“NO TERCEIRO DIA, UMA LUZ VINDA DOS CONFINS DO UNIVERSO, COMO UM METEORO, VAI DIRETO ATÉ O SEPULCRO, QUANDO UM ESTRONDO SACODE A TERRA, AFASTANDO A ENORME PEDRA QUE O SELAVA, E OS GUARDAS ROMANOS FICAM ATORDOADOS. A LUZ ENTÃO ENTRA NO CORPO INERTE DE JESUS, QUE EM SEGUIDA LEVANTA, TRANSPASSANDO OS PANOS DA MORTALHA COM SEU CORPO IMATERIAL FULGURANTE. RESSUSCITANDO DOS MORTOS COM UMA MATÉRIA INCORPÓREA DE INTENSA LUZ, CONHECIDA APENAS POR DEUS, DE UMA BELEZA INDESCRITÍVEL.”

quarta-feira, 17 de junho de 2015

OBEDECER A DEUS.


OBEDECER A DEUS.

Maria Valtorta viu e ouviu o que se segue por um milagre de Deus.

Escutai. Vamos subir de novo pelo curso dos séculos, até além dos limites do tempo. Quem foi que desgastou o espírito do homem, vós o sabeis, Foi Satanás, o Adversário, o Inimigo, o ódio. Dai-lhe o nome que quiserdes. Mas, porque o desgastou? Por uma grande inveja: a de ver o homem destinado ao Céu, do qual ele havia sido expulso. Quis para o homem o exílio que ele tinha recebido. Porque ele foi expulso? Por ter-se rebelado contra Deus. Vós o sabeis. Mas em quê? Na desobediência. E então, não é também necessariamente lógico que, para restabelecer a ordem, que é sempre Alegria, não deva existir uma obediência perfeita? Obedecer é difícil, especialmente se se trata de matéria grave. O que é difícil faz sofrer a quem a executa. Pensai, pois que se Eu, que fui interrogado pelo Amor, e queria trazer Alegria aos filhos de Deus, se Eu não devo sofrer infinitamente, para cumprir o dever da obediência ao Pensamento de Deus. Portanto, Eu devo sofrer para vencer, para cancelar não um ou mil pecados, mas o próprio Pecado por excelência que, no espírito angélico de Lúcifer, ou naquele que animava Adão. Esteve e estará sempre, até o último homem, o pecado da desobediência a Deus.
Vós, homens, deveis obedecer limitadamente aquele pouco, parece-vos muito, mas é tão pouco, que Deus exige de vós. Em sua justiça, Ele exige de vós somente o que podeis cumprir. Mas Eu conheço todo o Pensamento, quanto aos grandes e pequenos acontecimentos. Para mim não foram postos limites quanto ao conhecer e ao realizar. O amoroso sacrificador, o Abraão Divino, não poupa sua Vítima, o seu filho. É o Amor, não saciado e ofendido, que exige reparação e oferta. Se Eu vivesse mil e mais mil anos, não seria nada, se não consumasse o Homem até sua última fibra, assim como nada teria acontecido, desde a eternidade, Eu não tivesse dito “Sim” ao meu Pai, dispondo-me a obedecer, como Filho de Deus e como homem, no momento achado justo por meu Pai.
A obediência é dor e glória.
A obediência, como o espírito, não morre nunca. Em verdade Eu vos digo que os verdadeiros obedientes se tornarão deuses, mas depois de uma luta continua contra si mesmos, contra o mundo e contra Satanás.
A obediência é luz. Quanto mais obedientes formos, mais luminosos seremos e veremos.
A obediência é caridade, porque é um ato de amor e paciência, e quanto mais obedientes formos, mais suportaremos as coisas e as pessoas.
A obediência é humildade e, quanto mais obedientes formos, mais humildes seremos para com o próximo.
A obediência é heroicidade. E o herói do espírito é Santo, o cidadão dos Céus, o homem divinizado. Se a caridade é virtude na qual se reencontra a Deus Uno e Trino, a obediência é a virtude na qual se encontra a Mim, o vosso Mestre.
Fazei que o mundo vos conheça como meus discípulos por uma obediência absoluta a tudo o que é Santo.

(O Evangelho como me foi Revelado – Maria Valtorta, Vol 8, pgs 125,126,127)


A paz de Jesus.

Antonio Carlos Calciolari.

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