OBEDECER A DEUS.
Maria
Valtorta viu e ouviu o que se segue por um milagre de Deus.
Escutai. Vamos subir de novo
pelo curso dos séculos, até além dos limites do tempo. Quem foi que desgastou o
espírito do homem, vós o sabeis, Foi Satanás, o Adversário, o Inimigo, o ódio. Dai-lhe
o nome que quiserdes. Mas, porque o desgastou? Por uma grande inveja: a de ver
o homem destinado ao Céu, do qual ele havia sido expulso. Quis para o homem o
exílio que ele tinha recebido. Porque ele foi expulso? Por ter-se rebelado
contra Deus. Vós o sabeis. Mas em quê? Na desobediência. E então, não é também
necessariamente lógico que, para restabelecer a ordem, que é sempre Alegria,
não deva existir uma obediência perfeita? Obedecer é difícil, especialmente se
se trata de matéria grave. O que é difícil faz sofrer a quem a executa. Pensai,
pois que se Eu, que fui interrogado pelo Amor, e queria trazer Alegria aos
filhos de Deus, se Eu não devo sofrer infinitamente, para cumprir o dever da
obediência ao Pensamento de Deus. Portanto, Eu devo sofrer para vencer, para
cancelar não um ou mil pecados, mas o próprio Pecado por excelência que, no
espírito angélico de Lúcifer, ou naquele que animava Adão. Esteve e estará
sempre, até o último homem, o pecado da desobediência a Deus.
Vós, homens, deveis obedecer
limitadamente aquele pouco, parece-vos muito, mas é tão pouco, que Deus exige
de vós. Em sua justiça, Ele exige de vós somente o que podeis cumprir. Mas Eu
conheço todo o Pensamento, quanto aos grandes e pequenos acontecimentos. Para
mim não foram postos limites quanto ao conhecer e ao realizar. O amoroso
sacrificador, o Abraão Divino, não poupa sua Vítima, o seu filho. É o Amor, não
saciado e ofendido, que exige reparação e oferta. Se Eu vivesse mil e mais mil
anos, não seria nada, se não consumasse o Homem até sua última fibra, assim
como nada teria acontecido, desde a eternidade, Eu não tivesse dito “Sim” ao
meu Pai, dispondo-me a obedecer, como Filho de Deus e como homem, no momento
achado justo por meu Pai.
A obediência é dor e glória.
A obediência, como o espírito,
não morre nunca. Em verdade Eu vos digo que os verdadeiros obedientes se
tornarão deuses, mas depois de uma luta continua contra si mesmos, contra o
mundo e contra Satanás.
A obediência é luz. Quanto
mais obedientes formos, mais luminosos seremos e veremos.
A obediência é caridade,
porque é um ato de amor e paciência, e quanto mais obedientes formos, mais
suportaremos as coisas e as pessoas.
A obediência é humildade e,
quanto mais obedientes formos, mais humildes seremos para com o próximo.
A obediência é heroicidade. E
o herói do espírito é Santo, o cidadão dos Céus, o homem divinizado. Se a
caridade é virtude na qual se reencontra a Deus Uno e Trino, a obediência é a
virtude na qual se encontra a Mim, o vosso Mestre.
Fazei que o mundo vos conheça
como meus discípulos por uma obediência absoluta a tudo o que é Santo.
(O Evangelho como me foi Revelado
– Maria Valtorta, Vol 8, pgs 125,126,127)
A paz de Jesus.
Antonio Carlos Calciolari.

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