapar, e vem para a frente, joga-se-lhe aos pés, quase com o rosto por terra, com as mãos estendidas, mas sem ousar tocar em Jesus. “Perdão! Sou eu. Eu estava doente. Há doze anos que eu estava doente. Evitada por todos. Meu marido me abandonou. Gastei todos os meus haveres para não ser considerada uma vergonha, e para poder viver como todos vivem. Mas ninguém foi capaz de curar-me. Estás vendo, Mestre? Eu estou velha, antes do tempo. A força saiu de mim com aquele meu fluxo incurável, e com ela lá se foi também a minha paz. Disseram-me que Tu és bom. Quem o disse foi um que foi curado por Ti da sua lepra e que, por ter sido durante muitos anos evitado por todos, não teve nojo de mim. Eu não tive coragem de dizer isso antes. Perdão! Pensei que, logo que tivesse tocado em Ti, ficaria curada. Mas eu não te fiz ficar impuro. Eu apenas rocei pela aba de tua veste, no ponto em que ela ia se arrastando pelo chão, sobre as sujeiras do chão... Eu também sou uma sujeira... Mas estou curada, e que Tu sejas bendito! No momento em que toquei na tua veste, o meu mal cessou. Agora tornei-me como todas. Já não serei evitada por todos. Meu marido, os meus filhos, os parentes poderão ficar perto de mim, e eu poderei acariciá-los. Vou poder ser útil a minha casa. Obrigada, Jesus, bom Mestre. Que tu sejas bendito para sempre!”
 Jesus olha para ela com uma grande bondade. E lhe sorri. E lhe diz: “Vai em paz, minha filha. A tua fé te salvou. Fica curada para sempre. Se boa e feliz. Vai!...”
 Enquanto fala ainda, chega um homem, eu diria que é um criado, o qual se dirige ao pai que, durante todo aquele tempo, se manteve em sua respeitosa e atormentada espera, como se estivesse em cima de brasas. “Tua filha morreu. Inútil importunar mais o Mestre. O espírito dela a deixou, e as mulheres já se estão lamentando. A mãe é que te mandou dizer isso, e te pede que vás logo.”
 O pobre pai solta um grande gemido. Ele leva as mãos à fronte e a aperta, comprimindo os olhos e inclinando-se, como se fosse golpeado. Jesus, que parece não dever ver nem ouvir nada, atento como Ele está em ouvir e responder à mulher, pelo contrário, o que Ele faz é virar-se para o pobre pai e pôr as mãos sobre suas costas arqueadas. “Homem! Te repito: tem fé. Não temas. A tua menina viverá. Vamos a ela.” E se encaminha, segurando apertado contra a si o homem aniquilado. A multidão, diante daquela dor e da graça pouco antes concedida, pára e fica aterrorizada. Depois, se reparte em grupos, e deixa que caminhem livremente Jesus e os seus, e se põe a acompanhar, como uma sombra, a graça que passa. Andam assim cerca de cem metros, talvez mais, eu não sou calculadora, depois vão entrando cada vez mais para o centro do povoado. Uma aglomeração de pessoas está na frente de uma casa de condição civil, comentando todos em voz alta e estridente o que aconteceu, ao responderem aos gritos, ainda mais estridentes, que estão saindo da porta escancarada. São gritos finos, agudos, em uma nota monocórdica, e que parecem dirigidos por uma voz ainda mais aguda, que faz o solo, e à qual respondem, primeiro um grupo de vozes mais finas, e depois um outro de vozes mais cheias. É um barulhão capaz de matar até a quem está bem de saúde. Jesus ordena aos seus que se detenham diante da porta de saída, e chama consigo Pedro, João e Tiago.
 Entra com eles em casa, levando sempre seguro por um braço, o pai, que está chorando. Parece estar querendo infundir-lhe a certeza de que Ele ali está para fazê-lo feliz, com aquele aperto. As... carpideiras (eu as chamaria urradoras), ao verem o chefe da casa e o Mestre, aumentam a intensidade da gritaria, batem as mãos, percutem os tamborins e os triângulos, e, ao som desta... música, emitem suas lamentações.
