“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O ESPÍRITO É FORTE, MAS A CARNE É FRACA


VENCER AS TENTAÇÕES, PARA SE OBTER OS MÉRITOS QUE NOS LEVA AO REINO DE DEUS



A PARÁBOLA DAS LEPRAS NAS CASAS(O espírito é forte, mas a carne é fraca)


25 de Janeiro de 1946.

No caminho de volta para a casa de Joana, enquanto estão um pouco isolados, indo pelo meio das pessoas que se aglomeravam nas estradas, e se separam um do outro os que vão acompanhando a Jesus. Pedro, que vai ao lado do Mestre e com os dois filhos de Alfeu, pergunta: “Eis aí, Senhor. Agora que podemos falar um pouco entre nós, dize-me uma coisa em que desde ontem à tarde estou pensando.”
“Sim, Simão. Dize-me, que Eu responderei.”
“Desde ontem à tarde, eu estou pensando na grande graça que Tu concedeste a João, em Antigônio. Mas, sabes Tu que ela é bem grande? É uma coisa extraordinária. E concedida somente a ele! E, no entanto, também Síntique a merece muito... Pois, afinal, há tantas pessoas boas que mereceriam ver-te... e que não Te vêem a não ser quando já estão perto de Ti. Nós, por exemplo, como seríamos consolados quando nos tiveres mandado pelo mundo? E por vezes chegamos a certos momentos em que a Tua palavra nos teria tirado da incerteza. Mas Tu a nós não vens nunca... Por que essa diferença?”
“Concluindo, tu, meu Simão és um pouco ciumento?”
“Naaão! Mas... em resumo, eu quereria saber três coisas: Porque a João de Endor. Se é só a ele. E se não é possível que um dia isso aconteça também conosco, comigo por exemplo, podendo eu ver-te milagrosamente e saber de Ti como é que devo proceder.”
“E Eu vou te responder. A João, porque um espírito muito cheio de boa vontade, apesar de suas desventuras passadas. Ele tem suas fraquezas, mais as físicas do que outras, e elas poderiam arruinar o edifício que ele construiu de sua elevação a Deus. Vê, meu amigo? O passado que ficou durante muito tempo sobre nós, como uma crosta penetrada até às suas profundezas, gravou nele sinais indeléveis, não só isso, como deixa tendências indeléveis em cada homem. Olha por exemplo aquele casebre construído ao pé do morro. As águas do solo e as que escorrem do muro durante as chuvas, pouco a pouco foram penetrando nele. Agora o sol está quente, e durante meses assim estará. Mas o mofo que penetrou na cal estará sempre presente, parecendo-se com as manchas da lepra. E a casa é, então abandonada, porque é declarada leprosa. Em outros tempos menos zombeteiros do que estes, a casa teria sido demolida completamente, segundo a Lei. Por que aconteceu uma coisa assim aquela casa? Porque os proprietários dela não tiveram cuidado de abrir valetas ao redor dela, para não deixarem que se empoçasse a água ao pé das paredes, desviando, para longe do lado que a casa se apóia no monte, as águas que dele descem. Mas agora a casa, não só está feia, mas solapada pela umidade. Se alguém, cheio de boa vontade, pensasse em todos aqueles trabalhos, e depois a limpasse, raspando as paredes, substituindo os tijolos mofados por outros novos, ela poderia ser ainda usada. Mas ela apresentaria sempre certas fraquezas, e, no caso de haver um terremoto, seria a primeira a desmoronar. João foi penetrado, durante anos pelos venenos do mal do mundo. Ele procurou, com sua vontade, cerceá-los de sua alma, que havia voltado à vida. Mas na base escondida na carne, em sua parte inferior, haviam ficado algumas fraquezas. O espírito é forte, mas a carne é fraca, e ela também desencadeia suas tempestades quando aos seus estímulos se unem aos elementos do mundo, capazes de comover o eu: João. Tentar remover partículas do passado, foi o que causou tudo o que lhe aconteceu! Eu ajudo a resistência dele, sua depuração, a vitória sobre o passado, que sempre quer reerguer-se, dou-lhe consolo em seu grande sofrimento, como posso. Pois ele o merece. E porque é justo ajudar a uma vontade santa, contra a qual se lançou de assalto toda a maldade do mundo. Estás persuadido?”
“Sim, Mestre. E... é só a ele que te mostras?”
Jesus sorri, olhando para Pedro, que está olhando para Ele, de baixo para cima, e parecendo um menino, que olha para o rosto do pai.
“Não é só a ele. Também a outros que estão longe, tentando construir a sua santidade, com muita dificuldade, fazendo isso sozinhos.”...


(De Jesus à Valtorta, Vol. 6, pgs. 56, 57)

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