domingo, 8 de outubro de 2017

O PODER DO LIVRE ARBÍTRIO


A NOSSA VONTADE DEFINE ONDE DEVEMOS ESTAR DEPOIS DESTA VIDA, NO INFERNO OU NO PARAÍSO

Diz Jesus:

“Uma coisa horrenda, mas não inútil. Há muita gente que crê ter Judas cometido uma falta pequena. Alguns chegam até a dizer que ele é um benemérito, porque sem ele a Redenção não se teria realizado e que por isso ele esta justificado aos olhos de Deus.

Em verdade Eu vos digo que se o Inferno ainda não existisse, e não tivesse existido com os seus tormentos, teria sido criado para Judas, ainda mais horrendo e eterno,porque de todos os pecadores e condenados ele é o mais condenado e pecador, e, para ele, eternamente não haverá atenuação da condenação.

O remorso o poderia até ter salvado, se ele tivesse transformado o remorso em um arrependimento. Mas ele nãos quis arrepender-se, pois ao primeiro delito de traição, que era perdoável, por causa da grande misericórdia que é a minha amorosa fraqueza, ele ainda acrescentou as blasfêmias, as resistências às palavras da Graça, que ainda lhe queriam falar através das recordações, através dos terrores, através do meu Sangue e do meu manto, através do meu olhar, através dos sinais da instituição da Eucaristia, através das palavras de Minha Mãe.

Ele resistiu a tudo. Ele quis resistir, como também quis maldizer, como quis suicidar-se. E é à vontade o que se leva em conta nas coisas. Tanto para o bem, como para o mal.

Quando alguém cai sem vontade de cair, Eu perdôo. Veja o caso de Pedro. Ele me negou. Por quê? Nem ele mesmo sabia exatamente o porquê. Seria um covarde, Pedro? Não. O meu Pedro não era um covarde. Contra a coorte e os guardas do Templo, ele tinha ousado ferir Malco, para defender-Me e até para arriscar-se a ser morto por isso. E depois ele fugiu. Mas sem ter tido a intenção de fazer aquilo. Depois, porem, ele soube ficar comigo e proceder bem no caminho, até chegar a minha morte na cruz. Depois ele soube muito bem dar testemunho de Mim, ate o ponto de chegar a ser morto por sua fé intrépida. Eu defendo o meu Pedro. Seu extravio, ao negar-Me, foi o ultimo de sua humanidade. Mas é que sua vontade espiritual não lhe estava presente naqueles momentos. Com o espírito desvairado pelo peso de sua natureza humana, ele estava dormindo. E, quando despertou, não quis ficar no pecado, e quis ser perfeito. E Eu o perdoei imediatamente.

Judas não quis. Tu dizes que ele parecia um louco e hidrófobo. O que ele tinha era uma raiva satânica. O seu terror, ao ver o cão, um animal raro, especialmente em Jerusalém, o seu terror vem do fato de que se atribuía a satanás, desde os tempos imemoriais, aparecer aos mortais, sob aquela forma. Nos livros de magia se lê ainda hoje que uma das formas preferidas por satanás, a fim de aparecer aos homens é a de cão misterioso, ou de um gato, ou de um bode. Judas, já tomado pelo terror nascido nele pelo seu delito, convencido como estava de ser ele de Satanás pelo seu delito, chegou a ver Satanás naquele animal vadio.

Quem é culpado vê em tudo sombras que amedrontam. E é sua consciência que as cria. Depois satanás aumenta aquelas sombras, que ainda poderiam dar arrependimento a um coração, e transforma em fantasmas horrendos, que levam ao desespero. E o desespero leva ao ultimo delito: o suicídio. Que vantagem há em jogar fora o preço da traição se esse despojamento é somente um fruto da ira, e não é valorizado por uma vontade reta de arrependimento? Pois, se assim fosse, então o despojar-se dos frutos do mal se torna um ato meritório. Mas do jeito que ele fez, não. Foi um sacrifício inútil.

Minha Mãe, e Ela era a própria graça quando falava, e também minha Tesoureira, que perdoava em meu Nome, havia dito a ele: “Arrepende-te, Judas. Ele perdoa...”

Oh! Se Eu o tivesse perdoado! Se ele se tivesse jogado aos pés da Mãe, dizendo: “Piedade!” Ela, a piedosa, o teria recolhido como a um ferido e, sobre as suas feridas satânicas pelas quais o inimigo lhe tinha inoculado o delito, teria derramado o seu pranto que salva, e o teria trazido a Mim, aos pés da Cruz, segurando-o pela mão, para que satanás não o pudesse arrebatar, e os discípulos feri-lo, e levado para lá para que o meu Sangue caísse em primeiro lugar sobre ele, o maior dos pecadores. E teria sido Ela a Sacerdotisa admirável sobre o seu altar, entre a Pureza e a Culpa, porque é Mãe dos Virgens e dos Santos, mas também Mãe dos Pecadores.

Mas ele não quis. Meditai no poder da vontade da qual vós sois árbitros absolutos. Por ela podeis ter o Céu ou o Inferno. Meditai sobre o que é que quer dizer persistir na culpa.

O Crucificado, Aquele que esta com os braços abertos e pregados, para dizer-vos que vos ama e que não quer, não pode ferir-vos, porque vos ama, e prefere dizer que não nos pode abraçar, sua única dor, por sua posição pregado na Cruz, mais do que ter a liberdade de punir-vos, o Crucificado é objeto da divina esperança para aqueles que se arrependem e que querem ficar livres da culpa, que se torna para os impenitentes objeto de um tal horror, que os faz blasfemar e usar de violência contra si mesmos. Assassinos de seu espírito e de seu corpo, por sua persistência na culpa, e o aspecto do Manso, que se deixou imolar, na esperança de salvá-los, assume a aparência de um espectro horroroso.

Maria, tu te lamentaste desta visão. Mas esta é a Sexta-Feira da Paixão, minha filha. Tu deves sofrer. Aos sofrimentos, por causa dos meus sofrimentos e os de Maria, deves unir os teus, pela amargura de ver os pecadores continuarem sendo pecadores. É esse o nosso sofrimento. E deve ser o teu. Maria sofreu, e sofre ainda por isso, como sofre por minhas torturas. Por isso é que deves sofrer por isto. Agora, descansa. Daqui a três horas serás toda Minha e de Maria. Eu te abençôo, ó violeta da Minha Paixão, e passiflora de Maria.

O Evangelho como me foi revelado, onde Nosso Senhor e Maria Santíssima revelam Suas Vidas a Grande Mística Maria Valtorta, das paginas 71 a 82.

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