“Calai-vos”, diz Jesus. “Não é preciso chorar. A menina não está morta, mas dorme.” As mulheres soltam gritos ainda mais fortes, e algumas rolam por terra, arrancam os cabelos, ou melhor, fazem como se os arrancassem, para mostrarem que a menina está morta mesmo. Os tocadores de flautas e os amigos tocam no braço do dono da casa, diante daquela ilusão na qual está Jesus. Mas o Senhor repete um “Calai-vos”, em um tom tão enérgico, que a gritaria, se não cessa, se transforma em murmúrio. E Ele passa além. Entra em um quartinho. Sobre uma cama está estendida a menina morta.  Magra, muito pálida, ela está vestida e com os cabelos negros ajeitados com cuidado. A mãe está chorando perto do pequeno leito, do lado direito, e beijando a mãozinha cor de cera da morta. Jesus... como Ele está bonito agora! Poucas vezes o terei visto assim. Jesus se aproxima solícito. Parece deslizar sobre o pavimento, em vôo, tanto se apressa àquele pequeno leito. Os três apóstolos ficam junto à porta, que eles fecharam aos olhares dos curiosos. O pai fica parado aos pés do leito. Jesus vai para o lado esquerdo do pequeno leito, estende a mão esquerda e, com ela, pega a mãozinha, já abandonada, da morta. Ele pegou a mão esquerda. Eu vi bem. Assim é a esquerda, tanto a de Jesus, como a da menina. Jesus levanta o braço direito, levando a mão aberta ate á altura dos ombros, e depois a abaixa, com um gesto de quem jura ou comanda.
 E diz: “Menina. Eu te ordeno. Levanta-te!” É um instante em que todos, menos Jesus e a morta, ficam suspensos. Os apóstolos espicham os pescoços para verem melhor. O pai e a mãe olham, com olhos cheios de aflição, para sua filha. É apenas um instante. Depois, um suspiro começa a levantar o peito da morta. Uma leve cor vem subindo pelo rostinho cor de cera, e tirando dele a lividez da morte. Um sorriso já se vem esboçando nos labiozinhos pálidos, antes mesmo que os olhos se abram, como se a menina estivesse tendo um bonito sonho. Jesus continua a segurar a mão dela com sua mão. A menina já vai abrindo docemente os olhos, gira-os ao redor de si, como se estivesse despertando. Vê por primeiro o rosto de Jesus, que a está fitando com seus esplêndidos olhos, e lhe sorri, com uma bondade encorajadora, e continua a lhe sorrir. “Levanta-te”, repete-lhe Jesus. E afasta com a mão os aparatos fúnebres, que estavam espalhados sobre o pequeno leito e dos lados (flores, velas etc., etc.) e a ajuda a descer e a dar os primeiros passos, segurando-a sempre pela mão. “Dai-lhe de comer agora”, ordena Ele. “Ela está curada. Deus vo-la restitui. Agradecei-lhe. E não conteis a ninguém isto que aconteceu. Vós sabeis o que havia acontecido com ela. Vós acreditastes e merecestes o milagre. Os outros não tiveram fé. É inútil procurar persuadi-los. A quem não crê no milagre, Deus não se mostra. E tu, menina, sê boa. Adeus. A paz esteja nesta casa.” E Jesus sai, tornando a fechar a porta atrás de Si. E cessa a visão.  Eu lhe direi que os dois pontos em que ela mais me trouxe alegria foram aqueles em que Jesus procura na multidão quem foi que tocou nele e, sobretudo, quando Ele, de pé junto à morta, a pega pela mão e lhe ordena que se levante. A paz, a segurança penetraram em mim. Não é possível que um Compassivo igual a Ele, e um Poderoso como Ele, não possa ter compaixão de nós e vencer o mal que nos faz morrer. Jesus, por enquanto, não comenta, e nada diz sobre outras coisas.


( O Evangelho como me foi Revelado – Maria Valtorta, Vol 4. Pgs 18,19,20,21,22,23)